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Saiba Onde Encontrar o Elenco de ‘Seinfeld’ Após o Sucesso da Sitcom

Saiba Onde Encontrar o Elenco de ‘Seinfeld’ Após o Sucesso da Sitcom

Bruno Pinheiro Melim

Bruno Pinheiro Melim

Editor JustWatch

Rotineiramente vendida como um ‘show sobre nada’ (afinal, sobre o que é mesmo a série?), Seinfeld contou com nove temporadas ao longo dos anos 90, e é conhecida até hoje como uma das mais revolucionárias (e icônicas) sitcoms da história da televisão. 

Com um formato arrojado e híbrido, iniciando quase sempre seus episódios com um trecho de stand-up do próprio Seinfeld, e abordando abertamente temas tabus para a época, a série pavimentou o caminho da comédia norte-americana, tanto no que diz respeito às sitcoms, como também do stand-up comedy moderno, ao explorar a peculiar vida cotidiana de Jerry Seinfeld e seus amigos.

Neste guia da JustWatch, saiba como matar as saudades dos atores que protagonizaram Seinfeld durante quase uma década, por meio de filmes e séries dos quais eles participaram após o sucesso da sitcom. Não esqueça também de conferir onde assistir a cada produção citada!

Jerry Seinfeld (Jerry Seinfeld)

Jerry Seinfeld interpreta uma versão ficcional dele mesmo em Seinfeld, série criada pelo próprio em conjunto com o comediante Larry David. Na sitcom, o protagonista compartilha algumas paixões semelhantes com a sua persona real, sendo a principal delas a comédia stand-up. Não à toa, após interpretar de forma envolvente o sarcástico e otimista comediante na série que explora o cômico dia a dia de Seinfeld e seus amigos, o ator continuou sua carreira atuando em palcos de stand-up comedy ao redor dos Estados Unidos.

Sua versão ‘inventada’ dele próprio ficou tão conhecida, que Jerry explorou as diversas possibilidades desse tipo de interpretação em outras produções igualmente prestigiadas, com destaque para a série Segura a Onda, que ficcionaliza a vida de Larry David. Mas se engana quem pensa que o ator viveu apenas da sua persona ‘inventada’. Jerry Seinfeld recentemente protagonizou o filme A Batalha do Biscoito Pop-Tart, que conta a história da criação de um ‘doce revolucionário’. Além disso, o ator também dublou a abelha protagonista da animação Bee Movie: A História de uma Abelha trazendo muito de sua personalidade hilária apenas com sua voz.

Julia Louis-Dreyfus (Elaine Benes)

Elaine Benes é uma personagem memorável, e além disso, muito relevante para a televisão norte-americana. Interpretada por Julia Louis-Dreyfus, a ex-namorada de Seinfeld desafiou os padrões de representação da mulher em sitcoms da época, ao mostrar a sua postura independente e assertiva. Convenhamos, falar sobre sexo ou expor a sua opinião sobre qualquer outro assunto nunca foi um problema para Elaine, uma personagem com um ‘timing cômico’ perfeito e uma sabedoria ímpar devido a performance singular de Julia.

Após o sucesso de Seinfeld, a atriz construiu uma variada e proeminente carreira, com destaque para a série Veep, na qual ela interpreta a (confusa) vice-presidente dos Estados Unidos, Selina Meyer, e a sitcom As Novas Aventuras de Christine, na qual ela faz uma mãe divorciada. Já nas telonas, um dos seus papéis de grande destaque foi na comédia romântica À Procura do Amor, e mais recentemente nos filmes da Marvel, Viúva Negra, Pantera Negra: Wakanda para Sempre e Thunderbolts (além da série Falcão e o Soldado Invernal), onde ela interpreta sempre a Condessa Valentina Allegra de la Fontaine, provavelmente uma das personagens que mais sai do molde no universo da Marvel.  

Jason Alexander (George Costanza)

Conhecido por dar vida a George Costanza, o neurótico melhor amigo de Seinfeld que normalmente acaba se dando mal por conta da sua preocupação exacerbada, Jason Alexander seguiu carreira no cinema com papéis coadjuvantes em obras bastante populares. Uma Linda Mulher e Sempre ao Seu Lado (filme impossível de não chorar) são alguns desses exemplos.

Mas se você quiser explorar o lado ‘B’ do trabalho do ator, que tem uma carreira paralela também como dublador, basta dar um play na memorável animação da Disney, O Corcunda de Notre Dame, onde ele dá vida a Hugo, uma das três gárgulas do filme. E para citar alguma produção mais recente, Jason Alexander ainda interpreta Sylvester Borgman na série animada da Arlequina.

Michael Richards (Cosmo Kramer)

Em muitos momentos de Seinfeld, a presença de Cosmo Kramer (interpretado por Michael Richards) era tão apelativa quanto (ou até mais) que a do seu vizinho Jerry. Excêntrico e imprevisível por natureza, Kramer é um daqueles personagens que iluminam a cena sempre que aparecem — não importa se como protagonista dela ou coadjuvante, aparecendo apenas no canto da tela. Michael Richards é a razão desse personagem chamar tanta atenção.

A sintonia de Michael com Jerry sempre foi tamanha, que não à toa os dois trabalharam algumas vezes nos mesmos projetos, como por exemplo em Bee Movie: A História de uma Abelha e Segura a Onda — onde ele também interpreta uma versão ficcional de si próprio. Mas para quem quer ver o ator em um papel mais recente, saiba que sua última aparição foi no longa-metragem Na Balada do Amor.

Wayne Knight (Newman)

Ao contrário de Kramer, o tresloucado Newman (interpretado por Wayne Knight) tinha uma relação de ódio mútua com seu vizinho, Jerry — fato que certamente rendeu muitas sequências cômicas durante a série, muito por conta da sua personalidade adoidada. Wayne Knight certamente trouxe algo para o personagem que outros não conseguiriam.

Além do atípico e excêntrico carteiro de Seinfeld, Wayne também deu vida a personagens com características cômicas nos filmes Jurassic Park: O Parque dos Dinossauros e Space Jam: O Jogo do Século, e nas séries Uma Família de Outro Mundo e Bookie. Além disso, o ator também tem uma carreira sólida como dublador, com destaque para os personagens, Homem Galinha, o dono da loja de brinquedos em Toy Story 2, e o Pinguim na série animada Arlequina.

Heidi Swedberg (Susan Ross)

Heidi Swedberg deu vida à Susan Ross em Seinfeld, executiva da NBC, e noiva de George Costanza (durante um certo período), que termina com um fim para lá de trágico, mas um tanto quanto cômico — melhor ficarmos por aqui para não soltarmos um grande spoiler… Tragédia e humor não é algo que todos os atores conseguem trazer aos seus personagens, mas Heide Swedberg fez de forma magistral.

Além de fazer algumas temporadas da célebre sitcom, Heidi também fez papéis coadjuvantes nas séries Gilmore Girls: Tal Mãe, Tal Filha e Os Feiticeiros de Waverly Place (mais especificamente no episódio ‘Art Teacher’ da segunda temporada). Outra produção de grande destaque que a atriz participou, foi o filme clássico de ficção científica Heróis Fora de Órbita.

Liz Sheridan (Helen Seinfeld)

Liz Sheridan, que interpretou a adorável e superprotetora Helen, mãe de Seinfeld, que mora com seu marido na Flórida, infelizmente veio a falecer aos 93 anos em 2022. Apesar de muita gente ter se deparado com o seu talento pela primeira vez através da série Seinfeld, Liz também é bastante famosa por ter trabalhado durante anos em Alf, O ETeimoso, fazendo a vizinha mal-humorada, Raquel Ochmonek. Uma atriz extremamente talentosa. 

Mas vale lembrar que, antes de partir, a atriz também brilhou com uma participação especial na segunda temporada da série animada American Dad!, como a Mrs. Russell Rothberg, e também no filme Um Avô Sedutor, como a personagem Edna Gordon.

Barney Martin (Morty Seinfeld)

Algumas peculiaridades fazem do ranzinza Morty Seinfeld (interpretado por Barney Martin) um dos personagens mais autênticos e curiosos de Seinfeld. Sua invenção de uma capa de chuva mais chique que a comum e sua repulsa pelo som de velcro, são só alguns desses exemplos. E, claro, a performance envolvente de Barney como Morty. 

Falecido em 2005 aos 82 anos, Barney Martin não chegou a estrelar em grandes produções após o sucesso de Seinfeld. No entanto, você pode conhecer um pouco mais o trabalho do ator assistindo ao clássico filme dos anos 80, Arthur, o Milionário Sedutor, onde ele contracena com ‘entidades’ do cinema, como Liza Minnelli e John Gielgud.

Estelle Harris (Estelle Costanza)

Assim como Liz Sheridan, Estelle Harris também faleceu em 2022, igualmente com 93 anos de idade. A atriz que deu vida à sua xará e mãe de George Costanza na sitcom, interpretou uma personagem que provavelmente você não fazia a menor ideia de que era ela: a Sra. Cabeça-de-Batata em Toy Story 2, Toy Story 3 e Toy Story 4.

Caso você tenha interesse em explorar ainda mais o talento de Estelle como dubladora — carreira essa galgada de forma mais intensa após Seinfeld — basta assistir ao filme Irmão Urso e à série Jake e Os Piratas da Terra do Nunca. Agora, voltando para o live-action, à semelhança de Jerry e Michael, ela também participou da série do Larry David, Segura a Onda.

Jerry Stiller (Frank Costanza)

Tal pai, tal filho. Se George Costanza é conhecido pelos seus surtos de ansiedade, seu pai Frank Costanza (representado por Jerry Stiller), protagoniza momentos divertidíssimos em Seinfeld com os seus surtos de raiva — principalmente direcionados ao seu filho. 

Falecido em 2020 com 90 anos de idade, Jerry Stiller nunca abandonou a comédia — e olha que isso ele sabia fazer como ninguém. Mas será que o seu sobrenome não te diz alguma coisa? Sim, a primeira frase do parágrafo anterior também cabe aqui. Jerry é pai do ator e comediante Ben Stiller, com quem ele já contracenou em filmes como Antes Só do que Mal Casado, Zoolander e Zoolander 2 (este o seu último papel no cinema).

A Evolução da Escuridão: Um Ranking Definitivo de Todas as Wandinhas Addams

A Evolução da Escuridão: Um Ranking Definitivo de Todas as Wandinhas Addams

Fernanda Caseiro Talarico

Fernanda Caseiro Talarico

Editor JustWatch

Desde sua estreia nos quadrinhos em 1938, Wandinha Addams transcende as páginas para se tornar um ícone absoluto da cultura pop. Ela é a própria essência do humor macabro e da ironia afiada que definem a Família Addams, uma figura sombria que, década após década, renasce em novas mídias.

Cada adaptação — das séries de TV clássicas aos filmes, passando por produções animadas — imprimiu suas próprias nuances à personagem, explorando diferentes facetas de seu fascínio gótico. Mas qual encarnação, afinal, melhor capturou o espírito singular da mais famosa (e letal) adolescente da escuridão? 

Recentemente, a Netflix lançou mais uma temporada da série popular, Wandinha,que pela primeira vez focou na personagem amada. Neste ranking, investigamos todas as faces de Wandinha: da pioneira Lisa Loring à inesquecível Christina Ricci nos anos 1990, até a interpretação visceral e viral de Jenna Ortega na Netflix. Prepare-se para uma jornada pelo universo da família mais excêntrica, sinistra e irresistivelmente adorável do entretenimento.

7. Cindy Henderson - A Família Addams (1973) 

Na curta vida da série animada de 1973, A Família Adams, Cindy Henderson emprestou sua voz a uma versão da personagem que pouco acrescentou ao seu legado. Sua interpretação, no entanto, manteve viva a presença da família Addams na cultura pop em um período de escassez de novas produções. Esta Wandinha cumpria o papel básico: vestia o tradicional vestido escuro e manifestava um interesse mórbido por elementos como aranhas e cemitérios. 

No entanto, faltou a ela a centelha crucial de inteligência afiada e ironia sutil. A interpretação foi plana e carente da personalidade marcante que define a personagem, soando mais como uma caricatura do que uma encarnação genuína. Em um universo repleto de Wandinhas inesquecíveis, esta é, com razão, a mais facilmente esquecida.

A série animada de Contos da Cripta é bem parecida com essa adaptação, como uma animação com um pouco de "medo". 

6. Debi Derryberry - A Família Addams (1992 - 1993) 

Nos anos 90, a famosa voz de Jimmy Neutron, Debi Derryberry, deu vida à personagem em outra série animada, A Família Adams. Sua atuação, repleta de energia, conseguiu traduzir o humor macabro da personagem para uma linguagem perfeitamente acessível e cativante para o público infantil, uma tarefa nada simples. No entanto, o exagero cartoonizado dessa abordagem fez com que sua Wandinha perdesse a serenidade perturbadora e a ironia mortífera essenciais, tornando-a menos inteligente e mais caricata do que suas predecessoras.

Diferente da pioneira Lisa Loring, que estabeleceu a estética séria da personagem, ou da sutil Nicole Fugere, que manteve a tradição ao vivo, a versão de Derryberry optou por um caminho próprio de pura comédia infantil. É uma versão válida para introduzir crianças à família, mas falha em capturar a complexidade sombria que faz de Wandinha uma figura tão fascinante e atemporal quando comparada a interpretações mais profundas, como as de Christina Ricci e Jenna Ortega.

Fãs do clássico O Gato da Cartola vão adorar essa versão de uma Wandinha menos séria, afinal a criação do Dr. Seuss tem uma pegada mais surrealista e fantasiosa. 

5. Lisa Loring - A Família Addams (1964 - 1966)

Colocar a original tão "baixo" no ranking pode parecer uma heresia, mas é um atestado de como a personagem evoluiu. Lisa Loring é a pedra fundamental, o arquétipo que estabeleceu o visual e as manias. Sua atuação doce e literal, com aquele olhar vazio e a voz monocórdica, criou o molde. 

No entanto, vista com os olhos de hoje, sua Wandinha em A Família Addams é mais um esboço. Faltou a ela a camada de perigo intelectual e a sagacidade cínica que outras atrizes depois exploraram. Loring deu a forma, mas outras trariam a alma sombria e a profundidade. Sua importância é histórica e inquestionável, mas sua execução foi superada pelas sucessoras. Assim como na série Os Monstros, acompanhamos uma família “assustadora", mas que na realidade, rouba nosso coração. 

4. Nicole Fugere - A Reunião da Família Addams (1998 - 1999)

No filme A Reunião da Família Addams e na série A Nova Família Addams, Nicole Fugere teve a difícil missão de suceder o fenômeno Christina Ricci. Fugere entendeu a tarefa: sua Wandinha é uma homenagem consciente à interpretação de Ricci, capturando a postura ereta, o olhar penetrante e o humor seco. Ela consegue entregar frases mortíferas com a entrega correta. 

No entanto, falta à sua atuação o brilho de originalidade e a centelha de genialidade única. É uma ótima imitação, uma guardiã competente do legado, mas não uma inovadora. Ela manteve a chama acesa, mas não a fez queimar mais forte. 

Se você é fã de Hocus Pocus, por exemplo, vai adorar a versão de Fugere: é a mesma vibe de bruxas “más", mas que você acaba se apaixonando. 

3. Chloë Grace Moretz - A Família Addams (2019 - 2021)

Nos filmes animados de 2019, A Família Addams, e 2021, A Família Addams 2, Chloë Grace Moretz ofereceu uma interpretação vocal sólida e moderna. Sua Wandinha é inteligente, sarcástica e plenamente integrada à estética do século XXI, com um toque de "vibe teen" que a conecta com o público atual. Moretz equilibra bem a doçura superficial com a frieza interior, e sua química com a família é palpável. Quem curte animações do estilo Hotel Transilvania vai gostar da versão da Chloë Grace Moretz já que o filme tem uma atmosfera parecida: terror, animação e bons para assistir com crianças “corajosas". 

Onde esta versão peca, porém, é na profundidade do horror. Ela é mais "descolada e gótica" do que genuinamente perturbadora. É uma excelente reinterpretação para uma nova geração, mas falta aquele último grau de intensidade sombria e ameaça implícita que eleva as melhores versões ao status de lenda, algo que Christina Ricci e outras conseguiram trazer em suas versões.

2. Jenna Ortega - Wandinha (2022 – atual)

Jenna Ortega não somente interpretou Wandinha; ela a criou para o século XXI em Wandinha. Sua atuação é um estudo de minimalismo e intensidade. Cada movimento é calculado – da caminhada robótica à expressão facial quase imutável, quebrada apenas por um sorriso sádico. Ortega injetou uma raiva adolescente contida e uma consciência social aguçada ("Não é por eu poder tolerar que devo fazê-lo"), tornando-a profundamente verossímil para o público moderno. 

Ela é a versão mais autoral e visceral da personagem, um fenômeno cultural por direito próprio. A razão para não ocupar o primeiro lugar? Talvez pela própria modernidade: sua escuridão é mais psicológica e menos lúdica do que a da campeã, sacrificando um pouco do humor ácido puro em nome da profundidade dramática.

Neste caso, a indicação “óbvia” é:  Os Fantasmas Ainda Se Divertem, afinal Ortega quase repete sua personagem, com a mesma vibe gótica. 

1. Christina Ricci - A Família Addams (1991-1993)

Christina Ricci não é somente uma das Wandinhas; para uma geração inteira, ela é a Wandinha. Nos filmes dos anos 90, A Família Addams e A Família Addams 2, Ricci realizou a síntese perfeita. Ela pegou a doçura perturbadora de Loring e acrescentou camadas de inteligência afiada, sarcasmo letal e uma confiança absoluta em sua própria escuridão. Seu olhar era ao mesmo tempo, vazio e penetrante; suas falas, entregues com uma frieza mortal, eram comédias ácidas em miniatura. Ricci manteve o humor macabro essencial da personagem ("Essa é a Sala de Morte. Não entre sem avisar.") sem nunca se tornar uma caricatura. Ela era genuinamente assustadora e cativante ao mesmo tempo. Sua versão é o ponto de equilíbrio absoluto: tão sombria quanto a de Ortega, mas mais lúdica; tão icônica quanto a de Loring, mas infinitamente mais complexa. Fãs de Beetlejuice: Os Fantasmas Se Divertem, o original, vão gostar dessa versão, por mostrar a mesma atmosfera vintage do horror da década de 1980 e 1990.

Christina Ricci não interpretou Wandinha; ela consagrou o seu espírito na cultura pop, estabelecendo o padrão de ouro contra o qual todas as outras são, e sempre serão, medidas.

Ranking dos 10 Melhores Filmes do Drácula

Ranking dos 10 Melhores Filmes do Drácula

Bruno Pinheiro Melim

Bruno Pinheiro Melim

Editor JustWatch

O vampiro mais conhecido da história da literatura já foi representado no cinema de diversas formas. Algumas mais fiéis ao livro de Bram Stoker, outras menos, alterando, inclusive, o seu nome e sua fisionomia característica. Sem esquecer também dos filmes que utilizaram a figura de Drácula em histórias completamente originais.

Aproveitando a estreia de Drácula: Uma História de Amor Eterno, novo longa de Luc Besson, e a chegada do Halloween, separamos um ranking com os melhores filmes do vampiro mais influente de todos os tempos. Com este guia da JustWatch, propomos uma viagem à história de Drácula no cinema, através das obras que melhor representaram este memorável personagem em filmes sombrios perfeitos para o mês de Outubro. Saiba também onde assisti-las em streaming!

1. Drácula de Bram Stoker (1992)

Se tem uma paixão que Francis Ford Coppola não esconde é o seu gosto por literatura. Tanto é que o diretor normalmente tem alguma influência literária por trás dos seus projetos. Megalópolis, por exemplo, se inspira em diversos livros, já seus clássicos O Poderoso Chefão e Apocalypse Now, são adaptações de grandes obras de Mario Puzo e Joseph Conrad, respectivamente. Chegamos então em Drácula de Bram Stoker, um filme que dosa perfeitamente o ponto de vista do diretor Coppola, com a versão original do escritor Stoker. 

E essa qualidade, fundamentalmente, faz com que sua versão esteja no topo dessa lista. Afinal, o diretor consegue modernizar a história do vampiro, mas sem deixar de lado a essência presente no livro — vale recordar que Coppola é o único que monta seu filme com uma estrutura semelhante à obra original, com entradas de diários e cartas dos personagens. E, no fim das contas, que mal há em reimaginar um Drácula mais humano e romântico, vivido, ainda por cima, por Gary Oldman?

2. Nosferatu (1922)

Clássico é clássico, e isso não se discute. Nosferatu, de F.W. Murnau, é um daqueles filmes que não importa quanto tempo passa, continua influenciando gerações e mais gerações de cineastas interessados no gênero terror. E quem diria que uma adaptação não autorizada repercutiria tanto. Vale recordar que o nome de Conde Drácula (que passou a ser Conde Orlok) e sua fisionomia (que lembra mais a de um roedor) foram alteradas para conseguir escapar dos direitos autorais, se distanciando da representação mais direta do vampiro como a de Coppola. 

Assistir ao filme expressionista de Murnau, faz com que, por um breve momento, passemos a acreditar realmente em vampiros — muito por conta do ambiente sombrio do filme e da atuação inquietante de Max Schreck. Nosferatu não é somente uma adaptação de Bram Stoker, é um marco cinematográfico e a maior referência visual da história do Drácula. Um filme obrigatório para quem se interessa pelas raízes do terror, tanto esteticamente, quanto narrativamente falando.

3. Nosferatu (2024)

Como prova do impacto do filme de Murnau, surge Nosferatu, de Robert Eggers, talvez a representação mais gótica da história do vampiro no cinema. Mas para quem já conhecia o estilo do diretor antes de assistir ao filme, com certeza já esperava que Eggers iria para este caminho — imagens bastante gráficas, uma atmosfera tenebrosa e personagens ainda mais perturbadores. 

Aqui, a obsessão do vampiro pela esposa de Thomas, é exponenciada a um nível nunca antes visto — como esquecer da (bizarra) cena de sexo entre Ellen e Orlok? Enfim, é uma obra direcionada fundamentalmente aos amantes do terror gótico — como A Colina Escarlate de Guillermo del Toro, por exemplo. Levando em conta as representações mais modernas do vampiro (incluindo Renfield e Drácula: Uma História de Amor Eterno) é, de longe, a mais impressionante delas. Consegue equilibrar de maneira primorosa a influência que pegou do longa de Murnau e a essência do livro de Stoker.

4. Drácula (1931)

O primeiro filme sonoro (e em língua inglesa) do vampiro também merece o seu devido reconhecimento. Diferentemente da versão de Murnau, Drácula, de Tod Browning, apesar de ser baseado primordialmente em uma peça, faz uma abordagem mais fiel ao que seria a sua representação visual descrita no livro de Stoker, mas que não tem um apelo tão abrangente quanto adaptações mais modernas como Nosferatu. 

Bela Lugosi no papel do Conde amedrontador, com sua atuação mais teatral e expressiva é, com certeza, o principal modelo cinematográfico de um Drácula com traços mais humanos. Para quem se interessa em saber como foi a primeira abordagem hollywoodiana do vampiro, não pode perder a oportunidade de assistir ao filme de Tod.

5. Nosferatu: O Vampiro da Noite (1979)

Uma pesquisa que seria interessante fazer: qual obra influencia mais os cineastas contemporâneos que adaptam a história do vampiro, o livro de Bram Stoker, ou o filme de F.W. Murnau? Para Werner Herzog, com certeza, a referência cinematográfica serve mais como cerne do seu filme Nosferatu: O Vampiro da Noite.

Não sei se podemos tratá-lo como um remake no sentido rigoroso do termo, já que o diretor alemão coloca diversos elementos narrativos e estéticos originais — um Drácula mais trágico, e uma representação mais realista, para citar alguns exemplos. Porém, o filme não deixa de ser uma homenagem à obra de 1922, uma vez que utiliza sua estrutura como base — com exceção ao nome do vampiro, que Herzog pôde usar na sua forma original. Em última instância, é um longa que consegue um impacto parecido com o anterior: deixar o espectador com frio na barriga.

6. Drácula, o Príncipe das Trevas (1966)

Dentre os muitos filmes que Christopher Lee protagonizou no papel do vampiro da Transilvânia, Drácula, o Príncipe das Trevas pode ser considerado aquele que causou o maior impacto. Provavelmente, muito por conta do caráter inovador da história, que traz Drácula ressuscitando e atacando um grupo de turistas que vão parar no seu castelo.

Vale mencionar que o filme é uma continuação de O Vampiro da Noite, mas trazendo um Drácula ainda mais ameaçador e sanguinário. A performance física de Christopher Lee é um dos principais elementos responsáveis por gerar o terror no filme. Sua maneira silenciosa de andar pelo quadro, somada às suas pequenas expressões genuinamente perturbadoras, faz com que seu Drácula, em termos de construção de personagem, seja considerado um dos melhores.

7. A Sombra do Vampiro (2000)

Já deu para perceber que o encantamento por trás da figura de Drácula se estendeu à sua forma mais monstruosa como Nosferatu. E essa fascinação pela sua representação cinematográfica foi o principal motivo para a criação de A Sombra do Vampiro, talvez o filme mais criativo com o personagem. 

Uma obra metalinguística, que reimagina como foi a filmagem de Murnau no século passado, levantando a hipótese de que o diretor alemão contratou um ator para fazer o papel, que na verdade seria um vampiro. Uma fantasia que explora justamente o mistério por trás da figura de Max Schreck, que gerou uma série de lendas após a sua atuação tão memorável como Nosferatu. Criativa, mas que pode não ter o apelo clássico que as adaptações anteriores tem. 

8. Hotel Transilvânia (2012)

O cinema de animação também merece o seu lugar na lista. Afinal, Hotel Transilvânia é uma das abordagens mais engraçadas do Conde Drácula. É claro que a história do filme, que traz o vampiro como proprietário de um hotel que refugia monstros, além de ser um pai superprotetor que se desespera quando sua filha se apaixona por um humano, já é bastante curiosa.

Mas o fato de ser Adam Sandler a dar voz ao vampiro conhecido por ser um monstro amedrontador, subverte ainda mais o caráter da sua figura, e diverte justamente por quebrar com todas as expectativas por trás da sua representação. Para se ver em família, sem sombra de dúvidas, é o filme do Drácula mais recomendado de todos, principalmente para quem gostou de A Família Addams e ParaNorman. 

9. Renfield - Dando Sangue Pelo Chefe (2023)

Seguindo nessa toada de comédias com Drácula, chegamos em Renfield - Dando Sangue Pelo Chefe, filme que centra sua narrativa primordialmente no fiel servo do vampiro, que é responsável por coletar suas refeições (humanos), mas que aqui acaba tendo uma crise de identidade, tentando experimentar uma vida longe dos serviços do ‘boss’.

É evidente que o desejo de Renfield não será tão fácil de ser realizado, afinal, o narcisista Drácula de Nicolas Cage, não está disposto a negociar. O filme utiliza muito bem a figura do vampiro, para subvertê-la em uma comédia de exagero, mas que acaba por não perder o seu elemento aterrorizante. Para falar em outras palavras, é como se fosse um Todo Mundo em Pânico do Drácula. E o pior (ou melhor), é que funciona muito bem, mas que pode não agradar fãs de adaptações mais fiéis como Drácula de Bram Stoker. 

10. Drácula: Uma História de Amor Eterno (2025)

Chegamos ao último filme, mas o mais recente deles: Drácula: Uma História de Amor Eterno, de Luc Besson. Com um ponto de vista bastante fiel ao texto original de Stoker, o diretor francês constrói uma adaptação onde o centro da história mora justamente na fascinação do vampiro pela mulher que lembra sua falecida esposa.

No entanto, à semelhança de Coppola, Besson também potencializa o caráter romântico do personagem, mas dessa vez, transformando-o em um vampiro ainda mais obsessivo — que Caleb Landry Jones faz muito bem, por sinal. Para quem se interessa pela exploração profunda do amor e adoração de Drácula, bem como a origem dos seus sentimentos, é uma obra mais do que recomendada.

Ranking dos 10 Melhores Filmes de Lindsay Lohan

Ranking dos 10 Melhores Filmes de Lindsay Lohan

Beatriz Coutinho

Beatriz Coutinho

Editor JustWatch

Entre filmes adolescentes clássicos dos anos 2000, projetos com um toque mais dramático e comédias românticas recentes, a atriz Lindsay Lohan tem uma carreira extensa com longas que marcaram a cultura pop e conquistaram muitos fãs ao longo dos últimos anos.

Nesta lista da JustWatch, confira quais são os 10 melhores filmes de Lindsay Lohan e em quais serviços de streaming assistir agora que a aguardada sequência, Uma Sexta-Feira Mais Louca Ainda, está chegando ao streaming.  

1. Meninas Malvadas (2004)

Sem dúvidas o longa mais icônico da carreira de Lindsay Lohan, Meninas Malvadas é mais que um simples filme, ele é um fenômeno da cultura pop dos anos 2000, que continua sendo usado como referência para novas produções adolescentes e segue na memória de muita gente — afinal de contas, quem nunca combinou de usar rosa às quartas-feiras na escola, faculdade ou trabalho?

O filme tem a mesma pegada de As Patricinhas de Beverly Hills, com um roteiro afiado, que funciona como uma sátira do ensino médio e de suas dinâmicas sociais, e acompanha a inocente, mas inteligente Cady, personagem de Lohan. Ela vive uma aluna novata que depois de anos recebendo educação domiciliar, entra para uma típica escola estadunidense aos 16 anos, repleta de regras não escritas que ela não faz a menor ideia de que existem. 

Além de contar com outras grandes atrizes, como Rachel McAdams no papel da vilã Regina George, e Amanda Seyfried como a linda, mas estúpida Karen, o filme ainda inspirou um musical da Broadway e o recente filme Meninas Malvadas: O Musical — no qual Lohan faz uma participação especial. 

2. Sexta-Feira Muito Louca (2003)

Assim como Meninas Malvadas, mas com um foco maior em interações familiares ao invés de escolares, e um marco na carreira de Lindsay Lohan, Sexta-Feira Muito Louca é um verdadeiro caso de remake que ficou mais famoso que sua versão original. Com uma história emocionante e a química perfeita entre Lohan e Jamie Lee Curtis, que atuam de forma hilária juntas, o filme se manteve na memória afetiva de muita gente que o assistiu durante a adolescência.

E é com muita sinceridade e comédia que o longa aborda justamente esta fase conturbada da vida, fazendo Anna Coleman, a adolescente interpretada por Lohan, e sua mãe, a Dra. Tess Coleman, papel de Curtis, trocarem de corpos depois de comerem um biscoito da sorte misterioso. O filme é uma verdadeira aula de empatia, mostrando como mãe e filha precisavam dessa mudança tão drástica para entenderem uma à outra, como uma mistura de De Repente 30 com Valente.

O sucesso e a nostalgia são tão grandes que a continuação Uma Sexta-Feira Mais Louca está chegou às telonas após mais de 20 anos, trazendo uma nova troca de corpos agora que Anna é mãe, e se prepara para também se tornar madrasta, e Tess é avó — no entanto, desta vez o evento não afeta somente as duas, o que causa uma confusão ainda maior. Uma sequência que apenas solidifica o impacto cultural de Sexta-Feira Muito Louca. 

3. Operação Cupido (1999)

O primeiro filme da carreira de Lindsay Lohan, lançado quando ela tinha apenas 13 anos, já mostrava seu grande potencial como atriz. Assim como Sexta-Feira Muito Louca, adapta um filme anterior (O Grande Amor de Nossas Vidas) de forma bastante icônica e divertida. Com Lohan no papel de gêmeas, Operação Cupido parece apenas uma comédia infantil diante de Meninas Malvadas e Sexta-Feira Muito Louca, mas é uma lição sobre laços familiares e a força do amor na história das irmãs Annie James, uma pré-adolescente refinada de Londres, e Hallie Parker, a irmã californiana descolada dela — personalidades distintas que a mini-Lohan soube interpretar muito bem, levando muitos a acreditarem que eram interpretadas por atrizes gêmeas. 

Além do clima de férias que torna a história leve, o longa brilha ao mostrar como as gêmeas, separadas pelos pais no nascimento, unem inocência e criatividade contagiantes para criar um plano surpreendente: trocar de lugar uma com a outra, com o objetivo de conhecerem a mãe e o pai presentes que nunca tiveram — se você gosta do clássico As Namoradas do Papai, Operação Cupido tem tudo para ganhar seu coração também. 

4. A Última Noite (2006)

Agora vamos nos afastar um pouco das comédias românticas e filmes adolescentes para falar sobre A Última Noite, do diretor Robert Altman, um filme que geralmente não vem à cabeça das pessoas quando elas pensam em Lohan, mas que certamente merece uma chance, justamente por mostrar a atriz trabalhando fora de sua zona de conforto. 

Nessa dramédia melancólica sobre um programa de rádio prestes a acabar, Lindsay interpreta Lola, a introspectiva, mas levemente cínica filha da cantora veterana Yolanda, interpretada por Meryl Streep. Dividindo cenas com este e outros grandes nomes, Lohan entrega momentos discretos, mas impactantes, que fazem o público lembrar de sua personagem neste longa sobre o amor à arte, a passagem do tempo para tecnologias que passam a ser lidas como obsoletas e a busca impiedosa pelo lucro — premissas que lembram Cantando na Chuva. Certamente, um papel marcante na carreira da atriz que prova que tem um alcance amplo. 

5. Herbie - Meu Fusca Turbinado (2005)

Em Herbie - Meu Fusca Turbinado, Lohan mostrou mais uma vez como era capaz de carregar grandes franquias nas costas, mesmo sendo bastante jovem, na época com 19 anos. Nesta versão, que é o filme mais recente do fusca “vivo” e cheio de personalidade que já havia aparecido em outros cinco filmes da Disney, é Lohan quem comanda o volante.

Aqui, a atriz interpreta Maggie Payton, uma jovem competitiva que faz parte de uma família de pilotos do famoso circuito de corrida Nascar, mas foi proibida de correr por Ray (Michael Keaton), seu pai superprotetor. Juntos, Herbie e a personagem, que Lohan interpreta com paixão, transformam o filme em uma verdadeira sessão da tarde no melhor sentido possível: entregando uma história emocionante e engraçada, que apresentou o carro para uma nova geração e trouxe uma protagonista feminina forte e determinada — de forma parecida com Driblando o Destino, mas aqui, com carros. Pode não ser um papel tão profundo quanto o de A Última Noite, mas Lohan certamente traz uma protagonista única. 

6. Machete (2010)

Provavelmente um dos maiores pontos fora da curva na carreira de Lohan (mais ainda que A Última Noite), e diferente de tudo o que ela vinha fazendo desde então na época do lançamento, Machete é a expansão de um falso trailer inserido no filme Grindhouse, uma colaboração entre os diretores Robert Rodriguez e Quentin Tarantino que deu o que falar, principalmente por ser uma produção de ação ultraviolenta com estética de exploitation. O filme mostra como a atriz vinha se afastando de produções sempre iguais às que a tornaram conhecida, como as comédias adolescentes.

No longa, que tem uma pegada de Kill Bill - Volume 1 e El Mariachi, Lohan interpreta April Booth, uma jovem problemática, viciada em adrenalina e com um gosto peculiar por armas de fogo, que deixou uma marca em quem a viu na icônica cena em que a personagem aparece vestida como uma freira, uma ousadia que brincava com estereótipos e subvertia expectativas. Na época, apesar da mídia focar na fase conturbada que Lindsay vinha passando, ela foi muito elogiada por colegas de set e por Rodriguez por seu comprometimento com o filme e talento como atriz.

7. Uma Quedinha de Natal (2022)

Uma Quedinha de Natal é um longa importante para a carreira de Lindsay e para os fãs da atriz, pois marcou o retorno dela aos filmes depois de um longo tempo afastada dos holofotes. E se você ama comédias românticas, filmes natalinos e quando unem essas duas coisas em uma só, como O Amor não Tira Férias e Simplesmente Amor, este é o filme perfeito, pois entrega a clássica fórmula dos filmes de Natal com uma boa dose de nostalgia.

Aqui, acompanhamos Lohan interpretando Sierra Belmont, a herdeira mimada de um império de hotéis, que perde a memória após um acidente de esqui e acaba sendo acolhida por um viúvo bondoso (Chord Overstreet) e sua filha. Com lições clichês, mas emocionantes sobre a importância das coisas simples da vida, o filme entrega muita neve, roupas temáticas e um roteiro aconchegante, além da química brilhante entre Lohan e Overstreet. Apesar de não ter o apelo dos filmes clássicos da atriz, como Sexta-Feira Muito Louca e Operação Cupido, este marca o começo de uma nova era na carreira da atriz, que desde então vem fazendo filmes parecidos. 

8. Confissões de uma Adolescente em Crise (2004)

Em mais um retrato divertido sobre a adolescência, Lohan é a protagonista de Confissões de uma Adolescente em Crise, Lola Steppe. Apesar de não ter alcançado o mesmo sucesso de outros filmes do mesmo ano, como o próprio Meninas Malvadas, o longa é ótimo, especialmente por sua trilha sonora divertida e por mostrar duas melhores amigas tão diferentes uma da outra em uma aventura memorável.

No filme, Lola sonha ser uma grande atriz, mas esse desejo vai por água abaixo quando ela é forçada a deixar a cidade perfeita para isso, Nova York, por um subúrbio em Nova Jersey. Ao lado de Ella, sua nova melhor amiga e uma das garotas mais tímidas e menos populares do colégio, Lola encontrará as formas mais criativas de tentar alcançar seus objetivos. Confissões de uma Adolescente em Crise celebra os dramas da adolescência ao invés de ridicularizá-los e é isso que torna a produção tão especial, lembrando produções como Na Trilha da Fama e High School Musical.

9. Pedido Irlandês (2024)

Estrelando uma comédia romântica mais madura, assim como Uma Quedinha de Natal, Lohan é a protagonista de Pedido Irlandês, um romance leve, mas com clima de conto de fadas moderno por conter elementos da mitologia celta irlandesa. De forma reconfortante e sutil, o filme é capaz de derreter o coração de qualquer pessoa que assisti-lo, especialmente por explorar a temática romântica com uma situação delicada pela qual todo mundo já passou nessa vida: um amor não correspondido.

Ambientado na Irlanda, o filme mostra a história de Maddie, uma editora de livros que é apaixonada em segredo por James Thomas (Ed Speleers), o autor com quem trabalha. Quando ela recebe a notícia de que a melhor amiga dela e James vão se casar e que ela será convidada para a celebração, um toque de magia invade a trama trazendo algo em que Lohan já é craque, uma troca de corpos (assim como Sexta-Feira Louca mas de forma menos inventiva) e um questionamento importante: aquilo que queremos é o que realmente precisamos? Se você se apaixonou pelo toque fantasioso de Questão de Tempo, vai adorar Pedido Irlandês.

10. Bobby (2006)

Do mesmo ano de A Última Noite, Bobby é outro filme em que Lohan interpretou uma personagem diferente das que costumam associar à ela, um drama histórico ambicioso que reconstitui as horas que antecederam o assassinato do senador Robert F. Kennedy em 1968, mais uma das mortes trágicas que envolvem a família Kennedy nos Estados Unidos. A estrutura do filme, que acompanha a vida de mais de 20 personagens relacionados ao caso, lembra o clássico Nashville.

Aqui, Lohan interpreta Diane, uma jovem idealista que se casa com seu amigo William Avary (Elijah Wood), apenas para impedir que ele seja enviado à Guerra do Vietnã. Embora o papel de Lindsay não seja muito grande, sua performance é bastante sensível, o que faz com que a personagem consiga convencer o público da atmosfera da época: um momento dos anos 1960 em que os EUA precisavam de esperança, depois de já terem perdido John F. Kennedy e Malcolm X. Certamente mostrou o potencial de Lohan para atuar em diferentes gêneros. 

  • Os 10 Melhores Filmes e Séries de Jeremy Allen White

    Os 10 Melhores Filmes e Séries de Jeremy Allen White

    Bruno Pinheiro Melim

    Bruno Pinheiro Melim

    Editor JustWatch

    Jeremy Allen White é a prova viva de que a nova geração de atores na casa dos 30, em Hollywood, esbanja talento na tela e fascínio no grande público. Estrela principal da série O Urso, que já está na sua quarta temporada, e um dos destaques de Shameless, o ator, que inclusive também estudou dança e jazz, vive agora a fase mais importante da carreira.

    Confirmado para viver Bruce Springsteen na cinebiografia Springsteen, Salve-me do Desconhecido, e fazer a voz de Rotta the Hutt no próximo filme do universo Star Wars, Jeremy vem acumulando cada vez mais papéis de grande destaque na indústria. Para que você possa conhecê-lo melhor, a JustWatch lhe apresenta este guia, com os melhores filmes e séries da sua carreira. Saiba também onde assisti-los online!

    O Urso (2022)

    Vencedor do último Globo de Ouro de Melhor Ator em Série de Comédia ou Musical, Jeremy Allen White elevou seu status com o papel de Carmy Berzatto, um chef de cozinha que tenta manter vivo o restaurante do irmão falecido, na aclamada série, O Urso. O ambiente agitado de Chicago e o grupo disfuncional de familiares, amigos e funcionários do ‘The Original Beef of Chicagoland’, é o caótico cenário dessa inovadora série, que literalmente faz com que você se sinta dentro de uma cozinha de um restaurante. 

    O retrato proposto pela produção é tão realista e intenso, que chega a ser quase impossível maratonar a série sem uma pequena pausa. Mas uma coisa é fato, além de todas as qualidades técnicas e narrativas da obra, a enérgica atuação de Jeremy Allen White, por si só, já é um motivo para dar o play na TV assim que a quarta temporada estiver no ar.

    Garra de Ferro (2023)

    Quando se ouve falar em um filme sobre luta livre, automaticamente o nosso imaginário vai parar em um certo tipo de estereótipo, que é o oposto do que é apresentado em Garra de Ferro, uma obra que busca refletir sobre as severas consequências de uma masculinidade destrutiva. 

    Jeremy Allen White interpreta um dos irmãos Von Erich, famosos pelos triunfos no wrestling dos anos 80, mas também conhecidos pela problemática relação que tinham com o seu pai. Relação esta que fez com que alguns deles tirassem a própria vida pela pressão e abuso psicológico sofrido ao longo dos anos. Apesar de ter sido uma das atuações mais desafiadoras da carreira de Jeremy, o ator é um dos grandes destaques do filme, entregando uma performance comprometida, tanto no retrato físico, quanto emocional e psicológico de uma figura tão complexa como Kerry Von Erich.

    Shameless (2011) 

    O Urso foi a produção que glorificou a carreira de Jeremy Allen White, mas Shameless foi a série que apresentou o seu trabalho para o grande público, consolidando-o como um ator de destaque nos Estados Unidos. Ao longo de 11 temporadas, Jeremy interpretou Lip Gallagher, também um personagem com caráter autodestrutivo, mas com uma simpatia e carisma maior do que as figuras anteriormente citadas. Inserido em uma casa absolutamente disfuncional, Lip é um dos personagens que formam a família Gallagher. 

    O retrato realista dos problemas e dificuldades enfrentados por uma família da classe trabalhadora de Chicago, é uma das propostas dessa série, que utiliza o humor ácido como substância para uma crítica social.

    Fremont (2023) 

    Além de personagens intensos e muitas vezes perturbados, Jeremy se destacou com sua sutileza interpretando o mecânico Daniel em Fremont. O filme, que tem uma estética minimalista e um visual preto e branco, acompanha Donya, uma refugiada afegã que vai morar em uma cidade chamada Fremont, na Califórnia.

    Ao acompanhar o dia a dia da protagonista em um novo ambiente, longe do seu país natal e sua família, o filme reflete sobre a sua solidão e a tentativa de construir uma nova vida como refugiada. Daniel, uma figura igualmente melancólica e solitária, é o personagem que cria uma conexão sutil, mas profunda com Donya. Diferente de muitos filmes do gênero, o longa não explora uma possível relação amorosa entre ambos, mas sim a partilha de sentimentos e o envolvimento emocional que os dois constroem ao longo do filme.

    Vigiados (2020) 

    Escrito e dirigido por Dave Franco, Vigiados é um filme que, pela sua premissa, parece ser apenas mais um longa de um grupo de amigos que vai passar os dias em uma casa isolada e acaba se dando mal. Porém, devido ao alto grau de tensão que se cria, à narrativa criativa e não estereotipada, e principalmente à grande atuação do quarteto protagonista - que inclui Jeremy Allen White -, o longa se difere da maioria das obras com o mesmo tema.

    O ator interpreta Josh, um homem conturbado, mas extremamente leal, que ao lado da sua brilhante namorada, do seu inteligente irmão e da sua desconfiada cunhada, alugam uma casa de praia para passarem uns dias. À medida que a relação entre eles vai se deteriorando, situações estranhas começam a acontecer dentro desta casa. 

    Homecoming: De Volta à Pátria (2018)

    Jeremy Allen White atua em quatro episódios da primeira temporada de Homecoming: De Volta à Pátria, uma série de suspense sobre uma instituição que auxilia ex-combatentes na sua reinserção à vida social. 

    O ator dá vida a Joseph Shrier, um ex-soldado que, durante a sua estadia na unidade de Homecoming, passa a desconfiar dos métodos e das intenções por trás do programa, ao intuir que algo de errado está acontecendo. Ao interpretar um homem extremamente paranóico e intuitivo, Jeremy teve a oportunidade de mostrar ainda mais a sua aptidão em papéis que exigem um grau de intensidade e foco gigantescos. 

    Depois da Escola (2008) 

    Quem presenciou a estreia de Depois da Escolana mostra ‘Un Certain Regard’ do Festival de Cannes de 2008, ficou impressionado com o que viu. O filme de Antonio Campos, que apresentou ao mundo os novíssimos Ezra Miller e Jeremy Allen White, é um retrato brutal do impacto da tecnologia nos adolescentes no início dos anos 2000. 

    Robert, interpretado por Miller, é um garoto viciado em internet, que ao invés de ajudar duas meninas que têm uma overdose acidental no corredor da escola, acaba registrando o momento com uma câmera. Jeremy faz o papel de Dave, o popular e sociável colega de quarto de Miller, que serve como contraponto do que representa o tímido e antissocial protagonista. 

    Na Ponta dos Dedos (2023)

    É possível estar apaixonada por duas pessoas ao mesmo tempo? Se questiona a personagem Anna em uma das suas falas no romance de ficção científica, Na Ponta dos Dedos. O longa se passa em um futuro próximo, onde é possível realizar um teste para saber se um casal realmente se ama.

    A protagonista, que trabalha no instituto que realiza esse serviço, apesar de já ter comprovado o seu amor por Ryan, interpretado por Jeremy Allen White, passa a se envolver emocionalmente cada vez mais com Amir, seu colega de trabalho. À medida que os dois se aproximam, ela passa a se questionar sobre a fidelidade do teste de amor. A performance de White, dando vida a um homem melancólico e ligeiramente pedante, contribui de forma significativa para o desenvolvimento da relação entre Anna e Amir na história.

    After Everything (2018) 

    Esqueça os filmes que expõem personagens doentes de maneira melancólica, quase depressiva. After Everythingquer justamente quebrar com esse paradigma, ao contar a história de um casal que se apaixona, logo após um deles descobrir que está com câncer. 

    Nesta comédia dramática, Jeremy interpreta Elliot, um homem doente que inicia um relacionamento com Mia, logo após ser diagnosticado. Os dois enfrentam esse período juntos de maneira inabalável, mas quando o pior passa, ambos têm que encontrar uma maneira de se conectar independente da doença que os uniu. O retrato realista e sentimental do filme, é potencializado por uma atuação muitas vezes anti-dramática de Jeremy Allen White, que ao invés de cair somente em um maneirismo sentimental e melancólico, alterna os momentos de dor com momentos em que emana luz e carisma.

    Roubo a Máfia (2014)

    Roubar a máfia italiana de Nova York não é para qualquer um. No entanto, um casal de ladrões arrisca tudo ao assaltarem diversos locais comandados pelos mafiosos. Baseado em uma história real, Roubo a Máfiaconta a história do casal Uva, que acaba roubando, além de outros pertences, uma lista com diversos nomes da máfia. Depois disso, além deles serem perseguidos pelo crime organizado, passam a ter que lidar com o FBI por conta da informação que eles têm.

    Apesar de um papel coadjuvante na trama, interpretando Robert Uva, o irmão mais novo do protagonista, o trabalho de Jeremy em um filme elogiado tanto pelo público, quanto pela crítica, contribuiu para a visibilidade do ator e sua ascensão em Hollywood na última década.

    Onde assistir aos melhores filmes e séries de Jeremy Allen White online, em streaming?

    Abaixo, saiba onde encontrar os melhores filmes e séries do ator Jeremy Allen White, disponíveis online, em streaming!

  • Switch 2: 10 Filmes e Séries Baseados em Jogos no Console da Nintendo

    Switch 2: 10 Filmes e Séries Baseados em Jogos no Console da Nintendo

    Beatriz Coutinho

    Beatriz Coutinho

    Editor JustWatch

    Oito anos após o lançamento de seu antecessor, a Nintendo finalmente lançou o Nintendo Switch 2, que chegou nas prateleiras no dia 5 de junho de 2025. A nova geração do console portátil da desenvolvedora e publicadora japonesa vinha deixando os fãs ansiosos mesmo antes de ser oficialmente anunciada em janeiro de 2025, e abre as portas para novos jogos grandiosos ocuparem a memória do dispositivo e o tempo dos jogadores sem ávidos por novas aventuras. 

    Entre partidas, saves e dungeons, você não precisa deixar os games de lado, pois muitos deles já foram adaptados para a TV ou o cinema. Não importa se você quer ir para o Reino dos Cogumelos com o Mario, ou para a perigosa, mas interessante Night City de Cyberpunk 2077, vários dos jogos disponíveis no Nintendo Switch 2 também podem ser encontrados como filmes ou séries em diferentes serviços de streaming. Inclusive, a Nintendo já confirmou mais uma adaptação animada do mundo do Mario para chegar em 2026. 

    Nesta lista da JustWatch, reunimos 10 recomendações de filmes e séries baseados em jogos da Nintendo e em outros games disponíveis no console, para você assistir. 

    Super Mario Bros. O Filme (2023)

    Depois de anos com o pé atrás quando o assunto era uma nova adaptação cinematográfica de suas franquias de jogos de videogame, em 2018 a Nintendo anunciou que faria um filme do Mario. Cinco anos depois, em 2023, finalmente estreou Super Mario Bros. O Filme — e do jeito que todo mundo esperava: colorido, alegre, repleto de referências e com uma trilha sonora nostálgica, ou seja bem Nintendo.

    Se você gostou de Uma Aventura LEGO e Dois Irmãos: Uma Jornada Fantástica, vai adorar Super Mario Bros. O Filme. Nele, somos apresentados a Mario e Luigi, dois irmãos encanadores que são sugados por um cano verde e levados para o Reino dos Cogumelos, onde se inicia uma aventura. Com uma narrativa simples, mas cativante, a história se desenrola em meio a um humor encantador, o que torna a animação perfeita para ser vista em família e arranca sorrisos de todos, não importa se você é ou não fã de longa data do Mario. Sua continuação deve chegar nas telonas em abril de 2026. 

    Super Mario Bros. (1993)

    Com um resultado curioso, outra produção baseada no jogo icônico da Nintendo é o live-action Super Mario Bros., mas essa não teve o mesmo orçamento e nem o mesmo sucesso da animação recente — em uma história parecida com a de outras adaptações polêmicas dos anos 1980 e 1990, como Mestres do Universo e Wing Commander - A Batalha Final. Super Mario Bros. mostra Mario (Bob Hoskins) e Luigi (John Leguizamo) em uma missão para resgatar a Princesa Daisy e o pai dela do terrível Rei Koopa, em um mundo no qual os habitantes são descendentes de dinossauros.

    Com muitas armas, Goombas de visual questionável, um Yoshi realista e uma Princesa Daisy que nasceu de um ovo de dinossauro, o filme é marcado por essas e outras decisões criativas bizarras e não lembra tanto assim o game que marcou a infância de muita gente. Mesmo não sendo uma adaptação muito fiel, ainda assim o longa tem um gostinho de nostalgia para algumas pessoas, especialmente se você gosta de produções esquisitas dos anos 1990. 

    Pokémon: Detetive Pikachu (2019)

    Se você gosta da mistura de live-action com animação, como em Scooby-Doo e Space Jam - O Jogo do Século, vai adorar Pokémon: Detetive Pikachu. Baseado no jogo homônimo, o filme mistura elementos de mistério com uma estética live-action cheia de criaturas hiper-realistas, apresentando um mundo no qual os Pokémon existem na vida real — e se você cresceu assistindo as animações da franquia, fica super divertido descobrir como ficou a aparência de cada um deles no longa, com diferentes texturas, tamanhos e formas.

    A história gira em torno de Tim Goodman (Justice Smith), ex-Treinador Pokémon, seu Pikachu (Ryan Reynolds) falante, e a repórter Lucy Stevens (Kathryn Newton), que juntos precisam descobrir o paradeiro do pai de Tim, Harry, um investigador que desaparece em meio a um caso. O filme funciona perfeitamente para fãs e novatos da franquia, trazendo nostalgia e humor na medida certa, além de conter efeitos especiais fantásticos, mas que tem um tom diferente das outras adaptações de Pokémon.

    Pokémon (1997-2023)

    Baseadas nos jogos da franquia Pokémon, as séries animadas de Pokémon começaram em 1997 com a Liga Índigo e atualmente se encontram na 27ª temporada, A Busca por Laqua, sempre entregando uma energia empolgante. Cada uma delas apresenta monstrinhos de acordo com sua geração, mas a primeira certamente sempre estará no nosso coração — ainda assim, ao mesmo tempo em que causa muita nostalgia, a animação é perfeita para crianças que começarão suas jornadas como treinadores Pokémon com o Nintendo Switch 2.

    A temporada inicial acontece na região de Kanto, introduz os Pokémon da primeira geração e mostra o início da jornada de Treinador Pokémon de Ash Ketchum, que ao lado de seus amigos Misty e Brock, viaja em direção a Liga Índigo com o sonho de se tornar um Mestre. Apesar das variações dessa trama ao longo dos anos, a essência permanece a mesma: com a série abordando aventuras, amizades e criatividade em cada episódio.

    Pokémon: O Filme - Mewtwo Contra-Ataca (1998)

    Lançado no auge da febre sobre os monstrinhos, Pokémon: O Filme - Mewtwo Contra-Ataca é o primeiro filme da franquia, e é tão impactante que instantaneamente se tornou um clássico. O longa é como um grande episódio da série anterior, ganhando mais espaço para desenvolver melhor uma narrativa mais complexa. Aqui, Mewtwo usa sua força e inteligência para se revoltar contra a humanidade ao descobrir a verdade sobre sua origem: o Pokémon foi criado artificialmente por humanos.

    Mewtwo é mostrado desafiando treinadores famosos para tentar provar sua superioridade, o que traz uma atmosfera sombria para a animação, que toca em temas mais profundos sobre o universo Pokémon, como ética e identidade, com um toque de ficção científica que contrasta com momentos mais alegres da série, o que marcou a infância de muita gente. Vale a pena destacar que a trilha sonora do filme é uma verdadeira viagem aos anos 1990 e 2000, com a presença de artistas como Britney Spears, NSYNC e Christina Aguilera.

    The Witcher (2019)

    Perfeita para fãs de A Roda do Tempo e Carnival Row, The Witcher foi lançada em 2019 e é uma série baseada nos livros do escritor polonês Andrzej Sapkowski, cuja história se tornou conhecida após ter sido adaptada para jogos pela desenvolvedora CD Projekt RED. A produção mostra Geralt de Rivia, um bruxo que atua como mercenário de monstros, tentando ir ao encontro de Ciri (Freya Allan), a Princesa de Cintra, que vem sendo perseguida pelo império de Nilfgaard.

    Apesar de The Witcher 3 não ser um jogo exclusivo da Nintendo como Mario e Pokémon, a aventura rapidamente se tornou um sucesso no console. Com ambientação sombria, cenas de ação intensas e personagens complexos, a série mergulha na fantasia épica e é ideal para quem gosta de mundos bem construídos, que equilibram drama político e magia. Apesar de parecer um pouco confusa no início, vale a pena investir na série.

    Vale lembrar que até a 3ª temporada, Geralt era interpretado por Henry Cavill, que deixou o projeto em 2022 e será substituído por Liam Hemsworth a partir da quarta fase da série. 

    Castlevania (2017)

    Pense na tensão e fantasia de The Witcher, mas com vampiros como temática principal, é isso que você encontrará em Castlevania. Baseada no game japonês Castlevania III: Dracula’s Curse, de 1989, esta é uma série de animação que conquistou fãs da franquia com seu tom sombrio e muito sangue, recebendo até mesmo um derivado, Castlevania: Noturno. Desenvolvida pela Konami, a franquia de jogos Castlevania é uma das referências na história da Nintendo, já que o primeiro jogo foi lançado no NES, e a empresa publicou diversos outros jogos da saga. 

    A história começa quando o conde Vlad Drácula Tepes decide se vingar de quem acusou sua esposa de bruxaria e a queimou em uma fogueira. Derrotar o exército de monstros e demônios do vampiro é uma tarefa para o caçador de monstros Trevor Belmont, a maga Sypha Belnades e Alucard, o filho de Drácula. Com personagens complexos e muita ação, a animação é um verdadeiro presente para quem gosta da mitologia por trás dos vampiros, explorando como diferentes culturas e religiões lidam com essas criaturas, sendo ideal para quem curtiu a premissa de The Legend of Vox Machina.

    Sonic - O Filme (2020)

    Na mesma pegada de Pokémon: Detetive Pikachu, que mistura live-action com CGI de forma impressionante, Sonic - O Filme foi o início de uma grande saga do ouriço da clássica franquia de jogos da SEGA pelo cinema, que atualmente já conta com três longas. No primeiro deles, Sonic (Ben Schwartz) é enviado para a Terra por meio de um portal de anel gigante e uma confusão fará com que ele precise da ajuda do xerife Tom Wachowski (James Marsden) e da mulher dele, Dra. Maddie Wachowski (Tika Sumpter), para escapar do governo e do maligno Dr. Robotnik (Jim Carrey).

    Com uma história cheia de referências para fãs que cresceram jogando os games do ouriço, o filme tem um ritmo acelerado e é muito bem-humorado, entregando uma aventura perfeita para toda a família. Além disso, o visual final do protagonista é ótimo — para quem não lembra, quando o primeiro trailer do filme foi revelado ao público, os fãs do personagem foram barulhentos ao revelar que não haviam gostado do visual do ouriço e esperavam por mudanças, que foram feitas.

    Cyberpunk: Mercenários (2022)

    Verdadeiramente aclamado, com razão, pelos fãs do jogo Cyberpunk 2077, que está disponível para Nintendo Switch 2, Cyberpunk: Mercenários é um anime espetacular, baseado no game da desenvolvedora CD Projekt RED. A produção é um spin-off que apresenta  série de novos personagens - ainda assim não desanime caso esteja esperaumando por V ou Johnny Silverhand.

    Perfeito não só para quem jogou o game, mas também para fãs de Akira e Arcane, Cyberpunk: Mercenários acompanha David Martinez, um estudante diariamente confrontado pela realidade de Night City, que precisará tomar uma decisão difícil diante de sua dura realidade. Profunda e visualmente impactante, a animação tem a mesma pegada intensa de Castlevania, mas com um tom distópico ideal para quem curte ficção científica. Equilibrando ação frenética com o destino de cada personagem, o anime é um mergulho em uma história surpreendentemente humana.

    Tetris (2023)

    Na mesma pegada de filmes como AIR: A História Por Trás do Logo e Flamin' Hot: O Sabor que Mudou a História, o filme Tetris foi lançado em 2023 e surpreende ao dramatizar a saga do desenvolvedor de jogos holandês Henk Rogers (Taron Egerton) que fica fascinado ao descobrir Tetris, game criado pelo programador russo Alexey Pajitno (Nikita Efrenov) e tenta de diversas formas obter os direitos do jogo para publicá-lo, dando início a um verdadeiro thriller da Guerra Fria.

    Com um ritmo envolvente, o filme toma certa liberdade criativa em relação à história real dos acontecimentos, mas ainda assim é muito interessante, preservando a tensão da época. Em 1989, quando a Nintendo lançou o Game Boy, o portátil já vinha de fábrica com Tetris e até hoje pode ser jogado no Nintendo Switch. Todo o sucesso que era esperado de um simples jogo de puzzle foi superado por algo que se transformou em um verdadeiro fenômeno global. 

  • Os 10 Grupos de Super-Heróis Mais Poderosos do Universo Cinematográfico Marvel (MCU)

    Os 10 Grupos de Super-Heróis Mais Poderosos do Universo Cinematográfico Marvel (MCU)

    Bruno Pinheiro Melim

    Bruno Pinheiro Melim

    Editor JustWatch

    A estreia de Quarteto Fantástico: Primeiros Passos (que finalmente chegou ao catálogo do Disney+) marcou a entrada em uma nova fase do Universo Cinematográfico Marvel. E o fato de ser um grupo de super-heróis a inaugurar esse novo ciclo, concordemos, é algo bastante simbólico do que aponta o futuro do MCU.

    Ao longo dos últimos 17 anos, desde o seu pontapé inicial com Homem de Ferro, presenciamos a formação de diversas equipes de heróis, que se juntaram em prol de um bem comum. Neste ranking da JustWatch, te ajudamos a relembrar os grupos mais poderosos de super-heróis que despontaram, tanto em filmes, quanto em séries do MCU. Saiba também onde assistir a cada produção em que essas equipes aparecem.

    1. Vingadores - Os Vingadores (2012)

    A primeira equipe de super-heróis que apareceu no MCU é, certamente, a mesma que carrega até hoje o maior legado da marca — e, consequentemente, o status de grupo mais forte. É claro que estamos falando dos Vingadores, conjunto primordialmente formado pelo Homem de Ferro, Hulk, Capitão América, Thor, Viúva Negra e Gavião Arqueiro, que se uniram durante o filme Os Vingadores na tentativa de derrotar Loki. 

    Depois da primeira aparição, ao decorrer dos anos, os heróis se reencontraram (vale lembrar que no meio desses encontros, até chegaram a se separar por algumas desavenças), assim como receberam novos elementos, em mais quatro filmes: Vingadores: Era de Ultron, Capitão América: Guerra Civil, Vingadores: Guerra Infinita e Vingadores: Ultimato. Infelizmente, o fim do grupo original aconteceu após a épica batalha contra Thanos.

    Mas quais são os fatores que fazem com que eles sejam considerados os mais poderosos? Simples, além dos Vingadores terem participado dos filmes que considero os mais importantes e impactantes do MCU (principalmente o primeiro e o último), que de certa forma reinventaram o gênero de super-heróis (através de histórias interconectadas), o grupo mostrou também, ao longo de todos esses filmes, que é uma equipe que combina um vasto leque de habilidades e poderes, de maneira distinta e extremamente funcional.

    2. Quarteto Fantástico - Quarteto Fantástico: Primeiros Passos (2025)

    Responsável por dar início à sexta fase do Universo Cinematográfico Marvel, Quarteto Fantástico: Primeiros Passos marca também o ‘début’ do grupo de astronautas com poderes no MCU, através de um filme que entrega tudo aquilo que os fãs de Os Vingadores já estavam acostumados, mas já não presenciavam há anos no cinema: ótimas sequências de ação, personagens fortes e interessantes, uma história complexa e super-heróis extremamente poderosos. 

    Não é novidade que o quarteto formado pelo Senhor Fantástico, Tocha Humana, Mulher Invisível e o Coisa, é amplamente conhecido como um dos grupos mais fortes e inteligentes da Marvel, além de deter a posição de ser o primeiro conjunto de heróis da Marvel Comics nos quadrinhos. Francamente, com eles no pedaço, a régua é tão alta, que não por acaso, a sua primeira ameaça no MCU é um dos vilões mais poderosos de todos os tempos, o devorador de mundos, Galactus.

    Mais um detalhe que não pode ser esquecido, é o fato de Franklin Richards (filho da Mulher Invisível e do Sr. Fantástico) ter aparecido pela primeira vez no MCU. Afinal, o herói que é conhecido como um dos mais fortes da Marvel nos quadrinhos — justamente por ter poderes psíquicos muito raros — pode ser um fator determinante para, quem sabe, no futuro, este se tornar o grupo mais poderoso, até mesmo na frente dos Vingadores. Mas, para já, fica com a segunda colocação — o que já está ótimo para uma ‘velha equipe iniciante’.

    3. Guardiões da Galáxia (2014)

    Não é porque os Guardiões da Galáxia têm a fama de ser o grupo mais engraçado do MCU (e realmente é), que eles não dispõem da mesma força que os outros conjuntos de heróis. Pelo contrário, a excentricidade de cada elemento soma-se às suas habilidades incomparáveis, fazendo com que Star-Lord, Gamora, Rocket Raccoon, Groot, Drax, Mantis e outros que entram pelo meio do caminho, formem um dos grupos mais fortes (e divertidos!) da Marvel. 

    Ao longo de seis filmes (sendo quatro deles solo: Guardiões da Galáxia, Guardiões da Galáxia Vol. 2, Guardiões da Galáxia: Especial de Festas e Guardiões da Galáxia Vol. 3) a equipe deu as caras sempre com o duplo objetivo de entreter, ao mesmo tempo que ajuda em missões intergalácticas. A força deste grupo, que justifica o terceiro lugar no pódio, é primordialmente exemplificada na batalha final do último filme, onde demonstram uma união e força impressionantes ao derrotar o poderosíssimo vilão Alto Evolucionário, antes de seguirem caminhos diferentes. Assim como o Quarteto Fantástico, os Guardiões da Galáxia se fortalecem por meio de laços fortes, algo que enfraquece os Vingadores. 

    4. Eternos (2021)

    É difícil encontrar um grupo com poderes tão distintos quanto os dos Eternos — seres imortais e superpoderosos que foram criados pelos deuses cósmicos Celestiais, para protegerem a humanidade contra os Desviantes, que por sua vez também tiveram como criadores os Celestiais. Sinceramente, se colocarmos frente a frente os Eternos contra os Guardiões da Galáxia, o primeiro grupo, na teoria, levaria vantagem. Mas tratando-se do MCU, as coisas não funcionam assim, uma vez que os Guardiões já provaram a sua força e união em diversas ocasiões extremas — o que ainda não aconteceu com os Eternos.

    Apesar de só ter aparecido em um filme do Universo Cinematográfico Marvel, o conjunto de heróis formado por Ikaris, Thena, Sersi, Ajak, Gilgamesh, Kingo, Makkari, Phastos, Duende e Druig impressionou, principalmente por conta da notável virtude de cada um: super força, vôo, regeneração, manipulação de energia cósmica, transmutação, telepatia, super velocidade, e por aí vai… Embora o filme Eternos não tenha sido um sucesso comercial, já que, ao meu ver, não consegue entregar a mesma energia e vigor dos principais longas da Marvel, a obra pelo menos apresentou ao público um grupo muito conceituado nos quadrinhos, e que também impõe o seu devido respeito no MCU. Por toda essa importância e tradição que o grupo carrega, também merece um lugar decente na lista.

    5. Thunderbolts (ou Os Novos Vingadores) - Thunderbolts* (2025

    É claro que não poderia faltar o mais novo grupo de anti-heróis do MCU, os Thunderbolts. Vale recordar que a Marvel colocou um título alternativo para o filme Thunderbolts*, que também pode ser intitulado agora como Os Novos Vingadores, uma obra que recupera a qualidade do MCU de elaborar histórias mais robustas e imprevisíveis como o próprio Os Vingadores, ao invés de focar somente no espetáculo das sequências de ação.

    Mas falando propriamente sobre o grupo, e não somente sobre as virtudes do longa, o conjunto de anti-heróis é, sem dúvida, um dos mais interessantes do MCU. Não propriamente por conta da força de cada um, mas sim pela improbabilidade da sua formação, e principalmente pela sua forte união e aliança em prol de lutar por um bem maior. União essa que faz com que o grupo composto por Yelena Belova (Viúva Negra), Soldado Invernal, Agente Americano, Fantasma, Guardião Vermelho e Treinadora se tornasse muito mais poderoso do que na teoria — não à toa ganhando o status agora de Os Novos Vingadores. Em termos de poder de cada indivíduo, os Thunderbolts com certeza não chegam a altura de um grupo como os Eternos, mas a conexão aqui é tão real que certamente deixa esse time bem mais perto, lembrando bastante a dinâmica dos Guardiões da Galáxia. 

    6. Os Defensores (2017)

    Apesar da série Os Defensores ser originalmente também uma produção da Netflix (com um tom que obviamente lembra bastante os das produções solos dos seus personagens, como Demolidor), a obra passou a ser integrada dentro da cronologia do MCU. E ainda bem, porque o grupo de ‘heróis de rua’ composto por Demolidor, Jessica Jones, Luke Cage e Punho de Ferro, cativa tanto o público, justamente por ser uma equipe, assim como os Thunderbolts, que não dispõe de poderes colossais, mas que sabe trabalhar muito bem em conjunto. 

    Com o uso de suas diversas habilidades mais ‘terrenas’, e claro, da intensa determinação de cada um, Os Defensores atuam, ao longo da série, em Nova York, com missões bem mais ligadas ao cotidiano criminoso da cidade — o que nos passa, também, uma identificação ‘humana’ muito grande. Desta forma, mesmo não contando com poderes extraordinários, como os dos Eternos, por exemplo, o grupo, dentro do seu segmento (heróis mais terrenos), tem certamente um grande destaque por conta da sua importância em salvaguardar a população comum no dia a dia, fato este que faz com que ele seja lembrado através da sexta colocação dessa lista.

    7. Revingadores - Thor: Ragnarok (2017)

    Mas por que os Revingadores estão atrás dos Defensores neste ranking? Simples, pois é um grupo provisório, formado em uma situação de extrema emergência, e não uma equipe definitiva que trabalha frequentemente de forma conjunta. Afinal, não é todo dia que se reúne o deus do Trovão Thor, o vilão Loki, a asgardiana Valquíria e o incrível Hulk em uma mesma equipe. 

    Apelidado informalmente de Revingadores pelo próprio Thor, esses superpoderosos se associam no filme Thor: Ragnarok, para conseguirem escapar de Sakaar e tentar derrotar a ameaça da deusa asgardiana da morte, Hela. Convenhamos, uma batalha entre três irmãos (Thor, Loki e Hela) que entrou para a história do MCU, como uma das mais marcantes, já que foi aquela que gerou a destruição de Asgard com a liberação do Ragnarok. Ou seja, mesmo não sendo um grupo ‘convencional’, merece reconhecimento pelo seu feito.

    8. Resistência - Deadpool & Wolverine (2024)

    Outro grupo extremamente improvável, mas que acaba sendo muito útil durante o desenvolvimento da trama de Deadpool & Wolverine, é a equipe de Resistência formada por alguns super-heróis que anteriormente já apareceram em filmes da Fox, e que foram trazidos para o universo do MCU. Mais um conjunto temporário, porém, certamente mais fraco que os Revingadores.

    Mas se engana quem pensa que o time composto por Blade, Elektra, Gambit, X-23, além, claro, dos dois protagonistas que dão título ao filme, é responsável apenas por arrancar risadas do público. Não, apesar de não ter a mesma força que Os Guardiões da Galáxia, eles entregam divertimento, mas também eficiência. Assim, a Resistência contra Cassandra, surpreende bastante, principalmente na parte final do filme, quando se juntam para tentar derrotar a irmã de Xavier, para assim escapar do ‘vácuo’ em que estavam presos, tentando posteriormente salvar o universo de Deadpool.

    9. Guardiões do Multiverso - What If… (2021)

    Se for para levar em conta todas as produções, não poderíamos deixar também de incluir um grupo de super-heróis de uma animação da Marvel. A série What If… é conhecida por explorar as inúmeras possibilidades alternativas do destino de alguns heróis icônicos do MCU. 

    Para quem é um admirador do elemento do multiverso, tão presente nos filmes em live-action, principalmente em Doutor Estranho no Multiverso da Loucura, essa animação é mais do que recomendada, já que explora mais a fundo este conceito. Na sua história, por exemplo, um grupo de Guardiões do Multiverso, composto por versões alternativas de diversos heróis (há, por exemplo, um Doutor Estranho mais sombrio ou até mesmo um Thor mais folião), é formado para lutar contra diversas ameaças, inclusive a de Ultron. Evidentemente, ocupa a nona posição já que é um grupo considerado ‘alternativo’ dentro do MCU.

    10. Illuminati - Doutor Estranho no Multiverso da Loucura (2022)

    Sem entrar em maiores detalhes do rápido fim trágico que o grupo Illuminati teve durante o filme Doutor Estranho no Multiverso da Loucura (o que explica a última posição do ranking), é preciso dizer que a equipe de heróis formada por Raio Negro, Professor Xavier, Senhor Fantástico, Mordo, Capitã Marvel, Capitã Carter e o próprio Doutor Estranho, tinha tudo para ser uma das mais fortes do Universo Cinematográfico Marvel — se não fosse, claro, pela presença da ‘estraga prazeres’, Wanda Maximoff. 

    Sim, uma das equipes mais populares dos quadrinhos, os Illuminati, poderiam ter durado mais tempo — o que efetivamente não aconteceu. No entanto, a rápida aparição dos poderosos heróis satisfez (mesmo que brevemente) o desejo dos fãs de vê-los representados também nas telonas. Esperemos que com O Quarteto Fantástico não aconteça o mesmo e que eles possam perdurar por muito tempo dentro do MCU!

  • Ranking das 10 Melhores Adaptações (Filmes e Séries) de Jane Austen

    Ranking das 10 Melhores Adaptações (Filmes e Séries) de Jane Austen

    Bruno Pinheiro Melim

    Bruno Pinheiro Melim

    Editor JustWatch

    Em 2025, comemora-se o 250º aniversário do nascimento de Jane Austen, e recentemente a Netflix anunciou que uma nova série de Orgulho e Preconceito está sendo produzida! Conhecida por ser uma das escritoras mais populares dos últimos séculos, a obra da autora britânica continua até hoje atraindo novos leitores com os seus clássicos atemporais, que discutem temas como o amor, a divisão de classes, as expectativas sociais e o papel da mulher na sociedade.

    Para você que adora os livros da escritora, ou para aqueles que pretendem entrar em contato com a sua obra através do poder das imagens em movimento, o que não faltam são boas adaptações para explorar. Algumas mais fiéis aos livros, outras mais ousadas em sua forma, mas todas elas tentando manter viva a essência e o espírito artístico da obra de Jane Austen. Neste guia da JustWatch, te ajudamos a viajar pelo mundo da autora, através de um ranking dos melhores filmes e séries originalmente adaptados dos seus livros. 

    1. Orgulho e Preconceito (2005)

    Hoje, especialista em dramas de época, Joe Wright (acredite se quiser) dirigiu o seu primeiro filme em 2005 adaptando o livro mais famoso de Jane Austen. Estrelado por Keira Knightley — que por sinal, entrega uma das suas melhores interpretações da carreira (com uma vibe parecida com Desejo e Reparação), tendo sido inclusive indicada ao Oscar — e Matthew Macfadyen, o longa Orgulho e Preconceito, a meu ver, é a obra cinematográfica que melhor consegue captar os detalhes e as nuances do romance de Austen — por isso, encabeça a lista.

    Com uma reconstituição histórica perfeita, e uma adaptação mais humana e aproximativa dos textos da escritora, o filme acompanha de maneira extremamente realista a história de Elizabeth Bennet, uma jovem de uma família inglesa do fim do século XVIII, que depois de uma primeira impressão rodeada de preconceitos (de ambas as partes), em relação ao orgulhoso Mr. Darcy, um homem rico o qual ela jurou odiar pelo resto da vida, aos poucos, acaba se aproximando do cavalheiro. Uma obra que considero a representação visual máxima do romance mais famoso de Austen, não só pela estética fascinante, mas também pela narrativa emocionante, que consegue passar uma verdade muito grande através dos seus personagens, mesmo sem construí-los de maneira 100% fiel ao livro.

    2. Razão e Sensibilidade (1995)

    Indicado a sete estatuetas do Oscar, o filme de Ang Lee, Razão e Sensibilidade, é, na minha perspectiva, a segunda melhor adaptação de um livro de Austen, com um fato sobre ele que chama bastante atenção: a história foi adaptada pela atriz Emma Thompson, que também protagoniza o filme ao lado de Kate Winslet. O trabalho de Emma foi tão notório que, não à toa, foi a única premiada (melhor roteiro adaptado) entre as sete indicações.

    A obra busca explorar a personalidade e o desenvolvimento de cada uma das irmãs Dashwood, duas mulheres contrastantes, uma mais cabeça no lugar e a outra mais coração, na Inglaterra do século XIX, à medida que elas começam a sentir o peso das pressões sociais da época, bem como a ‘necessidade’ de encontrar um marido, enquanto passam por dificuldades financeiras. Além das atuações sublimes (principalmente de Thompson e Winslet), o filme adota uma estética elegante e um ritmo que alterna durante a exibição, dialogando diretamente com a personalidade e a fase da vida de cada uma das irmãs. Uma obra que só fica atrás de Orgulho e Preconceito (2005), pois não é tão visceral quanto o filme de Joe Wright.

    3. Emma (2020)

    Vamos agora para uma adaptação mais moderna de uma obra de Austen. Invertendo um pouco a lógica do que vimos em Orgulho e Preconceito e Razão e Sensibilidade, no filme Emma, o problema da protagonista não é encontrar alguém para se casar, muito menos buscar soluções para questões financeiras — afinal, ela é rica e não tem nenhuma pressa para o matrimônio. Mas em contrapartida, Emma tem como hobby tentar ‘arranjar’ casais e estar sempre por dentro da vida daqueles que a rodeiam.

    Protagonizado por Anya Taylor-Joy, o filme de Autumn de Wilde ocupa a terceira colocação do ranking por conseguir renovar o livro homônimo de Austen, com uma adaptação que visa atingir um público mais jovem — que muitas vezes acaba se distanciando das adaptações mais clássicas da autora — através do uso de uma estética mais vibrante e colorida, e um humor mais constante e demarcado (apesar de Razão e Sensibilidade também ter ótimas sequências cômicas). Para mim, a visão do filme sobre a jornada de crescimento da personagem Emma é, sem dúvida, uma das mais originais já vistas no cinema, com uma vibe moderna e mais feminista parecida com Adoráveis Mulheres, de Greta Gerwig.

    4. Orgulho e Preconceito - Série (1995) 

    Agora, quando o assunto é televisão, é difícil encontrar alguma produção que consiga competir com o nível de qualidade técnica, performática e narrativa da série Orgulho e Preconceito. Dessa vez com Jennifer Ehle e Colin Firth interpretando Elizabeth e Mr. Darcy, a produção da BBC é conhecida pelo seu rigor formal na representação meticulosa de cada detalhe visual e sentimental relatado no livro de Jane Austen. 

    Para quem está em busca da palavra ‘fidelidade’, com certeza é a obra adaptada mais indicada, e que consegue captar de forma muito leal todo o romance e o comentário social exposto ao longo do livro. Ou seja, se você está entre o filme de Joe Wright de 2005, ou esta série, para se adentrar na história mais famosa de Austen, e prefere uma produção que te entregue algo que literalmente copia (mesmo que seja de uma forma menos viva e pulsante que os filmes anteriores da lista) o romance, esta é a obra certa para você. Além disso, importante pontuar também, que se você gosta de séries curtas de época como Guerra & Paz, Orgulho e Preconceito (1995) tem apenas seis episódios.

    5. Persuasão (1995)

    1995 definitivamente foi o ano de Jane Austen no cinema (com a adaptação de Razão e Sensibilidade, de Ang Lee) e na televisão britânica. Isso porque, além da série já citada (Orgulho e Preconceito), a BBC também produziu — com o mesmo rigor de fidelidade e busca por realismo — uma adaptação homônima de Persuasão, dirigida por Roger Michell. 

    Sendo o último romance completo da escritora, sua protagonista (Anne Elliot) — e consequentemente o filme — acabam por refletir a maturidade da autora. Uma personagem (um pouco mais velha que suas outras protagonistas) que já passou, há muitos anos, pela desilusão amorosa, mas que se vê mexida ao reencontrar um homem (que ascendeu socialmente), mas que havia dispensado anos antes. Uma obra que apesar do exímio trabalho de reconstrução histórica e transposição das palavras de Austen para a tela, carece ainda mais de vivacidade, cor e paixão, comparado com a série Orgulho e Preconceito (1995), mas principalmente com os três primeiros filmes da lista. Algo que dá para entender (apesar de causar menos impacto), uma vez que trata de temas mais velhos e maduros.

    6. Emma - Série (2009)

    Alguns podem argumentar que uma série baseada em um livro de Jane Austen sempre tem a vantagem de conseguir explorar de maneira mais profunda todas as nuances do romance da escritora inglesa. Em contrapartida, não há como selecionar apenas as principais passagens para formar uma visão mais compacta e impactante da obra. Na verdade, não existe uma fórmula, o que existe é a tentativa de captar o ‘espírito’ das palavras da autora e transportar para a tela, independente do formato e do recorte. E isso, a série Emma também consegue fazer muito bem, mesmo que seja com um estilo muito menos apelativo e vibrante comparado com sua outra adaptação, o filme Emma, de Autumn de Wilde. 

    Assim, ao contrário do longa protagonizado por Anya Taylor-Joy, que se preocupa bastante com a sua forma e estética (e não só a história), a minissérie se propõe a cair de cabeça no desenvolvimento narrativo dos personagens que cercam a trama (principalmente, claro, da sua protagonista, a confiante, poderosa e ‘casamenteira’, Emma, aqui vivida por Romola Garai), deixando um pouco de lado as suas virtudes visuais. Desta perspectiva, é, a meu ver, uma obra menos completa que o filme de 2020, mas que não deixa de ser uma boa escolha àqueles que apreciam séries televisivas de época como Downton Abbey.

    7. Amor & Amizade (2016)

    A destreza de Jane Austen ao refletir de forma crítica e muitas vezes irônica sobre o papel da mulher e as expectativas sobre ela na Inglaterra do fim do século XVIII — algo mais do que relevante, inclusive, nos dias de hoje — aparece de forma requintada e bastante ousada no filme Amor & Amizade. 

    Baseado no romance Lady Susan, o longa de Whit Stillman acompanha as aventuras da manipuladora e enérgica viúva, Lady Susan, que sem dar a mínima às convenções que regem a sociedade da época, tenta procurar um marido para si e para a sua filha. É um filme que capta o lado mais cômico do livro de Austen, e o potencializa vezes dez. Um ótimo exemplo de como transpor as ideias da autora, de uma forma arrojada e moderna, mas sem se distanciar demasiado do texto original — algo parecido com o que o filme Armadilhas do Coração fez com a peça de Oscar Wilde. Ocupa a sétima posição, somente porque traz uma história ligeiramente mais superficial, menos intensa (e sem uma variedade de personagens), em relação às obras anteriores da lista.

    8. Palácio das Ilusões (1999) 

    Um romance entre pessoas de classes distintas (mas dessa vez, da mesma família) aparece também na adaptação do livro Mansfield Park, intitulado no Brasil, Palácio das Ilusões. O filme conta a história de uma mulher pobre, Fanny Price, que vai morar na propriedade dos seus parentes ricos, e acaba se apaixonando pelo seu primo, Edmund, enquanto existe uma pressão para que ela fique com o seu vizinho rico, Henry. 

    Realizado pela diretora canadense, Patricia Rozema, o filme se propõe a ser uma versão ainda mais modernizada (do que Amor & Amizade) de um livro de Austen, tanto formalmente (há momentos em que a nossa protagonista, também narradora do filme, olha para a câmera, quebrando explicitamente a quarta parede), quanto narrativamente, já que Fanny é uma mulher ainda mais independente que a protagonista descrita no livro, e isso é refletido no desenvolvimento da sua história. 

    Por enquanto, das obras mencionadas, é a que adota uma abordagem mais livre e subversiva dos romances de Austen. Deste ponto de vista, apesar de ser uma obra bela e divertida, é um longa que comunica muito mais o estilo e a visão da diretora do filme, do que propriamente da autora do livro — o que faz com que se situe atrás de Amor & Amizade na lista. 

    9. Sanditon - Série (2019–2023) 

    Sanditon é uma das produções mais duradouras entre as adaptações televisivas de Jane Austen, totalizando três temporadas. No entanto, ocupa a nona posição, apenas porque a série é baseada em um livro homônimo, que na verdade nunca foi acabado — e que nunca saberemos como terminaria. Ou seja, a produção toma a liberdade de dar continuidade aos personagens criados por Austen, sem o auxílio criativo da sua literatura, e com um tom que se difere um pouco do seu estilo de texto.

    Em um cenário diferente do qual estamos acostumados — normalmente suas histórias são retratadas nas paisagens rurais da Inglaterra —, Sanditon se passa em uma cidade costeira, com potencial de se tornar um resort, durante o século XIX, para onde Charlotte Heywood (uma mulher que vem de uma propriedade rural) acaba de chegar, se deparando com um novo estilo de vida, assim como novos interesses românticos. Uma série engraçada e envolvente (mas não tão tocante quanto as obras anteriores da lista) que faz questão de inserir temas mais modernos, normalmente através de histórias e intrigas românticas, assim como faz a série Bridgerton, mas de uma maneira um pouco mais light e menos sensual.

    10. Persuasão (2022)

    À semelhança do filme Palácio das Ilusões, de Patricia Rozema, Persuasão, de Carrie Cracknell, que conta a história de Anne Elliot reencontrando o homem que dispensou anos antes, também tenta uma inovação formal (há novamente quebra da quarta parede) e narrativa (com a inserção de mais sequências cômicas), na tentativa de aproximar a história da autora a um público mais jovem.

    Porém, o filme da Netflix vai ainda mais longe e propõe uma nova abordagem, principalmente em relação aos diálogos, mais informais — algo que no começo pode parecer um pouco forçado, mas que, a meu ver, com o tempo torna-se algo natural do próprio filme. Mesmo sendo uma das adaptações menos adoradas (e mais polêmicas) dos livros de Austen (por isso a última posição do ranking), na minha visão, é uma tentativa de modernização super válida, que certamente pode agradar aqueles menos puritanos, que gostam de obras similares, como a série Dickinson, que faz um retrato moderno da escritora Emily Dickinson.

  • Os 10 Filmes Mais Subestimados do Studio Ghibli e Onde Assistir a Eles

    Os 10 Filmes Mais Subestimados do Studio Ghibli e Onde Assistir a Eles

    Beatriz Coutinho

    Beatriz Coutinho

    Editor JustWatch

    Quando o assunto é Studio Ghibli, geralmente os mesmos filmes vêm à mente das pessoas: A Viagem de Chihiro, O Castelo Animado, Meu Amigo Totoro. Todas essas animações definitivamente são obras-primas, mas o catálogo do estúdio conta com outros trabalhos incríveis que merecem tanto destaque quanto os que já conquistaram o público.

    Nesta lista da JustWatch, confira quais são os 10 filmes mais subestimados do Studio Ghibli e em quais serviços de streaming assistir a eles.

    O Conto da Princesa Kaguya (2013)

    Dirigido por Isao Takahata, O Conto da Princesa Kaguya é uma das melhores produções do Studio Ghibli, muitas vezes injustamente deixada de lado pelo público por não ter o mesmo estilo de animação que costumam associar ao estúdio. Abordando temas complexos de forma delicada, o filme critica as expectativas impostas às mulheres na sociedade e a riqueza como sinônimo de felicidade.

    Inspirado na clássica história japonesa “O Conto do Cortador de Bambu”, o filme acompanha a vida de uma bebê encontrada dentro de um broto de bambu, que chama a atenção por sua beleza ao crescer, o que faz com que receba a visita de diversos pretendentes, embora nenhum deles pareça enxergá-la de verdade. Além de ser uma história sensível, que deixa uma marca em quem a assiste, uma das maiores forças do longa é justamente seu estilo que costuma afastar fãs em potencial: técnicas fluídas que remetem à aquarela. Pode ser uma boa opção para quem gostou da trilogia do Folclore Irlandês (Uma Viagem ao Mundo das Fábulas, A Canção do Oceano e Wolfwalkers).  

    Memórias de Ontem (1991)

    Um dos filmes mais maduros e intimistas do Studio Ghibli, Memórias de Ontem é outra obra que aborda a pressão social exercida sobre as mulheres e suas escolhas de vida. Na animação, Taeko, uma mulher de 27 anos que ainda não se casou, viaja de Tóquio à sua cidade natal no interior do Japão, o que traz à ela uma série de memórias que vão sendo apresentadas ao espectador de forma sensível. Esta é diferente de O Conto da Princesa e se destaca na lista por trazer uma narrativa mais adulta. 

    Apesar do tom menos fantástico pelo qual o estúdio é bastante reconhecido, é exatamente o realismo de Memórias de Ontem que provavelmente conversará de forma íntima com quem tem uma idade próxima à da protagonista. Nas memórias sobre identidade, escolhas de vida e no dilema entre cidade grande e pequena é que o filme aborda seus principais temas: sonhar, as dificuldades que envolvem crescer e amadurecer, e como buscar refúgio em quem já fomos um dia pode ajudar a definir nosso futuro.

    As Memórias de Marnie (2014)

    Por não ter a assinatura de Hayao Myiazaki ou Isao Takahata, mas sim de Hiromasa Yonebayashi, As Memórias de Marnie passa despercebido por muitos fãs do Studio Ghibli, mas eles não sabem o que estão perdendo: um mundo no qual a linha entre imaginação e realidade é tênue e dá sentido a uma narrativa mágica e emocionalmente complexa que explora diferentes temas, incluindo abandono, adoção e a busca por uma identidade própria. Até por isso, recomendo para quem se emocionou com O Menino e a Garça já que traz essa exploração melancólica sobre tópicos complexos de forma muito bonita. 

    A história acompanha Anna, uma garota solitária que é enviada pelos pais para a casa dos tios em uma cidade à beira-mar. Durante o verão, ela conhece a misteriosa Marnie, amizade que revela as respostas para os muitos porquês na vida de Anna. Apesar do final corrido, prepare-se para se emocionar entre as fronteiras dos sonhos, das memórias e do que é real.

    Nausicaä do Vale do Vento (1984)

    Lançado um ano antes da fundação do Studio Ghibli, Nausicaä do Vale do Vento é uma verdadeira obra prima de Hayao Miyazaki, baseada em seu próprio mangá de mesmo nome, que definitivamente merece mais reconhecimento do público. O filme é uma prévia de muitas características que o diretor tornaria marca registrada do estúdio nos anos seguintes: protagonista feminina forte, a importância da natureza e as consequências da ganância humana. O filme lembra muito as qualidades de Princesa Mononoke. 

    Inspirada no conto japonês A Princesa que Amava Insetos e em obras como Duna e O Feiticeiro de Terramar, a animação conta a história da Princesa Nausicaä, capaz de se comunicar com os gigantes insetos que tomaram o mundo pós-apocalíptico da narrativa, e que disputam por espaço com humanos sobreviventes. Agora, ela é a última fonte de esperança de uma possível reconciliação entre a humanidade e a natureza neste universo complexo e fascinante. Com uma história bem fantasiosa, Nausicaä do Vale do Vento é bem diferente de Memórias de Ontem, e por isso pode ter um apelo maior a diferentes idades. 

    Sussurros do Coração (1995)

    Dirigido por Yoshifumi Kondo, com roteiro de Hayao Miyazaki, Sussurros do Coração é outro filme do Studio Ghibli com uma pegada mais realista, bem diferente de Nausicaä do Vale do Ventos já que é bem menos fantástica. Porém, ainda assim encanta justamente por mostrar onde moram os pequenos detalhes especiais que envolvem a simplicidade do dia a dia. Aqui, acompanhamos a história de Shizuku, uma jovem viciada em livros, que conhece o jovem Seiji de forma repentina, encontro que muda a vida de ambos. 

    Entre as paisagens urbanas do Japão nos anos 1990 e uma trilha sonora marcante, o filme aborda temas como amadurecimento, primeiro amor e um assunto capaz de tocar especialmente as pessoas que lidam com a arte: como funcionam os processos criativos e como surgem as inseguranças, mesmo quando nos dedicamos tanto a algo que amamos fazer, o que o transforma em uma rica fonte de inspiração.

    O Reino dos Gatos (2002)

    Uma espécie de spin-off de Sussurros do Coração, O Reino dos Gatos foi dirigido por Hiroyuki Morita e traz de volta o personagem gato Barão, criado por Shizuku, desta vez como um grande protagonista. Aqui, ele é envolvido em uma história fantasiosa, engraçada e cheia de simbolismos, do jeito que os fãs do Studio Ghibli gostam. Além disso, a trama é ambientada no mesmo universo de O Serviço de Entrega de Kiki, ou seja, uma recomendação indispensável para quem gostou. 

    A narrativa se desenrola conforme a divertida e perdida adolescente Haru salva um gato de um acidente, sem saber que aquele não era um animal comum, mas sim o príncipe herdeiro do Reino dos Gatos, para onde ela é levada e passa por uma série de transformações enquanto tenta encontrar o caminho de volta para casa. Entre diversas aventuras, o filme apresenta uma jornada emocionante sobre autoconhecimento e as dores e delícias de amadurecer em um mundo repleto de desafios que parecem assustadores quando somos jovens.

    PomPoko: A Grande Batalha dos Guaxinins (1994)

    PomPoko: A Grande Batalha dos Guaxinins é mais um filme do Studio Ghibli dirigido por Isao Takahata, que nesta obra se preocupa em economizar economizar esforços na hora de criticar a forma como o ser humano desrespeita a natureza já há muitos anos, o que faz com que o filme continue extremamente atual e importante, embora tenha sido lançado há mais de 30 anos.

    Muitas vezes subestimado e reduzido a piadas sobre as formas que os testículos dos cães-guaxinins japoneses assumem ao longo da história, PomPoko certamente merece mais destaque entre os fãs por seu tom sério e direto ao apresentar um grupo de animais que está tentando lutar pelo seu habitat natural, diante das consequências terríveis que o crescimento das grandes cidades provoca no meio ambiente. Apesar de também retratar um folclore como O Conto da Princesa Kaguya, a abordagem aqui é bem diferente. 

    O Castelo no Céu (1986)

    É difícil acreditar que a primeira produção oficial do Studio Ghibli, O Castelo no Céu, seja tão subestimada por muitos fãs. Talvez seja culpa do tempo, já que em breve o filme entrará na casa dos 40 anos de lançamento, mas a verdade é que independentemente de qualquer motivo, todos deveriam conhecer essa história que carrega muitos dos elementos que definiram a identidade do estúdio, e compartilha aspectos com filmes mais populares como Meu Amigo Totoro e Ponyo: Uma Amizade Que Veio do Mar.

    Em O Castelo no Céu, os jovens Pazu e Sheeta partem em uma aventura para encontrar a lendária cidade flutuante de Laputa, mas a jornada se torna perigosa quando surge a presença de piratas e forças militares interessadas em explorar as ruínas tecnológicas dessa civilização perdida. Pelo caminho, não faltam críticas ao militarismo, à busca pelo poder a qualquer custo e à destruição ambiental em um filme que combina fantasia e ficção científica com ingredientes clássicos das histórias de Hayao Miyazaki.

    Meus Vizinhos, Os Yamadas (1999)

    Assim como O Conto da Princesa Kaguya, Meus Vizinhos, Os Yamadas é outro filme do Studio Ghibli que rompe com o estilo de animação que geralmente vem à cabeça de quem pensa nas obras do estúdio. Dirigida por Isao Takahata, esta é uma produção cheia de humor, inspirada nas tiras em quadrinhos de Hisaichi Ishii e feita para ser curtida de forma despretensiosa.

    Sem uma narrativa linear, a animação é composta de pequenos fragmentos do dia a dia que mostram as atividades comuns de uma família: os desafios dos pais, Takashi e Matsuko, ao criar os filhos, Noboru e Nonoko; o ambiente escolar das crianças, os momentos de ternura em casa, entre outras situações que trazem uma observação aguçada da vida comum, algo que Takahata já havia retratado em outras obras e abordou muito bem novamente.

    O Mundo dos Pequeninos (2010)

    Apesar de seu charme e visuais deslumbrantes, O Mundo dos Pequeninos costuma ser ofuscado por outros grandes títulos do Studio Ghibli, muito por conta de seu ritmo lento, o que é uma pena, pois todos os fãs do estúdio deveriam dar uma chance a esta história que aborda como a amizade é a chave para que as pessoas aprendam a conviver de forma harmoniosa e respeitosa entre si, apesar de suas diferenças. Em termos de seu foco em amizade, lembra um pouco As Memórias de Marnie, mesmo que a mensagem seja diferente. 

    A história mostra o momento em que o jovem garoto Shō, cuja saúde debilitada fará com que ele passe por um procedimento médico, descobre a existência de Arriety, uma garota em miniatura, que mora com a família dela escondida sob o assoalho da casa em que o menino está hospedado. Desse encontro nasce uma amizade encantadora, que ensinará ambos a confiarem um no outro e a resolver grandes desafios juntos.

  • Os Melhores Filmes de Ficção Científica com Elle Fanning – e 2 Que Mal Podemos Esperar

    Os Melhores Filmes de Ficção Científica com Elle Fanning – e 2 Que Mal Podemos Esperar

    Mariane Morisawa

    Mariane Morisawa

    Editor JustWatch

    Elle Fanning cresceu na frente das câmeras e nunca teve medo de escolhas arrojadas, fazendo personagens ousados na televisão e no cinema, no drama e na comédia, desde suas primeiras atuações como protagonista em filmes como A Menina no País das Maravilhas (2008), de Daniel Barnz, lançado quando ela tinha 10 anos de idade, e Um Lugar Qualquer (2010), de Sofia Coppola. 

    A atriz também embarcou em uma série de longas-metragens de ficção científica, desde Super 8 (2011), dirigido por J.J. Abrams, até dois bastante esperados para 2025 e 2026: Predador: Terras Selvagens (2025) e Jogos Vorazes: Amanhecer na Colheita (2026). Descubra na nossa lista os melhores filmes de ficção científica com Elle Fanning e os dois muito aguardados, organizados por ordem de lançamento, acompanhando o desenvolvimento da atriz no gênero. 

    Déjà Vu (2006)

    Elle Fanning era pequenininha e aparece quase nada em Déjà Vu, mas, como esse filme sobre viagem no tempo é dirigido por Tony Scott, um cineasta que sabia entreter, e estrelado por Denzel Washington, vale ser visto. Este é uma boa opção principalmente para quem é fã de Contra o Tempo, que também traz um mistério atrelado à viagem no tempo. 

    No filme, Washington é Doug Carlin, um agente especial brilhante encarregado de investigar um atentado a bomba que matou centenas de pessoas em Nova Orleans. Ele usa uma tecnologia do FBI capaz de mostrar o que aconteceu em qualquer parte do mundo quatro dias atrás e depois viaja no tempo para tentar prevenir o ataque terrorista. Sua real motivação, no entanto, é seu fascínio por uma das vítimas, Claire (Paula Patton), babá de Abbey (Elle Fanning).  Mesmo bem novinha, Elle Fanning já mostrava ser talentosa, mesmo sendo uma parte pequena desse filme de ação emocionante. 

    Super 8 (2011)

    Elle Fanning é uma das personagens principais de Super 8, dirigido por J.J. Abrams. O filme é uma grande homenagem ao cinema do início da carreira de Steven Spielberg, que é produtor do longa. Há uma nostalgia por aquele tipo de cinema de E.T. - O Extraterrestre (1982) e Os Goonies (1985), que se perdeu com o tempo. 

    Fanning impressiona com seu talento, especialmente em uma cena de teste como atriz de Alice, sua personagem. Junto com Joe (Joel Courtney) e Charles (Riley Griffiths), ela está fazendo um filme de zumbis em Super 8, em uma pequena cidade em Ohio, em 1979. Durante uma filmagem noturna, os adolescentes presenciam e registram um terrível acidente de trem. E coisas misteriosas passam a acontecer. Foi aqui que Fanning mostrou o seu talento real, chamando atenção como uma das personagens principais do filme, diferentemente de seu papel menor em Dèja Vu. 

    Os Mais Jovens (2014)

    É uma pena que Elle Fanning não seja aproveitada como deveria em Os Mais Jovens, dirigido por Jake Paltrow (irmão de Gwyneth e filho do diretor Bruce Paltrow e da atriz Blythe Danner). Mas sua presença solar é sentida mesmo assim, principalmente por se destacar em alguns momentos da trama. Este pode ser uma boa opção para quem gosta de filmes pós-apocalípticos como Sem Ar.

    Na trama, a água praticamente acabou em um mundo pós-apocalíptico. O que sobrou é controlado pelo governo. Ernest (Michael Shannon) insiste em permanecer em sua fazenda, acreditando que a água vai voltar algum dia. Ele quer dar um bom exemplo para o filho, Jerome (Kodi Smit-McPhee), e proteger a filha, a rebelde Mary (Elle Fanning), de seu oportunista namorado, Flem (Nicholas Hoult).

    Como Falar com Garotas em Festas (2017)

    Elle Fanning brilha aqui no divertido e cheio de energia Como Falar com Garotas em Festas, dirigido por John Cameron Mitchell (de Hedwig: Rock, Amor e Traição, de 2001) e livremente inspirado em um conto de Neil Gaiman. A atriz interpreta a alienígena Zan, que baixa na Londres de 1977. 

    Nessa mistura de comédia, romance e ficção científica, Zan conhece Enn (Alex Sharp) e se encanta pelo garoto de moicano, e os dois embarcam em uma aventura embalada pelo punk rock. Nicole Kidman, outra atriz que não tem medo de nada, vive Boadicea, a rainha do movimento punk em Croydon. Elle brilha neste papel, passando energia sem igual, que consegue trazer humanidade a uma personagem que não é humana, algo que também traz como Thia em Predador: Terras Selvagens.

    Agora Estamos Sozinhos (2018)

    Trazendo uma personagem similar a Zan em Como Falar com Garotas em Festas, mas ainda mais exuberante (e um contexto bem diferente), em Agora Estamos Sozinhos, dirigido por Reed Morano, Elle Fanning é uma jovem falante, cheia de vida, levemente anárquica, aberta para o mundo, mesmo que ele seja pós-apocalíptico. Sua Grace é o contraste perfeito de Del (Peter Dinklage, o Tyrion Lannister de Game of Thrones), introspectivo e feliz no isolamento. Os dois atores são ótimos juntos, esbanjando química quando dividem a tela.

    Desde que o apocalipse aconteceu, Del percorre as casas de sua comunidade limpando e coletando os corpos para dar-lhes um funeral digno. Grace aparece do nada, quando ele achava que estava sozinho. O filme explora as diferenças entre a dupla, mas depois toma um caminho bastante inesperado.

    Predador: Terras Selvagens (2025)

    Predador: Terras Selvagens acaba de chegar às telonas como um dos filmes mais aguardados da atriz. Thia, a personagem de Elle Fanning, é uma andróide criada pela Weyland-Yutani, a megacorporação ligada à exploração extraterrestre na série Alien, inaugurada com Alien: O Oitavo Passageiro (1979), e com conexões com o crossover de Alien com a série Predador em Alien vs. Predador (2004) e Alien vs. Predador 2 (2007). 

    Sem as pernas, ela forma uma parceria improvável com o jovem Predador Dek (Dimitrius Schuster-Koloamatangi). O filme dirigido por Dan Trachtenberg é uma rara incursão da atriz no universo blockbuster. À exceção de Malévola (2014) e Malévola: Dona do Mal (2019), ela sempre preferiu produções independentes ou trabalhar com cineastas consagrados como Sofia Coppola e James Mangold. É uma boa chance de ver a atriz em um universo bem diferente, mas com aquela energia que faz dela uma atriz única. 

    Jogos Vorazes: Amanhecer na Colheita (2026)

    Em Jogos Vorazes: Amanhecer na Colheita, dirigido por Francis Lawrence, Elle Fanning vai interpretar uma jovem Effie Trinkett, papel de Elizabeth Banks na saga original. Fashion na vida real, a atriz vai trazer seu talento para esse candidato a blockbuster.  Mal podemos esperar para vê-la neste papel, não é mesmo? 

    Como Jogos Vorazes: A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes (2023), Jogos Vorazes: Amanhecer na Colheita é uma prequela das obras originais, que resultaram em Jogos Vorazes (2012), Jogos Vorazes: Em Chamas (2013), Jogos Vorazes: A Esperança - Parte 1 (2014) e Jogos Vorazes: A Esperança - O Final (2015). O longa-metragem, que estreia ano que vem, é baseado no livro de Suzanne Collins lançado em 2025 e conta a história do jovem Haymitch (vivido por Woody Harrelson nos filmes originais e por Joseph Zada neste). O elenco invejável é composto por Ralph Fiennes (Presidente Snow), Kieran Culkin (Caesar Flickerman), Glenn Close (Drusilla Sickle), Billy Porter (Magno Stift), Jesse Plemons (Plutarch Heavensbee) e Maya Hawke (Wiress). Pelo o que já sabemos do livro e da personagem, Elle promete trazer uma das personagens mais queridas em uma perspectiva completamente nova. 

  • Os 10 Melhores Filmes de Hollywood Dirigidos por Brasileiros

    Os 10 Melhores Filmes de Hollywood Dirigidos por Brasileiros

    Bruno Pinheiro Melim

    Bruno Pinheiro Melim

    Editor JustWatch

    Já sabemos que não é de hoje que o cinema brasileiro ‘exporta’ profissionais altamente qualificados para a indústria norte-americana. Além dos conhecidos atores que vêm atuando nos últimos anos nos Estados Unidos, como é o caso de Rodrigo Santoro, Wagner Moura e Alice Braga, grandes cineastas brasileiros também já deixaram suas marcas por lá. Caso de Fernando Meirelles, Walter Salles, José Padilha e por aí vai.

    O talento dos nossos criadores, aliado à competência das estrelas hollywoodianas, já produziu as mais diversas obras cinematográficas, desde animações renomadas até dramas que concorreram ao Oscar. Neste guia da JustWatch, descubra um ranking com os melhores filmes de Hollywood realizados por diretores do Brasil, e saiba também onde assisti-los em streaming. 

    10. 12 Horas (2012) - Heitor Dhalia

    12 Horas, protagonizado por Amanda Seyfried e dirigido por Heitor Dhalia (o mesmo de O Cheiro do Ralo), é um filme de mistério sobre desaparecimento/sequestro com um enredo que lembra Amnésia, justamente por focar sua história em uma personagem traumatizada que tenta encontrar sua irmã desaparecida de maneira independente.

    Desta forma, Heitor Dhalia constrói um labirinto de pistas as quais a protagonista tem que decifrar o mais rápido possível, antes que seja tarde demais — o que aumenta ainda mais o ritmo alucinante e a tensão do longa. Se você tem interesse em assistir a um típico filme de suspense como Os Suspeitos, mas realizado por um cineasta brasileiro, essa é a oportunidade perfeita. 12 Horas não é uma obra que te apresentará algo novo, mas certamente te deixará envolvido com uma história que te coloca ao lado da protagonista para desvendar este mistério.

    9. Presságios de um Crime (2015) - Afonso Poyart

    Vamos para mais um suspense? Após o sucesso do filme de ação 2 Coelhos, Afonso Poyart recebeu o convite para dirigir um longa hollywoodiano sobre um serial killer, mas dessa vez invertendo o papel de Anthony Hopkins (famoso por ter vivido Hannibal Lecter), agora interpretando um investigador – que, na verdade, é um médico psíquico. Um longa com performances mais marcantes comparado com 12 Horas, não só de Hopkins, mas também de Colin Farrell, que interpreta o assassino em série que está sob investigação.

    Acredite se quiser, mas Presságios de um Crime era para ser uma espécie de continuação do clássico Seven - Os Sete Crimes Capitais, mas o projeto inicial acabou caindo. Depois de anos engavetado, chegou às mãos do diretor brasileiro com uma abordagem e um estilo totalmente diferentes. Ao invés das cenas realistas e um estudo mais aguçado da psicologia dos personagens, é um filme muito mais estilizado, com um ritmo acelerado e um toque de elementos sobrenaturais.

    8. Castelo de Areia (2017) - Fernando Coimbra

    Quem disse que a Netflix não tem um filme norte-americano dirigido por um brasileiro? Castelo de Areia, realizado por Fernando Coimbra, é uma obra que foge do lugar-comum de filmes de guerra, justamente por se propor a fazer um relato autêntico, sensível e bastante complexo, de soldados responsáveis por uma missão reparadora em um sistema de distribuição de água após a invasão americana no Iraque. 

    Ao contrário de 12 Horas e Presságios de um Crime, é um filme que nos passa uma verdade muito grande através da sua história, não se contentando em ser apenas um objeto de entretenimento. Outra grande qualidade da obra, mora no fato do roteiro ter sido escrito por um ex-combatente, Chris Roessner, que utilizou os seus inúmeros traumas e experiências pessoais para a escrita do filme. Para quem gosta de dramas de guerra com histórias realistas e psicológicas, e não necessariamente focadas em batalhas, como Guerra ao Terror, por exemplo, Castelo de Areia não irá te decepcionar.

    7. Rio (2011) - Carlos Saldanha

    Uma produção norte-americana, mas diretor, personagens e ambiência cem por cento brasileiros. Este é Rio, realizado por Carlos Saldanha, um filme que mostra tanto o lado bom do do nosso país repleto de contrastes, como as belezas naturais e a música, quanto o lado ruim, como o contrabando de animais e a destruição da natureza. Tudo isso em uma animação que esbanja energia e brilho, ao acompanhar as aventuras de uma arara-azul (criada nos Estados Unidos), e que de repente vai parar no Rio de Janeiro para tentar acasalar. 

    Na minha visão, Rio não se situa entre as principais animações das últimas décadas, ao contrário de outro filme de Saldanha, A Era do Gelo — este sim, um marco do gênero. No entanto, não deixa de ser uma obra com uma energia contagiante e personagens hilários, além de contar com uma trilha sonora de tirar o chapéu. Não à toa, o filme recebeu uma indicação ao Oscar de Melhor Canção Original no ano em que estreou. Vale lembrar também, aos que já assistiram ao filme, ou àqueles que pretendem assistir em breve, que existe a continuação Rio 2, uma animação que mantém o espírito divertido da primeira obra.

    6. RoboCop (2014) - José Padilha

    De uma animação, saltamos agora para um remake de um dos maiores clássicos da ficção científica. José Padilha, conhecido no Brasil por ter dirigido Tropa de Elite e Tropa de Elite 2, iniciou a sua trajetória em Hollywood com um projeto gigantesco e surpreendente. Responsável pelo remake do clássico de Paul Verhoeven, o brasileiro modernizou um dos ciborgues mais conhecidos do cinema em RoboCop, que traz a história de um homem que é transformado em um policial robô (por uma empresa de segurança e tecnologia) após um grave acidente.

    Ao contrário do longa dos anos oitenta, o filme de Padilha expõe a sua crítica social de maneira mais sutil, dando preferência às sequências de ação frenéticas e ao ambiente de suspense que percorre toda a obra. Merece a sexta posição do ranking, por ser um filme mais arrojado que os thrillers já comentados (12 Horas e Presságios de um Crime), além de trazer uma história ainda mais interessante e chamativa, comparado com Castelo de Areia. Um longa simplesmente imperdível não só aos amantes do primeiro RoboCop, como também para quem gosta de filmes como O Exterminador do Futuro.

    5. Na Estrada (2012) - Walter Salles

    Walter Salles (vencedor do Oscar com Ainda Estou Aqui) foi o (competente e sortudo) diretor escolhido para adaptar uma das maiores obras da literatura em língua inglesa, o livro On the Road, de Jack Kerouac. Na verdade, é mais uma prova de que os grandes feitos dos brasileiros nas terras norte-americanas não param tão cedo nessa lista. 

    Na adaptação de Salles, que tem Francis Ford Coppola como produtor executivo, presenciamos a viagem libertária de três jovens da Geração Beat que procuram as mais diversas experiências durante a década que se seguiu ao fim da Segunda Guerra Mundial. Para quem gosta de um intenso e apaixonante ‘road-movie’ como Coração Selvagem, Na Estrada é a receita perfeita. Um filme completamente diferente de RoboCop na sua temática, mas que também traz uma história e imagens bastante enérgicas. Além disso, também conta com personagens mais humanos, complexos e sensíveis comparado com o longa de Padilha.

    4. Ironweed (1987) - Hector Barbenco

    Já pensou se um diretor do Brasil dirigisse dois dos maiores nomes da história do cinema, Jack Nicholson e Meryl Streep, em um único filme? Saiba que isso já aconteceu em Ironweed, realizado pelo argentino-brasileiro, Hector Babenco. É claro que o drama de época recebeu duas indicações ao Oscar pela performance da icônica dupla. Convenhamos, não é para menos… 

    Assim como Na Estrada, também é um drama onde o estado dos personagens dialoga com a situação política e social do país. O filme narra a terrível vida de dois alcoólatras que se encontram em uma pequena cidade durante o período da Grande Depressão nos Estados Unidos, enquanto tentam lidar com os fantasmas do seus passados. É uma obra dura e chocante, elevada por uma química incomparável dessas duas lendas da sétima arte. Um filme que indico aos que não se importam em presenciar uma arrebatadora e trágica história, daquelas que te deixam mal por um tempo como Perdidos na Noite. 

    3. A Era do Gelo (2002) - Carlos Saldanha

    Uma das maiores franquias de animação do século foi dirigida — em sua boa parte — por um brasileiro. Sim, Carlos Saldanha (o mesmo de Rio) assina a direção dos três primeiros longas de A Era do Gelo, que popularizaram os icônicos e divertidos personagens do período glacial. Sendo assim, é claro que o primeiro filme (que é o melhor de todos eles) teria que ter um lugar especial nessa lista.

    Indicado ao Oscar de Melhor Animação, A Era do Gelo trouxe a história dos extintos animais que encontram uma criança humana e se aventuram na tentativa de devolvê-la ao seu povoado. Sem dúvida, é um dos maiores marcos da animação 3D, não só por conta do seu ambiente original, personagens engraçados e enredo emocionante, mas também pelo seu visual inovador, que abriu as portas para diversas animações (da produtora Blue Sky) que vieram a seguir, como o próprio Rio, e também O Touro Ferdinando — igualmente dirigido por Carlos Saldanha.

    2. Dois Papas (2019) - Fernando Meirelles

    Voltando ao cinema live action, chegamos aos dois principais filmes hollywoodianos dirigidos por brasileiros — sendo que ambos foram realizados pelo mesmo cineasta. Começando por Dois Papas, antes de partir o Papa Francisco ganhou uma bonita homenagem de Fernando Meirelles — aquele que considero um dos principais diretores da história do cinema brasileiro, muito em razão de Cidade de Deus. Indicado a três Oscars da Academia, Dois Papas gira em torno de diálogos (fictícios) de um encontro entre o Papa Bento XVI, que renunciou ao papado em 2013, e o Papa Francisco. 

    É uma obra que consegue abraçar as visões de mundo dicotômicas das duas figuras religiosas, de maneira empática e sensível, além de explorar suas crises e conflitos espirituais. O longa se situa em um momento onde a Igreja Católica vivia uma crise sem precedentes, e elucida bem o que representou a ascensão de Francisco, que deu início à uma mudança significativa na instituição. À semelhança de Ironweed, conta com uma dupla de protagonistas digna de admiração: Anthony Hopkins e Jonathan Pryce. Dois atores que entregam performances ainda mais marcantes, que elevam o filme de maneira substancial.

    1. O Jardineiro Fiel (2005) - Fernando Meirelles

    E por falar em Cidade de Deus, após o seu grandiosíssimo êxito mundial, não demorou muito tempo para que Meirelles ganhasse uma carreira internacional, começando por O Jardineiro Fiel. Um thriller político que conta a história de um diplomata britânico com uma inusitada paixão por jardinagem que, radicado no Quênia, investiga uma rede de corrupção que pode estar por trás da morte da sua esposa, uma ativista dos direitos humanos.

    O longa foi o ‘debut’ do diretor brasileiro em Hollywood e teve uma recepção extremamente calorosa, recebendo uma indicação a mais que Dois Papas no Oscar (ou seja, no total, quatro). Além disso, para mim, é uma obra que não depende em demasia das performances dos atores para o seu sucesso, muito por conta da sua história instigante e o seu estilo visual mais realista — comparado com o filme mais recente de Meirelles. Como thriller político, na minha visão, está na mesma prateleira de longas como V de Vingança e Argo, o que faz com que ele lidere este ranking.

    Onde assistir aos melhores filmes de Hollywood dirigidos por brasileiros em streaming?

    Abaixo, saiba onde encontrar os melhores filmes hollywoodianos de diretores brasileiros, disponíveis online, em streaming!

  • ‘Mortal Kombat 2’: Onde Você Já Viu o Elenco?

    ‘Mortal Kombat 2’: Onde Você Já Viu o Elenco?

    Beatriz Coutinho

    Beatriz Coutinho

    Editor JustWatch

    A popular franquia de videogames Mortal Kombat conta com diversas adaptações para o cinema. A mais recente delas, Mortal Kombat, ganhará uma sequência em breve, Mortal Kombat 2, que trará o famoso personagem Johnny Cage como grande protagonista, assim como novos e já conhecidos atores. 

    Neste guia da JustWatch, confira de onde você conhece o elenco de Mortal Kombat 2 e saiba em quais serviços de streaming assistir as produções enquanto espera pelo lançamento do filme em 15 de maio de 2026.

    Karl Urban - Johnny Cage

    O astro do cinema das artes marciais Johnny Cage, um dos personagens mais famosos da franquia Mortal Kombat (inspirado em Jean-Claude Van Damme), será interpretado por Karl Urban, o que deixou muitos fãs ansiosos e felizes. Urban tem uma longa carreira como ator e já participou de várias outras franquias famosas, provando-se bastante versátil.

    Urban interpretou Éomer, líder dos Cavaleiros de Rohan, em O Senhor dos Anéis: As Duas Torres e O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei; o doutor Leonard McCoy no reboot dos filmes Star Trek; o vilão asgardiano Executor em Thor: Ragnarok; o vilão Kirill em A Supremacia Bourne; além de, mais recentemente, dar vida a Billy Bruto na popular série The Boys. Definitivamente, um ator que tem o potencial para dar vida a um Johnny Cage digno. 

    Tati Gabrielle - Jade

    Jade, a amiga de infância da princesa Kitana, será interpretada por Tati Gabrielle, que tem impressionado o público em diversas produções recentes. A carreira da atriz deslanchou com sua longa participação como a personagem Gaia na série de ficção científica The 100, o que abriu portas para que ela interpretasse uma das protagonistas de O Mundo Sombrio de Sabrina, a bruxa Prudence Night. 

    Gabrielle também teve um papel recorrente em You, como Marianne Bellamy, protagonista da 3ª temporada, e participou da 2ª temporada de The Last of Us como Nora Harris, uma das antagonistas da história. A atriz também viveu a vilã Braddock em Uncharted, o que torna Jade o terceiro papel dela em adaptações de games. Sua carreira em ascensão é definitivamente um bom indicativo de seu papel como Jade.

    Hiroyuki Sanada - Hanzo Hasashi/Scorpion

    O lendário anti-herói Scorpion será novamente vivido pelo ator japonês Hiroyuki Sanada, que tem uma extensa e respeitável carreira no cinema e na televisão. Sanada interpretou o protagonista Seibei Iguchi no excelente drama japonês O Samurai do Entardecer, no qual dá vida ao samurai que passa por grandes mudanças em sua vida; e o mestre de espadas Ujio em O Último Samurai, onde ensina técnicas com a arma para o capitão Algren vivido por Tom Cruise.

    Sanada teve outros papéis relevantes, como o capitão Kaneda na ficção científica Sunshine - Alerta Solar, Shingen Yashida em Wolverine - Imortal, mas recentemente se destacou grandiosamente ao viver Yoshi Toranaga, personagem inspirado em Tokugawa Ieyasu, líder militar do Japão Feudal, na famosa série Xógum: A Gloriosa Saga do Japão. Hiroyuki Sanada já provou que é um Scorpion de respeito, e deve apenas continuar o bom trabalho na continuação. 

    Damon Herriman - Quan Chi

    O ator australiano Damon Herriman também retorna ao elenco de Mortal Kombat, mas desta vez como Quan Chi, o feiticeiro necromante que usa magia das trevas para manipular os Defensores da Terra. Herriman é bastante conhecido por ter interpretado de forma bastante impactante o criminoso estadunidense Charles Manson em duas produções: a série Mindhunter e o filme Era Uma Vez Em... Hollywood, do diretor Quentin Tarantino.

    O ator versátil também teve papéis relevantes no musical Better Man, no qual vive Nigel Martin-Smith, o empresário da banda Take That; no filme The Nightingale, no qual interpreta o terrível e cruel Sargento Ruse; e recentemente se juntou ao elenco de Caçador de Demônios, série em que dá vida a Lucky Callahan, um ex-mafioso de Boston. 

    Martyn Ford - Shao Kahn

    O famoso fisiculturista Martyn Ford, que iniciou sua carreira como ator em 2016, é quem dará vida a Shao Kahn, um dos grandes antagonistas da franquia Mortal Kombat. 

    Ford estreou no longa Boyka: O Imbatível como o gigante e furioso artista marcial Koshmar, e posteriormente conquistou papéis em grandes produções como Tenente Sue em Velozes & Furiosos 9, e Squatterbloat, um dos guardiões dos portões do inferno da série Sandman. Além disso, interpretou o gigante Golias na produção bíblica Casa de Davi com uma performance distinta. 

    Jessica McNamee - Sonya Blade

    Jessica McNamee está de volta ao seu papel como a oficial das Forças Especiais Sonya Blade, que ao lado do marido Jax, auxiliou Cole Young durante o primeiro filme Mortal Kombat. McNamee estreou como atriz em 2007, em seu país de origem, a Austrália, e em 2012 ganhou um papel no drama romântico Para Sempre, como Gwen Thornton, irmã da protagonista Paige, vivida por Rachel McAdams.

    Em 2014, a atriz estreou na série de comédia Sirens, como a policial Theresa Kelly, aparecendo também em A Guerra dos Sexos como a tenista Margaret Court, e na série Upright como Avery Mae, a namorada famosa do protagonista Lucky Flynn. Agora, ela promete guiar a personagem a novos horizontes, trazendo todo o seu talento para Mortal Kombat 2. 

    Mehcad Brooks - Jax

    O ator e ex-modelo Mehcad Brooks interpretou o major Jax no primeiro filme desta nova adaptação de Mortal Kombat e retornará para o papel na sequência. Brooks já participou de grandes produções de Hollywood, dando vida aos personagens Matthew Applewhite na famosa série Desperate Housewives; "Eggs" Benedict Talley, o namorado de Tara Thornton's, nas duas primeiras temporadas de True Blood; e ao clássico James Olsen em Supergirl.

    Entre 2022 e 2025, o ator também interpretou o detetive Jalen Shaw na clássica série procedural Law & Order, e atualmente também está no papel de Marion Odin em “And Just Like That…”.

    Tadanobu Asano - Lorde Raiden

    O poderoso Lorde Raiden de Mortal Kombat, que sempre reúne guerreiros que lutam pelo reino da Terra, terá Tadanobu Asano retornando ao papel do primeiro filme. Asano é outro ator japonês com um currículo extenso e repleto de franquias e grandes longas que apenas reforçam o seu valor como o personagem. 

    Uma das estrelas do delicado filme A Luz da Ilusão, de 1995, ele também atuou como o imperador mongol Genghis Khan/Temüjin no épico histórico O Guerreiro Genghis Khan; como o aliado de Thor, Hogun, em Thor, Thor: O Mundo Sombrio e Thor: Ragnarok. Recentemente, apareceu em Xógum: A Gloriosa Saga do Japão como o Lorde Kashigi Yabushige, papel que lhe rendeu um Globo de Ouro de Melhor Ator Coadjuvante.

    Lewis Tan - Cole Young

    Cole Young, protagonista do primeiro Mortal Kombat, é vivido pelo ator e artista marcial Lewis Tan, que iniciou sua carreira como dublê em diversos grandes filmes, como Velozes & Furiosos: Desafio em Tóquio e Piratas do Caribe - No Fim do Mundo, mas aos poucos conquistou papéis maiores dentro de diferentes produções.

    Tan participou de Deadpool 2 e Deadpool & Wolverine como Benjamin Rusty/Shatterstar, um dos recrutas da X-Force de Wade; interpretou Lu Xin Lee na série Wu Assassins e no filme derivado Golpes de Vingança. Ele também atuou nas séries Into the Badlands, como Gaius Chau na terceira temporada, além de Sombra e Ossos, como Tolya Yul-Bataar na segunda temporada, e Cobra Kai, como um dos principais vilões da história, Sensei Feng "Wolf" Xiao.

    Adeline Rudolph - Kitana

    Uma das personagens mais emblemáticas de Mortal Kombat, Kitana será vivida pela atriz Adeline Rudolph, nascida em Hong-Kong, que começou sua carreira em 2018, já com o pé direito. Até 2020, Rudolph viveu a personagem Agatha, uma bruxa integrante das Irmãs Estranhas, em O Mundo Sombrio de Sabrina; e em 2021 apareceu em Riverdale como Minerva Marble, uma avaliadora de arte que se interessa pela coleção de arte da família Blossom.

    Em 2024, a atriz interpretou Bobbie Jo Song, agente parceira de Hellboy no filme Hellboy e o Homem Torto. Mortal Kombat não será a primeira vez da atriz em uma adaptação de games, já que em 2022 ela viveu a personagem Billie Wesker em Resident Evil, a irmã de Jade, com quem descobre segredos obscuros sobre o pai delas e a Umbrella Corporation. 

    Joe Taslim - Bi-Han/Noob Saibot

    Judoca medalhista dos Jogos do Sudeste Asiático por quase dez anos, Joe Taslim também trabalhou como modelo antes de se tornar ator em 2008. Em Mortal Kombat, ele interpretou Sub-Zero, o principal rival de Scorpion, e na sequência retornará como Bi-Han/Noob Saibot.

    O ator é bastante reconhecido por seus papéis como o sargento Jaka que lidera a missão de Operação Invasão e o vilão Jah de Velozes e Furiosos 6. Além disso, também estrelou a série Warrior como o personagem Li Yong, um habilidoso artista marcial na história sobre a histórica imigração de chineses e irlandeses para a América no século XIX. Em 2020, ele estrelou o bem avaliado The Swordsman, como Gurutai, membro da família imperial Qing e mestre dos traficantes de escravos de Hwangdang.

    Ludi Lin - Liu Kang

    O ator sino-canadense Ludi Lin retornará na sequência Mortal Kombat 2 como Liu Kang, o monge Shaolin que tenta proteger a Terra. Os principais papéis de destaque do ator incluem sua interpretação de Zack Taylor, o Ranger Preto no reboot Power Rangers; Capitão Murk, comandante do exército da linha de frente de Atlântida em Aquaman e também na série animada Aquaman: Rei de Atlântida; e Kerwin Tan, da série Kung Fu, um playboy vingativo e herdeiro que ajuda uma das principais vilãs da produção.

  • Os 10 Melhores Filmes e Séries com Pedro Pascal

    Os 10 Melhores Filmes e Séries com Pedro Pascal

    Bruno Pinheiro Melim

    Bruno Pinheiro Melim

    Editor JustWatch

    Pedro Pascal atualmente carrega o status de ser um dos atores mais queridinhos e adorados — tanto do público, quanto da própria indústria hollywoodiana. Nascido no Chile e naturalizado norte-americano, o ator completou 50 anos de idade finalmente alcançando o reconhecimento internacional que tanto buscou ao longo da carreira.

    Não por acaso, somente em 2025, Pedro protagonizou três filmes que certamente fazem parte da lista dos mais aguardados do ano: Quarteto Fantástico: Primeiros Passos, Amores Materialistas e Eddington. Aproveitando o seu sucesso e popularidade recentes, preparamos um ranking com os melhores filmes e séries estrelados pelo ator, para que você possa ter um panorama da sua extensa e rica filmografia. 

    1. The Last of Us (2023–)

    Apesar de se passar em um cenário distópico em uma América pós-apocalíptica, dominada por um vírus devastador, The Last of Us tem o mérito de não cair no lugar-comum de explorar somente a luta dos personagens pela sobrevivência — característica que compartilha com The Walking Dead. 

    Muito mais que isso, a produção se propõe a se aprofundar nas relações humanas (principalmente entre os protagonistas), nas emoções, nos sentimentos, e nos traumas, de figuras que vivem em uma situação limite, rodeadas de desesperança. É aqui que entra a importância do ator. A entrega, imersão e carga emocional que Pedro Pascal emprega ao viver Joel, além da sua química incomparável com a atriz Bella Ramsey, são, na minha perspectiva, fatores que fazem com que a série seja uma das produções de maior sucesso da HBO, inquestionavelmente sendo o principal representante do trabalho de Pedro.

    2. Gladiador 2 (2025)

    Se tem uma coisa que Ridley Scott indiscutivelmente fez bem em Gladiador 2, foi a escolha do elenco. A continuação do seu icônico filme conta com alguns nomes como Paul Mescal, Denzel Washington e Connie Nielsen (que aparece também no primeiro Gladiador). Mas, quem acaba roubando novamente a cena é o nosso galã, Pedro Pascal, que aqui interpreta o general romano Marcus Acacius.

    Seu personagem serve como uma espécie de bússola moral do Império Romano, por ser um guerreiro digno e que defende os princípios da antiga Roma. Pedro tem uma interpretação segura e marcante, que consegue transportar todo o peso de um dos personagens mais fortes e honrados do longa. Se você é um daqueles puristas que não aceitam o fato de Gladiador ter uma sequência, saiba que só o personagem de Pascal já faz valer a pena assistir ao segundo filme. Portanto, merece estar na segunda posição do ranking.

    3. Game of Thrones (2011–2019)

    Independentemente de ter interpretado um personagem apenas durante a quarta temporada de Game of Thrones, Pedro Pascal pode se gabar de ter uma das principais séries da história da televisão no seu currículo. E, para aumentar ainda mais os seus méritos, vale pontuar que o seu personagem (Oberyn Martell, ou Víbora Vermelha) foi responsável, para mim, por uma das cenas mais marcantes de toda a série: sua luta contra Gregor Clegane, também conhecido como "A Montanha". 

    Sinceramente, para quem já assistiu a todas as temporadas, é impossível tirar da cabeça a imagem final desta cena memorável (não entrarei em detalhes para evitar spoilers). E, para quem ainda não viu, saiba que este é um dos personagens mais complexos, encantadores e brutais que o ator chileno já desempenhou. Na verdade, se formos comparar os três personagens de Pascal, em The Last of Us, Gladiador 2 e Game of Thrones, chegaremos à conclusão que são figuras extremamente distintas na sua essência — uma prova concreta da fantástica versatilidade do ator. Além disso, foi aqui que Pascal provou ser capaz de roubar a cena, mesmo em meio a um elenco estelar. 

    4. The Mandalorian (2019)

    Para quem vê (ou escuta) Pedro Pascal interpretando o personagem principal de The Mandalorian, uma série da franquia de Star Wars com uma vibe parecida com Firefly, mal pode imaginar que o ator, na maioria das vezes, não está por trás da capa do guerreiro solitário que tem a missão de proteger Grogu (também conhecido como Baby Yoda). 

    Mesmo assim, seja de corpo inteiro, ou apenas com a sua voz (que por sinal, é inconfundível), Din Djarin (também chamado de O Mandaloriano), é um daqueles personagens que encaixa com perfeição no estilo de atuação cativante de Pedro — por isso merece a quarta posição do ranking. 

    Um protagonista que, assim como seu personagem em Gladiador 2, demonstra liderança, lealdade e honra, na mesma pegada e estilo de figuras icônicas vividas por Clint Eastwood em inúmeros faroestes — que inclusive serviram como inspiração para Pascal.

    5. Narcos (2015–2017)

    Arrisco dizer que Narcos, mesmo não sendo o seu melhor trabalho, foi a série que serviu como ponto de virada para a trajetória profissional de Pedro Pascal. Apesar de ter aparecido em Game of Thrones antes (mas com um papel coadjuvante), a produção que tem o brasileiro José Padilha como diretor e produtor catapultou a carreira do ator em Hollywood. Isso porque foi o primeiro trabalho mainstream (a série é produzida pela Netflix) de Pascal como protagonista. O que, obviamente, fez com que ele ganhasse uma grande notoriedade, abrindo portas para personagens posteriores ainda maiores.

    No papel de um agente da DEA que investiga o Cartel de Medellín (liderado pela icônica figura de Pablo Escobar, representado por Wagner Moura), Pascal mostrou o grau de intensidade que consegue alcançar atuando, bem como a capacidade de humanizar um personagem que é regido pelo objetivo insaciável de prender o principal narcotraficante da América Latina, mas que às vezes parece inconsistente ao lado de outros grandes nomes. Uma série imperdível aos amantes de histórias sobre traficantes, como Breaking Bad e Ozark.

    6. Amores Materialistas (2025)

    Pedro Pascal também sabe mostrar muito bem todo o seu encanto em comédias românticas. Dirigido por Celine Song (a mesma de Vidas Passadas), Amores Materialistas é um filme profundo e, por vezes, até mais dramático do que cômico, sobre um triângulo amoroso, no qual Pedro Pascal interpreta Harry, um homem rico, charmoso e confiante, que aparece na vida da protagonista de uma maneira avassaladora. Ou seja, se você achou seu personagem em Game of Thrones sedutor, não perca a oportunidade de vê-lo nesse filme.

    Contracenando ao lado de Dakota Johnson e Chris Evans, o ator chileno entrega uma performance que, em um primeiro momento, parece monodimensional (já que Harry aparenta ser um homem sem falhas), mas à medida que o filme se desenvolve, se complexifica por meio do talento e habilidade de Pedro em frente às câmeras. O seu personagem às vezes fica um pouco de lado na narrativa, mas Pedro certamente domina as cenas em que aparece. Um longa que super recomendo àqueles que apreciam comédias românticas mais desconstruídas e existenciais, como Palm Springs, por exemplo.

    7. Robô Selvagem (2024)

    Vou ser sincero, Robô Selvagem é uma dessas animações que, às vezes, não dá para segurar a emoção (ou até o choro) — e esse é um dos motivos do filme também ocupar um lugar especial nessa lista. Afinal, o longa traz um enredo realmente comovente, sobre um robô que vai parar em uma ilha, onde tem que aprender a viver de maneira selvagem em uma floresta hostil. E, ainda por cima, com Pedro Pascal dando voz a uma das criaturas mais adoráveis do enredo: a raposa Fink.

    Uma obra visualmente encantadora, com uma história melancólica, mas extremamente inspiradora, especialmente com a voz de Pedro trazendo uma qualidade única ao filme em um personagem que tem um desenvolvimento surpreendente. Para quem assina a Amazon Prime Video, e gosta de animações mais sensíveis, como Kubo e as Cordas Mágicas ou até mesmo WALL-E (que tem uma temática mais semelhante), certamente não ficará frustrado. 

    8. Estranha Forma de Vida (2023) 

    Mesmo sendo um curta-metragem, do meu ponto de vista, é impossível falar sobre a filmografia de Pedro Pascal, sem mencionar sua apaixonada interpretação na produção realizada pelo seu xará, o icônico diretor espanhol, Pedro Almodóvar. Sim, o ator está tão encantador quanto em Amores Materialistas, mas de maneira até mais ‘perigosa’. O recorte do filme, por si só, já é bastante original e complexo: um faroeste com dois homens, ex-amantes, que se reencontram no deserto após vinte e cinco anos, onde um deles esconde um grande segredo.

    Estranha Forma de Vida é uma obra com atuações marcantes, tanto de Pedro Pascal, quanto de Ethan Hawke que, por sinal, demonstram ter uma química ímpar. Se você está de saco cheio dos ‘westerns’ à lá John Ford, aqui está um filme perfeito para você. Uma obra que quebra alguns paradigmas da masculinidade, em relação aos elementos mais característicos do gênero, principalmente por expor um romance homoafetivo sem julgamentos. Eu diria que caso o filme fosse um longa-metragem, poderia ocupar uma melhor posição neste ranking.

    9. O Peso do Talento (2022)

    Como já vimos ao longo dessa lista, Pedro Pascal não é primordialmente conhecido por papéis antagônicos (com exceção de uma parte de Gladiador 2, onde pensamos que seu personagem pode até ser um inimigo), mas sua versatilidade é sempre bem explorada quando o ator assume esse tipo de papel. Na comédia de ação, O Peso do Talento, por exemplo, Pedro dá vida a um criminoso e bilionário que é fã de Nick Cage (uma versão decadente e ficcionalizada do próprio Nicolas Cage), mas que passa a ser investigado por ele.

    É um filme divertido em que o personagem de Pedro carrega grande parte do humor do longa, com boas sequências de ação, com um roteiro metalinguístico bastante original, e que emana vitalidade — muito por conta, claro, da dupla Pascal e Cage, que interpretam dois protagonistas problemáticos e extremamente enérgicos. Um filme que lembra muito a atmosfera e o tema de O Dublê, onde Ryan Gosling interpreta um dublê em decadência que se vê envolvido em uma rede de conspirações. Porém, se situa no fim da lista já que não é uma obra tão original e sofisticada quanto às anteriores, focando mais em divertir o público. 

    10. Quarteto Fantástico: Primeiros Passos (2025)

    Além dos 50 anos completados, 2025 também marca o ano de estreia de Pedro Pascal como protagonista do Universo Cinematográfico Marvel, no filme Quarteto Fantástico: Primeiros Passos. Na pele do Senhor Fantástico, o ator entrega uma versão completamente autêntica do personagem, trazendo toda a seriedade e inteligência características do herói, somado a um tom um pouco mais divertido — típico de um protagonista do MCU, como Tony Stark. 

    Uma coisa é certa, para você que não gostou dos longas anteriores do quarteto, pode comemorar, já que este novo filme tem tudo que um fã de super-heróis gosta (boas sequências de ação, é engraçado, tem personagens atraentes e extremamente bem trabalhados, e interpretações à altura). Ao meu ver, mais do que prova que essa nova fase da Marvel ainda promete muito. Por isso, apesar de muito recente e sem o distanciamento necessário para saber se irá perdurar como um dos principais trabalhos de Pedro, também merece estar presente na lista. O ator é definitivamente um dos destaques do filme, trazendo um Reed Richards digno das HQs, mas que ainda tem muito para provar. 

  • 'Madagascar': Onde Assistir a Todos os Filmes em Ordem

    'Madagascar': Onde Assistir a Todos os Filmes em Ordem

    Bruno Pinheiro Melim

    Bruno Pinheiro Melim

    Editor JustWatch

    2025 marca o 20° aniversário de uma das franquias de animação de maior sucesso de todos os tempos, Madagascar — que teve seu primeiro filme lançado em 2005. Uma franquia que se expandiu de tal forma, gerando produções em diversos formatos, como videogames, séries e curtas-metragens. Além, claro, dos longas que consolidaram a franquia como uma das mais lucrativas da história da DreamWorks.

    Neste guia da JustWatch, apresentamos a ordem cronológica dos filmes e spin-off de Madagascar, para que você possa aproveitar essa aventura ao lado dos animais mais divertidos e excêntricos do cinema. As produções estão disponíveis em diversas plataformas de streaming, como Amazon Prime Video, Globoplay, Paramount+ e ClaroTV+.

    Madagascar (2005)

    Logo após o triunfo comercial dos dois primeiros longas de Shrek, a DreamWorks decidiu inovar com o lançamento de um filme que mudou para sempre a abordagem na animação de animais. É certo que já existiam animações 3D do mesmo estilo e gênero, muito bem realizadas, como A Era do Gelo, por exemplo, mas creio que Madagascar se destacou ainda mais, justamente por aprimorar a técnica através de uma narrativa divertida e com muito poder de entretenimento.

    A história de amizade e resiliência que acompanha quatro simpáticos animais acostumados com a vida pacata de um zoológico de Nova York, mas que acidentalmente são transferidos para a ilha de Madagascar, é considerada um marco no desenvolvimento da animação mundial, muito por conta dos seus detalhes mais estilizados e da sua estética vibrante, que cativou, e continua cativando, o público ao redor do mundo.

    Madagascar 2 (2008)

    Depois do sucesso da primeira produção, não demorou muito tempo para que Madagascar 2 fosse lançado nos cinemas. No mesmo ano, inclusive, chegou a superar (em termos de bilheteria), na sua estreia, o filme Batman: O Cavaleiro das Trevas. Fato que mostra muito bem a dimensão que a franquia alcançou em pouquíssimo tempo.

    O filme é uma bonita história sobre se reconectar com as suas raízes (já que eles vão parar acidentalmente no seu local de origem, a selva africana), e ainda conta com diversos momentos cômicos e mais performances musicais inesquecíveis (algo que a DreamWorks já havia feito também em O Espanta Tubarões). Um elemento que no meu ponto de vista, quando colocado dessa forma, dialogando com a narrativa, torna o segundo filme ainda mais sofisticado que o primeiro Madagascar. 

    Alucinante Madagascar (2013)

    Para você que já viu os três longas da franquia, mas pretende matar as saudades dos animais mais engraçados do cinema, saiba que entre as três produções originais e o spin-off, existe também o curta-metragem Alucinante Madagascar. 

    O filme, que (provavelmente) se situa após os acontecimentos de Madagascar 2, uma vez que os animais ainda estão na grande savana africana, é um tipo de especial do dia dos namorados, onde o Rei Julien encontra uma misteriosa poção do amor que promete juntar diversos ‘pombinhos’. É uma produção que eu indicaria não só a quem quer matar as saudades dos primeiros filmes, mas principalmente àqueles que nunca assistiram Madagascar, e querem entrar em contato com a franquia, mas através de um filme com uma duração mais curta (menos de meia hora).

    Madagascar 3: Os Procurados (2012)

    Com certeza não existem animais mais viajantes e aventureiros que Alex, Marty, Melman, Gloria e Julien. Neste terceiro filme da franquia, os adoráveis personagens falham novamente na tentativa de voltar para a casa e vão parar na Europa, onde entram para um circo itinerante na esperança de retornar à Nova York. Convenhamos, um espaço completamente novo, muito mais moderno, e ainda mais desafiador, comparado à ilha e à savana de Madagascar e Madagascar 2.

    Madagascar 3: Os Procurados é uma continuação da jornada de autodescoberta dos personagens, agora com um cenário e uma estética muito mais burlesca, o que lembra animações mais ambiciosas e megalomaníacas como Kung Fu Panda 2. Dos três, detém o feito de ter sido a produção com a maior bilheteria mundial, provavelmente por ser, ao meu ver, a obra com o maior apelo comercial e de entretenimento da franquia, explorando não só o lado cômico da narrativa, como também dezenas de sequências de ação — o que queira ou não, prende ainda mais a atenção do público.

    Os Pinguins de Madagascar (2014)

    Após a consolidação do nome da franquia, gerando, inclusive, alguns spin-offs através de séries televisivas, muitos se questionavam do porquê de ainda não existir um filme que retratasse a história dos queridos pinguins Capitão, Kowalski, Rico e Recruta. Mas este dia chegou em 2014 com o lançamento da divertida animação Os Pinguins de Madagascar, que revigorou a franquia ao mudar o foco para uma narrativa de espionagem com um ritmo mais acelerado — apesar de manter a mesma linha de humor. Algo muito parecido com o que Minions fez.

    O filme se aprofunda nas histórias dos pinguins agentes secretos, desde a proteção do zoológico em Nova York, até sua missão de deter um vilão que quer destruir a sua espécie. É uma obra que busca atingir muito mais o público infantil, comparado aos longas de Madagascar, ao se concentrar primordialmente no poder da comédia e na excentricidade dos personagens. No fundo, é um spin-off alegre e cativante, que entrega exatamente o que se propõe.

  • Saiba Onde Encontrar o Elenco de ‘10 Coisas que Eu Odeio em Você’ em 2025

    Saiba Onde Encontrar o Elenco de ‘10 Coisas que Eu Odeio em Você’ em 2025

    Beatriz Coutinho

    Beatriz Coutinho

    Editor JustWatch

    O filme 10 Coisas que Eu Odeio em Você é uma das comédias românticas mais amadas dos anos 1990. Releitura adolescente da clássica peça A Megera Domada, de William Shakespeare, o filme traz diálogos cheios de charme e humor e um toque de modernidade para a história, que acompanha como a determinada e rebelde Kat Stratford se apaixona pelo misterioso Patrick Verona, surpreendendo toda a escola onde eles estudam e seus círculos de amizade.

    Em entrevista recente à revista People, o diretor Gil Junge afirmou que o filme deve ganhar uma continuação no futuro. Atualmente, uma trilogia está em desenvolvimento e contaria com os filmes 10 Things I Hate About Dating, 10 Things I Hate About Marriage e 10 Things I Hate About Kids. Em tradução livre, os títulos seriam 10 Coisas que Eu Odeio sobre Namoro, 10 Coisas que Eu Odeio sobre Casamento e 10 Coisas que Eu Odeio sobre Filhos. Ainda não há previsão de lançamento para os títulos.

    Ficou com saudade dos atores e atrizes do filme? Saiba onde encontrar o elenco de 10 Coisas que Eu Odeio em Você em 2025 com este guia da JustWatch.

    Julia Stiles (Kat Stratford)

    Em 10 Coisas que Eu Odeio em Você, Kat é interpretada pela atriz Julia Stiles. Como a irmã “do contra” de Bianca, Stiles dá vida à protagonista em uma atuação cheia de personalidade, transformando Kat em alguém irreverente com a mistura perfeita de ironia e vulnerabilidade. Ela foge do estereótipo de garota popular com seu jeitinho autêntico, que questiona tudo e todos, mas também deixa transparecer emoções profundas, como qualquer adolescente. Com humor e intensidade, Stiles foi essencial para tornar Kat inesquecível, uma personagem com quem todo mundo que teve uma fase rebelde já se identificou.

    Depois do sucesso de 10 Coisas que Eu Odeio em Você, a atriz estrelou uma porção de outras comédias românticas, mas seus papéis de maior destaque foram na franquia A Identidade Bourne, em que interpreta a aliada crucial de Jason Bourne, Nicky Parsons, transmitindo a confiança necessária da personagem para o público; e na 5ª temporada de Dexter como Lumen Pierce, papel complexo, no qual ela mostrou muito bem uma jornada que vai do trauma à vingança, e pelo qual recebeu indicações ao Globo de Ouro e ao Emmy. Seus trabalhos mais recentes incluem a série Riviera o filme As Golpistas, nos quais a atriz mantém sua boa performance.

    Heath Ledger (Patrick Verona)

    Em 10 Coisas que Eu Odeio em Você, Heath Ledger interpretou o icônico Patrick Verona, que certamente permaneceu na imaginação de muita gente que cresceu nos anos 1990 e 2000. O ator deu vida ao jeito rebelde de Patrick de forma bastante interessante, fazendo com que ele fosse além do arquétipo de “bad boy” que não se importa com nada — mesmo quando Cameron e Michael comandam a operação “Arrumar um namorado para Kat”. Além disso, a química instantânea entre ele e Julia Stiles é outro trunfo dos atores.

    Infelizmente, Heath Ledger faleceu em 2008. Para relembrar a potência que o ator foi, vale a pena conferir O Segredo de Brokeback Mountain, no qual interpreta Ennis del Mar de forma autêntica e cheia de sutilezas para viver um romance com o personagem de Jake Gyllenhaal. Além disso, sua icônica e insana performance como o personagem Coringa em Batman: O Cavaleiro das Trevas, filme que foi lançado depois de sua morte, garantiu o Oscar póstumo de Melhor Ator Coadjuvante e o posto de melhor Coringa dos cinemas até hoje, 17 anos após o lançamento do longa.

    Larisa Oleynik (Bianca Stratford)

    Em 10 Coisas que Eu Odeio em Você, Larisa Oleynik deu vida à Bianca, irmã mais nova da protagonista, que estava louca para começar a namorar, mas precisava que Kat desse o primeiro passo para conseguir permissão do pai delas para fazer o mesmo. Larissa equilibra doçura adolescente com momentos egoístas típicos dessa fase da vida, o que torna Bianca uma personagem bastante realista: ansiosa para viver diferentes experiências. Ela é o contraponto perfeito da rebeldia de Kat e a evolução da personagem faz com que ela se torne mais querida pelo público conforme o filme avança.

    A atriz apareceu nas temporadas 3 e 4 de Pretty Little Liars como a personagem Maggie Cutler, trazendo bastante drama para a série; trabalhou com dublagem em Clube Winx, interpretando de forma icônica a vilã Ice e outros personagens menores; e recentemente estrelou a série de comédia da Nickelodeon Erin & Aaron, na qual interpreta a mãe de Aaron, a divertida Sylvia, que se casa com o pai de Erin e ganha uma nova enteada.

    Joseph Gordon-Levitt (Cameron James)

    Joseph Gordon-Levitt interpretou Cameron em 10 Coisas Que Eu Odeio em Você, um garoto completamente apaixonado por Bianca, em uma atuação cheia de charme, timidez, ingenuidade adolescente e muito bom-humor. A maneira como Gordon-Levitt dá vida ao personagem, mesmo sendo tão novo, faz a gente torcer pelo romance de forma genuína, além de render muitos momentos engraçados a cada sugestão de Michael que ele acata.

    O ator sempre é bastante lembrado por seus papéis na comédia romântica acima da média 500 Dias com Ela, ao lado de Zooey Deschanel, em que interpreta perfeitamente o ar apaixonado de Tom. E também se destacou em dois filmes do diretor Christopher Nolan: A Origem, como Arthur, e Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge, como o oficial John Blake, provando sua versatilidade no cinema. Gordon-Levitt também já trabalhou como diretor em Como Não Perder Essa Mulher e Mr. Corman. Recentemente, ele protagonizou o filme de mistério e romance, Calor Mortífero, interpretando o detetive Nick Bali com excelência.

    David Krumholtz (Michael Eckman)

    David Krumholtz, interpretou o engraçado e inexperiente estrategista Michael, o melhor amigo de Cameron. O ator deu uma energia bastante nerd e descontraída para o personagem, que age cheio de charme, embora não tenha nenhuma bagagem real quando o assunto era relacionamentos. Com muito humor, Krumholtz driblou seu pouco tempo de tela e garantiu que Michael deixasse uma boa impressão no público. 

    O ator fez uma série de pequenos papéis em filmes de comédia, e sua carreira voltou a render novos frutos em 2017, quando entrou para o elenco da série The Deuce, onde interpreta o perspicaz diretor de filmes pornográficos Harvey Wasserman, em uma atuação tão elevada, que foi de ator convidado para fixo no elenco. Em 2022, ele também assumiu um papel de destaque no musical Leopoldstadt da Broadway, em uma atuação “vulnerável e poderosa”. Em 2023, ele participou de Oppenheimer como o físico Isidore Isaac Rabi, no qual entregou uma ótima interpretação do colega próximo de J. Robert Oppenheimer (Cillian Murphy).

    Susan May Pratt (Mandella)

    A atriz Susan May Pratt interpreta Mandella, a única amiga de Kat, que compartilha com ela a personalidade de ser diferente do restante da escola. Apesar do papel limitado, a atriz conseguiu transmitir naturalidade e simpatia para a personagem, que é uma grande viciada em Shakespeare, uma ótima referência do filme, e por ter seu próprio final feliz ao lado de Michael no fim da narrativa.

    Ela fez diversas pequenas, mas marcantes participações em séries como CSI: Investigação Criminal e CSI: Cyber, além de ter atuado em Sob a Luz da Fama como a complexa bailarina Maureen Cummings, cuja paixão pelo ballet parece abalada, sentimento muito bem transmitido pela atriz; e no filme de terror O Presente. Entre seus trabalhos mais recentes está o curta The Girl on the Roof. 

    Andrew Keegan (Joey Donner)

    O “vilão” de 10 Coisas que Eu Odeio em Você, Joey, é interpretado por Andrew Keegan, que incorpora perfeitamente o estereótipo do galã arrogante e superficial do colégio. Com uma atuação confiante, que irrita o público, Keegan fez com que Joey se tornasse um antagonista memorável, ao mesmo tempo em que um toque de exagero deixa o personagem engraçado, sendo uma piada de si mesmo.

    Ao longo de sua carreira o ator fez algumas participações em séries como Sétimo Céu, CSI: Investigação Criminal e Gatunas, no qual interpreta o pai ausente da protagonista Moe — e apesar de aparecer em apenas um episódio, sua performance é ótima. Ele também atuou outros dois filmes que são adaptações de obras de Shakespeare: Jogo de Intrigas, baseado em Otelo, que também conta com Julia Stiles no elenco, e no qual Keegan interpreta Michael Cassio; e o drama A Midsummer Night's Rave, inspirado em Sonho de Uma Noite de Verão, em que dá vida ao personagem Xander.

    Gabrielle Union (Chastity Church)

    A “melhor amiga” de Bianca, Chastity, foi interpretada por Gabrielle Union. Ela entrega uma performance divertida e cheia de atitude, com um ótimo timing cômico, e que surpreende quando a personagem se revela uma péssima amizade. Union dá uma presença marcante para Chastity, que apesar de ser uma grande traidora, também carrega um ar icônico, como uma Sharpay Evans (High School Musical) com uma veia antagônica ainda mais forte.

    A atriz conta com diversos filmes em seu currículo, como As Apimentadas, imprimindo muita determinação em sua personagem, Isis; Bad Boys II, como Syd Burnett, no qual demonstrou uma ótima química ao ser o par romântico, mas ainda assim individualmente interessante, de Will Smith. Union também aparece em O Nascimento de uma Nação, no remake de Doze é Demais, em No Auge da Fama, como Erica Long, que lhe rendeu uma indicação ao BET Award for Best Actress, além da série de drama Sendo Mary Jane, na qual sua intensa performance foi muito elogiada pela crítica especializada. 

    Larry Miller (Walter Stratford)

    O pai de Kat e Bianca, Walter Stratford, é vivido pelo memorável ator e comediante Larry Miller. Seu papel como pai superprotetor tem um lado meio cômico para o público por ser caricato, mas surpreendentemente é bastante sério para a carreira do ator. Miller transmite autoridade e um humor irônico que cria cenas muito divertidas, enquanto ele navega entre a rebeldia das filhas. A presença do ator equilibra bem o tom de comédia e drama familiar da história, o que contribui para o charme duradouro do filme.

    Miller ficou bastante conhecido por suas aparições em diversos outros filmes clássicos dos anos 1990 e 2000, como O Professor Aloprado, Uma Linda Mulher e O Diário da Princesa, sempre interpretando personagens cômicos, como neste último, em que faz o icônico cabeleireiro Paolo. Ele também fez alguns trabalhos como dublador, aparecendo em Buzz Lightyear do Comando Estelar: A Aventura Começa e Bee Movie: A História de uma Abelha. Seu papel mais recente foi em NCIS, aparecendo em dois episódios da série de investigação, mostrando que vai além das telonas. 

  • Os 10 Melhores Filmes de Dinossauros para Crianças e Onde Assistir a Eles

    Os 10 Melhores Filmes de Dinossauros para Crianças e Onde Assistir a Eles

    Beatriz Coutinho

    Beatriz Coutinho

    Editor JustWatch

    Todo mundo já passou por uma fase aficionada por dinossauros, criaturas que parecem fantásticas, mas realmente habitaram o planeta Terra há milhões de anos. Mesmo depois de tanto tempo após sua extinção, esses animais continuam atraindo a curiosidade de pessoas de todas as idades, especialmente as crianças, que costumam ter uma curiosidade natural sobre essas criaturas.

    Essa paixão pelos dinossauros pode ser alimentada por livros, brinquedos, desenhos e, claro, filmes e séries que trazem esses animais pré-históricos à vida de forma mágica e educativa. Com o lançamento de Jurassic World: Recomeço em julho de 2025, o mais novo filme da franquia Jurassic Park, que arrecadou US$ 844 milhões em bilheterias, por que não assistir diferentes produções sobre dinossauros para crianças de diversas idades? 

    Nesta lista da JustWatch, descubra quais são os 10 melhores filmes e séries infantis sobre dinossauros e em quais serviços de streaming assistir a eles.

    Em Busca do Vale Encantado (1988)

    Um clássico que fez parte da infância de muita gente e que até hoje merece ser assistido por conta de sua sensibilidade emocionante, Em Busca do Vale Encantado conta a história de Littlefoot, um pequeno apatossauro que se vê separado de sua família de forma inesperada, mas conta com a ajuda de quatro outros dinossaurinhos: Saura, Patassaura, Petrúcio e Espora, para conseguir superar diferentes perigos e chegar até o lendário Vale Encantado.

    Perfeito para quem gostou de O Rei Leão e Procurando Nemo, o filme tem pouco mais de uma hora de duração. Cada dinossauro tem uma personalidade única, o que torna a jornada ainda mais cativante. Repleta de temas importantes, a animação mostra diferentes mensagens sobre como confiar em nossos amigos, lidar com as diferenças dentro de um grupo, enfrentar o luto, entre outras lições apresentadas com muita delicadeza. Mesmo depois de tantos anos, esta segue sendo uma animação que aquece o coração, para ser vista por toda a família

    O Bom Dinossauro (2016)

    E se os dinossauros nunca tivessem sido extintos? O filme O Bom Dinossauro parte da interessante e divertida premissa de que esses animais gigantescos nunca desapareceram da face da Terra, e inclusive continuam sendo a espécie dominante do planeta. De forma delicada e engraçada, a animação explora uma inversão de papéis, mostrando os dinossauros como seres inteligentes e os humanos como selvagens.

    Neste mundo, o medroso dinossauro adolescente Arlo se depara com o garotinho humano Spot, com quem cria uma grande amizade, enquanto descobre que a única coisa maior que o medo deve ser a vontade de vencê-lo. Crianças que já assistiram Os Croods  e Como Treinar o Seu Dragão vão adorar O Bom Dinossauro, que tem uma abordagem visual única, cheia de cores e capaz de emocionar crianças de todas as idades, bem parecido com o apelo de Em Busca do Vale Encantado. 

    Jurassic Park (1993)

    A ficção científica perfeita para crianças um pouco mais velhas, principalmente comparando com as produções anteriores, Jurassic Park é um clássico que segue conquistando fãs e ganhando novos filmes, provando ser uma franquia de sucesso. No primeiro longa da saga, John Hammond é o bilionário criador do Jurassic Park, um parque repleto de dinossauros que foram recriados em laboratório por meio do DNA extraído de insetos pré-históricos. 

    Antes da inauguração oficial, Hammond recebe muitos convidados para conhecerem o parque, quando um problema deixa todos ilhados em meio às perigosas, mas fascinantes criaturas. Com efeitos especiais revolucionários para a época e cenas icônicas que mantém a adrenalina lá em cima, como o momento em que o T-Rex aparece e os velociraptors perseguindo Tim e Lex pela cozinha, o longa equilibra suspense, ação e aventura, sendo emocionante, mas realista de forma que só Spielberg consegue fazer. Não à toa, se tornou referência entre filmes de dinossauros.

    Viagem ao Centro da Terra (2008)

    Adaptação do clássico literário escrito por Júlio Verne, Viagem ao Centro da Terra é uma aventura divertida e cheia de ação sobre o cientista especializado em vulcões Trevor Anderson (Brendan Fraser), que viaja até a Islândia junto de seu sobrinho Sean (Josh Hutcherson) com o objetivo de descobrir o que aconteceu com Max, seu irmão que desapareceu há 10 anos no mesmo local. 

    Com a ajuda da guia Hannah (Anita Briem), eles vão parar no centro do planeta, onde encontram um verdadeiro mundo pré-histórico repleto de dinossauros. O filme tem um tom parecido com o de Jurassic Park, mas com um ar mais fantasioso de Júlio Verne. Prepare-se para uma combinação de humor, com suspense leve e alguns sustos, mas pode confiar que este é um filme divertido para crianças, pois é uma ótima porta de entrada para a ficção científica — ideal para quem curtiu As Crônicas de Nárnia - O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa e Zathura - Uma Aventura Espacial.

    A Era do Gelo 3: Despertar dos Dinossauros (2009)

    Tão divertido quanto os dois primeiros filmes da franquia, e repleto de novos personagens cativantes, A Era do Gelo 3: Despertar dos Dinossauros aborda temas como amizade e parentalidade em meio a uma viagem surpreendente até um mundo tropical repleto de dinossauros. Voltado para crianças e fãs da série de filmes, a animação tem ritmo e história envolventes, que rendem muitas gargalhadas.

    Tudo começa quando Sid rouba os ovos de uma criatura até então desconhecida, para pouco depois descobrir que eles pertencem à uma mamãe T-Rex. Para resgatar a desastrada preguiça dessa confusão, seus amigos entram por uma fenda que os leva até um ambiente bastante diferente da familiar paisagem repleta de gelo e neve com a qual estão acostumados, como em Viagem ao Centro da Terra, mas de forma menos dramática e mais leve. Essa viagem dá início a uma aventura hilária, com piadas que funcionam para todas as idades e momentos que podem arrancar uma lágrima ou outra ao longo da jornada.

    Dinossauro (2000)

    Dinossauro é uma emocionante história de sobrevivência e união, que apresenta  Aladar, um iguanodonte criado por uma família de lêmures desde o início de sua vida, numa pegada bastante Tarzan. Essas duas espécies tão diferentes convivem juntas em harmonia, até serem surpreendidas por uma chuva de meteoros flamejantes que devasta a Terra e deixa todos com sede. Assim, eles partem em busca do Assentamento dos Ninhos, que promete ser um lugar melhor para os herbívoros. 

    Voltado ao público infantojuvenil, o filme tem uma narrativa muito parecida com a de Em Busca do Vale Encantado, mas se diferencia por sua estética mais realista, além de trazer lições importantes sobre empatia e preconceito. Este foi o primeiro longa animado por computador da Disney fora da Pixar. Por isso, não é só uma história emocionante, mas também um marco importante para o estúdio, que combinou cenários reais com personagens animados por computador para entregar uma narrativa excelente, com alguns aspectos visuais envelhecidos. 

    Dinotopia (2002)

    Uma pequena exceção nessa lista por se tratar de uma minissérie, e não de um filme, Dinotopia merece espaço nessa lista por sua originalidade. Esta é uma aventura emocionante sobre os irmãos Karl e David Scott, que ficam presos em Dinotopia após um acidente de avião. Neste mundo totalmente diferente do que conhecem, dinossauros herbívoros ainda existem e formam uma sociedade bastante organizada ao lado de outros seres humanos — como se o filme fosse a evolução da trama de O Bom Dinossauro, com um toque de Viagem ao Centro da Terra. 

    A história é baseada nos livros Dinotopia e Dinotopia: The World Beneath do autor James Gurney, e combina fantasia e ficção científica com lições sobre a importância da amizade e os perigos da ganância em um ótimo enredo. Apesar do visual parecer datado atualmente, a história continua cativante e certamente se tornará queridinha por quem já curte produções como DinoSapien.

    Dino Trem: Ilha da Aventura (2021)

    Dino Trem: Ilha da Aventura é um filme encantador, derivado da série infantil Dino Trem, que conta a história do curioso e jovem Tiranossauro Rex Bruno, adotado por uma família de Pteranodontes, que viaja com eles no Trem do Dinossauro para conhecer diferentes lugares e espécies. Na Ilha da Aventura, Bruno e sua família vão até um parque temático cheio de dinossauros robóticos, que começam a apresentar defeitos após um terremoto.

    Focando em mensagens sobre trabalho em equipe e o poder da amizade, o filme mostra como Bruno e seus irmãos tentarão solucionar esse problema juntos, em meio a uma animação colorida e repleta de personagens queridos. Em comparação com as histórias de Em Busca do Vale Encantado e O Bom Dinossauro, o longa tem um tom mais moderno e tecnológico, mas sem perder a simplicidade da narrativa infantil, como Dinossauro Rei. 

    Os Dinossauros Voltaram (1993)

    Produzido pelo estúdio de Steven Spielberg, o mesmo diretor de Jurassic Park, Os Dinossauros Voltaram é uma excelente animação dos anos 1990, que mistura aventura e diversão para toda a família — de forma inclusive parecida com o filme clássico de Spielberg, mas com magia no lugar da ciência. A trama acompanha o Capitão New Eyes, que para realizar o sonho de crianças que desejam conhecer dinossauros, viaja para o passado e retorna até Nova York na companhia das criaturas pré-históricas.

    Ideal para crianças mais novas, o filme combina humor e uma série de mensagens sobre responsabilidade ambiental, sendo assim, uma opção mais leve e acessível de fantasias sobre dinossauros. Quem já assistiu Um Duende no Parque certamente vai gostar dessa história parecida, mas com dinossauros que nos farão ter o mesmo desejo das crianças no início da trama.

    Jurassic World: Acampamento Jurássico (2020)

    Outra exceção entre os filmes é uma série animada derivada de Jurassic Park, que conquistou crianças e adultos com uma mistura perfeita de aventura e drama juvenil. Em Jurassic World: Acampamento Jurássico seis adolescentes são escolhidos para viver uma experiência única no Acampamento Jurássico da Ilha Nublar, e terão que trabalhar juntos para sobreviver no local.

    Ao longo de cinco temporadas, que juntas somam mais de 40 episódios, os personagens crescem e são bem desenvolvidos pelo roteiro, assim como os temas abordados na série, que apresentam reflexões maduras sobre amizade, coragem, responsabilidade e trabalho em grupo, sem esquecer de que eles serão vistos por crianças. Esta é uma boa opção principalmente para introduzir crianças mais novas ao famoso e popular mundo de Jurassic Park, mas em uma história mais leve e infantil, sem o realismo e sustos mais pesados da saga. 

  • Uma Aventura pelos Mares: Todos os Filmes da Saga 'Piratas do Caribe' em Ordem

    Uma Aventura pelos Mares: Todos os Filmes da Saga 'Piratas do Caribe' em Ordem

    Fernanda Caseiro Talarico

    Fernanda Caseiro Talarico

    Editor JustWatch

    Preparem-se para içar as velas e partir rumo a águas turbulentas — a saga Piratas do Caribe não é somente uma série de filmes; é uma verdadeira odisseia cinematográfica que redefine o que é uma aventura repleta de humor, coração e sobrenatural. Criada a partir de uma simples atração de parque temático da Disney, a saga se transformou em um fenômeno global, graças, em grande parte, ao carisma inigualável de Johnny Depp como o icônico Capitão Jack Sparrow.

    Desde o estrondoso sucesso de A Maldição do Pérola Negra (2003), acompanhamos personagens inesquecíveis, como a destemida Elizabeth Swann e o ferreiro Will Turner, em meio a batalhas navais, maldições ancestrais, deuses do mar e até expedições ao fim do mundo. Cada filme adiciona camadas à mitologia pirata, conectando histórias de amor, traição, liberdade e redenção.

    Se você deseja mergulhar de cabeça nesse universo — seja assistindo na ordem de lançamento, na cronologia narrativa ou até seguindo somente o arco do querido (e malandro) Jack Sparrow —, este guia vai te ajudar a navegar sem naufrágios. Venha descobrir a melhor rota para reviver a magia, o perigo e a diversão dos Piratas do Caribe. Um novo longa está sendo programado para chegar em 2027, mas pouco se sabe sobre sua produção e quem serão os atores que irão compor o elenco. Enquanto isso, este é um bom momento para assistir aos filmes! 

    1. Piratas do Caribe: A Maldição do Pérola Negra (2003)

    Este filme inaugural é amplamente considerado uma obra-prima do gênero de aventura. A trama de Piratas do Caribe: A Maldição do Pérola Negra acompanha o excêntrico pirata Jack Sparrow (Johnny Depp) em uma missão para recuperar seu navio, o Pérola Negra, sequestrado pelo antigo primeiro-oficial Hector Barbossa (Geoffrey Rush), agora amaldiçoado com sua tripulação após roubarem um tesouro asteca amaldiçoado.

    O filme equilibra com maestria humor inteligente, sequências de ação eletrizantes e elementos sobrenaturais, criando uma atmosfera única que cativou o público. A atuação de Depp como Jack Sparrow—ao mesmo tempo, caricato e genial—rendeu uma indicação ao Oscar e se tornou icônica. A recepção foi extremamente positiva, com críticos e público elogiando sua originalidade, ritmo e vilão memorável, além da química entre elenco e a direção criativa de Gore Verbinski. 

    Comparado às continuações, destaca-se por sua história mais autocontida e coesa, funcionando perfeitamente como uma aventura autônoma. Na opinião de muitos fãs, permanece como o melhor da franquia—uma combinação perfeita de sustância e espetáculo. Fãs de longas que misturam comédia com aventura de piratas, como A Princesa Prometida ou As Aventuras de Tintim, com certeza vão amar esse filme. 

    2. Piratas do Caribe: O Baú da Morte (2006)

    Expandindo o universo com tons mais sombrios e mitológicos que o antecessor, Piratas do Caribe: O Baú da Morte apresenta Davy Jones (Bill Nighy) e sua tripulação amaldiçoada, além de explorar o passado de Jack Sparrow e os conflitos familiares de Will Turner. A trama principal gira em torno da dívida de sangue de Jack com Jones, que comanda o terrível Kraken e exige sua alma para servir eternamente no Holandês Voador.

    A ação é intensificada com sequências memoráveis, como a batalha contra o Kraken e a fuga da ilha canibal, e os efeitos visuais de Davy Jones e sua tripulação foram pioneiros para a época, rendendo até mesmo uma indicação ao Oscar. A recepção manteve-se forte, embora alguns tenham criticado a trama mais complexa e um certo abandono do tom leve do primeiro filme. 

    Na minha opinião, é aqui que a saga mais se aprofunda emocionalmente, apresentando vilões complexos e dilemas morais que enriquecem a jornada dos personagens. Em comparação ao primeiro, é mais focado em construir o universo e preparação para o clímax da trilogia, funcionando como uma ponte essencial, ainda que menos autossuficiente. Perfeito para quem gosta da profundidade mitológica e do expansionismo do universo pirata, similar em Mestre dos Mares - O Lado Mais Distante do Mundo ou a série Black Sails.

    3. Piratas do Caribe: No Fim do Mundo (2007)

    Concluindo a trilogia original de forma épica, Piratas do Caribe: No Fim do Mundo reúne todos os personagens em uma batalha naval monumental contra a Companhia das Índias Orientais. A trama principal envolve a busca pela libertação de Jack Sparrow do Limbo, enquanto Will Turner e Elizabeth Swann unem forças com o ressuscitado Capitão Barbossa e até mesmo com o próprio Davy Jones para enfrentar o ambicioso Lorde Cutler Beckett. A narrativa entrelaça destinos e revelações cruciais, como o papel de Elizabeth como rainha dos piratas e o sacrifício final de Will para salvar a irmandade pirata. A história é ambiciosa, com múltiplas tramas interligadas e a introdução de divindades como Calypso, cuja libertação desencadeia um caos sobrenatural durante o clímax no Maelstrom. 

    Críticas apontaram sua extensão e certa complexidade excessiva, mas o público celebrou o fechamento emocionalmente satisfatório para os arcos de Will e Elizabeth, além do desenvolvimento de Jack, que aqui enfrenta dilemas morais mais profundos. Este é o capítulo mais ousado visual e emocionalmente ressonante da trilogia, com a sequência do casamento em plena batalha sendo um dos momentos mais criativos e comoventes da saga. 

    Comparado aos anteriores, é o mais grandioso e impactante, embora some um pouco do humor característico sob o peso de suas consequências dramáticas. Os Três Mosqueteiros e A Liga Extraordinária compartilham essa mesma vibe de aventura grandiosa e superprodução repleta de fantasia, perfeita para fãs de batalhas épicas e narrativas complexas repletas de mitologia.

    4. Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas (2011)

    Funcionando como um reboot da franquia, Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas é o quarto filme e apresenta uma história mais autônoma, na qual Jack Sparrow se vê forçado a embarcar em uma nova aventura ao descobrir que um impostor está recrutando uma tripulação em seu nome. A trama principal o coloca em rota de colisão com o temível Barba Negra (Ian McShane), um pirata amaldiçoado que comanda o vingativo navio Rainha Ana e busca desesperadamente a lendária Fonte da Juventude para escapar de uma profecia sombria que prevê sua morte.

    Apesar de introduzir conceitos interessantes, como navios em garrafas e zumbis subaquáticos, o filme sofre com a ausência de personagens-chave originais como Will Turner e Elizabeth Swann, resultando em uma dinâmica emocional menos impactante. Além disso, há um excesso de excentricidades de Sparrow que, embora ainda engraçadas, por vezes beiram a caricatura. 

    A recepção foi a mais fraca da franquia, com críticas destacando a falta de urgência narrativa e vilões menos memoráveis — Barba Negra, embora ameaçador, não alcança a profundidade de um Davy Jones ou Barbossa. Na minha opinião, é uma aventura divertida, mas superficial, que prioriza momentos cômicos isolados em detrimento de uma trama coesa. 

    Em comparação com os anteriores, é menos épico e mais focado em comédia física, lembrando mais uma missão lateral do que um capítulo essencial da saga. Para quem busca aventuras piratas alternativas com sabor clássico, como Capitão Blood (1935) ou A Ilha da Garganta Cortada, assim como a série Black Sails, Navegando em Águas Misteriosas é uma boa opção por ser a mais realista e política do universo pirata.

    Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar (2017)

    Buscando revitalizar a saga após a recepção morna do quarto filme, Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar introduz um vilão fantasmagórico impressionante: o capitão Armando Salazar (Javier Bardem), um caçador de piratas amaldiçoado que retorna dos mortos com um único objetivo — exterminar todos os piratas dos sete mares, começando por Jack Sparrow. A trama se conecta habilmente à trilogia original ao trazer de volta Will Turner (Orlando Bloom) não somente como o capitão do Holandês Voador, mas agora também como peça central de uma missão pessoal: seu filho Henry (Brenton Thwaites) está determinado a quebrar a maldição paterna e, para isso, precisa da ajuda do decadente (e ainda imprevisível) Jack Sparrow.

    A recepção foi morna, com elogios aos efeitos visuais — especialmente a representação de Salazar e sua tripulação fantasma, congelada no tempo em expressões de agonia — e à atuação carismática de Bardem. No entanto, críticas destacaram a falta de originalidade na estrutura narrativa, repetindo fórmulas já vistas, como a busca por um objeto mágico e o tom excessivamente nostálgico. Acredito que o filme é uma melhoria em relação ao quarto capítulo, com sequências de ação criativas (como o banco arrastado pelo mar) e uma reflexão emocional mais definida graças à relação entre Henry e Will. 

    Contudo, ainda carece do charme e da ousadia narrativa que definiram os três primeiros filmes, parecendo mais uma homenagem competente do que uma evolução natural da saga. Em geral, equilibra melhor humor e drama que Navegando em Águas Misteriosas, mas não alcança a profundidade mitológica de O Baú da Morte ou a grandiosidade de No Fim do Mundo. 

    Para quem gostou da dinâmica de perseguição e do humor característico, pode se interessar por A Luz Entre Oceanos, que combina aventura marítima com drama emocional, ou Jumanji: Bem-Vindo à Selva (2017), que oferece uma mistura similar de comédia, ação e nostalgia com um elenco carismático.

  • 'Amores Materialistas' e os 15 Melhores Filmes com Triângulo Amoroso

    'Amores Materialistas' e os 15 Melhores Filmes com Triângulo Amoroso

    Beatriz Coutinho

    Beatriz Coutinho

    Editor JustWatch

    Quem não adora um triângulo amoroso não sabe o que está perdendo quando o assunto é cinema. Não importa se a história anda lado a lado com o drama, o romance ou a comédia, filmes com essa temática sempre são interessantes, dividindo a opinião do público ou até mesmo criando torcidas unilaterais ao retratar escolhas difíceis, paixões arrebatadoras e dilemas que dizem muito sobre o que é o amor.

    Com o lançamento de Amores Materialistas, novo filme da prestigiada diretora Celine Song que já alcançou US$ 92 milhões em bilheteria, ressurgiram os debates que acompanham produções sobre triângulos amorosos. Você é do tipo que prefere as histórias trágicas como Titanic, carregadas de humor como O Casamento do Meu Melhor Amigo, ou repletas de drama adolescente como Crepúsculo?

    Nesta lista da JustWatch, descubra tudo sobre Amores Materialistas e outros 15 filmes incríveis com triângulos amorosos, além de saber em quais serviços de streaming assistir à eles.

    Amores Materialistas (2025)

    Trazendo um toque de modernidade para esta lista, o recente e curioso Amores Materialistas traz Dakota Johnson no papel de Lucy, uma casamenteira de sucesso, mas incapaz de decidir se o melhor para seu futuro é ficar com o ricaço Harry Castillo (Pedro Pascal) ou com o garçom aspirante a ator John (Chris Evans).

    Há quem diga que Amores Materialistas se vendeu como um filme de triângulo amoroso, mas não entregou isso, o que não é verdade. Apesar dos pesares, a dúvida de Lucy tem fundamento, e mesmo que isso precisasse ficar mais claro, o filme também vai além do dilema da personagem, abordando assuntos como privilégio, consciência de classe e o direito de amar, o que já o torna interessante, especialmente se você gostou de produções como O Diabo Veste Prada.

    Vidas Passadas (2023)

    Amores Materialistas não será o primeiro filme de Celine Song a retratar um triângulo amoroso. Perfeito para quem se apaixonou pela Trilogia do Antes (Antes do Amanhecer, Antes do Pôr-do-sol e Antes da Meia-noite), o sublime Vidas Passadas, indicado aos prêmios de Melhor Filme e Melhor Roteiro Original do Oscar, apresenta Nora (Greta Lee), que vive um casamento feliz, mas é transportada para o passado quando reencontra um amor de infância.

    O filme brilha ao ir além da clássica pergunta “Quem ela escolherá?”, trazendo muitas reflexões sobre passado, presente e futuro que envolvem destino, identidade e a difícil tarefa de lidarmos com nossas versões reais e todas as que também poderiam existir. Vidas Passadas se distingue de outros filmes do tipo por seu silêncio, delicadeza e por evitar respostas fáceis, o que o torna único.

    Diário de Uma Paixão (2004)

    Um clássico dos anos 2000, Diário de Uma Paixão também traz um grande “E se?”, mas de forma mais dramática e arrebatadora que Vidas Passadas, além de ser uma adaptação do livro homônimo de Nicholas Sparks. A história se passa nos anos 1940 e apresenta o drama que envolve o casal Allie Hamilton e Noah Calhoun, interpretados com muita química por Rachel McAdams e Ryan Gosling, cujo triângulo é completado por Lon Hammond, que perde a batalha, mas não é desrespeitado pela história.

    Ideal para quem gosta de paixões avassaladoras e intensas, mas menos trágicas que A Culpa é das Estrelas, Diário de Uma Paixão também traz reflexões interessantes, mas aqui são as emoções que falam mais alto. Este é um filme que não tem a intenção de apresentar nuances sobre as escolhas, como Vidas Passadas, mas sim mostrar como, muitas vezes, o amor é puramente catártico — o que funciona muito bem e nos arranca muitas lágrimas.

    Rivais (2023)

    Como uma espécie de Jules e Jim do esporte, o sexy e divertido Rivais, filme do premiado diretor Luca Guadagnino (Me Chame Pelo Seu Nome), apresenta uma história curiosa. Aqui, Zendaya entrega uma atuação magnética como Tashi, uma ex-prodígio do tênis, que se tornou treinadora do próprio marido, Art (Mike Faist), e cuja presença manipula tanto ele quanto Patrick (Josh O’Connor), ex-melhor amigo de Art e ex-namorado de Tashi.

    É a partir dessa premissa que se inicia uma narrativa frenética, repleta de subtextos sobre ambição, que faz o triângulo amoroso ganhar um ritmo frenético ao entrar em quadra e qualquer um se apaixonar por tênis. Aqui, reflexões mais filosóficas dão lugar a uma história moderna e sensual, com diálogos afiados e tensão constante, e que fala menos sobre romance, e mais sobre como amor e a ambição são duas faces da mesma moeda.

    O Casamento do Meu Melhor Amigo (1997)

    Se você gostou de O Melhor Amigo da Noiva, O Casamento do Meu Melhor Amigo é um clássico obrigatório, que traz um toque diferente e interessante na forma como a história se desenrola. Nessa história icônica, Julianne (Julia Roberts) tenta sabotar o casamento de seu melhor amigo, Michael (Dermot Mulroney), ao se descobrir apaixonada por ele.

    O charme do filme é a forma como ele subverte as expectativas do público, fazendo todo mundo torcer por uma protagonista que, na verdade, age de maneiras questionáveis, enquanto Cameron Diaz brilha como a noiva inocente. Aqui, a graça é justamente aceitar a derrota e refletir com muito humor sobre como nem sempre a resposta do triângulo amoroso envolve um final feliz.

    O Diário de Bridget Jones (2001)

    Inspirado em Orgulho e Preconceito, O Diário de Bridget Jones é um dos filmes mais queridinhos dos anos 2000, que equilibra muito bem humor e romance ao retratar as inseguranças de uma mulher comum, de forma bastante parecida com O Casamento do Meu Melhor Amigo, mas com uma fórmula mais clássica dos filmes de triângulo amoroso. O filme mostra a história de Bridget (Renée Zellweger), uma mulher de 32 anos que está insatisfeita com sua carreira, quando se vê dividida entre seu chefe mulherengo, Daniel (Hugh Grant), e o sério advogado Mark Darcy (Colin Firth).

    Bridget é uma personagem divertida, vulnerável e desastrada, tão real que gera aquele tipo de identificação “gente como a gente”. De forma leve, a história se desenrola e mostra que um filme de triângulo amoroso não se faz somente com um bom romance, mas também com muito bom humor e autenticidade.

    Casablanca (1942)

    Um dos filmes mais românticos de todos os tempos, Casablanca eleva o triângulo amoroso a um patamar épico e é uma ótima escolha para quem quer se aventurar por romances durante a 2ª Guerra Mundial, como o famoso, mas mais moderno Aliados. Aqui, acompanhamos uma história de amor entre o ex-combatente americano Rick Blaine (Humphrey Bogart) e sua antiga paixão, Ilsa (Ingrid Bergman), casada com Victor Lazlo (Paul Henreid).

    Mais sério, intenso e cheio de reflexões sobre honra e lealdade, o filme não abre espaço para flertar com a sensualidade ou humor, como O Diário de Bridget Jones, devido ao peso do que acontecia no mundo durante a época retratada. Isso porque a escolha dos personagens lida com um dilema que envolve seus desejos ou encontrar uma maneira de escapar dos horrores de seu contexto, retratando temas mais sérios.

    O Fantasma da Ópera (2004)

    Com a grandiosidade dramática de Casablanca, mas um toque de teatralidade  extremamente charmoso, O Fantasma da Ópera é um filme baseado no clássico livro homônimo que também foi adaptado para musical, e que levou ao cinema as inúmeras camadas desta história sobre escolhas difíceis. Na trama, acompanhamos a talentosa cantora Christine Daaé (Emmy Rossum), cuja beleza e sucesso chamam a atenção do Visconde Raoul de Chagny (Patrick Wilson), o que causa a ira de seu misterioso tutor: o Fantasma da Ópera (Gerard Butler).

    Com uma estética grandiosa e figurinos encantadores, que oferecem um vislumbre dos anos 1900, a história acompanha um tenso e sensual triângulo amoroso, obrigatório para quem ama um drama, onde o amor e o desejo se confundem de forma perigosa e representam muito mais do que os olhos enxergam à primeira vista: a escolha entre uma vida dentro das normas sociais ou a liberdade proporcionada pela arte. O filme é perfeito para quem se apaixonou por O Corcunda de Notre Dame e Moulin Rouge.

    Ela Quer Tudo (1986)

    Em Ela Quer Tudo, filme do premiado diretor Spike Lee, temos não apenas um triângulo amoroso, mas sim um quadrângulo — e dos bons! — já que a artista independente Nola Darling (Tracy Camilla Johns) tem três namorados: o mocinho Jamie Overstreet (Tommy Redmond Hicks), o rico e narcisista Greer Childs (John Canada Terrell) e o tagarela Mars Blackmon, interpretado pelo próprio Lee.

    Este é um filme à frente de seu tempo em comparação com muitas histórias sobre romance, que fala sobre a liberdade sexual feminina e a interseccionalidade que envolve o tema quando novas camadas, como raça, são acrescentadas à ele. Quebrando expectativas ao colocar a autonomia de uma mulher no centro da narrativa, o longa é divertido, provocativo e político, sendo menos “sobre quem ela vai escolher” e mais sobre por qual motivo uma escolha deve ou não ser feita. Vale lembrar que a história foi atualizada na série de mesmo nome, Ela Quer Tudo.

    Titanic (1997)

    Clássico do diretor James Cameron, Titanic traz uma história fictícia única em meio a uma tragédia real: o naufrágio do navio de mesmo nome que aconteceu em 1912. A narrativa começa animada, mas não se engane, você sabe que isso terminará em lágrimas. Aqui, somos apresentados a Jack Dawson (Leonardo DiCaprio), que durante a viagem se apaixona pela jovem Rose Bukater (Kate Winslet), prometida para o afortunado Caledon Hockley (Billi Zane).

    Perfeito para quem gosta de amores trágicos como Desejo e Reparação, Titanic é um dos maiores romances da história do cinema, emoção pura, capaz de conquistar qualquer um com sua história trágica e o apelo universal de amor impossível que o filme carrega. Vale lembrar inclusive que Jack e Rose parecem tão feitos um para o outro, que geralmente as pessoas esquecem que esta é uma história de triângulo amoroso, mas tudo bem, pois Caledon realmente merece ser ignorado.

    Adoráveis Mulheres (2019)

    Assim como Titanic, Adoráveis Mulheres traz um contexto histórico, pois é baseado no livro escrito por Louisa May Alcott no fim dos anos 1960, mas o filme da diretora Greta Gerwig mostra uma história em que sua protagonista tem mais poder de decisão que Rose, ainda que a vida das mulheres de sua época continuasse desafiadora. Aqui, conhecemos a história das irmãs Jo (Saoirse Ronan), Beth (Eliza Scanlen), Meg (Emma Watson) e Amy (Florence Pugh), enquanto elas amadurecem, saindo da adolescência para descobrir o que é a vida adulta.

    Para além das diversas reflexões que a produção traz sobre escrita e o papel das mulheres na sociedade da época que o filme retrata, mas que certamente ainda refletem no mundo atual, há ainda o triângulo amoroso formado por Jo, Amy e Laurie (Timothée Chalamet), que é importante para a história, mas não seu tema principal. Cheio de diálogos marcantes, o triângulo divide muitos fãs da história e é polêmico por si só, afinal de contas, o mocinho está interessado por duas irmãs. Família, família, amores à parte? Não neste filme. Algo que pode interessar os fãs de O Verão que Mudou Minha Vida. 

    Além dos Limites (2000)

    Assim como Rivais, Além dos Limites também é um filme sobre esporte e triângulos amorosos, mas aqui o romance e o drama imperam no lugar do dinamismo e da sensualidade — o que não é nem um pouco ruim, apenas diferente. Nesta história acompanhamos o relacionamento entre Quincy e Monica, dois atletas que se conheceram por meio do basquete e que apostam o futuro de seu relacionamento em uma partida um contra o outro.

    Mais emocional e romântico, Além dos Limites é uma joia desconhecida em meio aos filmes de triângulo amoroso, que acerta em cheio ao mostrar como relacionamentos evoluem ao longo do tempo e como um amor não é feito somente de paixão, mas também de sacrifícios e entregas — mesmo quando há competitividade envolvida no caso. O filme também é ideal para quem curtiu A Guerra dos Sexos, retratando muito bem as dificuldades que as mulheres enfrentam no esporte, tudo com um toque a mais de romance.

    Você Nem Imagina (2020)

    Como uma espécie de Cyrano de Bergerac moderno, o filme Você Nem Imagina traz uma camada de representatividade LGBTQIAP+ para este clássico francês, ao contar a história de Ellie Chiu (Leah Lewis), uma tímida adolescente lésbica aceita ajudar Paul (Daniel Diemer) a conquistar a popular Aster (Alexxis Lemire), sem que ele perceba que ela também é apaixonada pela garota.

    Assim como Ela Quer Tudo, o filme traz uma série de discussões importantes sobre seu tema central, embora não seja tão impactante quanto o filme de 1986. Além disso, as reflexões sobre amor desse triângulo amoroso inusitado sabem se sustentar sem cair em tantos clichês, que podem ser tão bem-vindos quanto cansativos em filmes parecidos. De forma delicada, mas também descontraída, Você Nem Imagina fala principalmente sobre autodescoberta e aceitação, e lembrando histórias como Com Amor, Simon.

    Dona Flor e Seus Dois Maridos (1976)

    Baseado no romance escrito pelo famoso autor brasileiro Jorge Amado, Dona Flor e Seus Maridos é uma história hilária, que combina Carnaval, drama e fantasia ao apresentar Dona Flor (Sônia Braga), viúva que se apaixona pelo gentil farmacêutico Teodoro Madureira, mas vive um triângulo amoroso, já que seu falecido esposo Vadinho (José Wilker) retorna para ela como um fantasma.

    Misturando realismo mágico, humor e erotismo de forma única, Dona Flor e Seus Dois Maridos é uma história ousada e inesquecível do cinema brasileiro, que inclusive chegou a alcançar sucesso internacional, recebendo uma indicação ao Globo de Ouro por Melhor Filme Estrangeiro. Entre a saudade, o desejo e a moralidade, Sônia Braga entrega uma Dona Flor icônica, cheia de conflitos internos, mas que na hora do vamos ver, sabe o que quer.

    Vale lembrar que a história também foi adaptada em 1998, como a minissérie Dona Flor e Seus Dois Maridos, e recentemente ganhou uma nova versão em filme, resultando em Dona Flor e Seus Dois Maridos, com Juliana Paes como a protagonista.

    Closer - Perto Demais (2004)

    E aqui está mais um quadrângulo amoroso para esta lista. Perfeito para quem curtiu o clássico Quem Tem Medo de Virginia Woolf?, o filme Closer - Perto Demais, do diretor Mike Nichols, acontece em meio a uma teia repleta de infidelidades, diálogos afiados e personagens em constante contradição: o aspirante a escritor Dan (Jude Law), a striper Alice (Natalie Portman), a fotógrafa bem sucedida Anna (Julia Roberts) e Larry (Clive Owen).

    Abordando as dores e as complexidades dos relacionamentos amorosos, este é um daqueles filmes que mexem com quem dá uma chance à ele, mas de um jeito mais cru e menos idealizado que a maior parte das comédias românticas que apareceram por aqui. O longa explora o amor como falho, confuso e, muitas vezes, doloroso, entregando um drama profundo, que corresponde ao mundo real — lembrando um pouco Encontros e Desencontros, embora mais cruel.

    Crepúsculo (2008)

    Se cada geração tem seu próprio clássico, podemos tranquilamente estabelecer que Crepúsculo é o Casablanca dos anos 2000, com a adição de muitas criaturas fantásticas. Há quem diga que ser #TimeEdward ou #TimeJacob nem chega a ser uma verdadeira questão na saga baseada nos livros da autora Stephenie Meyer, mas a verdade é que este dilema dividiu os fãs da obra por anos e muita gente por aí adoraria escolher entre um vampiro e um lobisomem como par romântico (pelo menos neste mundo ficcional).

    Em Crepúsculo, a jovem Bella Swan (Kristen Stewart) se envolve em uma história cheia de segredos e fantasia ao lado de Edward Cullen (Robert Pattinson) e Jacob (Taylor Lautner). Os quatro filmes da saga podem ser considerados menos sofisticados por muitos, mas são uma obra-prima adolescente que marcou uma geração inteira, e a prova de que o coração do público importa tanto quanto o da crítica especializada.

  • ‘Orgulho e Preconceito’: Ranking com Todas as Versões (Filmes e Séries)

    ‘Orgulho e Preconceito’: Ranking com Todas as Versões (Filmes e Séries)

    Bruno Pinheiro Melim

    Bruno Pinheiro Melim

    Editor JustWatch

    Recentemente ficamos sabendo que uma nova adaptação de Orgulho e Preconceito, em formato de série, está sendo produzida pela Netflix, com Emma Corrin no papel de Elizabeth Bennet, Jack Lowden como Mr. Darcy e a poderosíssima Olivia Colman fazendo a Senhora Bennet. 

    Enquanto aguardamos ansiosos por uma nova versão cinematográfica do livro mais popular de Jane Austen, que tal passearmos por todas as adaptações oficiais da obra? 

    Neste guia da Justwatch, elencamos, por ordem de qualidade, todos os filmes e séries baseados em Orgulho e Preconceito. Vale pontuar ainda que só levamos em conta as produções que mencionam oficialmente o livro de Austen nos seus créditos. 

    1. Orgulho e Preconceito (2005) 

    Existem vários motivos que fazem com que a adaptação de Joe Wright seja considerada a melhor delas. A fiel reconstituição histórica, que faz com que o espectador se sinta na Inglaterra rural do início do século XIX. A admirável atuação de Keira Knightley, que inclusive foi indicada ao Oscar, é apenas uma das muitas performances incríveis. O excelente equilíbrio entre o ponto de vista moderno do diretor e a essência do livro de Jane Austen, nos faz mergulhar de cabeça na história e nos identificar ainda mais com os personagens. 

    Em outras palavras, para você que é apaixonado por romances de época do tipo Adoráveis Mulheres, Orgulho e Preconceito, de 2005, vai, sem dúvida, satisfazer bastante o seu gosto. É um filme que respeita a obra original, e constrói dois protagonistas (Elizabeth e Mr. Darcy) vivos e humanos, com seus sentimentos e inseguranças transbordando da tela. Com certeza, uma das maiores referências do gênero até hoje.

    2. Orgulho e Preconceito (1995) 

    Para aqueles que querem assistir uma produção à altura (da anterior), mas ainda mais meticulosa no que diz respeito à fidelidade à obra original e a recriação histórica, a minissérie Orgulho e Preconceito, da BBC, é mais do que recomendável.

    Nela, presenciamos todos os detalhes do romance entre Elizabeth Bennet e Mr. Darcy, bem como as expectativas sociais (ou até mesmo os preconceitos) que os dois carregam antes de realmente se conhecerem a fundo. A preocupação em recortar apenas os ‘melhores momentos’ do livro não existe aqui. O que faz com que o ritmo da obra original e todas as suas nuances sejam transportadas para a tela, com muito refinamento.

    3. Orgulho e Preconceito (1940)

    É claro que não poderíamos deixar passar batido a primeira adaptação cinematográfica do clássico de Jane Austen. Dirigido por Robert Z. Leonard em 1940, Orgulho e Preconceito popularizou ainda mais a história do casal imperfeito e de classes sociais distintas, contando com uma presença de tela forte e uma química ímpar dos atores Greer Garson e Laurence Olivier.

    Um dos grandes méritos do filme hollywoodiano foi ter conseguido captar o que há de mais belo no romance e colocá-lo, pela primeira vez, em imagens no cinema, mas sem necessariamente impor um rigor tão grande no que diz respeito à fidelidade da obra original. Um exemplo disso é que no longa são adicionadas algumas cenas que não existem no livro.

    4. The Lizzie Bennet Diaries (2012–2013)

    Quem disse que o público mais jovem também não pode ter acesso ao clássico de Austen, através de uma adaptação mais moderna e, com um formato, digamos que no mínimo, inovador? Em The Lizzie Bennet Diaries, o foco principal da história passa a ser as irmãs Bennet, e na expectativa de sua mãe em conseguir vê-las casarem.

    A websérie é filmada através de um formato de vlog, onde Lizzie (Elizabeth) conta a sua história e das suas irmãs, diretamente para a câmera. O enredo se passa no século XXI, onde os conflitos das personagens passam a ser outros (mas sem deixar de lado a questão das expectativas sociais em relação às mulheres). Uma produção considerada pioneira no gênero, sendo galardoada com um Emmy.

    5. Orgulho e Preconceito e Zumbis (2016)

    Continuando neste recorte de produções que reinterpretam a história do livro de um ponto de vista completamente original, contemporâneo e, como aqui é o caso, através do gênero terror, chegamos em Orgulho e Preconceito e Zumbis. 

    Na verdade, quando nos deparamos com a premissa, e também com toda a história reimaginada para um cenário onde os zumbis ameaçam as irmãs Bennet, também conseguimos identificar um lado mais cômico e satírico — que com certeza faz parte das intenções do diretor. É um filme inusitado que entrega uma experiência bastante divertida (e por vezes assustadora), mas que tenta manter os temas mais importantes presentes no livro. Pode ser uma boa opção para quem gosta de misturas de gêneros inventivos como Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros, pois também mistura um contexto histórico com o sobrenatural de modo divertido.  

    6. Orgulho e Preconceito (1980) 

    BBC e Jane Austen, com certeza, é um match perfeito. Antes de lançar a minissérie de 1995 com Colin Firth e Jennifer Ehle, a emissora britânica já havia produzido uma série com David Rintoul e Elizabeth Garvie nos papéis principais, e logicamente, também intitulada Orgulho e Preconceito.

    O compromisso com a fidelidade da obra foi levado a um nível incomum, inclusive, praticamente transcrevendo alguns diálogos originais do livro. Para aqueles que apreciam uma adaptação com um rigor formal extraordinário, é a produção mais aconselhável. Por vezes, ao assisti-la, a sensação é de que você realmente está dentro do livro, como uma espécie de personagem coadjuvante ‘observador’, testemunhando a aproximação da impulsiva Elizabeth Bennet e do orgulhoso Mr. Darcy, mas que não tem o apelo tão profundo quando a série de 1995. 

    7. Lost in Austen (2008) 

    Podemos dizer que Lost in Austen é uma produção que faz exatamente o contrário, no que diz respeito à fidelidade em relação à obra original. Isto porquê a série usa da fantasia para reimaginar a história e os personagens do livro, no melhor estilo Outlander.

    Aqui, a protagonista passa a ser Amanda Price, uma fã de Austen que vive na Londres atual, e que, por acaso, acaba entrando em um portal que faz com que ela seja transportada para a época em que se situa o livro, convivendo com o mesmo universo de personagens, e (literalmente) passando a assumir o papel de Elizabeth Bennet. 

    Se você é um purista da história original, é melhor passar longe dessa série (pois traz algo novo a trama, assim como Orgulho e Preconceito e Zumbis). Mas se você aprecia o enredo e os temas do livro, e tem a curiosidade de saber como seria se uma pessoa moderna caísse de paraquedas naquele universo, é uma produção mais do que indicada — e por isso, se situa na sétima colocação do ranking.

    8. Orgulho e Preconceito (1967)

    Lá vamos nós novamente para mais uma adaptação da BBC, dessa vez com Celia Bannerman e Lewis Fiander interpretando o casal. Diferentemente das duas produções já citadas, o período de Regência é retratado aqui, com uma fotografia a preto e branco, o que acaba por prejudicar um pouco a imersão na obra — comparada às outras duas séries.

    No entanto, uma das grandes virtudes de Orgulho e Preconceito, de 1967, mora no fato de que seu formato seriado deu a oportunidade ao público de ver, de maneira mais cadenciada, todos os detalhes por trás da história da família Bennet, e das expectativas impostas a todas as filhas. Pela primeira vez, o comentário (e crítica) social tão presente no livro, foi apreciado de maneira mais profunda na tela, mas sem ter o charme das adaptações posteriores da BBC. Vale mencionar ainda que existem outras versões anteriores da BBC, mas que são consideradas ‘perdidas’.

    9. Noiva e Preconceito (2004)

    Para não ficarmos apenas pelo ocidente, e demonstrarmos também o quão universal a história de Jane Austen pode ser, inclusive sendo representada através de uma cultura diferente, chegamos em Noiva e Preconceito, uma adaptação indiana da obra mais famosa da autora britânica.

    O filme de Bollywood propõe uma abordagem completamente nova, moderna, colorida, festiva e musical, tornando-se, verdadeiramente, uma celebração do multiculturalismo. Isto porque a protagonista da história é uma mulher indiana que se envolve com um homem norte-americano. 

    Além dos temas clássicos do livro, no que diz respeito às diferenças sociais entre o casal, o filme amplia isso de forma bastante interessante, trazendo os personagens com nacionalidades também diferentes. O que o transforma em uma obra ainda mais contemporânea, e consequentemente, identificável, similar a Lost in Austen. 

    10. Orgulho e Preconceito (2003)

    A coragem de adaptar um clássico de maneira moderna, nem sempre é uma receita para o sucesso. Orgulho e Preconceito, de Andrew Black, é um exemplo disso, um filme que tentou revigorar a história de Elizabeth Bennet, transportando-a para o mundo universitário norte-americano (a moda de outras produções da época como A Nova Cinderela), mas que não funcionou tão bem quanto poderia.

    Apesar de manter presente uma espécie de jornada de autodescoberta da protagonista, a produção não conseguiu se aprofundar em alguns temas importantes do texto original — algo que outras adaptações alternativas como Orgulho e Preconceito e Zumbis e Lost in Austen conseguiram fazer. Mesmo assim, o longa funciona como uma comédia romântica divertida, mais direcionada a um público adolescente, ao explorar questões da juventude de maneira leve e sem muito comprometimento. 

  • ‘De Volta Para o Futuro’: Todos os Filmes em Ordem

    ‘De Volta Para o Futuro’: Todos os Filmes em Ordem

    Beatriz Coutinho

    Beatriz Coutinho

    Editor JustWatch

    De Volta Para o Futuro é uma franquia que se consolidou instantaneamente no cinema, alcançando um lugar muito especial na memória do público e na cultura pop com sua mistura de ficção científica e comédia. A história do adolescente Marty e do cientista Dr. Emmett Brown (o Doc), que se envolvem em diversas confusões ao voltar no tempo, completou 40 anos em 2025.

    Com esta lista da JustWatch você confere a ordem correta para rever ou assistir pela primeira vez os filmes e outras produções da franquia De Volta Para o Futuro, e também descobre em quais serviços de streaming encontrá-las.

    De Volta Para o Futuro (1985)

    Um clássico de sua geração, De Volta Para o Futuro marcou pessoas de todas as idades ao misturar aventura, comédia e ficção científica. Dirigido por Robert Zemeckis e produzido por Steven Spielberg, o filme mostra o adolescente Marty McFly (Michael J. Fox) voltando no tempo em um carro DeLorean junto do cientista Dr. Emmett Brown (Christopher Lloyd). Quando eles vão parar em 1955, Marty precisa dar um jeito de fazer seus pais se apaixonarem ou corre o risco de não nascer no futuro.

    Com um roteiro redondo e explicações divertidas e fáceis de entender sobre um tema complexo como as viagens no tempo, De Volta Para o Futuro brinca com a originalidade de sua proposta, com as diferentes gerações que apresenta ao público e com o sentimento de nostalgia de forma brilhante. Além disso, o filme ainda conta com um par de protagonistas que formam uma dupla sensacional, graças à ótima química entre as atuações de Fox e Lloyd, e apesar de um ou outro efeito especial datado aos olhos de hoje, continua engraçado e atemporal. Assim como O Exterminador do Futuro, o filme iniciou uma das franquias de ficção científica mais famosas do cinema, se tornando um marco da cultura pop.

    De Volta Para o Futuro II (1989)

    Lançado em 1989, De Volta Para o Futuro II é um daqueles filmes cuja continuação quebra a maldição de que sequências de grandes sucessos sempre são ruins, conseguindo trazer uma trama tão boa quanto a do primeiro filme (talvez até melhor). Aqui, a trama começa exatamente de onde o original parou, quando um problema faz com que Marty e Doc vão parar no futuro, em 2015, onde precisam resolver um problema com os filhos do personagem, mas esta não será a única viagem no tempo do filme, que também retorna ao passado.

    Surpreendentemente, o longa expande seu próprio universo de forma bastante criativa, embora um pouco caótica em alguns momentos, o que exige um pouco mais de atenção do espectador, mas não tira o brilho da história. Tão divertido quanto seu antecessor, o filme ainda repete algumas piadas sem se tornar chato e apresenta um futuro bastante influenciado pelos olhos dos anos 1980: com muitas cores, skates flutuantes e carros voadores, o que infelizmente não se concretizou, mas é muito divertido de observar. Este pode ser uma boa opção para quem gosta de filmes com uma atmosfera mais futurista, como em O Projeto Adam (que também tem temas interessantes de viagem no tempo). 

    De Volta Para o Futuro III (1990)

    Levando o público direto para o Velho Oeste, De Volta Para o Futuro III finaliza a trilogia explorando mais um pouquinho o conceito das viagens no tempo e trazendo mais protagonismo e profundidade ao Doc. O longa mostra que o cientista foi parar em 1885, como indica o final do filme anterior, e agora Marty precisa voltar no tempo também para salvar seu amigo, o que rende uma conclusão divertida que mistura estereótipos de filmes faroeste, como O Pequeno Grande Homem, com ficção científica.

    Apesar do terceiro filme juntos, a química entre Fox e Lloyd ainda se mostrava totalmente em dia, sendo o coração da história que, apesar de não ser tão boa quanto a dos anteriores, conseguiu se manter divertida. Com um roteiro bem amarrado e menos frenético, o longa conclui a saga muito bem, abordando temas recorrentes, como destino e livre arbítrio, e de certa forma inéditos, como o amor, sentimento no qual Doc não via lógica, mas aprende a valorizar tanto quanto a ciência.

    De Volta Para o Futuro: A Série Animada (1991)

    Exibida entre 1991 e 1992, De Volta Para o Futuro: A Série Animada levou a franquia para o mundo dos desenhos e ao longo de duas temporadas, acumulou 26 episódios. A animação se passa depois dos acontecimentos do terceiro filme, mostrando Marty, Doc casado com Clara, e os filhos do casal vivendo diversas aventuras com a mesma energia caótica e criativa dos filmes.

    Com ainda mais liberdade para extrapolar conceitos científicos e voltar ou avançar no tempo livremente, o desenho mostra os personagens indo até a Inglaterra da Idade Média, visitando a Pré-História e até a Roma Antiga, lembrando um pouco a diversidade contextual de Doctor Who. Com um tom mais educativo, a animação também apresenta figuras históricas, como Benjamin Franklin, e funciona como um complemento leve e bem-humorado da trilogia, que merece uma chance de fãs que ainda não a tenham visto.

    Rumo ao Desconhecido: Especial De Volta para o Futuro (2021)

    Rumo ao Desconhecido: Especial De Volta para o Futuro é uma minissérie de quatro episódios, que mostra o ator Christopher Lloyd e o apresentador Josh Gates em uma missão especial: encontrar a lendária máquina do tempo DeLorean, com o objetivo de entregá-la à Fundação Michael J. Fox para Pesquisa de Parkinson, fundada pelo ator que interpreta Marty na trilogia, diagnosticado com a doença em 1991.

    Diferente das produções anteriores, o especial junta aventuras em busca do “dispositivo”, curiosidades de bastidores e encontros e entrevistas com o elenco, incluindo Fox e Lea Thompson. A produção emociona em diversos momentos e alimenta o sentimento de nostalgia que tanta gente sente pelos filmes. A minissérie é perfeita para quem quer relembrar ou até mesmo entender o legado cultural que De Volta Para o Futuro deixou no cinema e na cultura pop. 

  • Batman: Ranking dos Melhores Trajes do Homem-Morcego nos Filmes

    Batman: Ranking dos Melhores Trajes do Homem-Morcego nos Filmes

    Bruno Pinheiro Melim

    Bruno Pinheiro Melim

    Editor JustWatch

    Não seria descabido afirmar que o Batman é um dos super-heróis mais populares do mundo, muito por conta do apelo do seu traje icônico. Ao longo dos anos, desde a sua primeira aparição no cinema nos anos 40, até a sua última representação na tela com o filme de Matt Reeves, o uniforme do Homem-Morcego sofreu diversas transformações — na maioria das vezes, para melhor.

    Neste guia da JustWatch, lhe apresentamos um ranking com os melhores, mais funcionais, elegantes e marcantes trajes do Cavaleiro das Trevas, representados em diferentes filmes, através de diversos atores no papel de Bruce Wayne. Não se esqueça de conferir também onde assistir a todas as produções citadas na lista!

    1. Traje evoluído de Christian Bale em ‘Batman: O Cavaleiro das Trevas’ e ‘Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge’

    Dizer que o fato da trilogia de Christopher Nolan — que traz os melhores filmes do Batman já feitos — não influencia na decisão de escolher os melhores trajes do herói, seria uma falácia. Afinal, as armaduras vestidas por Christian Bale também fazem parte das principais virtudes dos filmes que são apenas alguns dos destaques da carreira de Nolan, que também inclui filmes como Oppenheimer e Interestelar (bem diferentes, mas com a qualidade característica do diretor). 

    Alguns podem afirmar que o segundo traje, com algumas evoluções, vestido pelo ator nos filmes Batman: O Cavaleiro das Trevas e Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge foge dos elementos mais clássicos que popularizaram a armadura. No entanto, pode-se considerar que ela detém o equilíbrio perfeito entre a robustez necessária, a flexibilidade exigida (na medida do possível para um traje do Batman) e os detalhes de um design mais tradicional misturado com outros mais modernos.

    2. Traje inicial de Christian Bale em ‘Batman Begins’

    Agora, para aqueles que ainda acham que o traje evoluído dos filmes de Nolan carece de tradição e imposição, não se esqueça que Christian Bale iniciou a trilogia, em Batman Begins, com um uniforme mais ‘velha guarda’ — mas, nem por isso, menos memorável.

    Com menos traços estilísticos ao longo da vestimenta, e um design que automaticamente nos remete às representações mais clássicas do herói, o traje inicial de Bale ficou conhecido por apresentar um novo Batman, muito mais realista e amedrontador do que outros que o precederam. É evidente a influência dessas duas características na composição do traje, somado com a preocupação de Nolan em dar um pouco mais de mobilidade ao herói.

    3. Traje sombrio de Robert Pattinson em ‘Batman’

    O Batman mais imperfeito e complexo (do ponto de vista humano), só poderia ter um traje que refletisse o seu estado de espírito. Confuso e sombrio (como o personagem), a armadura mais recente do herói mantém o tom mais realista característico dos filmes de Nolan, mas adiciona alguns detalhes curiosos, que fazem com que a roupa tenha um look meio ‘caseiro’ e mais ‘underground’.

    Ou seja, do ponto de vista de estilo, e também praticidade, Batman, de Matt Reeves, apresenta um traje totalmente compatível com o que Bruce Wayne — ainda mais vingativo — é e faz durante o filme. E isso é um grande mérito. Outro detalhe que também se nota é o design inovador e mais flexível da parte do pescoço e uma capa que chama mais atenção ao começar mais na parte da frente do traje.

    4. Traje principal de Ben Affleck em ‘Batman vs Superman: A Origem da Justiça’

    Temos que admitir uma coisa, se o critério principal fosse o grau de fidelidade do traje em relação aos quadrinhos, a armadura vestida por Ben Affleck em Batman vs Superman: A Origem da Justiça seria eleita a melhor de todas. Mas ainda bem que não é — afinal o Homem-Morcego de Affleck passa longe de ser o mais memorável do cinema, mas que pode ser uma boa opção para quem gostou da versão (que se distancia das HQs) do Superman que Zack Snyder trouxe em Homem de Aço.

    Com uma paleta que mistura detalhes pretos e cinzas, e uma robustez fora do comum — talvez o Batman mais bombado de todos — o uniforme passa uma força, autoridade e experiência, bastante características da HQ em que o visual e personalidade do herói foram inspirados: O Cavaleiro das Trevas, de Frank Miller. Vale mencionar que praticamente o mesmo traje foi utilizado, com pequenas modificações e um tom mais preto, nos filmes Liga da Justiça e Liga da Justiça de Zack Snyder.

    5. Trajes (com leve diferenças) de Michael Keaton em ‘Batman’ e ‘Batman: O Retorno’

    Batman e Batman: O Retorno, de Tim Burton, são dois filmes onde a busca pelo realismo — tão em moda nos heróis mais contemporâneos — não é a principal preocupação. Para quem conhece a filmografia do diretor norte-americano, não é necessário nem explicar o porquê — vale relembrar que Tim é conhecido por um estilo muito mais fantástico (visto em Beetlejuice: Os Fantasmas se Divertem, por exemplo). 

    Essa particularidade, somada ao seu gosto por explorar histórias mais góticas e sombrias, deu vida ao Batman (e consequentemente ao traje mais estilizado e plástico) de Michael Keaton. Existem minúsculas alterações entre os dois filmes, mas as principais características do uniforme são mantidas: um tom majoritariamente preto, com um detalhe amarelo no seu logo e um um tecido mais emborrachado e brilhante (inclusive na sua capa). Uma armadura que rapidamente se tornou um clássico, fazendo com que as pessoas levassem mais a sério o herói no meio cinematográfico.

    6. Traje tático de Ben Affleck em ‘Liga da Justiça’ e ‘Liga da Justiça de Zack Snyder’

    Para não dizer que não mencionamos um traje mais ousado, e que demonstra (de maneira brutal) o quão impactante e importante é a armadura para o herói, chegamos no seu uniforme tático utilizado durante a guerra contra os Parademônios do Lobo da Estepe, nos filmes Liga da Justiça e Liga da Justiça de Zack Snyder.  

    Como mencionamos anteriormente, seu uso acontece para um único fim: guerra. Assim, os detalhes adicionados, por meio de estruturas quase indestrutíveis ao longo de todo o corpo, e aparatos ainda mais tecnológicos, fazem com que Ben Affleck se proteja, ao mesmo tempo que coloca medo em todo mundo.

  • 10 Remakes e Adaptações Que São Melhores Que Os Filmes e Séries Originais

    10 Remakes e Adaptações Que São Melhores Que Os Filmes e Séries Originais

    Bruno Pinheiro Melim

    Bruno Pinheiro Melim

    Editor JustWatch

    Ultimamente temos ouvido bastante a afirmação de que a versão original de determinada produção é melhor que o seu remake — talvez isso seja um sintoma da enorme leva de refilmagens que Hollywood vem fazendo nos últimos anos, que vem deixando a indústria um pouco saturada.

    No entanto, essa frase pode não se aplicar para uma lista de filmes e séries que, muitas vezes, são considerados adaptações ou remakes melhores, comparados às suas produções originais — levando em conta, principalmente, a qualidade e popularidade de cada obra. Ainda neste ano, temos o remake de O Sobrevivente chegando aos cinemas, mas agora com Glen Powell no papel do protagonista, que foi originalmente feito por Arnold Schwarzenegger em 1987. Neste guia da JustWatch, conheça alguns dos exemplos de adaptações que superaram o filme ou série original (elencados por ordem de lançamento), e saiba também onde assistir a cada um nas mais diversas plataformas de streaming!

    O Homem Que Sabia Demais (1956) 

    Começando por um dos casos mais curiosos da história dos remakes cinematográficos. Em 1934, o mestre do suspense Alfred Hitchcock, ainda no início da carreira, dirigiu um filme britânico chamado O Homem Que Sabia Demais, que contava a história de um médico comum que de repente se vê envolvido em uma trama de assassinato internacional. Porém, anos depois, o mesmo diretor realizou uma versão americana da história, dessa vez com James Stewart no papel principal. O que, convenhamos, elevou bastante o status do filme.

    A melhor versão? Não resta dúvidas que é a de 1956. Afirmação feita, inclusive, pelo próprio diretor, no livro Hitchcock/Truffaut, onde expõe que o filme norte-americano é uma obra muito mais madura, com personagens mais bem trabalhados, e uma ambiência que eleva ainda mais o suspense presente na trama (comentários estes com os quais eu tendo a concordar). Tudo isso acabou refletindo também na recepção do público na época, que abraçou o remake de Hitchcock de uma maneira bastante calorosa.

    O Enigma de Outro Mundo (1982) 

    Sim, O Enigma de Outro Mundo, um dos grandes marcos do cinema de terror e de ficção científica (dirigido pelo lendário John Carpenter), não foi o primeiro filme a contar a história do alienígena que caça um grupo de pesquisadores em uma estação polar. Na verdade, trinta anos antes, já existia o longa O Monstro do Ártico — que, ao contrário de O Homem Que Sabia Demais, foi realizado por um outro diretor, chamado Christian Nyby.

    Apesar de algumas semelhanças entre os filmes, a segunda versão é mais fiel ao livro homônimo de John W. Campbell, que é a principal fonte dos dois longas. Principalmente em relação à história do alien poder se transformar em outros seres vivos (inclusive pessoas), o que acaba por aumentar (e muito!) o suspense psicológico do segundo filme, transformando-o em uma obra mais imprevisível, e com mais possibilidades de exploração de um terror corporal. Além de contar também com uma direção muito mais sofisticada, que dialoga diretamente com a temática angustiante do livro. 

    Scarface (1983)

    É, parece que o nível está muito alto no início dessa lista. Afinal de contas, nunca existiu um consenso de se o remake Scarface, de Brian De Palma, é realmente melhor que o filme original de Howard Hawks, intitulado no Brasil Scarface: A Vergonha de uma Nação. 

    No entanto, à semelhança da segunda versão de O Homem Que Sabia Demais, que se elevou ao ter a presença de James Stewart no elenco, para mim, existe um grande fator que diferencia os dois Scarface, fazendo com que a versão mais recente se sobressaia ligeiramente. E esse fator é: Al Pacino! 

    Evidentemente, quando se ouve falar em Tony Montana, nossa cabeça vai parar imediatamente nas inúmeras imagens e diálogos icônicos do filme de Brian De Palma. E isso muito por conta de Al Pacino, que entrega uma interpretação super intensa e multifacetada. Que é cativante, mas também intimidadora. Que faz você grudar na tela e habitar aquele universo violento, sem nunca mais esquecê-lo. Uma sensação parecida com presenciar Marlon Brando como Don Corleone em O Poderoso Chefão.

    A Mosca (1986)

    Novamente chegamos a uma questão de gosto. Àqueles que preferem um terror que explora principalmente o ambiente de mistério por trás de um experimento falhado, A Mosca da Cabeça Branca, dirigido por Kurt Neumann, pode satisfazer o seu gosto. Mas se você (como eu) adora uma vibe mais terror gráfico, parecido com o que encontramos em O Enigma de Outro Mundo, mas ainda mais explícito, no melhor estilo ‘cronenberguiano’, e sem deixar de lado o fator psicológico de um personagem que se transforma em um inseto, A Mosca é o filme certo para você.

    Em resumo, David Cronenberg faz filmes mais perturbadores e desagradáveis (no bom sentido), e seu remake de 1986, levemente baseado no conto homônimo de George Langelaan, é um dos melhores exemplos (ao lado de Videodrome: A Síndrome do Vídeo) dessa sua faceta. Com certeza, uma obra-prima do terror corporal, e que (acredite) está disponível no Disney+.

    Perfume de Mulher (1992)

    Eu poderia usar o mesmo argumento de Scarface, afirmando que Al Pacino faz com que o remake de Perfume de Mulher seja melhor que o filme italiano (também intitulado Perfume de Mulher), de 1974. O que não deixa de ser verdade, já que o ator norte-americano levou o Oscar de Melhor Ator, interpretando um homem cego que pretende realizar o seu último desejo antes de morrer — mas não partiremos apenas dessa premissa. 

    Outro fator primordial que faz com que o remake de 1992 seja superior ao filme italiano, mora justamente no fato de que sua narrativa se propõe a mergulhar emocionalmente, de maneira bastante realista e dramática (mas sem exageros, como o clássico Rain Man), nas relações entre os personagens da trama. Para dizer de outra forma, é um daqueles filmes extremamente emocionantes, que podem, inclusive, te fazer chorar — e é claro que isso é potencializado pelas performances de um elenco de luxo, que também conta com o mestre Al Pacino.

    The Office (2005–2013)

    Vamos agora para mais uma comparação um tanto quanto controversa (já que podem existir argumentos para os dois lados), dessa vez, direcionada para duas séries. Mas afinal, qual produção é melhor, o The Office britânico ou o The Office norte-americano? Do meu ponto de vista, a versão dos Estados Unidos, já que não temos como ignorar o maior impacto que ela teve na cultura popular, principalmente quando pensamos no desenvolvimento dos personagens e na duração total da série — que é muito maior.

    No entanto, é importante pontuar que para quem prefere um humor ácido mais sombrio e pessimista, a versão britânica pode agradar mais. Já quem gosta de um humor igualmente constrangedor, mas que explora mais a fundo as relações entre os personagens, de uma maneira mais otimista, fica do lado da série americana. Porém (e este é um aspecto muito importante), quando falamos de protagonistas, fica difícil comparar o ‘vergonha-alheia’ Michael Scott com o arrogante David Brent. Apesar dos dois compartilharem a maioria dos defeitos, Scott vence no quesito qualidades — como pessoa, principalmente, porque como ‘boss’, melhor nem comentar…

    Os Infiltrados (2006) 

    Já deu para perceber (com Perfume de Mulher e The Office) que os norte-americanos têm uma cultura muito forte de adaptação de histórias de outros países. Essa informação talvez tenha passado batida, mas sim, o clássico filme de Martin Scorsese, Os Infiltrados, que conta com Leonardo DiCaprio, Matt Damon e Jack Nicholson no elenco, também é adaptado de um longa-metragem estrangeiro (de Hong Kong), intitulado Conflitos Internos.

    Sinceramente, do mesmo modo que The Office, Os Infiltrados não traz uma comparação fácil, uma vez que o filme original também tem diversas qualidades — sendo a principal delas, o fato de se aprofundar nos dilemas internos dos protagonistas (o policial disfarçado e o criminoso infiltrado). Por outro lado, o filme de Scorsese se concentra mais no suspense e nas sequências de ação que essa perseguição dupla causa. Na minha visão, como um thriller policial de primeira linha (parecido com clássicos como Os Suspeitos e Fogo Contra Fogo), completamente imprevisível e extremamente angustiante, Os Infiltrados é imbatível. 

    Shameless (2011–2021) 

    Mais uma parada dura no quesito melhor produção. E o pior, é que dessa vez não há sequer como utilizar o argumento de que uma série teve mais temporadas que a outra, e consequentemente mais tempo e possibilidade de desenvolvimento dos personagens e seus conflitos internos (assim como a segunda versão de The Office). Afinal, tanto o remake norte-americano de Shameless, quanto a versão original britânica (também intitulada Shameless), contam com onze temporadas acompanhando a disfuncional família Gallagher.

    Porém, há um fator fundamental que faz com que a versão americana, para mim, se sobressaia, e seja uma produção mais identificável para com o público. O fato de grande parte da família Gallagher continuar na série até o fim da última temporada — algo que acaba por não acontecer na versão britânica, já que alguns integrantes vão deixando de aparecer durante as temporadas. O que, concordemos, faz com que o nosso coração fique mais acalentado durante o remake.

    House Of Cards (2013–2018)

    Muitos não sabem, mas a série House Of Cards, da Netflix, é uma adaptação de uma minissérie homônima britânica dos anos 90, que por sua vez é baseada no livro de Michael Dobbs, que também explora os meandros por trás do poder político. No entanto, ao contrário de Shameless, aqui, o desafio de eleger a melhor produção é muito mais fácil, uma vez que, assim como The Office, a segunda versão conta com mais temporadas e um apelo popular gigantesco.

    Assim, apesar da série inglesa contar com um elenco excelente e um roteiro afiado, a versão norte-americana tem um desenvolvimento de personagens e subtramas bem mais apurado, se aprofundando na ideia de explorar o que o ser humano é capaz de fazer quando regido por uma sede insaciável de poder e ambição. Sem contar o detalhe de que, cinematograficamente falando, também não há como comparar a qualidade da direção e fotografia entre as duas produções — vale lembrar que um dos diretores da versão americana é David Fincher, que também realizou uma série de suspense muito famosa, que indico aos que gostam de House Of Cards, intitulada Mindhunter.

    Nasce uma Estrela (2018)

    Por fim, terminaremos com mais um caso (assim como O Homem Que Sabia Demais) bastante curioso, mas por um motivo diferente: se trata de uma das histórias que mais vezes passou por esse processo de reciclagem/atualização. Isto é, na verdade, Bradley Cooper estreou sua carreira como diretor de cinema fazendo uma adaptação de uma obra que já havia sido refeita outras duas vezes — todas elas com personagens semelhantes, mas algumas variações no enredo.

    Tanto o Nasce uma Estrela original, lançado em 1937 e dirigido por William A. Wellman, quanto o último Nasce uma Estrela, de 2018, realizado por Cooper, são considerados filmes paradigmáticos no gênero de drama musical — sinônimo disso, é que ambas as obras levaram uma estatueta do Oscar para a casa. 

    Porém, o último filme é o meu favorito, uma vez que faz um retrato menos idealizado do ‘showbusiness’, sendo, de todas as versões da história, a mais sombria delas (principalmente do ponto de vista do depressivo protagonista interpretado por Cooper, que lembra bastante o personagem principal de Coração Louco). Além de ter um maior apelo popular, muito por conta, claro, da participação memorável de Lady Gaga, com sua canção original “Shallow” — que rapidamente se tornou um marco musical.

  • O Ranking dos Melhores Filmes de Guillermo del Toro

    O Ranking dos Melhores Filmes de Guillermo del Toro

    Mariane Morisawa

    Mariane Morisawa

    Editor JustWatch

    Guillermo del Toro é apaixonado por monstros, contos de fada e terror gótico, fascinado por fantasmas, denunciante dos perigos do autoritarismo. Por isso, uma entrevista com o cineasta mexicano é das melhores em Hollywood. É sempre bom conversar com quem tem amor real pelas coisas, além de inteligência e bom humor. 

    Ele junta algumas dessas paixões em Frankenstein (2025), sua versão certamente muito pessoal de uma das mais famosas histórias de monstro, baseada no clássico da literatura gótica escrito pela inglesa Mary Shelley. Enquanto o longa-metragem não chega às telas, dá para conhecer ou rever seus outros filmes. Confira o ranking com seus melhores filmes. 

    1. O Labirinto do Fauno (2006)

    O Labirinto do Fauno é um conto de fadas para os tempos modernos, usando a brutalidade desse tipo de fantasia para tratar de perigos bem reais e definidos, como a guerra e o autoritarismo. Ao mesmo tempo, é a história de amadurecimento de uma menina. Para quem gosta de fantasia não como fuga da realidade, mas como maneira de confrontar os terrores do mundo é uma boa pedida. 

    Guillermo del Toro é um cineasta conhecido pela habilidade na construção de seus universos, e O Labirinto do Fauno é o exemplo mais perfeito disso. Os monstros aqui são alguns dos mais marcantes deste século. Não à toa, mesmo sendo uma produção falada em espanhol, ganhou os Oscars de fotografia, direção de arte e maquiagem. Apesar de ser bem diferente da história do menino bruxo até pelo tom mais sombrio, pode ser uma boa pedida para quem gosta de Harry Potter. 

    2. Pinocchio por Guillermo del Toro (2002)

    Fazer uma adaptação de As Aventuras de Pinocchio (1883), escrito por Carlo Collodi, era um sonho do cineasta. Ele se identifica com a história de pais e filhos imperfeitos e de alguém incapaz de se encaixar, o que serve também para Frankenstein. Em Pinocchio por Guillermo del Toro, o diretor une seu fascínio por esse conto de fadas ao amor pela animação, usando a técnica do stop-motion para conseguir um deslumbrante ar de feito à mão. O filme venceu o Oscar na categoria.

    O diretor cria uma obra pessoal e única, subvertendo certas ideias originais e se destacando das muitas versões do livro, incluindo da animação da Disney que é bem mais alegre e focada para crianças mais jovens. Em vez de pregar a obediência, seu Pinocchio defende que a desobediência, às vezes, é uma qualidade, especialmente durante um governo como o de Benito Mussolini, período em que se passa sua história. A atmosfera é sombria, mas Del Toro acredita no ser humano, e o resultado é encantamento.

    3. A Espinha do Diabo (2001)

    O que é um fantasma? Com essa intrigante pergunta, A Espinha do Diabo questiona se é um eco do passado destinado a ser repetido ou um espírito preso entre dois mundos. Se é fruto da imaginação ou realmente algo sobrenatural. No filme, Guillermo del Toro coloca em tensão a experiência pessoal e a coletiva, tendo novamente como pano de fundo a Guerra Civil Espanhola sob o olhar de uma criança, da mesma maneira que em O Labirinto do Fauno. De novo, é uma boa escolha para quem gosta de terror psicológico com um pé em problemas do mundo.

    Como sempre no caso do diretor, o filme é cheio de estilo, embora visualmente seja menos suntuoso do que O Labirinto do Fauno e Pinocchio. Mas há aquele mesmo espírito de capturar o terror da infância e ao mesmo tempo elevar o poder da inocência.

    4. A Forma da Água (2017)

    A Forma da Água é uma rara fantasia a ganhar o Oscar de melhor filme, além de melhor direção, trilha sonora e design de produção. O monstro é uma figura trágica, incompreendida e abusada, trazendo algo similar a Frankenstein. Guillermo del Toro sempre demonstra afeição por suas criaturas, mas aqui ele leva além, com um romance inspirado no clássico O Monstro da Lagoa Negra (1954). Mais uma vez, o monstro tem um visual único, mas o que faz a diferença mesmo é a atuação de Doug Jones. 

    Há cenas maravilhosamente estranhas, como aquelas em que a solitária faxineira Elisa (Sally Hawkins) aproxima-se do monstro, sendo a única capaz de realmente entendê-lo. Há um quê de A Bela e a Fera, sem a Síndrome de Estocolmo. E quase dá para sentir o cheiro das instalações do auge da Guerra Fria, nos anos 1960, provando o talento do diretor em estabelecer universos únicos, mesmo quando baseados na realidade, assim como em Pinocchio.

    5. Círculo de Fogo (2013)

    Círculo de Fogo foi um sucesso no mercado internacional, especialmente na China, mas não conquistou o público nos Estados Unidos. Talvez por isso, não tenha tido a repercussão que merecia como A Forma da Água e outros filmes do diretor. Mas, com a distância do tempo e depois de uma série de filmes de ação visualmente pobres, a produção dirigida por Guillermo del Toro precisa ser vista ou revista. 

    O longa propõe a união da humanidade para construir robôs gigantes, os Jaegers, e combater Kaijus, monstros saindo das profundezas do Oceano Pacífico — perfeito para fãs de Godzilla vs. Kong. Os atores Charlie Hunnam, Rinko Kikuchi e Idris Elba seguram o carisma no lado humano, mas as verdadeiras estrelas são os monstros e os robôs com designs incríveis e metidos em batalhas bem coreografadas, dirigidas e, acima de tudo, coloridas. Nada daquele tom azul-acinzentado ou com luz estourada da maior parte das sequências de ação cheias de efeitos visuais, tão comuns no cinema de agora.

    6. Hellboy II: O Exército Dourado (2008)

    Em Hellboy II: O Exército Dourado, Guillermo del Toro conseguiu um feito raro: fazer uma sequência melhor do que o original, Hellboy (2004). Ainda assim, ambos são bem melhores do que o reboot Hellboy (2019), dirigido por Neil Marshall e estrelado por David Harbour. 

    O filme tem mais humor, coração e um vilão mais interessante no Príncipe Nuada (Luke Goss), que se rebela contra a humanidade. Mas o segredo de Del Toro é, como em A Forma da Água, escalar atores que fazem a diferença mesmo debaixo de maquiagem protética pesada, que, aliás, concorreu ao Oscar. Ron Perlman dá o tom certo ao incompreendido demônio-herói, brilhando no filme de del Toro. 

    7. Cronos (1993)

    Cronos é a estreia de Guillermo del Toro na direção de longas-metragens e empacota um bocado de sangue e body horror em 92 minutos de duração. Mas os elementos mais sanguinolentos são combinados a uma dose de humor e bastante sensibilidade, ressaltando a importância da família e propondo uma discussão sobre o lado bom e ruim da imortalidade. 

    O filme evidencia alguns caminhos que o cineasta percorreria no seu futuro, como a contraposição da infância inocente e os perigos do mundo. É um Del Toro independente e iniciante, que não chega à perfeição artística de O Labirinto do Fauno, mas que já dá mostras de seu talento visual e da criação de atmosfera.

    8. A Colina Escarlate (2015)

    Quando Edith, a personagem de Mia Wasikowska em A Colina Escarlate, entra pela primeira vez na imponente e decadente mansão chamada Allerdale Hall, é como se Guillermo del Toro estivesse nos convidando para acompanhá-la em uma jornada sensorial, mais do que em uma trama. 

    A história de romance e horror gótico envolvendo uma jovem noiva, seu marido falido (Tom Hiddleston) e a sinistra cunhada (Jessica Chastain) em uma casa carregada de passado (e fantasmas) importa menos do que o espetáculo de cores, estampas e texturas dos cenários e figurinos. Para quem gosta de filmes em que mais vale a experiência, é uma viagem e tanto, trazendo uma atmosfera e tom parecido com A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça. 

    9. O Beco do Pesadelo (2021)

    Sem monstros, vampiros, fantasmas ou demônios, O Beco do Pesadelo ainda assim coloca o espectador em um universo particular tão palpável que quase dá para sentir o peso do ar, mesmo se passando em outra época, mais precisamente entre 1939 e 1941. 

    O filme é um noir, um thriller psicológico em que Guillermo del Toro explicita o que delineou em suas produções anteriores (como A Forma da Água e O Labirinto do Fauno, mas de forma menos impactante): os seres humanos é que são na verdade os reais monstros e não as criaturas incompreendidas e desajustadas que ele sempre vê com simpatia. Bastante sombrio e violento, O Beco do Pesadelo mostra como é fácil um homem se perder na busca pela fama e pelo sucesso. 

    10. Blade II: O Caçador de Vampiros (2002)

    Sequência de Blade: O Caçador de Vampiros (1998), dirigido por Stephen Norrington, Blade II: O Caçador de Vampiros tem Wesley Snipes mais cool do que nunca no papel do anti-herói da Marvel que é meio vampiro e meio humano. Aqui, ele vai liderar seus inimigos vampiros para combater uma espécie ainda mais devastadora: os Reapers, criaturas assustadoras e capazes de produzir cenas nojentas, bem ao gosto de Guillermo del Toro.

    O filme poderia ter um desenvolvimento melhor de trama e personagens? Sem dúvida. Mas o diretor sempre compensa com um visual criativo e cenas de ação e lutas estilosas e interessantes, como em Círculo de Fogo. Até por isso, pode ser uma boa opção para fãs de Matrix. 

  • 10 Grandes Filmes que Causaram Controvérsia Quando Apresentados em Cannes

    10 Grandes Filmes que Causaram Controvérsia Quando Apresentados em Cannes

    Bruno Pinheiro Melim

    Bruno Pinheiro Melim

    Editor JustWatch

    Enquanto a próxima edição do festival de cinema mais prestigiado do mundo não chega, falaremos um pouco sobre a repercussão de alguns filmes nas edições passadas. Quem disse que até os grandes diretores não estão sujeitos à vaias e reações negativas? Mesmo estreando no principal palco de cinema do globo, muitos filmes de cineastas de renome causaram bastante controvérsia durante a sua sessão de estreia no Festival de Cannes.

    Seja pela sua violência explícita, pela forma de representação do sexo, pelos temas provocativos, pela sua experimentalidade, ou por qualquer outro elemento subversivo, essas obras ficaram conhecidas pela recepção polêmica durante o festival. Para exemplificar isso, separamos uma lista com grandes filmes, elencados por ordem de qualidade (do meu ponto de vista), realizados por autores consagrados, que geraram muita controvérsia quando apresentados na cidade francesa.

    1. Taxi Driver: Motorista de Táxi (1976) 

    Se você está surpreso em ver que Taxi Driver: Motorista de Táxi, um dos grandes clássicos da história do cinema (que continua sendo referência até hoje para filmes como Coringa e Você Nunca Esteve Realmente Aqui), está nesta lista, saiba que nem mesmo Martin Scorsese conseguiu escapar de controvérsias ao estrear, o que considero, o principal filme da sua carreira. 

    Isto porque, o protagonista Travis Bickle, vivido por Robert De Niro, refletiu na tela o homem solitário contemporâneo, que utilizava a violência como uma forma de revolta contra o mundo. Assim sendo, a brutalidade do personagem, somada ao grafismo adotado pelo diretor (principalmente) no clímax do filme, fez com que muitas pessoas saíssem da exibição em Cannes, completamente chocadas e indignadas com o que viram. Concordemos, fato difícil de imaginar nos dias de hoje…

    2. Crash: Estranhos Prazeres (1996)

    Realizado pelo visceral diretor canadense, David Cronenberg, Crash: Estranhos Prazeres, diferente de Taxi Driver, causou perplexidade muito mais pela sua forma estranha com que retrata a violência e os prazeres carnais, ao acompanhar um grupo de pessoas que se excitam durante acidentes de carro. Personagens estes, que buscam reconstituir colisões automobilísticas violentas, na tentativa de satisfazer os seus desejos sexuais. Um tema muito semelhante ao filme contemporâneo Titane, que também iremos abordar nessa lista.

    Apesar de expor uma visão crítica sobre a sociedade de consumo e da relação do ser humano com a morte, o filme recebeu muitas vaias e reprovações durante a sua apresentação no Festival de Cannes de 1996. Mesmo assim, isso não impediu o longa de vencer o Prêmio Especial do Júri e, com o tempo, se tornar um marco da cinematografia de Cronenberg.

    3. A Árvore da Vida (2011)

    Árvore da Vida, até hoje, apesar da aclamação de boa parte da crítica (onde me incluo), ainda divide a opinião de boa parte do público. Realizado pelo filosófico diretor Terrence Malick, o filme conquistou a Palma de Ouro no ano em que foi lançado, mas nem por isso deixou de ser bastante criticado durante a sua estreia no festival — por motivos completamente opostos aos de Taxi Driver e Crash, uma vez que estão mais ligados à sua forma experimental. 

    Através de imagens fragmentadas de várias memórias da vida de uma família, a obra faz uma reflexão meditativa sobre a nossa existência, a vastidão do universo e o sentido da vida. O tom existencial, a narrativa fragmentada, o ritmo lento e outros diversos elementos não convencionais que o filme trouxe, são alguns exemplos do porquê o longa dividiu tantas opiniões. É um filme que recomendo muito aos interessados em obras mais desconstruídas e contemplativas, como 2001: Odisseia no Espaço e Stalker.

    4. A Aventura (1960) 

    Voltando algumas décadas na linha do tempo do Festival de Cannes, encontramos alguns filmes mais antigos que também causaram controvérsia quando estreados, sendo que o melhor exemplo, para mim, é o longa A Aventura, dirigido por Michelangelo Antonioni. Um filme tão experimental quanto Árvore da Vida, mas sem temas tão existenciais.

    Hoje, é um clássico absoluto do cinema. Mas no ano em que foi lançado, foi vaiado na cidade francesa, por conta da sua inovação rítmica e narrativa, apostando bastante na questão da atmosfera, assim como Árvore da Vida. O longa, que explora a incomunicabilidade humana, acompanha um grupo de amigos ricos em uma viagem para uma ilha vulcânica no mediterrâneo. Uma mulher some, e seu namorado e sua melhor amiga se apaixonam enquanto tentam procurá-la pela ilha. Sem elementos narrativos clássicos, e sem muita progressão, o filme impactou o público pela forma com que rompeu completamente com suas expectativas.

    5. Coração Selvagem (1990)

    Até para o irreverente e visionário David Lynch já sobrou vaia e reprovação. E não somente na primeira exibição do filme, mas também durante a recepção da Palma de Ouro do festival, com sua obra psicodélica e libertária que explora, através de um violento ‘road movie’, a relação de um casal em fuga, que viaja pelo sul dos Estados Unidos.

    Coração Selvagem conta com uma química incomparável entre os atores Nicolas Cage e Laura Dern e, apesar de ser cultuado nos dias de hoje, dividiu a opinião do público na sua estreia, recebendo, ao mesmo tempo, vaias e aplausos intensos — à semelhança de Taxi Driver, muito por conta da sua violência mais chocante. A meu ver, não está entre as principais obras de David Lynch (por isso a quinta colocação da lista), mas não deixa de ser um grande filme — principalmente para quem gosta de intensos ‘road movies’ como Bonnie e Clyde: Uma Rajada de Balas.

    6. Triângulo da Tristeza (2022)

    Parece que a controvérsia gerada por alguns filmes na sua estreia, pode ter alguma relação com os principais prêmios do Festival de Cannes. Afinal, a sexta obra aqui citada, assim como as anteriores, também foi galardoada na edição em que estreou, recebendo a Palma de Ouro. O filme de Ruben Östlund é, na minha visão, uma inteligente comédia ácida sobre a alta classe contemporânea, que até lembra o filme O Menu, apesar de ser mais bem dirigido.

    Durante uma viagem em um navio de luxo, presenciamos a superficialidade de um núcleo de pessoas ricas. No entanto, após um acidente, a dinâmica social muda e aqueles que sabem como sobreviver em meio à dificuldade, acabam ditando o ritmo do jogo. Mesmo premiado, muita gente rejeitou o tom escatológico e nauseante de Triângulo da Tristeza (aspectos distintos dos outros filmes dessa lista), uma comédia que faz questão de ultrapassar alguns limites para expor a sua crítica social. Escolha esta que, obviamente, nem sempre agrada todo mundo.

    7. Maria Antonieta (2006)

    Diferente dos filmes anteriores desta lista, este conta com uma história que apresenta figuras reais, o que causou toda a polêmica do filme, principalmente por conta da liberdade artística da obra. Já pensou se a famosa rainha francesa, Maria Antonieta, tivesse um tênis all-star? Sofia Coppola não só imaginou, como colocou essa imagem na tela, em Maria Antonieta. Além desse elemento, a produção também conta com uma trilha sonora marcada por muito rock'n roll e música pop, além de outros aspectos que rompem com o rigor histórico esperado pelo tema do filme. 

    Convenhamos, não precisamos nem explicar o porquê muita gente reprovou a sua abordagem. O fato é que, mesmo com essa recepção conturbada, o longa de Sofia (pelo menos, para mim) envelheceu muito bem. Sua reinterpretação histórica da vida da rainha, com um visual deslumbrante, e uma visão narrativa humana e jovem, prova que a diretora é uma das autoras mais originais e talentosas do cinema norte-americano contemporâneo.

    8. Titane (2021)

    Dirigido pela francesa Julia Ducournau, Titane é (na minha perspectiva), ao lado de A Substância, um dos mais relevantes filmes de terror corporal dos últimos anos, que segue uma mulher que após um acidente, acaba fazendo um implante de titânio na cabeça. Agora com o implante, a personagem passa a agir de forma violenta, se envolvendo em uma série de assassinatos (para dizer o mínimo) perturbadores.

    Mas calma que as coincidências (da relação entre corpo e máquina/tecnologia) com o filme de Cronenberg (Crash: Estranhos Prazeres) não param por aí. Uma das cenas mais chocantes e que conversa diretamente com a obra do diretor canadense, é quando a protagonista tem relação sexual com um carro. Mesmo vencendo a Palma de Ouro, o filme teve uma recepção mista por conta de algumas cenas bem exageradas, as quais, às vezes, confesso que estão inseridas de uma maneira meio gratuita — por isso, a sua oitava colocação na lista.

    9. Megalopolis (2024)

    Tal filha, tal pai. Se Sofia já sofreu com a rigidez do público e crítica de Cannes com Maria Antonieta, saiba que o mesmo também aconteceu com o seu pai, Francis Ford Coppola. Megalopolis é o seu filme mais ambicioso, que foi produzido com o seu próprio dinheiro, com cenários grandiosos, intenso uso de tecnologia e um elenco de luxo. Contudo, as primeiras impressões sobre o filme, durante a sua estreia no festival, foram bastante divididas. 

    O longa acompanha um arquiteto utópico que tenta reconstruir a cidade de Nova Roma com o uso de um material chamado Megalon. A experimentalidade estética do épico, as atuações teatrais, o visual ostensivo e sua narrativa que tenta abarcar inúmeros temas de uma vez só, fizeram com que muitos o considerassem uma obra prima, e outros, um completo desastre. Ao meu ver, não deixa de ser um grande filme que merece ser visto (principalmente por conta da sua coragem), mesmo contando com uma série de buracos narrativos.

    10. Anticristo (2009)

    Por fim, o Festival de Cannes e Lars von Trier sempre tiveram uma relação um tanto quanto conturbada. Não foi diferente com Anticristo, um filme extremamente polêmico por conta do seu tema, mas também pela violência completamente explícita, perturbadora e sem pudor — até mais incômoda e controversa do que em Titane, mesmo, na minha opinião, sendo um filme inferior.

    Na edição em que estreou, o Júri Ecumênico do festival entregou, inclusive, um ‘anti-prêmio’ para o diretor, em forma de revolta contra sua obra provocadora. Um thriller gótico dinamarquês que conta a história de dor de um casal que perdeu o filho, onde durante o processo de luto, eventos misteriosos e brutais começam a acontecer, simbolizando o sofrimento e o mal-estar do casal. Uma obra para quem tem fôlego, que vai de encontro aos filmes mais subversivos do diretor, como Melancolia e Ninfomaníaca.

  • ‘Minha Culpa’ Não É a Única História de Sucesso do Wattpad: Ranking de Todas as Adaptações

    ‘Minha Culpa’ Não É a Única História de Sucesso do Wattpad: Ranking de Todas as Adaptações

    Beatriz Coutinho

    Beatriz Coutinho

    Editor JustWatch

    Nossa Culpa, o terceiro filme da trilogia espanhola de sucesso Minha Culpa, estreou recentemente no Amazon Prime Video, provando o quão longe pode chegar uma história que nasceu no Wattpad, famosa plataforma para publicação de fanfics e histórias originais. 

    O romance entre Noah e Nick conquistou muitos fãs, mas ele não é o único exemplo de adaptação de sucesso que nasceu na internet. Nos últimos anos, o Wattpad serviu como ponto de partida de muitas séries e filmes que exploram amores impossíveis, triângulos amorosos e dramas adolescentes. 

    Neste guia da JustWatch, ranqueamos todas as histórias do Wattpad que já foram adaptadas para filme e série, para que você descubra tudo sobre elas, inclusive em quais serviços de streaming assisti-las.

    15. Talk Back and You're Dead (2014)

    Baseado na popular história original escrita por Alesana Marie,Talk Back and You’re Dead é uma produção filipina que funciona como um verdadeiro retrato da era de ouro do Wattpad em 2010: uma mistura de drama adolescente, romance intenso e personagens exagerados. A trama acompanha Sam, uma jovem que, por acaso, cruza o caminho de Top, o líder de uma gangue que, claro, esconde um coração sensível por baixo da aparência de bad boy.

    Embora traduza fielmente o espírito apaixonado e caótico de algumas fanfics originais, sem medo de abraçar o melodrama, o filme tem um roteiro confuso e recheado de clichês que vão se amontoando um em cima do outro: promessa de amor feita na infância, casamento arranjado, problemas de saúde que surge do nada, entre outros. Se você curte produções do tipo novelão, vá em frente, mas é preciso ressaltar que Top não é um bom exemplo de personagem masculino.

    14. O Fabricante de Lágrimas (2024)

    Inspirado no fenômeno literário italiano homônimo de Erin Doom, cujo sucesso no Wattpad foi tão grande que fez com que a história fosse oficialmente publicada por uma editora, O Fabricante de Lágrimas conta a história de Nica e Rigel, dois jovens que cresceram juntos em um orfanato misterioso, onde enquanto ela e outras crianças sofriam maus tratos, ele parecia ser beneficiado pela dona do local. A relação deles é marcada por tensão e paixão reprimida, e quando eles são adotados juntos por um mesmo casal, são obrigados a conviver de forma ainda mais próxima.

    Visualmente muito bonito e com uma trilha sonora grandiosa, com nomes como Billie Eilish e Olivia Rodrigo, o filme acerta no tom sombrio, como uma mistura de Diários do Vampiro e Crepúsculo sem a parte sobrenatural, mas peca em mostrar de onde surge a paixão tão intensa entre os dois adolescentes, que parecem mais interessados no mistério que os prende do que em se resolverem e enfim ficarem juntos, de forma parecida com o que acontece em Talk Back and You’re Dead. Ainda assim, muitas vezes paixão não se explica mesmo, então, se o clima por aí estiver frio e chuvoso, esta é uma boa produção para assistir no conforto do sofá comendo pipoca e brigadeiro.

    13. After (2019)

    O fenômeno After começou como uma fanfic da boyband One Direction no Wattpad, escrita por Anna Todd, e se transformou em uma das sagas mais comentadas e polêmicas do cinema jovem recente. A história acompanha Tessa Young, uma garota certinha que acabou de entrar na faculdade, e Hardin Scott, o típico bad boy misterioso e problemático, até o momento em que o destino deles se cruza e dá início a um relacionamento intenso, dramático e repleto de idas e vindas que rendeu cinco filmes no total.

    Os longas dividem opiniões por muitas vezes retratarem um amor tão turbulento, que nem sempre soa saudável, como acontece em Belo Desastre, o que é uma crítica justíssima, pois Tessa e Hardin, assim como Nica e Rigel, não têm o costume de fazer uma coisa bastante importante: sentar para conversar. Ainda assim, a química entre a atriz Josephine Langford e o ator Hero Fiennes Tiffin é perfeita, o que faz com que a gente queira acompanhar a história até o fim, relevando muitas vezes a falta de desenvolvimento e evolução dos personagens em troca de boas cenas do casal.

    12. Flutuar (2023)

    Se por um lado After tem emoção até demais, Flutuar, filme baseado na história escrita por Kate Marchant no Wattpad, às vezes dá a impressão de que falta um pouquinho de agitação na história. Aqui conhecemos Waverly, que não tem certeza se quer seguir o sonho que seus pais sonham por ela: se formar em medicina, e decide passar um tempo com a tia, que mora em uma cidade litorânea, para pensar em seu futuro. Tentando se integrar, ela conhece o salva-vidas Blake, que a resgata de um afogamento acidental, o que faz com que eles fiquem hipnotizados um pelo outro.

    A emoção de um filme de romance não precisa estar em idas e vindas dramáticas ou no mocinho fazendo a mocinha se arrastar por ele, longe disso — e adaptações não precisam seguir fielmente suas obras originais, pois é inevitável que na tela as produções sejam diferentes, mas como a história de Marchant tinha uma pegada mais “rivais que se apaixonam”, Flutuar acaba sendo tranquilo demais, pois essa dinâmica é substituída por uma paixão à primeira vista. Ainda assim, isso não é necessariamente ruim, pois o filme se torna perfeito para quem curte histórias de verão bastante românticas como A Última Música.

    11. A Barraca do Beijo (2018)

    Inspirado no livro de Beth Reekles, que começou como uma fanfic publicada no Wattpad, A Barraca do Beijo é um fenômeno que se prova realmente divertido em vários momentos, mas que também fica marcado por uma ou outra cena de namoros não muito exemplares, como em Talk Back and You’re Dead e After. Aqui, vemos Elle Evans criar uma Barraca do Beijo para arrecadar fundos para um evento da escola, e convencer seu crush secreto, Noah, o irmão de seu melhor amigo, a participar — o que ela não esperava é que ele acabaria querendo beijar ela também. 

    Interpretado por Jacob Elordi, Noah poderia ser o típico garoto popular mais puxado para o gentil do que para o possessivo, como em High School Musical ou Um Amor para Recordar, mas tendo isso em mente é possível aproveitar as partes animadas do filme. Apesar de previsível, a história tem seu charme, pois mesmo com vários clichês, faz o público ficar interessado no que vem pela frente. Para acompanhar a trama completa, assista também as continuações A Barraca do Beijo 2 e A Barraca do Beijo 3.

    10. Através da Minha Janela (2022)

    Sucesso global no streaming, Através da Minha Janela é uma adaptação do livro de Ariana Godoy, publicado originalmente no Wattpad. O longa acompanha Raquel, uma jovem que há anos é secretamente apaixonada por seu vizinho misterioso Ares Hidalgo, e que nem imagina que um incidente inesperado fará com que eles se aproximem e iniciem um romance cheio de tensão e desejo, marcado por uma dinâmica de classes sociais diferentes.

    Apesar de Raquel e Ares não estarem no ensino médio, o filme abraça o drama adolescente e cenas mais quentes de forma direta, entregando intensidade, narrativa viciante e uma estética mais moderna como a de O Fabricante de Lágrimas. A protagonista é tímida, mas não boba, embora vez ou outra aceite comportamentos questionáveis de Ares, que insiste em afastá-la toda vez que ele tem dificuldade com os próprios sentimentos. A sintonia entre Clara Galle e Julio Peña sustenta bem os filmes, embora as duas sequências, Através da Minha Janela: Além-mar e Através da Minha Janela 3: Olhos nos Olhos, embarquem um pouco no clima de novela, com um clichê atropelando o outro na maior parte do tempo.

    9. Minha Culpa (2023)

    Inspirado no sucesso de Mercedes Ron no Wattpad, Minha Culpa conquistou o público com seu romance intenso e estética cinematográfica caprichada, ao mesmo tempo em que entrega cenas de ação e um tom de novela. A história espanhola acompanha Noah, uma jovem que se muda para a mansão do novo marido da mãe e descobre que terá que conviver com Nick, seu novo meio-irmão rebelde. Entre provocações sensuais e tensão, nasce um relacionamento proibido que mistura drama, paixão e segredos familiares.

    Como uma mistura de After com O Fabricante de Lágrimas e Velozes e Furiosos, a saga de filmes estrelada por Nicole Wallace e Gabriel Guevara — que têm muita química entre si — é um prato cheio para fãs de romances adolescentes com um toque de perigo e adrenalina, já que Nick participa de corridas ilegais de rua. Apesar dos clichês e dos comportamentos não tão legais de alguns personagens masculinos, a história entrega enredo e é bastante sexy. Vale lembrar que além das continuações Sua Culpa e Nossa Culpa, a trilogia tem um remake inglês chamado Minha Culpa: Londres, que traz um pouco mais de maturidade para os personagens em uma saga conhecida como Culpados que promete mais filmes. 

    8. Vício Perfeito (2023)

    Baseado no livro homônimo de Claudia Tan, que nasceu no Wattpad e depois foi publicado por uma editora, Vício Perfeito é uma história à la Rocky, um Lutador e Rivais, mas com um toque ainda maior de romance, drama, cenas picantes e, principalmente, vingança. A trama do filme acompanha a treinadora de MMA Sienna Lane, cujo mundo cai quando ela descobre que seu namorado, o lutador Jax Deneris, está traindo ela com alguém inimaginável. Decidida a se vingar, ela começa a treinar Kayden Williams, o maior rival de Jax, por quem se apaixona intensamente.

    Se por um lado o filme poderia ser muito melhor se tivesse mais orçamento, por outro ele entrega tudo o que pode com o que tem — apresentando uma história que foge do padrão “garota inocente e garoto rebelde” que vimos em After e A Barraca do Beijo, pois Sienna não é nada boba e não gosta de ser passada para trás. O ritmo é bom, a narrativa tem uma pitada de empoderamento e apesar da narração constante que tira a graça de tentar adivinhar o que vai acontecer, já que tudo está sendo constantemente explicado, a dinâmica de romance esportivo é bem explorada.

    7. He’s Into Her (2021)

    He’s Into Her é outro ótimo exemplo de como uma história nascida no Wattpad pode se tornar um sucesso. Baseada no livro de Maxinejiji, a série filipina acompanha Maxpein, uma garota forte e rebelde que, depois de ser transferida para uma escola de elite, entra em conflito com o popular Deib Lohr — e é dessa rivalidade que surge um romance intenso, fofo e divertido.

    Com uma produção caprichada, muitas reviravoltas e química irresistível entre Belle Mariano e Donny Pangilinanu, a série virou um fenômeno de audiência, especialmente por conta de sua qualidade visual. A história mudou um pouco em relação ao material original, mas a qualidade se manteve ao retratar o amor e a vulnerabilidade como grandes chaves para a evolução pessoal, fazendo até mesmo um bad boy (mas não tão mau como em Minha Culpa) se redimir. Divertida, com vibe de colégio e um casal que se entende aos poucos, He’s Into Her lembra K-Dramas como Boys Over Flowers. 

    6. Turn On (2021-2023)

    Baseada na história escrita por Tiara Wales no Wattpad, Turn On é uma produção indonésia que surpreende ao transformar uma trama simples em uma comédia romântica envolvente — e com um toque de drama, que lembra K-Dramas como Pretendente Surpresa. A série acompanha Andreas, um homem de negócios frio e reservado, que depois de um trauma amoroso, decide contratar Maria para fingir ser sua esposa, mas como em todo casamento falso, o acordo de conveniência vai se tornando cada vez mais real.

    Moderna e cheia de atuações carismáticas, Turn On trabalha muito bem a questão do casamento falso, em que a inicial falta de envolvimento emocional aos poucos se transforma em algo a mais, mas sem que os sentimentos pareçam forçados. Mesmo com um orçamento modesto, a química entre Giorgino Abraham e Clara Bernadeth é ótima, e vale ressaltar que esta foi a série mais assistida de 2021 da plataforma Vidio, que inclusive tem um contrato com o Wattpad e já fez outras adaptações de histórias do site.

    5. Light as a Feather (2018-2019)

    Bastante diferente dos romances do Wattpad que apareceram por aqui até agora, Light as a Feather, baseada na história de Zoe Aarsen, é uma série que acompanha um grupo de garotas que decidem jogar uma versão sinistra da brincadeira “Leve como uma pena”, em que uma pessoa deita no chão e as outras tentam levantá-la com os dedos. Em geral, isto é apenas um truque de física, mas aqui, cada uma delas começa a morrer exatamente como o jogo macabro previa.

    Misturando suspense sobrenatural com dilemas típicos da adolescência e um toque de drama psicológico, a produção conquistou muitos fãs entre o público adolescente e jovem adulto. O ritmo da série pode parecer um pouco lento no início, mas na verdade isso é ótimo para entender a narrativa aos poucos e ir sentindo até onde os mistérios levarão a história. De forma geral o elenco entrega um bom trabalho na série, que é uma ótima produção teen com toques de O Chamado e Premonição.

    4. Chuvas na España (2023)

    Adaptação do fenômeno literário de mesmo nome da autora Gwy Saludes, Chuvas na España é uma série filipina capaz de conquistar qualquer um com seu equilíbrio perfeito entre drama, humor e romance. A história acompanha Luna e Kalix, dois estudantes que encontram desafios em manter um relacionamento ao mesmo tempo em que precisam lidar com os estudos, futuro profissional e a pressão da família — algo que também aparece em Turn On. Anos depois da faculdade, eles se reencontram no mercado de trabalho e precisam lidar com anos de sentimentos mal resolvidos e uma paixão que nunca foi embora.

    A abordagem sincera da série sobre amor, amizade e os desafios de crescer é seu grande ponto forte. Repleta de momentos emocionantes, a produção não apela para momentos muito dramáticos e nem fica arrastando desentendimentos com falta de comunicação — Luna sempre é bastante sincera sobre seus sentimentos e medos, enquanto Kalix se esforça para acompanhá-la, mesmo não sendo muito bom com as palavras. Entre um clichê e outro, Chuvas na España ainda arruma espaço para autenticidade.

    3. Boot Camp (2024)

    Se você amou o romance de Penelope e Colin na 3ª temporada de Bridgerton, vai adorar Boot Camp, filme inspirado no sucesso da história escrita por Gina Musa no Wattpad. Aqui, conhecemos a história de Whitney Carmichael, uma adolescente gorda que decide se inscrever em um intensivo acampamento de verão de esportes depois de ser humilhada pelo amor e pela escola mais uma vez. Lá, ela se depara com a garota malvada do colégio, Willow, mas também com Axel, treinador que a ajudará a enfrentar os próprios medos e as expectativas alheias, e que num piscar de olhos se apaixona por ela.

    Boot Camp acerta em colocar no centro da narrativa a autoestima e o autoconhecimento ao invés das transformações físicas de filmes como O Diário da Princesa (que é ótimo, eu também acho e assisto até hoje, mas que não envelheceu tão bem quanto poderia como uma herança do início dos anos 2000). Whitney é uma personagem interessante, que não está na tela só para “virar bonita” — algo que, inclusive, ela já é — mas sim para descobrir sua força e seu próprio valor. O romance dela com Axel acontece de forma natural, suas amigas são divertidas e há uma porção de cenas que se equilibram bem entre serem engraçadas e “vergonha alheia” sem soarem forçadas.

    2. Minha Vida com a Família Walter (2023)

    Levinha como Boot Camp, Minha Vida com a Família Walter é uma série inspirada na fanfic do Wattpad de Arianna Godoy, que posteriormente se tornou um livro, e conta a história de Jackie Howard, uma jovem de Nova York que perde os pais em um acidente e precisa se mudar para uma cidadezinha rural no Colorado, onde passar a conviver com a numerosa família Walter. Entre lidar com o luto e se adaptar ao novo local, ela chama a atenção dos irmãos Cole e Alex Walter, por quem fica dividida.

    Como uma mistura de O Verão que Mudou Minha Vida e Heartland, a série é extremamente charmosa por se passar em uma cidade mais pacata, além de conter uma trilha sonora moderna e que conversa diretamente com o público jovem, com artistas como Billie Eilish e Gracie Abrams. A adaptação acerta em cheio com seu elenco carismático e também ao equilibrar momentos leves e emocionantes, mostrando o crescimento de Jackie e a forma como o relacionamento dela com os irmãos, e a família deles de forma geral, evolui.

    1. O Bad Boy e Eu (2024)

    Inspirado no sucesso de Tay Marley no Wattpad, O Bad Boy e Eu é a mistura perfeita de Flashdance com High School Musical. Neste filme acompanhamos a história de Dallas Bryan, uma estudante do último ano do ensino médio que está determinada em tentar entrar para uma renomada escola de dança após o fim da escola, mesmo que isso signifique abrir mão de distrações comuns da adolescência, como namorar Drayton, o popular jogador de futebol americano do colégio, que pouco a pouco fica caidinho por ela, provocando-a mais e mais.

    O Bad Boy e Eu é uma ótima comédia romântica adolescente moderna. O filme apresenta Dallas como uma uma protagonista forte e determinada, que sabe o que quer, mas também precisa entender que apesar de ter que fazer escolhas importantes sobre seu futuro, ainda precisa se divertir no meio do caminho. O filme desenvolve bem os dilemas do casal, como ambição profissional vs relacionamento e manter um namoro público ou privado. Aqui as fórmulas previsíveis do gênero funcionam muito bem, entregando uma história engraçada e fofa, com um casal totalmente em sintonia, de forma parecida com Chuvas na España, mas ainda melhor.

  • Jeff Bridges: Ranking dos Melhores Filmes da Estrela de ‘Tron’

    Jeff Bridges: Ranking dos Melhores Filmes da Estrela de ‘Tron’

    Bruno Pinheiro Melim

    Bruno Pinheiro Melim

    Editor JustWatch

    Um dos grandes marcos da ficção científica chega ao seu novo capítulo. Tron: Ares está em exibição nos cinemas de todo o Brasil, trazendo de volta o memorável personagem Kevin Flynn, interpretado por Jeff Bridges desde o primeiro filme. Convenhamos, uma ótima oportunidade para fazermos um mergulho na extensa carreira de um dos atores com o maior número de indicações ao Oscar na história (sete vezes).

    Por isso mesmo, preparamos um ranking com os melhores filmes e performances de Jeff Bridges, ator que se destaca em qualquer tipo de papel, seja qual for o gênero do filme, sempre atuando de maneira natural e extremamente convincente e elegante. Todos os filmes estão disponíveis online, em diversas plataformas por assinatura ou através de aluguel em streaming.

    10. Tron: Uma Odisseia Eletrônica (1982)

    Começando pelo filme que inaugurou uma das franquias mais populares quando o assunto é Inteligência Artificial. Se o filme de 2025 (Tron: Ares) traz o mundo virtual invadindo o mundo real, Tron: Uma Odisseia Eletrônica, já nos anos 80, refletia, de maneira ficcional, sobre a relação entre computador e homem, propondo o movimento contrário: um programador (interpretado por Jeff Bridges) que acaba sendo aprisionado no universo digital.

    Um filme com uma estética única, que remonta aos primeiros jogos de videogame, e bastante ousada para a época, que ficou muito marcado pelo seu visual neon e seus efeitos visuais criativos que simulavam os espaços virtuais. No entanto, é impossível pensar no sucesso do filme, e consequentemente da franquia, sem atrelá-lo à poderosa interpretação de Jeff Bridges, que carrega um filme que se passa boa parte em cenários completamente irreais. Uma performance que ficou marcada na sua carreira, muito por conta da dificuldade de atuar sem muitas referências físicas e visuais. Uma obra que recomendo para qualquer amante de ficção científica como Blade Runner, com o aviso de que o lado de aventura otimista, característico de filmes da Disney, está bastante presente.

    9. O Último Golpe (1974)

    Voltando agora ainda mais no tempo para falarmos sobre um dos papéis que popularizaram o ator quando ainda jovem. Primeiro filme dirigido por Michael Cimino na carreira, O Último Golpe traz Clint Eastwood e Jeff Bridges formando uma dupla improvável de assaltantes que planejam um último roubo. Um filme realizado de maneira bem artesanal, com uma estética crua e belas paisagens, completamente oposto ao que encontramos em Tron: Uma Odisseia Eletrônica, e que mistura o ambiente de road-movie, com a adrenalina de filmes de ação.

    No entanto, apesar das inúmeras qualidades estéticas do longa, sua maior virtude mora no campo das representações. Tanto Eastwood, que dá vida ao assaltante mais experiente e veterano de guerra, quanto Bridges, que interpreta o seu intenso e divertido aprendiz, que nutre um fascínio enorme (quase romântico) pelo personagem mais velho, estão excelentes. Não à toa, Bridges recebeu uma nomeação ao Oscar pelo papel. Para quem está em busca de um filme de assalto que escolhe se aprofundar na psicologia e na relação entre os personagens, como Um Dia de Cão, certamente é uma excelente escolha.

    8. Starman: O Homem das Estrelas (1984)

    Voltando novamente para o campo da ficção científica, Starman: O Homem das Estrelas, clássico de John Carpenter, assim como Tron: Uma Odisseia Eletrônica, também é um marco do gênero dos anos 80. Mas aqui, Jeff Bridges, ao invés de interpretar um humano que embarca em uma viagem dentro de um computador, o ator dá vida a um ser extraterrestre que assume o corpo do falecido marido de uma mulher, e acaba criando uma conexão real com ela. 

    Um filme que causa uma identificação ainda maior no espectador (comparado com Tron), justamente por acompanharmos um ET na tentativa de entender a humanidade. É aqui que entra o exímio trabalho de Bridges, que constrói uma curva dramática muito sensível e expressiva, de um personagem que adquire aos poucos os nossos trejeitos mais humanos. Uma obra que constantemente é esquecida entre os amantes de ficção científica mais familiar, mas que na minha visão não fica muito abaixo dos principais filmes do gênero, como Contatos Imediatos do Terceiro Grau e E.T. - O Extraterrestre.

    7. Tucker: Um Homem e Seu Sonho (1988)

    Vamos pular agora de uma performance mais minimalista, onde suas maiores qualidades aparecem através dos detalhes, em referência a Starman: O Homem das Estrelas, para uma interpretação muito mais enérgica e extravagante. Tudo isso, na pele do visionário Preston Tucker, um revolucionário designer de carros da primeira metade do século XX.

    Assim como Starman é constantemente esquecido quando o assunto é ficção científica, Tucker: Um Homem e Seu Sonho também não aparece com muita frequência nas listas dos melhores filmes de Francis Ford Coppola. Uma verdadeira injustiça, uma vez que, na minha visão, é uma das obras mais completas do diretor, que conta com um roteiro envolvente, um visual deslumbrante e uma atuação de Jeff Bridges de tirar o chapéu — que capta de maneira perfeita a essência de um homem sonhador e que desafiava as convenções da época. Em tempos onde as cinebiografias estão bastante em moda, não perca a oportunidade de assistir a um dos maiores expoentes do gênero.

    6. O Pescador de Ilusões (1991)

    O lado mais cômico de Jeff Bridges, encontrado em O Último Golpe, também é explorado em O Pescador de Ilusões. Um filme extremamente bem realizado, que recomendo muito para quem é fã do estilo fantástico, sempre com comentários sociais, característicos do cinema de Terry Gilliam, conhecido por ter dirigido Brazil, o Filme.

    Contracenando ao lado do genial Robin Williams, Bridges entrega uma das atuações mais transformadoras da sua carreira, já que interpreta um radialista egoísta e insensato, que muda, aos poucos, ao conhecer um morador de rua que o faz enxergar o mundo e as pessoas de outra maneira. Uma performance completamente espontânea e genuína, em um filme bastante imaginativo, e que nos faz refletir sobre o impacto das nossas ações nos outros, mas também do poder da amizade de curar as nossas feridas e traumas. Ocupa a sexta posição não só pela interpretação transcendente de Bridges, como também pela temática do filme, que na minha visão, é ainda mais profunda do que a de Tucker: Um Homem e Seu Sonho.

    5. A Qualquer Custo (2016)

    A imponência e postura de Jeff Bridges, principalmente quando mais velho, normalmente cai como uma luva em um faroeste. Além de Bravura Indômita (a seguir), o ator tem grande destaque em A Qualquer Custo, um filme para quem gosta de ‘westerns’ mais modernos, com um alto grau de tensão, como Sicario: Terra de Ninguém e o próprio Terra Selvagem, que é do mesmo diretor (Taylor Sheridan).

    O filme acompanha dois irmãos que precisam de dinheiro e decidem assaltar bancos, mas se deparam com a figura de um experiente policial (interpretado, é claro, por Jeff Bridges), um personagem completamente oposto ao de O Último Golpe. Com uma performance bastante física do ponto de vista postural, e construída sobretudo nos detalhes e olhares de um homem que sempre parece estar certo e à frente daqueles que tenta perseguir, Bridges prova, que mesmo com uma idade mais avançada, continua atuando da mesma maneira convincente e completamente autêntica. 

    4. Bravura Indômita (2010)

    Vamos agora para um faroeste ainda mais impressionante que A Qualquer Custo e que propiciou a Jeff Bridges uma amplitude dramática muito maior, uma vez que ao invés de interpretar um homem íntegro que defende a lei, dá vida a um inescrupuloso, bêbado e brutal xerife, que auxilia uma garota a se vingar do homem que matou seu pai, em Bravura Indômita. Uma performance multifacetada que reflete, de maneira equilibrada, os dois lados de um personagem ambíguo e indecifrável.

    Como estamos falando de um filme dos irmãos Coen, não espere encontrar os mesmos elementos do faroeste clássico estrelado por John Wayne, também intitulado Bravura Indômita, e adaptado do mesmo livro. Mas sim um filme sombrio e ao mesmo tempo cômico, completamente imprevisível e com diálogos mais hilariantes e expressivos, característico do estilo dos autores. Na minha visão, um dos melhores faroestes das últimas décadas, ao lado de Onde os Fracos Não Têm Vez, realizado pelos mesmos diretores.

    3. Coração Louco (2009)

    Chegamos agora no filme responsável pela única estatueta do Oscar para Jeff Bridges, e que só não se situa na primeira colocação do ranking, uma vez que os dois próximos filmes da lista são verdadeiras obras-primas, e contam, a meu ver, com as performances da vida do ator.

    Coração Louco, assim como Bravura Indômita, traz Bridges interpretando um homem com vício em bebida, com a diferença de que seu personagem é um cantor country em crise, que tenta sair de uma fase de autoaniquilação, ao mesmo tempo em que se apaixona por uma jornalista mais jovem. Uma interpretação tão realista, sensível e empática, que praticamente acreditamos que Bridges é o personagem (Bad Blake) do filme — vale lembrar que o ator também é músico na vida real. Para quem gosta do longa Nasce Uma Estrela, e nunca assistiu a este (que traz uma temática muito semelhante), certamente não ficará decepcionado.

    2. A Última Sessão de Cinema (1971)

    Na segunda colocação, se situa um longa que constantemente aparece na lista de filmes favoritos de muita gente (onde me incluo). A Última Sessão de Cinema, drama adolescente dirigido por Peter Bogdanovich, é um dos maiores clássicos dos anos 70, e traz Jeff Bridges super novinho e com um magnetismo extraordinário, em um papel que capta perfeitamente o espírito de um jovem norte-americano provinciano sem rumo, e que tenta encontrar algum sentido e futuro na vida, durante a década que se seguiu após o término da Segunda Guerra.

    Evidentemente, o filme também ilustra, através do seu personagem, elementos característicos de um ‘coming-of-age’, por meio da sua relação com uma garota da cidade, mas também evidenciando a sua perda de ingenuidade e descoberta de um mundo não tão promissor. Um filme que indico muito para quem gosta de histórias mais modestas e que concentram-se, sobretudo, na beleza e na tristeza dos pequenos detalhes do cotidiano e de pessoas comuns, como nós.  

    1. O Grande Lebowski (1998)

    Por fim, aterrissamos no magnum opus do trabalho de Jeff Bridges como ator. O Grande Lebowski (obra que considero a mais divertida e delirante dos Irmãos Coen), é o filme, no imaginário popular (e também no meu), que conta com o personagem mais icônico, engraçado e excêntrico da carreira de Bridges. Uma figura ainda mais carismática, divertida e descontraída do que o seu personagem (Lightfoot) em O Último Golpe.

    O Grande Lebowski conta com um estilo irreverente e personagens irresistíveis, uma energia caótica, e um roteiro que mistura comédia e ação de maneira bastante imprevisível. Uma obra que recomendo para qualquer amante de boas comédias inusitadas como Vício Inerente e Dois Caras Legais. No papel do despreocupado Lebowski, também conhecido como The Dude, que é confundido com um milionário com o mesmo nome, Jeff Bridges preenche a tela com uma performance descontraída que dita o ritmo do filme, e nos fascina (e diverte) durante toda a exibição. Um personagem impossível de se esquecer, não importa quanto tempo passe.

  • ‘Alien’: Ranking dos 10 Xenomorfos Mais Assustadores da Franquia (Incluindo Filmes e Série)

    ‘Alien’: Ranking dos 10 Xenomorfos Mais Assustadores da Franquia (Incluindo Filmes e Série)

    Bruno Pinheiro Melim

    Bruno Pinheiro Melim

    Editor JustWatch

    Com a chegada da série Alien: Earth no Disney+ e o retorno das clássicas criaturas alienígenas (também apelidadas popularmente de Xenomorfos), por que não passearmos pela história da franquia de terror, através de um ranking desses aliens assustadores que já apareceram ao longo de todas as produções em live-action?

    Concebidos inicialmente pelo artista plástico H. R. Giger, os xenomorfos já foram apresentados, ao longo dos anos, em diferentes fases da vida e distintas variações, dependendo do tipo de hospedeiro — vale lembrar que o mais comum é o próprio ser humano. No entanto, sempre mantendo a estética aterradora e o instinto mortal da criatura. Neste guia da JustWatch, selecionamos pelo menos um alien de cada filme e série, para montarmos um ranking com os Xenomorfos mais assustadores da franquia — levando em consideração a sua estética apavorante, o grau de tensão da cena em que aparecem e a qualidade de cada filme.

    10. Predalien - Alien vs. Predador (2004)

    Apesar dos crossovers entre as franquias Alien e Predador, na minha opinião, terem decepcionado com uma história bem menos apelativa e uma estética não tão sofisticada, comparado aos filmes principais das respectivas franquias, o visual da criatura híbrida Predalien (nascida a partir de um Xenomorfo que se hospedou em um Predador) impressionou bastante. 

    Afinal, é uma mistura sinistra de um Xenomorfo com o corpo alongado e os dreads e boca de um Predador. Além disso, com o seu instinto mortal duplicado e uma força descomunal, fica impossível não sentir um frio na espinha ao vê-lo. A criatura aparece rapidamente no primeiro Alien vs. Predador, mas é em Alien vs. Predador 2 que a trama realmente gira em torno dela, trazendo sequências (como a cena em que ela ataca uma maternidade) verdadeiramente assustadoras.

    9. Newborn (Híbrido) - Alien: A Ressurreição (1997)

    Continuando nessa toada de Xenomorfo menos clássicos, chegamos ao Newborn — que também pode ser traduzido como recém-nascido ou híbrido. Uma bizarra mutação genética entre os genes dos clones de uma Rainha Xenomorfo e da própria Ripley (protagonista dos filmes), que dá as caras durante o longa Alien - A Ressurreição, perseguindo o oitavo clone de Ripley, mesmo a reconhecendo como sua mãe. Um filme que não traz o mesmo ambiente claustrofóbico das primeiras obras da franquia, mas que entrega uma história interessante que se situa centenas de anos à frente.

    Sua fisionomia, que remete a uma caveira humana gosmenta (bem diferente do visual tradicional de um Xenomorfo), causa ainda mais arrepios que o Predalien (muito por conta da deformidade física do Híbrido). No entanto, mesmo sendo criaturas apavorantes, ambas acabam por não ter o mesmo apelo dos Xenomorfos mais tradicionais, com sua aparência biomecânica que lembra uma mutação de serpente assassina. Por este motivo (e por aparecerem nos filmes menos impactantes da franquia), ocupam as duas últimas colocações da lista.

    8. Runner (Corredor) - Alien 3 (1992)

    Vamos agora para mais uma forma alternativa da criatura, mas essa com uma aparência mais próxima aos Xenomorfos originais. O Runner, também conhecido como Corredor, nasce a partir de um hospedeiro quadrúpede, como um cão, por exemplo. Por isso, suas habilidades se diferem, sendo um ser muito mais rápido e ágil que o normal, se locomovendo a quatro patas. 

    Apesar de ser um alien relativamente mais fácil de destruir comparado ao Newborn (Híbrido), seu instinto assassino e a velocidade que alcança ao perseguir algum ser humano, fazem com que ele seja, a meu ver, ainda mais apavorante. Dito isso, as cenas que exibem um Runner (Corredor) em Alien 3 provam que não há muito o que se fazer quando essa criatura está por perto. Afinal, em alguns segundos, utilizando o chão, a parede ou o teto, seu instinto mortal é acionado e ele rapidamente alcança a sua presa.

    7. Neomorph (Neomorfo) - Alien: Covenant (2017)

    Daremos um salto agora para o filme Alien: Covenant, que apresenta outra variação, intitulada Neomorph (ou Neomorfo em português), que tem um ciclo de vida bem diferente do Xenomorfo tradicional, uma vez que utiliza esporos que invadem vários hospedeiros pelo ar. Mesmo sem o design mais clássico, tem uma aparência de botar medo em qualquer um. 

    Seus dentes afiados e o seu corpo branco e gosmento mais padronizado, bem diferente do tom avermelhado e mais escuro do Corredor, nos causa, na minha visão, uma sensação de repulsa ainda maior. Sem contar o fato de que a cena que mostra um Neomorfo saindo das costas de um ser humano hospedeiro, que remete ao clássico Chestbuster (que ainda comentaremos nessa lista), é um momento realmente perturbador do filme.  

    6. Facehugger (Abraçador) - Alien: O 8º Passageiro (1979)

    Chegamos agora ao Xenomorfo mais conhecido, apresentado no primeiro filme Alien - O 8º Passageiro (para mim, o melhor de todos eles), neste caso, no seu segundo estágio de desenvolvimento biológico. Para quem já assistiu ao longa, é impossível esquecer a cena em que um Facehugger (também apelidado de Abraçador), identifica um possível hospedeiro, e eclode do ovo, se alocando no capacete do personagem.

    Na cena seguinte, vemos o mesmo sujeito com o Xenomorfo já hospedado na sua face, sendo revelado o seu visual horrendo, com sua cauda envolta no pescoço do hospedeiro e o seu corpo viscoso agarrado por completo na cabeça do personagem, onde irá liberar o embrião que dará origem ao Chestbuster — que mencionamos há pouco. Mesmo sendo uma fase da vida do Xenomorfo que não aparenta tanto perigo mortal, o Facehugger ocupa a sexta posição muito por conta da sensação inquietante que decorre desta cena. Um dos momentos mais icônicos da franquia, que causa arrepios só de descrevê-lo — imagine então, ao assisti-lo pela primeira vez.

    5. Xenomorfo - Alien: Earth (2025)

    Um dos fatores que distinguem os Xenomorfos tradicionais que ressurgem durante a série Alien: Earth, é o fato deles aparecerem dentro do nosso Planeta Terra. O que, convenhamos, soa um tanto quanto pessimista (imaginando a possibilidade de estrago em larga escala), vide o caráter predatório e hospedeiro da criatura.

    Entre as várias espécies de alienígenas que caíram na Terra durante a série (vale lembrar que a clássica criatura não é a única), os Xenomorfos são, evidentemente, os aliens de maior destaque, protagonizando, na minha visão, as cenas mais tensas da história, que remetem ao primeiro e memorável Alien - O 8º Passageiro. Além disso, outro motivo que faz com que os  Xenomorfos da série ocupem a quinta posição, é o fato de passarmos a saber novos detalhes sobre a sua polêmica e misteriosa origem (que mostra ser mais antiga do que pensávamos).

    4. Trilobite (Trilobita) - Prometheus (2012)

    E por falar na origem dessas criaturas, Prometheus é uma das prequelas, ao lado de Alien Covenant, que sugere possíveis explicações para este tópico (através, por exemplo, dos chamados ‘Engenheiros’ alienígenas ou até mesmo do android David, que podem estar relacionados com a criação dos Xenomorfos), mas sem apresentar uma resolução definitiva.

    Neste filme, por final, é apresentado o Trilobite (ou Trilobita), uma espécie gigantesca de Abraçador — com um aspecto que lembra uma aranha colossal, ou até mesmo um polvo com tentáculos — que se acopla em um Engenheiro (que tem um visual bastante humanóide), gerando uma das primeiras espécies de Xenomorfo. Se o Facehugger do filme Alien conseguia esconder o seu caráter mortal e parasitário, por não ser uma criatura tão grande, o mesmo não acontece com o Trilobite — um ser, por essência, assustador e assombroso, que ataca de maneira selvagem e violenta. Por este motivo, e pelo impacto que nos causa na cena em que ataca o Engenheiro, merece a quarta posição. 

    3. Rainha Xenomorfo - Aliens: O Resgate (1986)

    Chegamos, enfim, à grande Rainha Xenomorfo, apresentada durante o filme Aliens: O Resgate — o segundo da franquia. Responsável por botar os ovos de onde surgirão os Drones (os aliens mais comuns que vemos ao longo da franquia) e os Soldados (responsáveis pela defesa da colmeia), a Rainha tem uma aparência imponente e uma estatura extremamente ameaçadora, com vários braços e uma espécie de coroa colossal. Além de ser um dos Xenomorfos mais fortes e resistentes de todos — apesar de não ter a mesma agilidade de outros como o Corredor.

    Sua cena mais emblemática que garante a medalha de bronze no quesito Xenomorfo mais assustador, é aquela na qual Ripley se depara com a sua colmeia e, aos poucos, a Rainha acaba por se revelar, posteriormente gerando uma cena de conflito bastante tensa entre ela e a protagonista.

    2. Offspring (Mutante Descendente) - Alien: Romulus (2024)

    Vamos agora para a segunda posição do ranking, uma escolha que pode não ser consensual, mas que, na minha visão, merece ocupar este espaço, por conta de todo o conjunto da obra: o visual assustador da criatura, a cena emblemática em que ela aparece e o filme extremamente bem realizado que o apresenta.

    É claro que me refiro ao Offspring (que significa descendente) de Alien: Romulus que, por sinal, revigorou a franquia, ao recuperar os elementos mais clássicos e aterrorizantes, principalmente do Alien - O 8º Passageiro, que dá as caras na parte final do filme. Um mutante, que também é um híbrido de Xenomorfo e ser humano, criado a partir de uma substância (intitulada Z-01) injetada na barriga de uma das personagens. 

    Com sua aparência humanoide, um corpo magro e grande com o esqueleto aparente, uma cauda longa como a de um Xenomorfo e mãos enormes e com garras, a criatura nasce de maneira surpreendente e perturbadora, travando posteriormente uma batalha épica com a protagonista Rain, no trecho final do filme.

    1. Chestburster - Alien - O 8º Passageiro (1979)

    A primeira colocação sim, podemos considerar como uma espécie de consenso. Afinal, a terceira fase do ciclo de vida de um Xenomorfo (depois do Facehugger) é, sem dúvida, a mais assustadora e repugnante. Intitulada como Chestburster (que podemos traduzir informalmente como ‘explode peito’), é a fase na qual um Xenomorfo ‘nasce’ do seu hospedeiro, literalmente, rasgando o tórax da sua vítima, e emergindo como uma criatura ainda em fase primária, mas com uma aparência que causa calafrios.

    Principalmente quando lembramos da lendária cena em que vemos um Chestburster ‘nascendo’ pela primeira vez durante Alien - O 8º Passageiro. Para mim, o momento mais marcante de toda a franquia, por conta da sensação de terror passada através de uma imagem violenta, gráfica e intimidadora, que expõe o surgimento de uma criatura semelhante a um verme assassino com dentes, que se alimenta de qualquer coisa para poder crescer.

  • 5 Séries Que Exploram A Nostalgia dos Anos 80/90 Melhor Que ‘Stranger Things’

    5 Séries Que Exploram A Nostalgia dos Anos 80/90 Melhor Que ‘Stranger Things’

    Bruno Pinheiro Melim

    Bruno Pinheiro Melim

    Editor JustWatch

    O momento tão aguardado da estreia da nova temporada de Stranger Things está cada vez mais perto (26 de novembro). Ao refletir sobre os seus maiores feitos, a série criada pelos irmãos Duffer não só revigorou os gêneros de terror e ficção científica, como também ofereceu uma enorme dose de nostalgia para o público, ao trazer inúmeras referências visuais e culturais da década de 80 — período em que a produção é situada.

    Neste guia da JustWatch, falaremos justamente sobre este tema da nostalgia, mas direcionado para outras séries modernas que retratam os anos 80/90, de maneira mais realista e menos idealizada comparado com Stranger Things. Nessas séries, o período histórico não serve apenas como pano de fundo para uma produção de gênero, mas sim como um elemento vivo e autêntico, que passa uma sensação de nostalgia ainda mais fiel e verdadeira para quem viveu aquela época. E o melhor, todas as produções da lista estão disponíveis online, em variadas plataformas de streaming.

    Freaks and Geeks (1999–2000)

    Se você viveu os anos 80 e o ambiente adolescente de Stranger Things é o que te chama mais a atenção de maneira nostálgica, saiba que Freaks and Geeks pode elevar essa sensação a outro nível. Situada em uma escola durante a década de 80, a série acompanha as desventuras de dois grupos opostos de adolescentes, os mais velhos e doidinhos e os mais novos e viciados em jogos. Uma produção que considero uma espécie de clássico moderno, não só pela sua história e estética cativantes, mas também por ter impulsionado a carreira de diversos atores de destaque, como James Franco e Seth Rogen. Sim, o elenco é recheado de caras conhecidas — mais um motivo para você não perdê-la.

    Ao longo dos episódios, nos deparamos com os inúmeros desafios e desilusões, característicos desta fase da vida, retratados de uma maneira extremamente realista e sem filtro — momentos estes que nos provoca uma empatia ainda maior com os personagens, comparado com Stranger Things. Na verdade, para mim, é uma série que tem o potencial de causar um sentimento nostálgico não só nas pessoas que viveram naquela época, como também em todos que se veem representados através das experiências adolescentes (praticamente universais) dos personagens. 

    It's a Sin (2021)

    Vamos agora para uma produção britânica que também fala sobre juventude e amadurecimento, mas com um tom mais dramático que Freaks and Geeks. Por ser uma produção baseada nas experiências reais do criador Russell T. Davies e do seu grupo de amigos da época, It's a Sin é uma série que faz um retrato mais cru e realista dos anos 80 e começo dos 90, especificamente sob o ponto de vista libertário de jovens gays que vivem em Londres, que mais tarde passam a conviver com o problema da AIDS. 

    Deste ponto de vista, o que encontramos aqui é uma sensação nostálgica muito verdadeira, mas também ambígua e por vezes melancólica. Isso porque a produção se propõe a passar boas memórias e sensações, através da liberdade e ânsia de viver dos personagens (pré-AIDS), mas também por meio dos elementos estéticos, como as músicas, os figurinos e a ambientação. No entanto, evoca também memórias não tão agradáveis, ao retratar uma geração que conviveu com um vírus que, infelizmente, tirou a vida de muitas pessoas. It's a Sin é uma homenagem comovente, autêntica e sensível a todos que viveram este período e guardam verdadeiras lembranças emotivas de uma época marcada por contrastes.

    Halt and Catch Fire (2014–2017)

    Aos espectadores que surtam toda vez que aparece um aparelho tecnológico familiar em Stranger Things, não pense duas vezes antes de assistir Halt and Catch Fire, um drama de época centrado na revolução tecnológica dos anos 80 (pegando também o início da década de 90), bem como nos inventores (fictícios) do computador pessoal. Uma produção que recomendo muito aos interessados em histórias onde a tecnologia age como uma espécie de personagem, semelhante a Mr. Robot.

    Na minha visão, é uma série que tem uma capacidade ímpar de passar um sentimento nostálgico através da tecnologia, principalmente às pessoas que presenciaram a evolução dos computadores e de outros aparelhos tecnológicos ao longo das décadas. No entanto, é uma produção igualmente apelativa aos mais jovens que utilizam a internet de maneira natural, mas que têm interesse em conhecer os bastidores por trás da sua invenção, além de presenciar visualmente um mundo e um estilo de vida pré-internet.

    GLOW (2017–2019)

    Já deu para perceber com It's a Sin, que a década de 80 foi marcada por um contraste muito grande entre um efervescer cultural e uma realidade social mais delicada. Aspectos estes que também são evidenciados em GLOW, uma série da Netflix que faz uma representação desta era através do olhar de mulheres lutadoras de wrestling, que enfrentavam cotidianamente o sexismo daquela sociedade.

    À semelhança de Stranger Things, a série também utiliza uma porção de símbolos pop que marcaram a época, como por exemplo através dos doces e da moda bastante extravagante e colorida. No entanto, o seu aprofundamento nas questões existenciais e emocionais das personagens principais, acaba por passar um retrato mais fidedigno do tempo e do ambiente que circundam essas figuras. Além disso, é uma produção que indico bastante para você que está à procura de séries de época com protagonistas mulheres, como Maravilhosa Sra. Maisel.

    Red Oaks (2014–2017)

    Neste passeio por diferentes gêneros, chegamos a Red Oaks, uma comédia situada nos anos 80, com uma vibe de esporte similar a Ted Lasso, que conta a história de um jovem universitário que trabalha em um clube de tênis. Mesmo sem ter o tom sério e realista de outras séries já comentadas, como Halt and Catch Fire, esta produção não fica buscando forçadamente inúmeras referências de época como Stranger Things.

    Pelo contrário, seu humor é construído a partir dos personagens que habitam aquele mundo de maneira natural e não idealizada. Para quem está em busca de um sentimento nostálgico mais acolhedor e reconfortante, através de uma série prazerosa de se assistir, Red Oaks pode ser a escolha certa. Além disso, assim como Freaks and Geeks, por trazer um protagonista em fase de amadurecimento, acaba por evocar no público um sentimento de identificação muito grande. 

  • ‘Knives Out: Entre Facas e Segredos’: Todos os Filmes em Ordem e Onde Assistir a Eles

    ‘Knives Out: Entre Facas e Segredos’: Todos os Filmes em Ordem e Onde Assistir a Eles

    Beatriz Coutinho

    Beatriz Coutinho

    Editor JustWatch

    Fortemente inspirada por Agatha Christie, mas com seu próprio charme, a franquia que começou com Knives Out: Entre Facas e Segredos surpreendeu público e crítica especializada quando estreou em 2019 ao revitalizar o gênero de mistério “whodunnit”, mais conhecido em português como “Quem Matou?”, que tem como questão central a investigação de um assassinato.

    Também conhecido por trabalhos como Looper - Assassinos do Futuro e Star Wars: Os Últimos Jedi, o diretor e roteirista Rian Johnson acrescentou ao gênero suas próprias formas de surpreender o espectador ao trazer reviravoltas inovadoras e temas modernos para a narrativa, fazendo com que todos queiram brincar de detetive ao assistir aos filmes.

    Com o sucesso do primeiro longa, que alcançou US$ 312 milhões nas bilheterias, veio a também elogiada sequência Glass Onion: Um Mistério Knives Out em 2022. Três anos depois, em novembro de 2025, chegará a terceira produção da franquia: Vivo ou Morto: Um Mistério Knives Out, cujos teasers já revelados deixaram os fãs de mistérios bastante animados. Para não ficar de fora desta investigação, confira neste guia da JustWatch a ordem correta e onde assistir a todos filmes da franquia Knives Out: Entre Facas e Segredos.

    1. Knives Out: Entre Facas e Segredos (2019)

    No primeiro filme da franquia, Knives Out: Entre Facas e Segredos, o curioso detetive Benoit Blanc (Daniel Craig) é contratado para investigar a morte do escritor de histórias policiais Harlan Thrombey (Christopher Plummer), que foi encontrado morto em sua propriedade após comemorar seu aniversário de 85 anos. Conforme se aprofunda em um caso repleto de mentiras e chantagens, Blanc entrevista os funcionários misteriosos e a família esquisita do escritor, chegando à conclusão de que todos são suspeitos em potencial.

    Rian Johnson entrega ao público um filme clássico de mistério, mas com toques atuais que renovam o gênero. Repleto de críticas inteligentes sobre classe e privilégios, personagens marcantes e trama afiada e imprevisível, Knives Out: Entre Facas e Segredos surpreende muita gente ao subverter alguns clichês de filmes semelhantes de forma inteligente — se você curtiu Corra e todos os temas que o filme aborda, vai adorar Entre Facas e Segredos, que é um pouquinho mais leve.

    O filme chegou ao streaming em junho de 2020 por meio do Amazon Prime Video, mas deixou o catálogo da plataforma, sendo adicionado novamente em junho do mesmo ano, sob a condição de ser alugado.  

    2. Glass Onion: Um Mistério Knives Out (2022)

    A sequência Glass Onion: Um Mistério Knives Out traz o já familiar detetive Benoit Blanc em um novo ambiente: a ilha grega privada do bilionário Miles Bron (Edward Norton), que atua no ramo da tecnologia e convida um grupo de amigos inusitados para um jogo de mistérios e assassinato em seu paraíso particular. Assim como no filme anterior, uma morte acontece e todos os personagens são suspeitos até que Blanc prove o contrário.

    As críticas da vez tocam novamente em feridas como riqueza e mérito, mas também em assuntos atuais como o ego e a influência de grandes celebridades e o impacto da tecnologia no mundo. Com reviravoltas bem construídas, a franquia traz novamente aquela vontade de tentar resolver o caso antes do detetive, embora o primeiro filme ainda seja mais emocionante e inovador, enquanto este aposta mais no humor, o que não o torna ruim, mas diferente. Se você curtiu as críticas e a ambientação paradisíaca de todas as temporadas de The White Lotus ou o filme indicado ao Oscar 2023, Triângulo da Tristeza, vai adorar Glass Onion.

    Vale lembrar que em 2021, a Netflix anunciou que havia comprado a franquia por US$ 465 milhões, garantindo que mais dois filmes ainda seriam lançados. O serviço de streaming também mudou a estratégia de lançamento do longa, fazendo com que ele estreasse em 23 de novembro de 2022 em uma quantidade limitada de cinemas, por apenas uma semana, chegando à plataforma em 23 de dezembro. Esta foi a primeira vez que a Netflix permitiu que um filme tão grande tivesse esse tipo de lançamento, o que pareceu estranho aos olhos da indústria, mas de certa forma sustentou bem a curiosidade em torno do longa, já que poucas pessoas puderam vê-lo nas telonas.

    3. Vivo ou Morto: Um Mistério Knives Out (2025)

    Com previsão de lançamento mundial para 12 de dezembro de 2025, Vivo ou Morto: Um Mistério Knives Out será o terceiro filme da franquia criada por Rian Johnson. Daniel Craig reprisa o papel do detetive Benoit Blanc, no que promete ser o caso mais perigoso e mortal até o momento — o elenco ainda conta com Glenn Close, Josh Brolin, Josh O’Connor, Jeremy Renner, Kerry Washington, Mila Kunis, entre outros.

    Com uma ambientação bastante diferente de Glass Onion, este terceiro filme conta com cemitérios e igrejas nos teasers já revelados pela Netflix, indicando que religião será grande parte do tema do novo filme, já que o fervoroso Monsenhor Wicks, sempre rodeado de fiéis tão intensos quanto ele, aparece morto de forma misteriosa, o que faz com que o perspicaz detetive Blanc reapareça — certamente devemos esperar assuntos como culpa e pecado sendo retratados. Além disso, uma pitada de estética gótica complementa a ambientação do filme, o que nos faz pensar se o longa terá um tom mais sombrio, ao invés de apenas misterioso, puxando mais para o terror do que para o suspense, como uma mistura de Agatha Christie com Edgar Allan Poe.

    A expectativa dos fãs é alta, e, se o filme seguir a fórmula com conclusões inteligentes e críticas sobre temas sociais relevantes, tem tudo para ser um sucesso. Desta vez, a Netflix seguirá com um esquema parecido para o lançamento do filme, mas mais surpreendente. Vivo ou Morto: Um Mistério Knives Out estará disponível em cinemas selecionados entre 26 de novembro e 9 de dezembro, e na plataforma em 12 de dezembro, aumentando o período de exibição nas telonas. 

  • 8 Sequências e Prequelas Mais Aguardadas: De 'Wicked 2' a 'O Cavaleiro dos Sete Reinos'

    8 Sequências e Prequelas Mais Aguardadas: De 'Wicked 2' a 'O Cavaleiro dos Sete Reinos'

    Fernanda Caseiro Talarico

    Fernanda Caseiro Talarico

    Editor JustWatch

    Como prequelas e sequências raramente conseguem superar a obra original, nem sempre são recebidas de braços abertos pelos fãs mais antigos. 

    Ainda assim, às vezes, e especialmente atualmente, com um roteiro bem elaborado, um elenco adequado e uma boa história, temos tido algum sucesso em garantir que essas continuações sejam excelentes adições aos filmes e séries que amávamos. 

    Por exemplo, apesar do tempo passado e das mudanças drásticas, Uma Sexta-Feira Mais Louca Ainda, a sequência de Sexta-Feira Muito Louca, foi bem recebida pela crítica e teve um bom desempenho de bilheteria. O mesmo aconteceu com Um Maluco no Golfe 2 e Top Gun: Maverick.

    De It: Bem-Vindo a Derry à Wicked: Parte 2, aqui estão alguns dos anúncios mais empolgantes que temos, e os motivos pelos quais os fãs aguardam ansiosamente por seus lançamentos. 

    Wicked: Parte 2 (2025)

    A ansiedade por Wicked: Parte 2 vai muito além de ser uma simples continuação de Wicked; é a culminação de uma jornada épica. Os fãs aguardam com enorme expectativa para testemunhar o desfecho da transformação de Elphaba na Bruxa Má do Oeste e a evolução de Glinda, agora a "Boa Bruxa", em uma narrativa que aprofundará seu complexo relacionamento e as levará a um conflito emocional inevitável. Este segundo ato é crucial para fechar o arco das personagens com a intensidade dramática que a história exige, explorando todo o peso das suas escolhas e o custo de seus destinos entrelaçados.

    Além do clímax emocional, o filme é tão aguardado por ser a peça final que conecta perfeitamente a prequela ao clássico O Mágico de Oz. O público anseia para ver, com toda a grandiosidade que o cinema pode oferecer, os eventos icônicos que levam diretamente à chegada de Dorothy em Oz — incluindo a criação dos companheiros famosos e a resolução do destino de Elphaba. Prometendo fechar o ciclo com emoção e fidelidade ao musical, Wicked: Parte 2 se configura não somente como um blockbuster, mas como um evento cultural há muito esperado por gerações de fãs.

    It: Bem-Vindo a Derry (2025-Presente)

    Não importa se você é um aficionado por horror ou somente um espectador ocasional: a figura assombrosa de It já se impregnou no imaginário popular definitivamente. A entidade maligna que assume a forma do palhaço Pennywise, nascida da mente mestre de Stephen King, transcendeu as páginas do romance para se tornar um dos vilões mais icônicos da cultura pop, construindo um legado que vai desde a inesquecível adaptação de 1990, com a atuação arrepiante de Tim Curry, até a aclamada versão cinematográfica de 2017, IT: A Coisa, e seu impacto duradouro. 

    Quando uma mitologia se mostra tão rica e expansiva, as possibilidades narrativas se multiplicam, e é justamente essa premissa que alimenta a enorme expectativa em torno da série It: Bem-Vindo a Derry, uma prequela que mergulha fundo nas origens do horror que marcou gerações.

    Ambientada 27 anos antes dos eventos dos filmes recentes, a série nos transporta para 1962, um período crucial que serve como pano de fundo para explorar a história não contada de Derry e a própria natureza da presença maligna que a assombra. Mais do que uma simples cronologia, a prequela se propõe a tecer narrativas paralelas e expandir elementos sutis do livro, aprofundando-se em personagens secundários, eventos históricos da cidade e a psicologia coletiva que permite a Pennywise prosperar. E, em um movimento estratégico e celebrado pelos fãs, Bill Skarsgård retorna para reassumir o papel do palhaço aterrorizante, trazendo consigo a mesma intensidade visceral e inquietante que consagrou sua interpretação — garantia de que a essência do medo permanecerá intacta, enquanto novas camadas de terror são reveladas.

    Da Magia à Sedução 2 (2026)

    A perspectiva de voltar ao universo encantado das irmãs Owens e testemunhar o reencontro de Sandra Bullock e Nicole Kidman em seus papéis icônicos parece quase um sonho realizado para os fãs com Da Magia à Sedução 2. Da Magia e Sedução, com sua atmosfera acolhedora e temática de irmandade e empoderamento, consolidou-se como um título cult que transcende gerações, especialmente entre mulheres millennials que viram nele muito mais que uma simples comédia romântica. Para essa audiência, o filme original representou uma das primeiras e mais significativas representações de bruxas modernas fora do clássico Abracadabra, oferecendo uma narrativa que equilibrava magia, romance e temas profundos de uma forma que ressoou intensamente e ajudou a moldar o fenômeno cultural que se tornou.

    Embora a obra original seja considerada por muitos como um trabalho completo e autossuficiente, o anúncio de Da Magia à Sedução 2 foi recebido com euforia justamente pela oportunidade de revisitar personagens tão carismáticos e explorar novos capítulos de suas jornadas. A química cativante entre Bullock e Kidman permanece como um elemento nostálgico de grande apelo emocional, funcionando como um convite irresistível para o público que cresceu acompanhando a história das irmãs Owens. 

    Além disso, a sequência promete expandir o universo ao introduzir as filhas das protagonistas, aprofundando temas de legado, maternidade e novos desafios sob a lente mágica que conquistou todos inicialmente. Não se trata de uma necessidade, mas de uma celebração afetiva: é essa promessa de reencontro com personagens tão amados que transforma a espera pela sequência em uma contagem regressiva cheia de expectativa e carinho.

    Truque de Mestre: O 3 Ato (2025)

    A expectativa em torno de Truque de Mestre: O 3 Ato surge não apenas como a continuação de uma franquia de sucesso, mas como a promessa de elevar o espetáculo de ilusionismo e enredo a um patamar inédito. Os fãs aguardam ansiosamente para ver os Quatro Cavaleiros retornarem com esquemas ainda mais ousados e elaborados, desafiando os limites da credibilidade e da lei sob a pressão renovada de seus perseguidores. Este novo capítulo tem o potencial de explorar os segredos não revelados do passado da sociedade secreta dos mágicos, aprofundando a mitologia da trama e testando a lealdade do grupo quando um inimigo ainda maior aparece: Veronika Vanderberg, vivida por Rosamund Pike. 

    Além disso, o filme é aguardado pela perspectiva de mergulhar em um jogo de gato e rato mais intelectual e global, onde as regras da magia e da ilusão serão redefinidas. Há também a introdução de três novos cavaleiros: Bosco (Dominic Sessa), Charlie (Justice Smith) e June (Ariana Greenblatt); cada um com habilidades únicas. Em um mundo onde "nada é o que parece", os fãs contam com Truque de Mestre: O 3 Ato para entregar reviravoltas surpreendentes como no primeiro filme e aquele senso de maravilha e deslumbramento bem presentes no segundo filme que só o cinema pode proporcionar, consolidando de vez a franquia como um dos grandes thrillers de ilusionismo da era moderna.

    O Diabo Veste Prada 2 (2026)

    Assim como Da Magia à Sedução 2, O Diabo Veste Prada 2 parece uma sequência pela qual estamos constantemente ansiando sem nem perceber. O impacto de O Diabo Veste Prada na moda e seus diálogos amplamente citáveis ainda vivem de graça em nossas mentes, tornando ainda mais emocionante a perspectiva de ter mais conteúdo digno de memes para nos fixarmos. A perspectiva de revisitar esse universo, agora com novas situações e falas igualmente marcantes, é irresistível para uma geração que cresceu citando frases icônicas e se inspirando no estilo visual da produção. Além disso, em uma era dominada pelo revival dos anos 2000, a volta do elenco original atua como um ímã emocional, prometendo não somente continuar, mas aprofundar a história que tanto marcou o cinema.

    No entanto, é importante ressaltar que grande parte do apelo dessa sequência está diretamente ligado ao retorno das atuações inesquecíveis de Meryl Streep, Anne Hathaway, Emily Blunt e Stanley Tucci — cuja ausência tornaria o projeto praticamente impensável para o público. A química entre esses atores foi um dos pilares do sucesso do primeiro filme, e a expectativa de revê-los interagindo no mesmo universo é, por si só, um motivo válido para a empolgação geral. Somado a isso, o anúncio da inclusão de Simone Ashley, estrela amada por seu trabalho em Bridgerton e já consolidada como um ícone de estilo contemporâneo, adiciona um frescor ao elenco e atrai um novo olhar, simbolizando uma ponte elegante entre o passado e o presente da cultura pop e da moda.

    O Cavaleiro dos Sete Reinos (2026)

    Embora Game of Thrones e sua controversa temporada final permaneçam como um ponto de discussão entre os fãs, o mundo de fantasia criado por George R. R. Martin continua a ser um território profundamente amado e fascinante. O sucesso crítico e de público de House of the Dragon (A Casa do Dragão) não somente reacendeu a chama do interesse por Westeros, mas também demonstrou como uma prequela bem-executada pode enriquecer a mitologia existente, abrindo caminho para que novos capítulos sejam recebidos com otimismo. É nesse cenário de renascimento que surge O Cavaleiro dos Sete Reinos, outra prequela da série original cuja simples premissa — "Um século antes dos eventos de Game of Thrones, dois heróis improváveis vagaram por Westeros" — é suficiente para capturar a imaginação do público e reacender a chama da expectativa.

    O grande trunfo narrativo dessas prequelas reside justamente no fato de que, conhecendo o destino geral do mundo, o espectador pode se concentrar nas nuances da jornada. Assistir à série sem a pressão imediata de descobrir quem ocupará o Trono de Ferro permite um mergulho mais profundo na construção do mundo, na política dos Sete Reinos e no desenvolvimento de personagens em pequena escala. Esta abordagem mais íntima e focada, centrada na dupla de heróis improváveis, promete uma trama de formação repleta de perigos, alianças inesperadas e, como é tradição nesse universo, relacionamentos complexos que certamente darão origem aos tão debatidos casais entre a audiência. Afinal, em Westeros, o inesperado é a única regra, e é essa imprevisibilidade em uma estrutura conhecida que transforma O Cavaleiro dos Sete Reinos em uma das produções mais aguardadas dos próximos anos.

    Elle (2026)

    Enquanto a maioria do entusiasmo em torno de prequelas e sequências geralmente se concentra no retorno de elencos icônicos, Elle se destaca por gerar expectativa, principalmente pelo potencial narrativo que carrega. Diferente de um remake arriscado de Legalmente Loira — um filme considerado por muitos como uma obra perfeita em sua forma original —, esta prequela opta inteligentemente por explorar as origens da adorada Elle Woods, prometendo adicionar novas camadas de profundidade e contexto à sua jornada já conhecida. A abordagem de investigar seus anos de formação e as experiências que moldaram a mulher extraordinária que conhecemos oferece uma oportunidade única de enriquecer a mitologia do personagem sem alterar ou diminuir o legado do filme original.

    Apesar de Reese Witherspoon não estar no elenco — participando apenas como produtora executiva, garantindo sua supervisão criativa —, a escolha de Lexi Minetree para encarnar a jovem Elle parece capturar perfeitamente o espírito e a essência da personagem. Há uma esperança genuína de que a série construa uma história de origem coerente e respeitosa, que não somente honre a narrativa original, mas também a complemente, revelando dimensões nunca exploradas. Este potencial é ainda mais amplificado pela assinatura criativa de Caroline Dries, produtora experiente em narrativas juvenis e carregada da bagagem nostálgica de séries como The Vampire Diaries, o que sugere que Elle poderá conquistar tanto os fãs adultos do filme original quanto uma nova geração de espectadores.

    Zootopia 2 (2025)

    Quando Zootopia estreou em 2016, consagrou-se não somente como uma das surpresas mais gratificantes da Disney na última década, mas como uma narrativa animada rara em sua perfeição temática e técnica — tão completa que, à primeira vista, uma sequência parecia desnecessária. No entanto, os trailers de Zootopia 2 sugerem que os realizadores encontraram a fórmula para justificar seu retorno: um aprofundamento no relacionamento entre Judy Hopps e Nick Wilde, com uma promessa de evolução para algo além da parceria profissional. A química irresistível entre a coelha determinada e a raposa astuta, que já era um dos principais trunfos do original, agora parece prestes a florescer em território romântico; uma progressão natural que, longe de forçada, soa como a recompensa emocional que os fãs nem sabiam precisarem. A Disney, com seu histórico de criar personagens animais carismáticos e cheios de personalidade, mais uma vez demonstra seu dom para equilibrar humor, coração e estilo.

    Para além do apelo emocional, porém, é a continuação do olhar socialmente consciente da franquia que transforma Zootopia 2 numa promessa cinematográfica tão relevante. O primeiro filme brilhou ao discorrer, de forma acessível a todas as idades, sobre temas complexos como preconceito, estereótipos e inclusão. A expectativa em torno da sequência é justamente ver que novas questões contemporâneas serão abordadas: seja a polarização social, os desafios da fama ou a manutenção de ideais em um sistema já estabelecido. Considerando o histórico recente da Disney com sequências que conseguem honrar e expandir o legado de seus predecessores, há um otimismo cauteloso de que Zootopia 2 não será somente uma repetição, mas uma expansão significativa do universo, tão excepcional em sua animação e narrativa quanto a obra que o originou.

  • ‘Arcane’: Conheça 10 Séries Para Quem Gostou da Produção da Netflix

    ‘Arcane’: Conheça 10 Séries Para Quem Gostou da Produção da Netflix

    Fernanda Caseiro Talarico

    Fernanda Caseiro Talarico

    Editor JustWatch

    A série Arcane é um grande sucesso da Netflix e já chegou à segunda temporada. Baseado no jogo League of Legends, a produção é uma animação original da plataforma e reconta as histórias de origem dos personagens de Piltover e Zaun. 

    A narrativa gira em torno de uma tecnologia mágica conhecida como “hextec”, que dá a qualquer pessoa a habilidade de controlar energia mística. No entanto, essa ferramenta causa um desequilíbrio entre os reinos.

    Caso você seja fã de “Arcane”, mas já assistiu a todos os episódios e quer novidades, não se preocupe! Separamos 21 séries que com certeza vão te agradar e você pode ver online, em streamings como Netflix, Prime Video, Crunchyroll e mais. 

    Cyberpunk: Edgerunners (2022)

    Cyberpunk: Edgerunners, produzida pelo estúdio Trigger em parceria com a CD Projekt Red, é uma experiência audiovisual de tirar o fôlego, perfeita para quem se encantou com Arcane. A série acompanha David Martinez, um jovem das ruas de Night City que, em meio à pobreza e à violência extrema, implanta cyberwares ilegais em seu corpo para se tornar um "edgerunner" — um mercenário à margem da lei. 

    Com uma animação estilosa, repleta de cores neon, ação frenética e personagens profundamente humanos, a narrativa mergulha em temas como capitalismo selvagem, perda de identidade e os custos de se viver num mundo corrompido pela tecnologia. A resenha geral é extremamente positiva, especialmente pela forma como equilibra drama emocional, violência gráfica e um final devastador — tudo em somente 10 episódios.

    Assim como Arcane, Edgerunners é uma obra que transcende sua origem (no caso, o jogo Cyberpunk 2077) para contar uma história autossuficiente, com personagens complexos e uma construção de mundo imersiva. Ambas as séries exploram a luta de personagens marginalizados em sociedades opressoras, usando a animação como ferramenta narrativa e emocional — não somente visual. 

    Se você se emocionou com a jornada de Jinx e Vi, vai se identificar com a tragédia de David e Lucy em Night City. Para quem curtiu o tom sombrio e a estética única de Edgerunners, uma ótima indicação é Akudama Drive: uma série de ação e ficção científica com ritmo acelerado, personagens anti-heroicos e uma crítica social afiada, ambientada em um futuro distópico e sem lei.

    Castlevania (2017)

    Em 2017, a Netflix e o roteirista Warren Ellis fizeram o que parecia impossível: transformaram Castlevania em uma das adaptações de games mais aclamadas da história. A série acompanha Trevor Belmont, último herdeiro de uma família de caçadores de monstros, Sypha Belnades, uma maga dos Speaker, e Alucard, o filho meio-vampiro de Drácula, em uma missão para salvar a Valáquia da ira do próprio Senhor das Trevas. Com diálogos afiados, violência visceral e uma animação 2D que mescla influências de anime e arte ocidental, a produção honra os games sem se prender a eles, criando uma identidade própria e madura.

    O grande trunfo da série está em seus personagens complexos e relações carregadas de química — o trio protagonista é cativante, e o próprio Drácula ganha profundidade trágica, longe de ser um vilão unidimensional. Assim como Arcane, Castlevania entende que uma grande história precisa de personagens bem construídos e conflitos emocionais profundos, usando a animação para elevar a narrativa a uma experiência visceral e artística. 

    A escuridão da trama é equilibrada por momentos de humor seco e humanidade, enquanto a direção de arte constrói um mundo gótico e vivo. Para quem curtiu, The Witcher (série live-action) traz um caçador de monstros igualmente cínico em um universo de fantasia sombria, e Devil May Cry (o game) possui o mesmo espírito sobrenatural e combates espetaculares. Fãs de Berserk ou Vampire Hunter D: Bloodlust vão curtir essa adaptação por trazer doses extras de horror gótico e ação intensa.

    Dota (2021)

    Assim como Arcane fez com League of Legends, Dota: Dragon's Blood eleva o universo de Defense of the Ancients a uma narrativa épica e emocionalmente complexa, provando que até os games mais técnicos podem gerar histórias cativantes. A série acompanha o Cavaleiro Dragão Davion, que vê sua vida mudar para sempre ao cruzar caminhos com a princesa elfa Mirana e com um dragão ancestral — uma trama que mistura fantasia medieval, mitologia e conflitos divinos com uma animação deslumbrante do estúdio Studio Mir (responsável por A Lenda de Korra). Se Arcane brilha em sua construção de mundo steampunk e personagens fragmentados, Dragon's Blood aposta em um escopo mais grandioso, com reinos em guerra, deuses em conflito e reviravoltas que atravessam temporadas.

    A série pode ser densa para não-iniciantes — a profusão de nomes, facções e mitos exige atenção —, mas é justamente essa complexidade que a torna gratificante para fãs de fantasia épica. Os temas de sacrifício, destino e poder ecoam aqueles explorados em Castlevania e Arcane, ainda que com um tom mais clássico. Para quem se encantou com a fantasia medieval e diversidade narrativa similar em O Príncipe Dragão e Record of Lodoss War, Dota é essencial, principalmente para amantes de RPG e construção de mundo densa. E, claro, Avatar: A Lenda de Aang permanece como referência indelével em animação ocidental com profundidade e coração.

    Love, Death & Robots (2019)

    Assim como Arcane reinventou o que uma adaptação de game pode ser, Love, Death & Robots redefine os limites da animação para adultos, entregando uma antologia ousada que transita entre ficção científica, horror, fantasia e sátira com maestria técnica e criativa. Cada episódio é uma cápsula autônoma, variando de curtas de cinco minutos a narrativas mais expansivas, unidos por uma estética impecável e uma liberdade temática que permite desde reflexões filosóficas até humor ácido e violência estilizada. Se Arcane encanta pela profundidade de sua trama serializada, Love, Death & Robots fascina pela variedade e pela capacidade de contar histórias completas em poucos minutos — muitas delas com reviravoltas que ecoam na mente do espectador por dias.

    Entre os episódios mais aclamados estão "The Witness", com sua animação vibrante e narrativa loop de perseguição urbana; "Zima Blue", uma meditação poética sobre arte e existência; e "Bad Travelling", dirigido por David Fincher, um thriller sombrio cheio de dilemas morais. 

    A série é um verdadeiro playground para artistas e estúdios de animação, explorando técnicas que vão do CGI hiper-realista à arte 2D tradicional. Para fãs da série Black Mirror, esta oferece uma abordagem similar em animação, enquanto Animatrix segue o mesmo espírito de antologia animada de alta qualidade. Já Oxigênio e O Homem Duplicado capturam a essência de episódios específicos de Love, Death & Robots, mergulhando em premissas claustrofóbicas e questionamentos existenciais.

    Undone (2019)

    Undone é uma das experiências mais originais e visualmente revolucionárias dos últimos anos — uma série que une rotoscopia (animação sobre live-action) e narrativa não linear para explorar temas como realidade, tempo e saúde mental. Após um acidente de carro, Alma (Rosa Salazar) descobre que pode manipular o tempo, mergulhando em uma jornada para desvendar os mistérios por trás da morte de seu pai. A animação deslumbrante, combinada com atuações sensíveis, cria uma imersão profunda no limiar entre o real e o psicológico.

    Assim como Arcane, Undone utiliza a animação não como um fim, mas como uma ferramenta narrativa poderosa para expressar emoções e complexidades internas. Enquanto Arcane constrói um mundo steampunk visceral para falar de trauma e desigualdade, Undone explora a fragilidade da mente humana com uma inventividade visual que lembra A Origem e Waking Life. Ambas as séries provam que a animação pode ser tão madura e transformadora quanto qualquer obra live-action.

    Para quem se conectou com a profundidade emocional da série, Russian Doll brinca com tempo e identidade em um ciclo existencial cheio de humor e melancolia. 

    O Problema dos Três Corpos (2024)

    Baseada na aclamada trilogia de Cixin Liu, O Problema dos Três Corpos (produzida pela Netflix) é uma das adaptações de ficção científica mais ambiciosas da última década — uma narrativa épica que atravessa décadas, culturas e até dimensões para explorar um primeiro contato alienígena que redefinirá a humanidade. A trama começa com uma série de suicídios inexplicáveis entre cientistas, ligados a um misterioso jogo de realidade virtual e a uma ameaça interestelar que se origina de um sistema estelar triplo. Com uma produção de alto orçamento, direção competente (por Derek Tsang e outros) e um elenco internacional, a série consegue traduzir conceitos científicos complexos — como a física quântica, a teoria do caos e a astrobiologia — em um thriller acessível, sem perder a profundidade filosófica da fonte original.

    Assim como Arcane elevou o potencial narrativo dos videogames, O Problema dos Três Corpos demonstra como a ficção científica pode ser adaptada para o grande público sem simplificações excessivas. Ambas as séries compartilham um cuidado meticuloso com a construção de mundo e uma abordagem madura em relação a temas como sacrifício, evolução e a natureza da civilização. Se você apreciou a complexidade de O Problema dos Três Corpos, Fundação oferece outro épico de escala galáctica com foco em impérios, tempo e destino humano. Para quem busca mais mistério e tensão cósmica como em Dark, essa é uma escolha obrigatória — a trama intricada sobre viagem no tempo e laços familiares em uma pequena cidade alemã ecoa a mesma sensação de quebra-cabeça em escala universal. Ambas as séries confirmam que a ficção científica ainda é um dos terrenos mais férteis para histórias que desafiam a mente e tocam a alma.

    Frieren e a Jornada para o Além (2023) 

    Frieren e a Jornada para o Além é uma obra-prima contemporânea que subverte o gênero de fantasia épica, trocando a urgência de uma missão para salvar o mundo por uma reflexão poética sobre o tempo, a memória e a mortalidade. A série acompanha Frieren, uma elfa com séculos de vida, que após derrotar o Rei Demônio ao lado de seus companheiros heróis, embarca em uma nova jornada para compreender os sentimentos humanos — revisitando lugares, revivendo lembranças e confrontando a efemeridade das relações. A animação do estúdio Madhouse é deslumbrante, com paisagens serenas, trilha sonora melancólica e uma direção que valoriza silêncios e pequenos gestos, transformando o ritmo deliberadamente lento em uma virtude narrativa.

    Assim como Arcane usa sua estética steampunk para explorar trauma e desigualdade, Frieren emprega a fantasia medieval para mergulhar em luto, empatia e legado. Ambas as séries compartilham uma profundidade emocional rara, personagens complexos e uma animação meticulosa que serve à narrativa — não ao contrário. Se você se emocionou com Violet Evergarden, Frieren é uma recomendação essencial, com sua protagonista igualmente em busca do significado das emoções humanas após uma vida de guerra. E se busca fantasia com temas de tempo e redenção como To Your Eternity, a série também apresenta uma narrativa igualmente comovente sobre imortalidade e conexões passageiras.

    Samurai dos Olhos Azuis (2023) 

    Samurai de Olhos Azuis é uma das surpresas mais impactantes dos últimos anos, fundindo cultura japonesa feudal com narrativa moderna de forma corajosa e visceral. A série acompanha Mizu, uma guerreira mestiça de olhos azuis em busca de vingança no período Edo — uma figura marginalizada que desafia todas as convenções sociais da época. Com uma animação em estilo 2D que lembra pinturas em movimento, a produção equilibra sequências de luta brutais (inspiradas em Kill Bill e Rurouni Kenshin) com uma reflexão profunda sobre identidade, racismo e a natureza cíclica da violência. Criada por Michael Green e Amber Noizumi, e produzida pela Blue Eye Samurai Inc. em parceria com a Netflix, a série não tem receio de mergulhar na escuridão — tanto temática quanto visual — enquanto constrói personagens complexos e moralmente ambíguos.

    Assim como Arcane reinventou a adaptação de games com profundidade temática e revolução visual, Samurai de Olhos Azuis eleva a animação adulta ao explorar trauma, obsessão e redenção em um contexto histórico ricamente detalhado. Ambas as séries compartilham protagonistas feridas, mas resilientes, e antagonistas que desafiam noções simplistas de bem e mal. Se você se conectou com a jornada de Mizu, Afro Samurai oferece uma vibe similar de vingança estilizada, enquanto Vinland Saga (2019) mergulha em temas de violência, cultura e perdão em uma ambientação histórica igualmente imersiva. Para fãs de narrativas focadas em personagens em mundos brutalmente realistas como Attack on Titan e Berserk, está é uma jornada obrigatória.

    Avatar: A Lenda de Aang (2005)

    Mais do que uma série animada, Avatar: A Lenda de Aang é um fenômeno cultural que redefiniu o potencial narrativo da animação ocidental, conquistando tanto crianças quanto adultos com sua profundidade temática e construção de mundo excepcional. A série acompanha Aang, o último Avatar sobrevivente do povo Nômade do Ar, em sua jornada para dominar os quatro elementos (Ar, Água, Terra e Fogo) e restaurar o equilíbrio a um mundo devastado pela guerra imperial da Nação do Fogo. Com uma mitologia inspirada em filosofias orientais, personagens inesquecíveis que passam por arcos transformadores — como Katara, Sokka, Toph e Zuko — e uma narrativa que equilibra humor, drama espiritual e ação espetacular, Avatar constrói uma saga épica sobre dever, redenção e crescimento pessoal.

    Assim como Arcane eleva a animação com complexidade emocional e visuais cinematográficos, Avatar estabeleceu um padrão dourado para histórias de fantasia que respeitam a inteligência do público. Ambas exploram temas como colonialismo, trauma geracional e a ambiguidade moral entre opressores e oprimidos. Se você ama a jornada de Aang e seu grupo, A Lenda de Korra é a sequência natural, aprofundando temas políticos e espirituais em um cenário mais maduro. Para fãs de mundos ricos e jornadas de autodescoberta como Fullmetal Alchemist: Brotherhood e O Castelo Animado, de Hayao Miyazaki, A Lenda de Aang traz a mesma sensibilidade para histórias de fantasia com coração e crítica social.

    Fallout (2024)

    Fallout surge não como mais uma adaptação de videogame, mas como uma experiência visceral e expansionista que captura com brilhantismo o tom único da franquia pós-apocalíptica: uma mistura de horror existencial, sátira ácida e esperança teimosa em um mundo devastado pela guerra nuclear. A série, produzida por Jonathan Nolan e Lisa Joy, acompanha três personagens cujos caminhos se entrelaçam nas ruínas da Califórnia: Lucy MacLean, uma habitante ingênua de um abrigo subterrâneo que se aventura na superfície; Maximus, um iniciante da Irmandade de Aço em busca de propósito; e o Ghoul, um caçador de recompensas cínico e imortal que testemunhou o colapso da civilização. Com uma direção impecável, design de produção inspirado e roteiro que equilibra violência brutal, humor ácido e momentos de genuína comoção, Fallout honra o material original enquanto conta uma história original e cativante — repleta de segredos, facções em conflito e é claro, um Vault-Tec escondendo mais do que promete.

    Assim como The Last of Us demonstrou que adaptações de games podem ser dramas de prestígio, Fallout prova que também podem ser produções audaciosas, inteligentes e cheias de personalidade — capazes de criticar o militarismo, o colonialismo e a falácia do "americanismo" com ironia afiada. O Expresso do Amanhã explora temas similares de luta de classes em um mundo pós-catastrófico. Para quem quer mergulhar em sátiras sombrias com estética retrofuturista, Brazil é uma viagem obrigatória. E se busca mais aventuras em mundos abertos repletos de escolhas morais, a própria franquia Fallout — especialmente os games New Vegas e Fallout 4 — aguarda com suas narrativas ramificadas e personagens inesquecíveis.

  • Guia Completo de 'Chaves': Ordem Cronológica e Onde Assistir a Todas as Produções

    Guia Completo de 'Chaves': Ordem Cronológica e Onde Assistir a Todas as Produções

    Fernanda Caseiro Talarico

    Fernanda Caseiro Talarico

    Editor JustWatch

    Prepare-se para uma viagem nostálgica (ou uma descoberta encantadora!) pelo universo de Chaves, a série que, com seu humor simples e personagens cativantes, conquistou gerações em toda a América Latina — e além! 

    Desde a sua estreia nos anos 1970, as trapalhadas do menino órfão de barriga roncando, da dengosa Chiquinha, do rabugento Seu Madruga e do sempre metido Professor Girafales se tornaram ícones da cultura pop. Mas o mundo criado por Roberto Gómez Bolaños, o gênio carinhosamente apelidado de Chespirito, vai muito além dos episódios clássicos. Ele inclui derivados, como Chapolin Colorado, uma série animada revival, e até um documentário recente que desvenda o homem por trás do mito.

    Se você quer mergulhar de cabeça nesse universo — seja para revisitar a infância, apresentar a obra aos mais jovens ou simplesmente entender por que "Foi sem querer querendo" virou frase de efeito —, este guia detalha tudo em ordem cronológica de lançamento e onde encontrar cada produção. 

    Desde o documentário Chespirito: Sem Querer Querendo, que revela os bastidores da criação da série, até os episódios originais remasterizados, passando pelas aventuras animadas e pelos filmes esquecidos, aqui está o caminho completo para celebrar o humor atemporal que, décadas depois, ainda arranca risadas (e suspiros de saudade).  Veja a ordem de lançamento de todas as produções a seguir: 

    1. Clube do Chaves (1971 - 1980)

    Clube do Chaves foi o programa seminal onde Roberto Gómez Bolaños consolidou seu gênio cômico, reunindo as esquetes de "Chaves" e "Chapolin Colorado" em um formato único. Na minha avaliação, sua genialidade estava no contraste entre o humor terrenal da vila, com personagens profundamente humanos como Seu Madruga e Quico, e a sátira super-heroica de Chapolin. Esse humor "simples" era, na verdade, sofisticado em sua construção de ritmo e cumplicidade com o público.

    Para quem aprecia as raízes do humor físico em Os Três Pateta e O Gordo e o Magro, ou o absurdo inteligente de Monty Python, vai gostar da estética aqui. Quando comparado às versões posteriores da franquia, o Clube do Chaves mantém um vigor criativo singular: as produções da década de 1980, embora mais polidas, perderam parte da energia crua e experimental do original. O programa permanece como testemunho do talento de Bolaños em transformar limitações em comédia atemporal, superando até suas próprias adaptações posteriores em espontaneidade e força criativa.

    2. Chapolin Colorado (1973 - 1979)

    Chapolin Colorado surgiu como outra face do gênio criativo de Roberto Gómez Bolaños, se consolidando como um fenômeno independente e igualmente brilhante. Diferente do humor social e cotidiano de Chaves, Chapolin era pura sátira surreal: um anti-herói medroso e desastrado que resolvia casos por acidente, armado com sua marreta biônica e o icônico "não contavam com minha astúcia". Sua genialidade estava justamente nessa vulnerabilidade heroica, que tornava seu sucesso sempre improvável e hilário.

    Enquanto Chaves refletia sobre a sociedade por personagens presos à sua realidade, Chapolin operava num universo de absoluta liberdade criativa, parodiando seriados de heróis com um absurdo inteligente que encontra eco em produções como Os Trapalhões, pela comédia física do acidente, ou no humor autorreferente de Darkwing Duck. Na comparação direta, Chapolin representa o extremo oposto criativo de Chaves - se um era o retrato das limitações humanas, o outro era a celebração do impossível, ambas faces complementares do mesmo legado humorístico que permanecem igualmente atuais.

    3. Chaves (1973–1980) 

    Criada e interpretada pelo gênio Roberto Gómez Bolaños, Chaves transcende seu status de série para se tornar um fenômeno cultural permanente. Situado numa vila que funciona como microcosmo social, o espetáculo transforma as desventuras de um menino órfão que mora num barril em profundo comentário sobre resiliência e dignidade. O que parecia humor "simples" era, na verdade, uma sofisticada construção de personagens arquetípicos: do rabugento Seu Madruga à nobre Dona Florinda, cujas dinâmicas revelavam aguda percepção psicológica.

    Sua genialidade residia no equilíbrio entre o cômico exagerado e momentos de comovente humanidade, abordando questões como desigualdade através da lente da ingenuidade infantil. Esta universalidade emocional explica sua recepção transcultural, cativando audiências de culturas tão diversas quanto Japão e Oriente Médio. Diferente do surrealismo de Chapolin Colorado, Chaves extraía seu humor da realidade distorcida, não da fantasia – uma comédia de caracteres, não de situações fantásticas.

    Enquanto produções contemporâneas como Os Trapalhões privilegiavam o humor físico, Chaves manteve singularidade ao fundir patético com sátira social. Quatro décadas depois, permanece referência insuperável de como a comédia pode ser simultaneamente popular e profundamente humana, demonstrando que a verdadeira imortalidade televisiva não está na grandiosidade, mas na autenticidade das pequenas histórias.

    4. Chaves Série Animada (2006–2014) 

    A série animada de Chaves realizou a difícil tarefa de modernizar um clássico sem perder sua essência. Esta versão manteve os diálogos icônicos e a dinâmica original dos personagens, enquanto explorava novas possibilidades visuais através da animação - como o famoso "carrinho de mão invisível" do Quico ganhando forma concreta. A decisão de preservar as vozes originais sempre que possível demonstrou um respeito emocional pelo material fonte, com dubladores que capturaram admiravelmente as atuações inesquecíveis do elenco clássico.

    Se a série live-action era marcada pela simplicidade teatral, a versão animada soube expandir esse universo sem o trair, tornando-se uma ponte geracional eficaz – algo parecido com o que Scott Pilgrim: A Série conseguiu fazer em relação ao live-action. A adaptação compreendeu que o verdadeiro legado de Chaves não estava no realismo, mas nos relacionamentos atemporais entre os personagens - elemento que soube preservar enquanto coloria as margens do universo conhecido para novas gerações. A

    5. El Chapulín Colorado Animado (2015)

    El Chapulín Colorado Animado representa uma corajosa empreitada de transportar o amado anti-herói para o universo da animação contemporânea. A série demonstra notável fidelidade à essência do personagem original, preservando não somente seu visual icônico e armas cômicas, mas principalmente o coração ingênuo que sempre definiu o herói. Através da linguagem animada, a produção consegue explorar cenários e situações visualmente mais elaboradas, expandindo o escopo das aventuras de maneira impossível no live-action original. Esta abordagem permitiu que a série alcançasse com eficácia um novo público infantil, apresentando o legado de Chespirito com uma roupagem colorida e dinâmica adequada às novas gerações.

    Contudo, a transição para a animação implicou inevitáveis perdas. A genialidade física de Roberto Gómez Bolaños, seu timing cômico perfeito e a química única com a plateia — elementos fundamentais do charme original — não encontram equivalente completo no formato animado. A dublagem, embora competente, não consegue capturar totalmente as nuances vocais e a entrega única do criador, e trouxe alfo menos impactante que Chaves: A Série Animada. 

    Ainda assim, como exercício de preservação cultural, a série cumpre um papel importante ao manter vivo o espírito do personagem, servindo como ponte geracional e lembrando que a verdadeira coragem reside não na perfeição, mas na persistência e no bom coração que sempre definiram o Chapolin.

    6. Chespirito: Sem Querer Querendo (2025) 

    Chespirito: Sem Querer Querendo é uma série biográfica que mergulha fundo na extraordinária trajetória de Roberto Gómez Bolaños, explorando as múltiplas facetas do artista completo: o escritor minucioso, o ator carismático, o diretor exigente e o produtor visionário. A produção não se limita a catalogar eventos, mas tece um rico retrato psicológico do criador, mostrando como sua vida pessoal e suas experiências moldaram o universo único de seu trabalho.

    Por meio uma narrativa envolvente, a série desvenda os bastidores da criação de El Chavo del Ocho e El Chapulín Colorado, revelando o meticuloso processo criativo por trás da aparente simplicidade dessas obras. A trama explora com sensibilidade as tensões entre vida pública e privada, o preço da fama e o legado cultural que transformou Chespirito em um dos mais importantes criadores da história do entretenimento latino-americano, cuja influência permanece viva e relevante através das gerações.

    No entanto, também gerou polêmica, como a insatisfação de Florinda Meza, viúva de Bolaños e atriz que viveu Dona Florinda, que repudia o conteúdo da produção biográfica por considerá-lo desrespeitoso à sua memória. Ela também traz a representação de conflitos de bastidores, como a saída de Carlos Villagrán devido a desentendimentos com Roberto Bolaños e um suposto triângulo amoroso entre os dois e Meza. 

  • Ranking de Todos os Filmes de Kathryn Bigelow, Diretora de ‘Casa de Dinamite’

    Ranking de Todos os Filmes de Kathryn Bigelow, Diretora de ‘Casa de Dinamite’

    Bruno Pinheiro Melim

    Bruno Pinheiro Melim

    Editor JustWatch

    Na altura em que venceu o Oscar de Melhor Direção com o filme Guerra ao Terror, Kathryn Bigelow foi a primeira mulher a levantar a estatueta na história da categoria. 

    Felizmente, desde a data, mais duas diretoras também venceram o prêmio, Chloé Zhao e Jane Campion. O que, convenhamos, ainda é pouco, tendo em vista a variedade de cineastas contemporâneas extraordinárias, como Andrea Arnold, Greta Gerwig, Kelly Reichardt, Lynne Ramsay, Alice Rohrwacher, Lucrecia Martel e por aí vai... E podería enumerar muitas outras!

    Aproveitando o lançamento do novo filme de Kathryn Bigelow, Casa de Dinamite, que estreou no Festival de Veneza e já está disponível na Netflix, por que não um passeio por toda a filmografia da diretora norte-americana, que é conhecida primordialmente pelos seus suspenses políticos? Neste guia da JustWatch, conheça todos os filmes (longas-metragens) já realizados por Kathryn, através de um ranking que vai do pior até o melhor de todos eles.

    11. O Peso da Água (2000)

    Quando se trata de uma diretora deste porte, fica difícil chamar o último filme da lista de ‘o pior’, uma vez que também é uma obra com inúmeras virtudes. No entanto, O Peso da Água é um longa que não tem a mesma precisão narrativa dos demais filmes da sua carreira. E isso, muito por conta da sua experimentalidade, que alterna entre duas linhas do tempo distintas de maneira forçada. 

    Ao resolver traçar paralelos entre a vida de uma fotógrafa que viaja por um arquipélago, e a história de um duplo homicídio que ocorreu neste mesmo local mais de cem anos antes, o longa toma uma atitude narrativa e visual bastante corajosa, mas por vezes confusa. É claro que filmes como Fonte da Vida já fizeram o mesmo de uma maneira mais coerente, mas O Peso da Água peca justamente por forçar comparações entre duas histórias e personagens que não mostram tanta similaridade. Mesmo assim, não deixa de ser um filme com fortes performances (incluindo o sedutor e jovem Sean Penn), que recomendo aos que procuram um suspense com uma forte tensão sexual.

    10. The Loveless (1981)

    A estreia na direção de Kathryn Bigelow aconteceu através de uma parceria com Monty Montgomery, onde realizaram juntos The Loveless, uma obra independente sobre uma gangue de motoqueiros que aterroriza uma cidade nos sul dos Estados Unidos. Um longa imperdível para você que gostou de Clube dos Vândalos, um filme de época que também centra sua história em um grupo de motociclistas.

    À semelhança de O Peso da Água, dá para notar uma liberdade artística muito grande nas escolhas da diretora, com a diferença de que em The Loveless, tais escolhas não soam de maneira forçada, mas sim natural. Um filme de atmosfera, que consegue provocar uma sensação nostálgica no espectador, através do seu ambiente e ritmo que simulam uma época a qual a diretora com certeza guarda com bastante carinho. Certamente, um longa que já manifestava um dos aspectos mais notáveis do seu estilo de cinema: a capacidade de imersão da obra no mundo dos seus personagens, seja pela atuação realista ou pela fotografia mais íntima.

    9. Jogo Perverso (1990)

    Mas onde estão os suspenses e os thrillers de Kathryn Bigelow? Calma, que já chegamos ao primeiro deles. Jogo Perverso é um típico filme de stalker, como Perversa Paixão, que acompanha uma policial afastada do serviço que passa a ser perseguida por um psicopata obsessivo. Ao trazer uma protagonista mulher (Jamie Lee Curtis) em um ambiente dominado por homens, a diretora também acaba explorando o sexismo que existe na profissão.

    Comparado com The Loveless, é um filme muito mais estilizado e autoconsciente, que começa a definir ainda mais a identidade de Kathryn Bigelow como diretora. Aqui, seus planos-sequência mais longos e o ponto de vista subjetivo (que provoca no espectador uma sensação de imersão ainda maior) já aparecem de maneira gradual. Um longa que indico bastante aos fãs da diretora que estão à procura dos seus filmes de gênero mais antigos.

    8. K-19: The Widowmaker (2002)

    Na oitava posição, aparece o primeiro suspense político realizado na sua carreira, intitulado K-19: The Widowmaker. Um filme que lembra o ambiente tenso e claustrofóbico de Casa de Dinamite, mas ao invés de seguir centros de comando governamentais nos Estados Unidos, acompanha uma tripulação russa em um submarino nuclear, que apresenta graves falhas durante a missão. 

    Por ser baseado em uma história real (assim como seus principais filmes), Kathryn Bigelow mergulha nos detalhes visuais do ambiente angustiante do submarino, mas também nas nuances emocionais dos personagens que ocupam aquele espaço — potencializadas por atuações grandiosas de Liam Neeson e Harrison Ford. Uma obra extremamente apelativa aos que gostam de tragédias de navegações como Kursk - A Última Missão, e que merece ocupar a oitava posição por ser um filme ainda mais maduro e sofisticado que Jogo Perverso.

    7. Caçadores de Emoção (1991)

    Um filme de ação de Kathryn Bigelow nunca é apenas um filme de ação. Por trás das cenas extremamente bem coreografadas e da energia pulsante e angustiante das suas obras mais intensas, sempre submergem temas e percepções críticas bastante aguçadas. Exemplo disso, é o filme Caçadores de Emoção, que utiliza o gênero de maneira original e bastante subversiva.

    Isso porque a diretora reflete sobre diferentes estereótipos da masculinidade através de uma história de assalto a banco, relacionada com um grupo de surfistas. No entanto, é um filme que funciona também apenas como entretenimento, uma vez que suas sequências de ação (principalmente de perseguição, brigas e lutas) são ainda mais impressionantes do que K-19: The Widowmaker — que, por sinal, teve um orçamento muito maior. Caçadores de Emoção é um grande exemplo da maestria cinematográfica da diretora, que consegue transformar um filme teoricamente ‘comum’ em uma obra extraordinária.

    6. Estranhos Prazeres (1995)

    Para quem gosta de filmes de ficção científica, como Matrix, Estranhos Prazeres é um longa simplesmente imperdível. Me impressiona como normalmente não é citado entre os melhores filmes do gênero, uma vez que faz um retrato distópico sombrio e altamente imersivo sobre a realidade virtual, através de uma história de um ex-policial que comercializa memórias de outras pessoas gravadas em CDs — onde uma dessas mídias acaba expondo um assassinato que revela uma rede de conspirações. 

    Se você ficou impressionado com o que Kathryn Bigelow é capaz de fazer (estilísticamente) com Caçadores de Emoção, espere até assistir a Estranhos Prazeres. Com sua câmera vibrante e íntima e seus planos subjetivos grandiosos, nossa sensação é de estar literalmente dentro do filme. Um thriller com uma ambientação de tirar o fôlego, situada no efervescer da virada do ano 1999 para 2000 — época marcada por inúmeras teorias conspiratórias e distópicas.

    5. Quando Chega a Escuridão (1987)

    O mesmo ambiente escuro e sombrio de Estranhos Prazeres é encontrado em Quando Chega a Escuridão, com a diferença de que este trata-se de um filme de vampiros no interior dos Estados Unidos. Além disso, por ter sido realizado com uma ‘mise-en-scène’ muito mais realista, o estilo de Kathryn Bigelow se manifesta de forma mais natural. Por isso, a quinta posição do ranking.

    É um longa que me lembra um pouco o clima de Até Os Ossos, já que também traz criaturas sobrenaturais nômades que vagueiam pelas estradas da América do Norte em busca das suas vítimas. Sem contar o fato de que mistura romance com terror de uma forma muito semelhante. Na minha visão, é um dos filmes de vampiro mais viscerais do cinema, uma vez que explora a selvageria dessas criaturas de maneira profunda e, ao mesmo tempo, bastante humana.

    4. Casa de Dinamite (2025)

    Chegamos ao último lançamento de Kathryn Bigelow, um filme que te deixará apreensivo do começo ao fim. Casa de Dinamite parte de uma premissa fictícia muito interessante, para discutir temas políticos contemporâneos de extrema relevância. Imagine se um míssil nuclear desconhecido fosse lançado em direção aos Estados Unidos, como o país reagiria ao ataque? Este é o ponto de partida do longa, que constrói toda a sua tensão em volta da reação do governo americano frente ao objeto que está prestes a cair em seu território.

    Filmado de maneira quase documental, Kathryn nos entrega um dos seus filmes mais inquietantes e angustiantes da carreira, que nos coloca dentro dos centros de comando governamentais dos Estados Unidos, nos revelando os bastidores desses espaços secretos. Um filme construído de maneira episódica e com diferentes pontos de vista (assim como o longa A Hora do Mal), que eleva o suspense a outro nível. Casa de Dinamite é uma obra que certamente te deixará impactado após sua exibição.

    3. Detroit em Rebelião (2017)

    Em 1967, a cidade de Detroit, nos Estados Unidos, viveu um dos seus momentos mais delicados, com uma revolta popular provocada após um ataque policial que deixou algumas vítimas. Assim como em Casa de Dinamite, Detroit em Rebelião também é um filme político, mas com um viés mais assertivo e um caráter de denúncia, em relação à crueldade policial contra a comunidade negra dos Estados Unidos. 

    Na minha visão, um dos grandes méritos do filme, é justamente utilizar o cinema de gênero como um veículo para a questão racial do país. Aqui, toda a tensão é construída para causar um incômodo no espectador, com o intuito de nos fazer refletir sobre a violência e a desigualdade presentes na sociedade americana. Algo muito semelhante ao que faz o clássico Mississippi em Chamas. Assim, Detroit em Rebelião, por ser quase uma espécie de documento histórico, merece a terceira posição da lista.

    2. A Hora Mais Escura (2012)

    Nas duas primeiras colocações, evidentemente se situam os dois clássicos modernos de Kathryn Bigelow. Começando por A Hora Mais Escura, o filme que retrata meticulosamente a caçada norte-americana para encontrar o líder terrorista, Osama Bin Laden. Da sua filmografia, com exceção de Guerra ao Terror é, sem dúvida, a sua obra mais imersiva e angustiante, que utiliza os mais sofisticados artifícios visuais para recriar todos os detalhes desta mega-operação.

    Aos que se impressionaram com as sequências realistas de Tropa de Elite, espere até assistir A Hora Mais Escura — que contém cenas quase documentais, filmadas de uma maneira que te coloca dentro das operações militares. Um filme que, mesmo abordando diversas questões éticas e morais, consegue causar no espectador a sensação de que está assistindo uma obra tecnicamente perfeita. Tanto é que obteve cinco indicações ao Oscar no ano em que foi lançado.

    1. Guerra ao Terror (2008)

    E finalmente, chegamos à obra definidora da carreira de Kathryn Bigelow como diretora. Guerra ao Terror combina as maiores virtudes do estilo da cineasta — câmera imersiva, exploração do tema da violência e masculinidade, narrativa realista e personagens extremos — em apenas um filme. Comparado com A Hora Mais Escura, é um longa ainda mais sensorial, cuja estética e narrativa nos faz sentir na pele (e na mente) dos soldados americanos durante a Guerra do Iraque.

    Através da história, fazemos um mergulho no estado psicológico e nos conflitos de um esquadrão anti-bomba — não preciso nem comentar o quão tensas e ameaçadoras são as cenas em que os personagens tentam desarmar os explosivos. Se você gosta de obras de suspense e ação com temas similares, como Sniper Americano e 1917, saiba que ambos, a meu ver, levando em conta aspectos técnicos, mas também narrativos, não chegam aos pés de Guerra ao Terror — um verdadeiro clássico do cinema moderno, que redefiniu o gênero de filmes de guerra.

  • 7 Filmes Picantes Baseados em Fanfics Eróticas e Onde Assistir a Eles

    7 Filmes Picantes Baseados em Fanfics Eróticas e Onde Assistir a Eles

    Beatriz Coutinho

    Beatriz Coutinho

    Editor JustWatch

    Você sabia que algumas das histórias mais quentes do cinema e da televisão começaram como simples fanfics feitas por fãs apaixonados? Estas obras tiveram como inspiração filmes, séries, livros e jogos já publicados, podendo ser baseadas até mesmo em cantores e atores famosos. O que já foi considerado um passatempo, hoje pode se tornar uma grande produção de Hollywood.

    Um desses casos é o de Hipótese do Amor, filme ainda sem previsão de lançamento, mas cujas gravações já começaram, e que é baseado no livro homônimo que nasceu como uma fanfic de Star Wars: Episódio VII – O Despertar da Força — você já sabe de qual shipp estamos falando, né?

    Nesta lista da JustWatch você descobre algumas produções picantes que nasceram de fanfics ousadas e em quais serviços de streaming assistir a elas, incluindo a aguardada produção A Hipótese do Amor.

    Uma Ideia de Você (2024)

    O filme Uma Ideia de Você é baseado no livro de mesmo nome da autora Robinne Lee, considerado pelos fãs uma fanfic sobre o cantor e ator Harry Styles, que fez parte da boyband One Direction. A trama acompanha Solène (Anne Hathaway), uma mãe solteira de 40 anos que não se envolve em romances já há algum tempo, mas que vê tudo mudar quando acompanha a filha adolescente no famoso festival de música Coachella, onde se apaixona de forma inesperada por Hayes Campbell (Nicholas Galitzine), líder de uma boyband, começando então uma aventura amorosa sensual com o ídolo de sua filha.

    Meio Doris, Redescobrindo O Amor e meio Notting Hill, o longa surpreende por ir além do clichê de “romance proibido”, explorando o desejo de um pelo outro, a vulnerabilidade que Soléne sente em se entregar para um romance no qual seu parceiro é mais novo que ela, e o preconceito da sociedade sobre essa diferença de idades. Com uma direção bastante delicada e bem humorada de Michael Showalter, Uma Ideia de Você prova que fanfics podem dar origem a narrativas sensíveis e contemporâneas, que questionam o amor e o que o envolve sob uma nova perspectiva.

    Cinquenta Tons de Cinza (2015)

    Causadora de grande alvoroço em 2015, a trilogia de filmes Cinquenta Tons de Cinza é baseada nos romances homônimos de E.L. James, que nasceram como uma fanfic de outra franquia famosa: Crepúsculo — sim, a história de amor entre o vampiro Edward e a humana Bella foi a grande inspiração da autora para criar o romance entre a tímida estudante de literatura Anastasia Steele (Dakota Johnson) e o misterioso bilionário Christian Grey (Jamie Dornan), que troca os elementos sobrenaturais por algo mais picante.

    O longa gerou debates intensos ao explorar os prazeres do sadomasoquismo e questões sobre consentimento no relacionamento improvável que nasce entre Anastasia e Christian, mas diferentemente de Uma Ideia de Você, não soube trabalhar tão bem o preconceito, aqui, contra preferências sexuais que vão além do que é considerado convencional. Muito direto, sem deixar espaço para olhares sugestivos que podem arrepiar mais do que uma cena explícita, e até mesmo um pouco moralista, apesar do tema que retrata, Cinquenta Tons de Cinza dividiu opiniões, mas certamente deixou sua marca na história do cinema, além de ter uma ótima trilha sonora para quem curte música pop.

    After (2019)

    Uma mistura perfeita de Uma Ideia de Você e Cinquenta Tons de Cinza, a franquia After também nasceu como uma fanfic sobre o cantor Harry Styles e tem um tom mais apimentado — a obra foi escrita pela autora Anna Todd, que a publicava na famosa plataforma de fanfics Wattpad, em que alcançou mais de 1 bilhão de leitores até ser publicada de forma oficial por uma editora. Os filmes contam a história do relacionamento conturbado que nasce entre a inicialmente certinha e tímida Tessa Young (Josephine Langford) e o misterioso e rebelde Hardin (Hero Fiennes Tiffin).

    Cinco filmes exploram o amor intenso dos protagonistas, com muitas cenas sensuais e conflitos que tornam o relacionamento deles em um verdadeiro iôiô, repleto de altos e baixos. A química entre Langford e Fiennes é ótima, e os longas focam bastante em momentos românticos ou conturbados do casal, mas às vezes se esquecem de trazer mais desenvolvimento e evolução para os personagens. Tendo em mente que Tessa e Hardin não são exatamente um exemplo a ser seguido, After é uma franquia divertida, que conquistou um público bastante fiel, perfeita para quem curtiu Belo Desastre e Através da Minha Janela.

    Vermelho, Branco e Sangue Azul (2023)

    Vermelho, Branco e Sangue Azul compartilha uma semelhança com Uma Ideia de Você, já que o elenco do filme também conta com Nicholas Galitzine. A história é baseada no livro homônimo de Casey McQuiston, cujos fãs já encontraram evidências de que a narrativa era uma fanfic que apresentava os atores Jesse Eisenberg e Andrew Garfield como um casal — em 2010 eles estrelaram juntos o filme A Rede Social, que conta a história de como surgiu a rede social Facebook, criada por Mark Zuckerberg e Eduardo Saverin.

    O filme mostra uma divertida e sedutora história de “inimigos à amantes”, perfeita para quem curtiu Algo Sobre Harry, em que a inimizade de Alex Claremont-Diaz (Taylor Perez), filho da presidente dos Estados Unidos, com o Príncipe Henry da Inglaterra (Galitzine) é descoberta pela mídia, o que abala as relações americanas e britânicas e os obriga a encenar uma falsa amizade, o que faz as coisas esquentarem entre os dois. A química entre os personagens é um dos pontos altos da produção, que traz um ar moderno para comédias românticas, equilibrando um humor de fundo político com a doçura de um romance LGBTQIAP+ bem construído.

    O Inferno de Gabriel (2022)

    Filme de 2022, O Inferno de Gabriel é baseado na série de livros da autora Sylvain Reynard, publicada inicialmente como uma fanfic de Crepúsculo, que também envolve uma série de referências a Divina Comédia, a obra mais famosa de Alighieri, que conta a história do personagem Dante em uma jornada pelo Inferno, Purgatório e Paraíso, para encontrar sua amada Beatriz. Aqui, assim como em Crepúsculo e Vermelho, Branco e Sangue Azul, aos poucos o desprezo se torna tensão sexual.

    A produção apresenta Julianne Mitchell (Melanie Zanetti) como uma estudante que se muda para o Canadá, para fazer seu Mestrado em Literatura Italiana. A jovem procura a orientação do Professor Doutor Gabriel Emerson (Giulio Berruti), especialista nas obras de Alighieri, mas ele deixa claro que não tem a intenção em ajudá-la, o que muda rapidamente quando eles se envolvem de forma romântica — o que lembra After, mas com um tom mais maduro, abordando temas como culpa e perdão, e criando uma experiência emocional intensa e bastante poética.

    A Hipótese do Amor

    Ainda sem previsão de estreia, mas desde já deixando muitos fãs animados, o filme A Hipótese do Amor deve ser lançado nos próximos anos e foi baseado no livro de mesmo nome, que surgiu como uma fanfic de nada mais, nada menos que Star Wars: Episódio VII – O Despertar da Força. A autora Ali Hazelwood se inspirou em Rey e Kylo Ren para criar a história de Olive Smith, uma doutoranda em biologia na Universidade Stanford, que apesar de tímida, precisa inventar um namoro de mentira e acaba beijando o primeiro homem que aparece em sua frente.

    O desavisado é o jovem professor Adam Carlsen, conhecido por ser bastante duro com seus alunos — mas que surpreendentemente decide levar a farsa de Olive adiante, o que vai surpreender o campus inteiro e o próprio casal à medida que este namoro de mentirinha se torna cada vez mais real e intenso. A parte do elenco que todos mais esperavam conhecer já foi anunciada: Lili Reinhart (Riverdale) será Olive, enquanto Adam será interpretado por Tom Bateman (Morte no Nilo).

    A Barraca do Beijo (2018)

    A popular trilogia A Barraca do Beijo não foi baseada em uma fanfic, mas, sim, escrita por Beth Reekes, autora que também publicava suas histórias no Wattpad. Os filmes contam a história de Elle (Joey King), que ao lado do melhor amigo Lee (Joel Courtney), cria uma “Barraca do Beijo” para arrecadar dinheiro em um evento da escola e tenta convencer o irmão mais velho do garoto, Noah (Jacob Elordi), que é seu crush secreto, a participar da brincadeira. O que ela não esperava é que essa paixão platônica realmente se tornaria algo especial e quente entre os dois.

    Entre muito humor, promessas quebradas e os dilemas típicos da juventude, A Barraca do Beijo traz o romance e o charme das comédias adolescentes clássicas, embora as atitudes de Noah sejam bastante questionáveis em muitos momentos. O filme tem o tipo de roteiro que não ligamos de ser previsível — sabemos como a história vai acabar e os clichês que trará para a narrativa, mas aqui o que interessa é a jornada. A produção tem uma energia que lembra Para Todos os Garotos que Já Amei, com um toque nostálgico de 10 Coisas que Odeio em Você. 

  • 'Dr. Dolittle': Todos os Filmes em Ordem e Onde Encontrá-los em Streaming

    'Dr. Dolittle': Todos os Filmes em Ordem e Onde Encontrá-los em Streaming

    Bruno Pinheiro Melim

    Bruno Pinheiro Melim

    Editor JustWatch

    O sonho de inúmeras pessoas — principalmente crianças — de conseguir se comunicar com os animais, se materializou pela primeira vez nas histórias do Dr. Dolittle, personagem da literatura criado por Hugh Lofting no início do século XX. Depois disso, o cinema trouxe ao público diversos filmes que contam as diferentes aventuras do médico que já salvou inúmeros bichinhos por conta do seu dom especial. 

    Neste guia da JustWatch, conheça todos os filmes, em ordem de lançamento, que se inspiraram nas histórias originais do Dr. Dolittle, mantendo o seu legado naturalista vivo durante gerações. Saiba também onde encontrar em streaming cada produção!

    1. O Fantástico Dr. Dolittle (1967) 

    Muito antes de Eddie Murphy assumir o papel do médico que fala com os animais, Rex Harrison protagonizou a primeira adaptação cinematográfica do livro de Hugh Lofting. Ao contrário do filme com Murphy (Dr. Dolittle), que primeiro apresenta o personagem como médico, em O Fantástico Dr. Dolittle, o protagonista aparece logo de cara como veterinário, e um dos mais prestigiados do ramo, por sinal. Sejamos francos, não é qualquer um deles que se comunica com animais.

    Um longa com uma forte liberdade criativa, trazendo um cenário encantador e bastante realista (mesmo sendo uma história fantástica), que acompanha Dolittle ao lado de inúmeros animais em uma pequena cidade fictícia da Inglaterra, que posteriormente decide iniciar uma expedição à procura de um caracol gigante. O filme ficou conhecido por conta das dificuldades técnicas em gravar com dezenas de bichinhos de verdade. Mesmo assim, apesar dos contratempos, o longa dirigido por Richard Fleischer foi indicado a nove Oscars, vencendo em duas categorias. 

    Um filme divertido e lúdico, que indico não só aos interessados na primeira representação do icônico personagem no cinema, mas também aos que estão à procura de aventuras fantásticas e musicais mais antigas, como Mary Poppins, já que O Fantástico Dr. Dolittle também traz performances cantadas

    2. Dr. Dolittle (1998)

    Mais de 30 anos depois, chegou aos cinemas uma nova versão — ainda mais engraçada que O Fantástico Dr. Dolittle, e com uma técnica digital aprimorada de movimentação das bocas dos animais. Para mim, Dr. Dolittle traz um dos reis da comédia, Eddie Murphy, em um dos papéis mais carismáticos da sua carreira. Um longa com uma vibe mais moderna que o de 1967, situado, desta vez, em uma grande metrópole. Além disso, conta com um humor mais absurdo e piadista, que vai de encontro a filmes como Garfield: O Filme e O Zelador Animal.

    Agora sim, sua transição de médico para veterinário é contada em detalhes. Isso porque, depois de ter passado anos sem entrar em contato com o seu dom de infância, o prestigiado médico John Dolittle redescobre o seu talento de falar com os animais, o que faz com que ele acabe trocando seus pacientes humanos pelos bichinhos — que agora imploram para serem atendidos por ele. Evidentemente, pelo seu apelo (principalmente ao público mais jovem e adolescente) acabou sendo um sucesso de bilheteria, o que gerou uma série de sequências posteriores com o mesmo universo de personagens.

    3. Dr. Dolittle 2 (2001)

    Em Dr. Dolittle 2, Eddie Murphy volta a dar vida ao médico — agora extremamente famoso — que se comunica com os animais. Porém, dessa vez, ele tem a difícil missão de salvar uma floresta preservada que será destruída por uma empresa de madeireiros. Para isso, ele terá que arranjar um ‘parceiro’ para a ursa que ainda habita o local. 

    Uma obra que modifica ligeiramente o tom do primeiro longa, para apontar o caminho que as produções seguintes passarão a explorar. Isto é, ao invés de trazer algumas piadas que podem cair mal para as crianças muito pequenas, o filme adota uma postura muito mais acessível para qualquer tipo de público, e um enredo de aventura ainda mais condizente com o gênero de fantasia familiar. Além disso, é um longa que pincela questões mais sérias relacionadas ao meio ambiente, assim como faz o filme Deu a Louca nos Bichos. Dr. Dolittle 2 marcou a última participação de Murphy em produções da franquia, com Kyla Pratt (que interpreta a filha de Dolittle) assumindo o protagonismo a partir da produção seguinte até a última — todas elas, lançadas diretamente em DVD.

    4. Dr. Dolittle 3 (2006)

    Tal pai, tal filha. Como não poderia ser diferente, Maya Dolittle (Kyla Pratt) herdou o dom do seu pai de conseguir trocar um bom papo com os bichinhos. Filha mais nova do famoso médico, Maya até tenta esconder a sua habilidade especial dos seus amigos — já que seu dom lhe coloca em algumas situações, no mínimo, constrangedoras — mas ao passar as férias em um rancho turístico onde os animais precisam de sua ajuda, a garota terá que abrir mão do seu segredo em prol de um bem maior. 

    Dr. Dolittle 3 é um filme que tenta manter a mesma pegada cômica de Dr. Dolittle 2, com Eddie Murphy, mas dessa vez focando em uma protagonista mais jovem e na sua jornada identitária, de se aceitar como uma garota que consegue falar com e, consequentemente, ajudar os animais. Na minha visão, não tem o mesmo apelo que os dois primeiros filmes (muito por conta da ausência de Eddie Murphy, mas também por ser uma produção de menor orçamento). No entanto, não deixa de ser uma ótima escolha para quem está à procura de um filme estilo ‘Sessão da Tarde’, do tipo Beethoven: O Magnífico, por exemplo. 

    5. Dr. Dolittle 4 (2008)

    Para quem gosta de comédias situadas na residência oficial do presidente dos Estados Unidos, como Todas as Garotas do Presidente, Dr. Dolittle 4 também pode satisfazer o seu gosto. A atriz Kyla Pratt volta como protagonista de mais um filme sobre a família Dolittle, mas dessa vez em uma aventura para lá de especial e desafiadora: a pedido do presidente dos Estados Unidos, Maya precisa ir até a Casa Branca para resolver um problema com o cachorro ‘maluco’ do chefe de estado (além de ter que salvar uma floresta africana), já que o seu pai está viajando.

    Dr. Dolittle 4 é o filme da franquia que definitivamente passou o ‘bastão’ do Dr. John Dolittle para a sua filha, que agora tem tudo para ser uma veterinária de sucesso — e não mais apenas uma jovem com habilidades especiais. Desta forma, a narrativa se concentra nessa sua nova responsabilidade, que também está relacionada com uma questão ambiental muito maior — à semelhança do filme Dr. Dolittle 2.

    6. Dr. Dolittle 5 (2009)

    Dr. Dolittle 5 marcou a despedida de Kyla Pratt como a médica que se comunica com os animais, e também da série de filmes que exploraram o lado mais cômico do famoso personagem (e da sua filha). Apesar da franquia não terminar de maneira tão memorável, o filme traz uma interessante reflexão sobre os jovens e as suas escolhas de vida. 

    Isso porque, neste último longa-metragem, Maya agora precisa decidir entre seguir os seus estudos como veterinária (vale pontuar que ela não acha que precisa de tantos anos de estudo, uma vez que consegue se comunicar com os bichos), ou explorar o seu talento através de uma promissora vida artística em Hollywood. Um dilema que percorre o enredo de todo o filme, terminando com uma mensagem muito positiva em relação aos animais, e crítica no que diz respeito à ilusão da indústria do entretenimento — a meu ver, uma conclusão bastante digna.

    7. The Voyages of Young Doctor Dolittle (2011)

    E quem disse que a história do nosso querido médico (e de outros elementos da sua família) só apareceu em filmes live-action? The Voyages of Young Doctor Dolittle acompanha as aventuras de John, sobrinho do doutor dos animais (que também tem o mesmo dom do tio), e que agora precisa conseguir salvar uma ilha habitada por diversas espécies, que se vê ameaçada por um maligno carneiro e o seu exército de gorilas. Uma animação que lembra um pouco a estética mais simples de desenhos animados como Patrulha Canina. 

    É um filme que consegue aproximar a clássica história do Dr. Dolittle de uma audiência mais infantil, por meio de uma animação visualmente bem construída e um personagem jovem e totalmente novo. Ao lado de A Pequena Travessa (do qual falaremos sobre a seguir), é um longa que recomendo aos pais que querem apresentar visualmente a história do personagem aos seus filhos mais pequenos, mas sentem que ainda é cedo para mostrar o Dr. Dolittle com Eddie Murphy.

    8. A Pequena Travessa (2018)

    Uma versão alemã, destinada também para um público infantil (mas em live-action), de uma história alternativa do Dolittle, foi lançada em 2018, com o nome de A Pequena Travessa. O filme traz como protagonista a garotinha Lili Susewind, que guarda o segredo de conseguir se comunicar com os animais junto à sua família — que por sinal, não é muito fã da sua habilidade. No entanto, após um filhote de elefante desaparecer de um zoológico da sua região, Lili conta seu segredo para seu amigo Jess, e os dois partem para uma aventura em busca do animal perdido.

    É outra obra perfeita para os pais, fãs dos filmes do Dolittle, que querem apresentar uma história semelhante, mas mais adequada para os seus filhos pequeninos. Além disso, tem um visual bastante apelativo e vibrante às crianças, sem contar o design dos animais, que também é bastante realista. É um filme que me remete ao tom e a estética de Babe: O Porquinho Atrapalhado na Cidade, por exemplo.

    9. Dolittle (2020)

    Para renovar a história do doutor amigo dos animais, uma nova versão norte-americana em live-action chegou aos cinemas depois de um hiato de mais de dez anos (levando em consideração a série de filmes que terminou com Dr. Dolittle 5). Agora, com Robert Downey Jr. assumindo o papel principal, o longa resgata alguns aspectos da primeira adaptação cinematográfica do personagem em O Fantástico Dr. Dolittle, como por exemplo o fato do médico viver isolado com os seus amigos animais — a única diferença aqui, é que os bichinhos são construídos através do uso de CGI, ao invés de serem reais.

    Na minha perspectiva, Dolittle consegue recuperar a grandiosidade da história original — mas desta vez ambientada na Inglaterra vitoriana — através de uma aventura de época, que acompanha o veterinário e os seus animais em uma travessia marítima em busca de uma ilha remota, na tentativa de encontrar um antídoto para curar a rainha Vitória. Um filme com um tom e ambiência completamente diferentes de Dr. Dolittle com Eddie Murphy, muito mais indicado àqueles que procuram uma aventura monumental como Mogli - O Menino Lobo, do que um longa de comédia espirituoso.

  • Filmes e Séries que Com Certeza Vão Agradar os Fãs de ‘Harry Potter’

    Filmes e Séries que Com Certeza Vão Agradar os Fãs de ‘Harry Potter’

    Fernanda Caseiro Talarico

    Fernanda Caseiro Talarico

    Editor JustWatch

    Para quem é fã do universo mágico de Harry Potter e busca histórias repletas de fantasia, aventura e elementos sobrenaturais, esta lista traz dez produções que capturam a mesma essência encantadora. Desde escolas de magia até batalhas épicas entre o bem e o mal, essas produções oferecem mundos ricos em detalhes, personagens cativantes e tramas cheias de mistério e coragem — ingredientes que fizeram a saga potteriana tão amada.

    Este talvez seja o momento perfeito para se aventurar em outras produções para, assim, poder já se preparar para o que vem por aí: a tão aguardada série de Harry Potter, prometida para 2026. 

    Seja explorando criaturas fantásticas, duelos de feitiços ou jornadas de autodescoberta, os filmes selecionados aqui prometem emocionar e transportar o espectador para realidades extraordinárias. Prepare-se para mergulhar em narrativas que, assim como Harry Potter, combinam ação, amizade e uma pitada de magia, garantindo horas de diversão e encantamento.

    Aqui, falaremos para além dos filmes do universo, deixando de lado então os longas de Animais Fantásticos e Onde Habitam. 

    Dungeons & Dragons: Honra Entre Rebeldes (2023) - Filme

    Para fãs de Harry Potter que adoram um grupo de heróis improváveis e missões repletas de magia, Dungeons & Dragons: Honra Entre Rebeldes é como se a magia de Harry Potter encontrasse Guardiões da Galáxia em uma campanha de RPG. Assim como o trio de Hogwarts, os personagens aqui têm química irresistível e um humor que alivia até as situações mais tensas. A magia é criativa e prática, lembrando os feitiços inventivos da história do Menino Bruxo, mas com um tom mais descontraído e irônico. 

    Se você curte a caça às horcruxes, vai adorar a busca por artefatos poderosos aqui — mas com mais golpes de sorte e trapalhadas. É uma ótima – e a principal sugestão – para quem quer a mesma emoção fantástica, mas com uma vibe mais leve, divertida e até mesmo fora do pensamento comum. Porém, eu diria que Dungeons & Dragons: Honra Entre Rebeldes é para aqueles que cresceram com Harry Potter, ou seja, crianças que cresceram com o lançamento dos filmes e livros, e que já assistiram à trilogia Senhor dos Anéis, por exemplo. Caso você seja um dos fãs mais jovens, que já teve acesso a todos os filmes sem precisar esperar, minha indicação é Percy Jackson e os Olimpianos, (que está mais para frente na lista), pois tem um foco maior em público infanto-juvenil, enquanto Dungeons & Dragons é mais adulto, com piadas e referências mais maduras com classificação indicativa para maiores de 12 anos. 

    As Crônicas de Nárnia: O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupas (2005) - Filme

    As Crônicas de Nárnia: O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupas é perfeito para fãs de Harry Potter jovens heróis (os irmãos Pevensie) descobrindo um mundo mágico (Nárnia), e uma batalha entre o bem e o mal. A passagem pelo guarda-roupa lembra a Plataforma 9 3⁄4, e o leão Aslan, como Dumbledore, guia os protagonistas contra a Feiticeira Branca, que usa sua magia para controlar o reino. Com criaturas fantásticas, amizade e coragem, o filme captura a mesma magia e aventura da saga potteriana. 

    Ideal para quem ama fantasia épica e jornadas heróicas que podem ser assistidas por toda a família, ainda mais agora que, assim como Harry Potter, tem novas produções sendo feitas – um novo filme deve chegar em 2026, sob a direção de Greta Gerwig (Barbie), produzido pela Netflix. Esta sugestão talvez seja mais batida, mas caso você não tenha assistido ainda, vale a pena dar uma chance para essa produção, mesmo que, diferente de Harry Potter, As Crônicas de Nárnia tem uma nítida ligação com o catolicismo. Aqui, os fãs de Os Senhor dos Anéis também podem se divertir bastante, principalmente pela criação de novos mundos, mas de maneira menos complexa e com um público mais jovem em mente.

    Miss Peregrine e as Crianças Peculiares (2016) - Filme

    Miss Peregrine e as Crianças Peculiares é um prato cheio para os amantes do menino bruxo. Se Harry Potter e Os Miseráveis se encontrassem em um universo gótico de Tim Burton, seria assim. O filme tem a essência de HP – um jovem descobre um mundo escondido cheio de pessoas com habilidades especiais –, mas com um clima sombrio e visualmente denso. As criaturas aqui são mais macabras (como os Hollowgasts, que lembrarão dementadores), e a trama envolve viagens no tempo e loops temporais, algo que a trama do Menino Bruxo só explora marginalmente. 

    É para fãs que preferem o lado obscuro da fantasia, com menos regras de magia e mais estilo visual marcante. Se você gostou de Animais Fantásticos, por exemplo, mas queria mais escuridão e menos criaturas fofas, este é para você. Uma boa pedida também para ver depois de As Crônicas de Nárnia: O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupas e Percy Jackson e os Olimpianos, pois também faz um bom trabalho misturando novos mundos com a nossa realidade. 

    A Invenção de Hugo Cabret (2011) - Filme

    Este é uma joia cinematográfica que encanta não somente os fãs de Harry Potter, como a todos que amam cinema. Para fãs de Harry Potter que amam mistério, detalhes e histórias de órfãos especiais, mas preferem um cenário histórico à magia explícita. A Invenção de Hugo Cabret é como um Harry Potter “trouxa”: talentoso, curioso e cheio de segredos. Se em Harry Potter a magia está em varinhas e poções, aqui está na mecânica precisa dos autómatos e na arte do cinema em seu nascimento. 

    A narrativa tem o mesmo encanto de descoberta, mas substitui feitiços por engrenagens e trouxas por adultos descrentes. É ideal para quem quer a sensação de maravilhas, mas sem fantasia tradicional – como se Harry Potter e A Invenção de Hugo fossem primos distantes: um com magia, outro com mecânica encantada. Este filme é uma ótima opção para quem prefere então algo mais real, diferente dos outros longas citados nesta lista por ser o único sem elementos de fantasia. 

    O Labirinto do Fauno (2006) - Filme

    Este é um dos meus filmes favoritos da vida, e é ideal para fãs que apreciam o lado mais sombrio de Harry Potter, mas com uma abordagem mais madura e artística. O Labirinto do Fauno é uma obra-prima sombria que fascina com sua mistura única de realidade crua e fantasia mágica. Assim como Harry, a jovem Ofélia enfrenta um mundo hostil (a Espanha franquista) enquanto descobre um reino subterrâneo misterioso, uma espécie de "Hogwarts particular". 

    Aqui, a fantasia não é um escape, mas uma metáfora para enfrentar horrores reais – a Guerra Civil Espanhola substitui a ascensão de Voldemort. O Fauno é tão ambiguamente moral quanto Snape, e as criaturas são assustadoramente belas. Se HP usa magia para falar de amizade e coragem, O Labirinto do Fauno a usa para discutir opressão e resistência. Não espere humor ou alívio leve; é uma experiência intensa, como Harry Potter cruzado com O Pianista e a assinatura gótica de Guillermo del Toro. Portanto, esta é a indicação menos voltada ao público infantil da lista, e se assemelha mais aos fãs de A Invenção de Hugo Cabret do que Percy Jackson e os Olimpianos, por exemplo.

    Percy Jackson e os Olimpianos (2023–) - Série

    A série Percy Jackson e os Olimpianos (do Disney+) é perfeita para fãs de Harry Potter: mistura mitologia grega com um jovem herói descobrindo seus poderes, amizades épicas e missões perigosas. Percy, um semideus filho de Poseidon, precisa provar sua inocência após ser acusado de roubar o raio de Zeus. Com Annabeth (filha de Atena) e Grover (um sátiro), ele enfrenta monstros e deuses em uma jornada repleta de ação, humor e coração. Fiel aos livros de Rick Riordan, a série traz magia, aventura e o mesmo charme que conquistou os potterheads. Além disso, uma segunda temporada que adapta o livro O Mar de Monstros está prevista para chegar ainda neste ano, com mais aventuras divertidas e épicas neste mundo muito criativo.

    Como Harry Potter, essa indicação faz sentido ao pensarmos nos seres místicos, como minotauro ou fantasmas, que aparecem em ambas as obras. Se você ama a parte da aventura de Harry Potter, com uma pegada mais Pequenos Espiões, esta é uma ótima pedida. Ótima série também para assistir no mesmo final de semana de Miss Peregrine e as Crianças Peculiares, pois tem a mesma clássica pegada de jovens em instituições descobrindo um universo diferente. 

    His Dark Materials (2019-2022) - Série

    A série His Dark Materials é uma ótima pedida para quem ama o universo mágico de Harry Potter pois também é baseada em livros; desta vez, na trilogia Fronteiras do Universo, de Philip Pullman. Assim como HP, tem uma protagonista jovem e corajosa (Lyra como uma Hermione mais rebelde) e um sistema de magia único (os daemons são tão essenciais quanto as varinhas). Mas aqui, a trama é mais densa: questiona religião, liberdade e física quântica, como se Harry Potter se unisse a O Quebra-Nozes. Se HP é sobre derrotar um bruxo das trevas, His Dark Materials é sobre desafiar instituições divinas. 

    Ideal para quem quer uma saga igualmente épica, mas com mais nuances para adultos e menos previsibilidade. Com mitologia rica, personagens complexos e um enredo repleto de reviravoltas, a série oferece a mesma profundidade e fantasia que conquistaram os fãs do mundo bruxo. Esta é uma opção para jovens que não assistiram aos outros títulos desta lista e gostam, por exemplo, de narrativas como The Witcher e Shadow and Bone.

    Sete Minutos Depois da Meia-Noite (2016) - Filme

    Sete Minutos Depois da Meia-Noite é um tesouro para fãs de Harry Potter que buscam fantasia com mais profundidade emocional. O filme acompanha Conor, um menino que enfrenta o câncer terminal da mãe e recebe visitas noturnas de um monstro (voz de Liam Neeson) que conta histórias metafóricas. Assim como HP usa magia para explorar temas complexos, aqui o fantástico ajuda o protagonista a lidar com luto e crescimento. 

    Com atuações marcantes e narrativa poética, a obra equilibra realidade crua e elementos mágicos, oferecendo a mesma carga emocional da saga potteriana - perfeito para quem ama histórias onde a verdadeira magia está no amadurecimento humano. Não há batalhas mágicas ou escolas de bruxos; a magia aqui é metafórica e terapêutica. Se HP é sobre encontrar força na amizade, este é sobre encontrá-la dentro de si mesmo. É Harry Potter sem varinhas, mas com a mesma carga emocional – perfeito para quem se emociona com a história do Snape e quer mais profundidade psicológica.

    O Castelo Animado (2004) - Filme

    O Castelo Animado é uma joia da fantasia que encantará fãs de Harry Potter com seu mundo mágico único e personagens profundos. Acompanhamos Sophie, transformada em idosa por uma maldição, em sua jornada pelo misterioso castelo ambulante do feiticeiro Howl. Assim como HP, o filme mescla magia vibrante com temas universais: amor, identidade e coragem frente às adversidades. 

    A animação do Studio Ghibli cria um universo onde a magia pulsa em cada detalhe - desde o castelo que anda até os demônios de fogo. Uma narrativa sobre aceitar nossas imperfeições, com a mesma profundidade emocional que fez de Harry Potter tão especial, mesmo com apenas um filme. Este filme é lindo, emocionante e divertido. Se você se encanta com o universo de Hogwarts, mas também ama A Viagem de Chihiro, não pode perder este. Uma boa opção para assistir ao lado de crianças. 

    O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel (2001) - Filme 

    O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel é a fantasia épica definitiva para fãs de Harry Potter, mas também, acredito, seja a mais óbvia da lista. Assim como HP, apresenta um mundo mágico rico (Terra-média como Hogwarts), heróis inesperados (Frodo como Harry) e temas universais sobre amizade e coragem. Se em HP temos Hogwarts, aqui exploramos reinos como Gondor e Moria. A Sociedade do Anel rivaliza com o trio de ouro de HP em lealdade, enquanto magia, elfos e criaturas míticas tecem uma trama mais madura e complexa. 

    Para quem quer expandir seus horizontes fantásticos após Harry Potter, Tolkien oferece uma jornada inigualável - onde até os menores podem mudar o destino do mundo. Impossível não pensar que a cruzada de Frodo para destruir o anel seja algo como a jornada de Harry para destruir as horcruxes. Se você ama a construção de mundo de Potter, mas quer algo mais expansivo e adulto – como se HP e Game of Thrones (em escala menor e menos explícita) se unissem –, esta é a porta de entrada. Este é para quem gosta de novos universos mais complexos, caso não seja o que você se interesse, melhor As Crônicas de Nárnia: O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupas pelas suas metáforas de mais fácil compreensão e personagens mais próximos à realidade. 

  • Séries Como 'Game of Thrones' Que Misturam Ação, Drama e Fantasia

    Séries Como 'Game of Thrones' Que Misturam Ação, Drama e Fantasia

    Ana Scheidemantel

    Ana Scheidemantel

    Editor JustWatch

    Já faz anos que Game of Thrones terminou, mas a série da HBO continua sendo referência, especialmente agora com o sucesso de seu spin-off A Casa do Dragão. Com mais uma temporada do derivado confirmada, e outra série em Westeros chegando no começo de 2026 com O Cavaleiro dos Sete Reinos, este universo brutal continua conquistando fãs. 

    Inspirada na coleção de livros de George R.R. Martin, Game of Thrones mistura fantasia, política, violência, família e drama em um cenário medieval fictício, contando com um elenco e produção de primeira. Para quem ama todas as reviravoltas políticas e mortes brutais, a JustWatch preparou uma lista de séries similares para você assistir enquanto aguarda o retorno do derivado e a nova expansão. 

    A Casa do Dragão (2022–)

    Caso você esteja procurando uma série bem parecida com Game of Thrones, o spin-off A Casa do Dragão é uma ótima opção, pois se passa no mesmo universo, quase 200 anos antes. Mesmo com alguns pontos negativos, a primeira temporada conquistou uma alta audiência com um elenco que chocou com atuações magistrais que acompanharam as diversas reviravoltas inesquecíveis, e a série conseguiu manter esse caráter no seu segundo ano. Por ser um derivado é, definitivamente, a série da lista que mais se compara a Game of thrones, por bem ou por mal. 

    Como uma história prequela, ela conta com mais drama, violência e dragões em uma guerra para conquistar o infame trono de ferro. Além de conter referências e explicações relacionadas à série original, ambas as temporadas de A Casa do Dragão mantêm o tom da série original e livros, tendo George R.R. Martin na produção. Apesar da qualidade oscilar bastante, a série tem momentos épicos que agradam qualquer fã de Westeros e das icônicas famílias. 

    The Witcher (2019–)

    Trazendo uma mistura de fantasia e drama medieval, The Witcher tem vários aspectos compartilhados com Game of Thrones. Com o foco no caçador de monstros chamado Geralt, a série mexe com tópicos de destino e profecias em um formato bem único, com saltos temporais. Apesar do aspecto mais fantasioso com os monstros, uma das maiores ameaças são os humanos, que brigam por poder a cada chance que tem. Esse elemento de fantasia, que apenas apoia os temas mais humanos, faz desta uma das abordagens mais parecidas com a série da HBO, principalmente na construção de mundo. 

    Outra similaridade é que The Witcher também se distanciou do material original nas temporadas posteriores, trazendo algo mais inovador para fãs dos livros, mas que não são tão recomendadas para os fãs mais puristas.

    Vikings (2013-2020)

    Tão brutal e violenta quanto Game of Thrones, Vikings tem uma visão madura e singular do povo nórdico e suas mitologias. Focando na história de Ragnar, um poderoso viking que virou um herói lendário em suas diversas vitórias dentre um povo que põe batalhas acima de tudo. Drama político, batalhas intensas, mortes violentas e muita traição, Vikings tem tudo para conquistar os fãs da série da HBO.

    Com elementos parecidos com O Homem do Norte e O Guerreiro Silencioso, a série é uma ótima opção para quem é fã de retratos realistas da mitologia nórdica. Com um pouco de misticismo subliminar, junto à trama fundamentada, faz desta uma série bem similar, mas que faltam elementos fantásticos e fictícios presentes em outras séries, como The Witcher.

    Xógum: A Gloriosa Saga do Japão (2024–)

    Baseada no livro de ficção histórica de James Clavell, Xógum: A Gloriosa Saga do Japão tem a qualidade que lembra as primeiras temporadas de Game of Thrones. A série foca no inglês John Blackthorne sendo usado pelo líder japonês Lord Toranaga em sua jornada para virar Xógum, posição de prestígio no Japão em 1600. 

    Apesar de não ser uma fantasia e sim ficção, a série tem cenas brutais, lutas intensas, política cativante e um mundo imersivo que lembra muito a série baseada na obra de George R.R. Martin. Até por ser ficção, o contexto é bastante diferente das outras séries da lista, inspirado no Japão Feudal que lembra mais séries como O Samurai de Olhos Azuis e A Guerra dos Samurais, mesmo que tenha tom e temas que remetem muito a série da HBO. 

    The Last Kingdom (2015-2022)

    Já para fãs da parte histórica de Game of Thrones, The Last Kingdom possui ficção histórica como nenhuma outra, contando com uma qualidade cinematográfica impressionante. A série mostra uma época repleta de invasões Vikings em terras inglesas, mostrando guerras bastante intensas sem nenhum filtro.

    O protagonista, Uhtred, é um herdeiro saxônico, criado por Viking, e The Last Kingdom conta sua jornada em 7 temporadas épicas. Apesar de ter tido um filme que não foi tão bem recebido, a série teve um final bem satisfatório, fazendo muito sucesso após a aquisição da Netflix na terceira temporada, mesmo que tenha demorado um pouco para realmente decolar. A série é bem parecida com Vikings e Xógum em como foca em um período histórico real, mas repleto de momentos fictícios. 

    A Roda do Tempo (2021-2025)

    Caso você esteja interessado em mergulhar no aspecto mais fantasioso de Game of Thrones, A Roda do Tempo tem qualidade e magia. A série da Amazon Prime também é baseada em uma das coleções de livros de fantasias mais famosas, lidando com discussões sobre a ética por trás de um reino mágico. Até por isso, ela mergulha muito mais na fantasia e nos aspectos mágicos que as recomendações anteriores, como Xógum e The Last Kingdom.

    Com uma profecia intrigante e um protagonista que pode salvar ou destruir o mundo, A Roda do Tempo tem um reino mágico imenso que usa tropos clássicos do gênero de maneira envolvente. Com batalhas épicas de grande escala, a série definitivamente constrói uma trama que parece tão grandiosa quanto a da série de George R.R. Martin. Infelizmente, a série acabou de ser cancelada após o lançamento da sua terceira temporada, deixando uma legião de fãs decepcionados. 

    The Tudors (2007-2010)

    Esse drama histórico, focando durante o reinado de Henrique VIII, mostra toda violência, política e a vida da realeza. Tendo todo o charme e adultério dos dramas da família real em Game of Thrones, The Tudors mostra os conflitos, políticos, religiosos e amorosos do rei inglês e suas diversas mulheres de forma bem cativante.

    Ao contrário da série da HBO, The Tudors tem um foco muito mais histórico e fundamentado, mas que consegue aumentar eventos verdadeiros com muita intriga dramática.A série é o oposto de A Roda do Tempo, já que não possui elementos fantasiosos (apenas exagerados) e é muito mais focado nas semelhanças fundamentadas em eventos históricos.

    Outra curiosidade é que a atriz de Game of Thrones, Natalie Dormer, também é uma das protagonistas da série histórica, vivendo Ana Bolena com uma performance calculada que justapõe a instabilidade de Jonathan Rhys Meyers como o protagonista. 

    Succession (2018-2023)

    Quando o patriarca da família começa a ficar doente, todos os seus filhos começam a disputar para ver quem vai herdar o império da família. Para fãs procurando por algo mais moderno, Succession conta com todo o drama interno de uma família corporativa, em uma série também produzida e disponibilizada pela HBO. Com temas bem parecidos com Game of Thrones, esse drama se distancia do resto da lista por não trazer um mundo que se passa ou é inspirado no passado como Xógum ou The Witcher, e é a única que se passa em um mundo atual.

    O drama de família, misturado com as reviravoltas políticas, faz com que a série aborde tópicos parecidos com a adaptação do mundo de George R. R. Martin. Uma ótima opção para os fãs que também gostam de séries de drama com um olhar realista, como House of Cards e Industry, ou estão procurando por algo mais atual e de qualidade — que por sinal, Succession tem muita, recebendo diversos prêmios, incluindo o Emmy de Melhor Série de Drama em 2024. 

    Spartacus (2010)

    Spartacus é a série perfeita para quem quer continuar com toda a violência, brutalidade, traição e nudez de Game of Thrones, mas que tem uma vibe diferente de outras recomendações. Se passando em 72 a.C. no Império Romano, a série foca nos gladiadores, tendo então um foco em batalhas violentas e vidas curtas, mas com uma qualidade bem alta.

    Com quatro temporadas excelentes, a série mostra a dura e violenta realidade da época, repleta de drama e reviravoltas, com elementos históricos similares a The Tudors. Recentemente, o derivado Spartacus: House of Ashur foi confirmado, prometendo trazer mais do que faz dessa franquia especial. De acordo com Graham McTavish, que interpreta Korris, em sua entrevista exclusiva com a JustWatch, a série é perfeita se você para quem gosta de violência, sexo e personagens fortes, sendo outra grande opção para fãs da série da HBO. 

    O Problema dos 3 Corpos

    Como uma exceção a lista que foca em dramas históricos ou fantasias, a série de ficção científica tem algumas semelhanças em termos de produção. O Problema dos 3 Corpos também adapta uma coleção épica de livros, mas é guiada por um mistério intrigante fundamentado nos personagens complexos — o que faz dela muito fácil de assistir, mesmo contendo temas complexos e conceitos bem abstratos.

    Esta série da Netflix tem os criadores da série da HBO, Daniel Weiss e David Benioff, na liderança, tendo um foco no envolvimento emocional entre personagens, e na qualidade e não na velocidade. Apesar de não ter temas parecidos como em Vikings ou um cenário similar como em The Last Kingdom, O Problema dos Três Corpos teve uma grandiosidade que lembra a série de fantasia, incluindo o escopo de grande. Além disso, caso você queira ver rostos conhecidos, a série conta com vários atores de Game of Thrones, que vão deixar os fãs ainda mais nostálgicos. 

  • Os 10 Melhores Filmes e Séries com Marco Pigossi

    Os 10 Melhores Filmes e Séries com Marco Pigossi

    Bruno Pinheiro Melim

    Bruno Pinheiro Melim

    Editor JustWatch

    Marco Pigossi faz parte de uma lista seleta de atores brasileiros com uma carreira internacional no cinema, ao lado de Wagner Moura, Rodrigo Santoro, Alice Braga, entre outros. Um ator que iniciou a sua trajetória atuando em novelas, e hoje encanta o mundo por meio de séries de grandes plataformas de streaming e filmes premiados em festivais internacionais.

    Aproveitando a estreia recente, no Festival do Rio, da adaptação do clássico Quarto do Pânico, de David Fincher, protagonizado por Marco Pigossi, fizemos uma lista com os melhores filmes e séries da sua carreira, para além do remake brasileiro. Conheça a filmografia de um dos atores contemporâneos mais talentosos do país, e saiba também onde encontrar as produções citadas em streaming.

    10. Maníaco do Parque (2024) 

    Como extensão do sucesso de produções true crime, principalmente nos Estados Unidos, o Brasil, nomeadamente através da Amazon, produziu uma ficção contando a história de um dos serial killers mais famosos do país, apelidado de O Maníaco do Parque. Um filme que tenta seguir alguns padrões já consolidados de produções como Dahmer: Um Canibal Americano, mas que peca ao fazer um retrato sem muita profundidade, soando bastante didático e por vezes até insensível. 

    No entanto, não são as performances que comprometem o desenvolvimento do filme. Pelo contrário, em Maníaco do Parque presenciamos um vasto leque de talentosos atores, incluindo Marco Pigossi, que faz um papel coadjuvante, interpretando o chefe de redação de um jornal, trazendo um contraponto desagradável à protagonista do filme, uma jornalista que investiga o caso. Uma interpretação segura e provocativa do ator, que acaba sendo super importante para um dos conflitos do filme.

    9. Onde Nascem os Fortes (2018)

    Além dos filmes, Marco Pigossi construiu sua carreira através da televisão brasileira, atuando em inúmeras novelas da rede Globo. Porém, antes de sair da emissora, para focar na sua carreira internacional e nos papéis mais cinematográficos, o ator participou de uma série de destaque intitulada Onde Nascem os Fortes. Um drama situado no sertão nordestino, com uma pegada de faroeste brasileiro, como Serra Pelada.

    Ao contrário de Maníaco do Parque, é uma produção que se propõe a se aprofundar nos dramas e no lado psicológico dos seus personagens, através de uma história de vingança e busca pela verdade, após o desaparecimento do irmão da protagonista, interpretado por Marco Pigossi. Mesmo sem fazer parte de todos os episódios, o ator entrega uma performance poderosa e bastante impactante, que deixa marcas no público durante toda a série.

    8. A Última Chance (2019) 

    A Última Chance foi um dos primeiros filmes protagonizados por Marco Pigossi, que conta a história real de redenção de Fábio Leão, um ex-criminoso que abandonou o crime, tornando-se um professor de artes marciais e lutador de MMA. Uma obra que recomendo àqueles que gostam de histórias sobre o poder de transformação do esporte na vida das pessoas, como o filme Guerreiro.

    Além disso, é um longa bastante instigante para quem tem interesse em presenciar os primeiros passos de Marco no cinema, através de uma obra que explora mais facetas do ator, comparado com a série Onde Nascem os Fortes. Na pele do protagonista, Marco Pigossi convence tanto como um criminoso, como também como um lutador. Uma performance que demonstra o seu lado mais dramático, além das suas competências físicas, por meio de uma figura que se transforma ao longo da vida. 

    7. Alto Mar (2019–2020) 

    Um ano depois da estreia de A Última Chance, Marco Pigossi participou da última temporada de uma série espanhola de muito sucesso, intitulada Alto Mar. Uma típica produção de mistério (e de época) parecida com as histórias de Agatha Christie como Morte no Nilo — inclusive, também se passando dentro de um navio. 

    Uma série tensa e com uma reconstrução histórica impecável, imperdível aos amantes de enredos que constroem um enigma para a descoberta do assassino. Na verdade, no caso da última temporada, o mistério gira em torno de um vírus que está sendo carregado por um dos tripulantes do navio.

    Marco Pigossi interpreta um espião inglês, que está na embarcação justamente para tentar encontrar o cientista que carrega o vírus. Um papel ainda mais desafiador que em A Última Chance, já que o ator fala em espanhol durante toda a produção. Mesmo assim, Marco surpreende com a sua desenvoltura e facilidade em atuar em outra língua, construindo um personagem crucial para o encerramento da série.

    6. O Nome da Morte (2017) 

    Assim como A Última Chance, O Nome da Morte também é um filme inspirado em uma história real de um criminoso brasileiro, no caso, de um pistoleiro conhecido pelo número absurdo de execuções. Além disso, também é uma obra que se aprofunda no lado psicológico do protagonista, buscando uma reflexão através do contraste entre a sua vida pessoal (onde é considerado um ‘bom sujeito cristão’) e a sua vida profissional (onde trabalha como matador de aluguel).

    Um filme que explora ainda mais a capacidade dramática de Marco Pigossi, por meio de um personagem com um conflito interno tão grande quanto o protagonista de O Assassino, de David Fincher. Sem dúvida, um papel que ficará marcado para sempre na carreira do ator, principalmente pela complexidade e ambiguidade do seu personagem. 

    5. Gen V (2023–) 

    Como parte da sua filmografia internacional mais recente, Gen V aparece como uma das produções que mais deram notoriedade global ao ator. Afinal, uma série spin-off de The Boys, sobre uma nova geração de super-heróis que frequentam uma universidade especializada, carrega um enorme apelo popular, capaz de conquistar variados públicos em diversos lugares do mundo. Uma produção que recomendo bastante aos que estão em busca de uma série de super-heróis moderna e dinâmica, centrada nos conflitos de jovens com poderes, como Marvel's Runaways.

    Marco Pigossi atua na primeira temporada da série como um cientista genial ligado à universidade, que esconde alguns segredos que são revelados no decorrer da história, impactando negativamente o grupo de jovens heróis. Um personagem mais misterioso (comparado aos seus papéis já citados), elevado por uma atuação intensa e visceral do ator brasileiro — na minha visão, sendo um dos grandes destaques da produção. Por esses motivos, merece a quinta posição do ranking.

    4. Tidelands (2018)

    Logo após atuar em Onde Nascem os Fortes, encerrando o seu contrato com a Globo, Marco Pigossi iniciou a sua parceria com a Netflix trabalhando na série australiana Tidelands, onde atuou em inglês pela primeira vez. Nela, o ator brasileiro aparece em todos os episódios, sendo um dos protagonistas de uma história fantástica e misteriosa, que envolve sereias que habitam em segredo uma cidade costeira. Na verdade, seu personagem é responsável por fazer essa ponte entre os seres humanos e fantásticos do local. Uma série que mesmo com uma pegada mágica, carrega um tom mais sombrio, semelhante à Supernatural.

    Um papel ainda mais fantasioso e não realista, comparado ao cientista da série de super-heróis Gen V, que desafiou o ator a criar um personagem estilizado, mas que não caísse no espectro da caricatura. O resultado foi bastante satisfatório, tanto que abriu as portas para que ele conseguisse papéis internacionais em produções ainda maiores. Por esta razão especial, e por ser um dos protagonistas da série (diferentemente de Gen V), a produção ocupa a quarta colocação da lista.

    3. Lago dos Ossos (2024) 

    Chegamos agora a um dos seus trabalhos mais recentes, um longa de terror psicológico bem sangrento, que carrega uma tensão sexual parecida com filmes como A Marca da Pantera, sobre dois casais que alugam acidentalmente a mesma casa, e no meio dessa coabitação, acabam por revelar os seus segredos e desejos mais íntimos e obscuros, levando a convivência entre eles ao seu limite.

    Marco Pigossi dá vida a um dos quatro protagonistas reclusos na mansão, um homem inseguro, que vive um relacionamento rodeado de tensões. À medida que o outro casal começa a provocar e a testar os desejos e limites dos dois, os bonzinhos da história acabam por se relevar. Lago dos Ossos já vem sendo considerado um dos filmes de terror mais instigantes e bem executados dos últimos anos, potencializado por uma atuação complexa, realista e bastante humana de Pigossi. Uma performance ainda mais exigente do que em Tidelands.

    2. Cidade Invisível (2021–2023) 

    Voltando ao campo das séries, chegamos a Cidade Invisível, uma produção brasileira da Netflix sobre um policial ambiental viúvo (interpretado por Marco Pigossi), que durante uma série de investigações, acaba por entrar em contato com seres mitológicos do folclore brasileiro — encontro este que revela, aos poucos, segredos da sua própria identidade e da morte da sua esposa. 

    Uma série fantástica, ainda mais original e misteriosa que Tidelands, com uma forte crítica ambiental, similar a filmes como Okja. Além disso, conta com uma performance sensível e profunda de Marco Pigossi, construindo um personagem labiríntico, que tenta descobrir os mistérios por trás dessas figuras folclóricas (na primeira temporada, no Rio de Janeiro, e na segunda, na região de Belém), ao mesmo tempo que tenta lidar com o luto da sua falecida esposa.

    1. Maré Alta (2024) 

    Maré Alta é um drama romântico que encanta muito por conta da atuação sentimental, quase sublime de Marco Pigossi. Um filme delicado, contemplativo e emotivo sobre um imigrante brasileiro que tenta mudar de vida nos Estados Unidos (no caso, na cidade de Provincetown), ao mesmo tempo que tenta lutar contra a solidão, ao se relacionar com um novo homem. 

    É, sem dúvida, o papel no cinema mais marcante do ator, de uma sutileza refinada e ainda mais sofisticada que em Cidade Invisível. Sua entrega é notável, e a identificação do espectador para com o seu personagem é instantânea. Mas Maré Alta também é um filme de ambiente, de paisagens que comunicam o estado emocional do protagonista, um homem com o coração partido, rodeado de incertezas e inseguranças, mas com uma sede de vida que ainda o mantém vivo. Uma obra que me faz lembrar bastante do filme Praia do Futuro, de  Karim Aïnouz.

  • De TWICE e BTS a Psy: Os 10 Melhores Documentários Sobre K-Pop

    De TWICE e BTS a Psy: Os 10 Melhores Documentários Sobre K-Pop

    Beatriz Coutinho

    Beatriz Coutinho

    Editor JustWatch

    A música pop sul-coreana, mais conhecida como K-Pop, continua conquistando o mundo inteiro e ganhará um novo capítulo com o aguardado lançamento de ONE IN A MILL10N, o novo documentário do grupo feminino TWICE, um dos maiores do mundo. Mais do que um simples registro de bastidores, o longa promete mergulhar na trajetória do grupo, assim como já fizeram outras produções sobre K-Pop.

    Entre produções que exploram a jornada de artistas lendários, como BTS e Blackpink, neste guia da JustWatch você descobre em quais serviços de streaming assistir ONE IN A MILL10N, TWICE e outros documentários que mostram a evolução da indústria do K-Pop e o que está por trás das luzes de cada show e performance.

    ONE IN A MILLION, TWICE (2025)

    Comemorando 10 anos de carreira, o TWICE, um dos girl groups mais famosos do K-Pop, lançará o documentário ONE IN A MILL10N, TWICE, que estreia em 6 de novembro de 2025 nos cinemas brasileiros. A produção promete mostrar diversas imagens das integrantes Nayeon, Jeongyeon, Momo, Sana, Jihyo, Mina, Dahyun, Chaeyoung e Tzuyu ao longo dos últimos anos, revelando uma série de gravações de bastidores sobre turnês mundiais, reflexões sobre crescimento, amizade, a pressão de estar em um grupo tão grandioso e os sonhos que cada uma delas têm para o futuro.

    E se você adorou Guerreiras do K-Pop, vale a pena assistir TWICE: Seize the Light enquanto o novo documentário não estreia — não só porque poderá ouvir novamente as vozes de Jeongyeon, Jihyo e Chaeyoung, que cantam TAKEDOWN na animação da Netflix, mas também para ver o olhar bastante íntimo que a produção oferece sobre o início do grupo, sua formação pela JYP Entertainment e ascensão meteórica que transformou as garotas em um dos maiores nomes do K-Pop. O documentário também reforça a autenticidade e o companheirismo entre as integrantes, que vai muito além do palco.

    Blackpink: Light Up the Sky (2020)

    Lançado pela Netflix em 2020, Blackpink: Light Up the Sky é o tipo de documentário capaz de emocionar os fãs e surpreender quem começa a assisti-lo por curiosidade sobre o fenômeno do K-Pop. A produção acompanha Jennie, Jisoo, Rosé e Lisa em diferentes fases de suas carreiras: dos dias intensos de treinamento até o estrelato mundial, oferecendo ótimas explicações sobre como funciona a estrutura por trás desse gênero musical, que geralmente envolve treinos intensos de canto e dança para que um grupo finalmente seja lançado oficialmente.

    A produção equilibra bem a grandiosidade dos shows e clipes grandiosos que o quarteto protagoniza, ao revelar também a vulnerabilidade, dúvidas e desafios das integrantes, mostrando com sensibilidade as dores e delícias de viver sob os holofotes — de forma parecida com TWICE: Seize the Light. Dirigido por Caroline Suh, o documentário é íntimo sem ser invasivo e ainda mostra também a ascensão do grupo no Ocidente, trazendo cenas de bastidores da apresentação icônica das garotas no famoso festival de música Coachella, um dos grandes marcos do grupo na música pop global. Vale lembrar que você já deve ter visto elas por aí, pois Lisa fez parte do elenco da 3ª temporada de The White Lotus, Jennie apareceu em The Idol e Jisoo protagonizou o drama Snowdrop. 

    BTS: Burn the Stage (2018)

    Passando para os boy groups agora, se você adorou K-dramas como Itaewon Class e Nosso Eterno Verão, cujas trilhas sonoras têm a participação de membros do BTS, mas ainda não conhece o grupo a fundo, precisa assistir BTS: Burn the Stage. Mais do que um documentário, a produção é um livro aberto sobre a jornada dos sete jovens que transformaram o K-Pop em um fenômeno mundial: Jin, Suga, J-Hope, RM, Jimin, V e Jungkook, acompanhando-os durante a turnê Wings Tour e mostrando não só bastidores dos shows, mas também momentos vulneráveis do grupo.

    Entre risadas, exaustão e discursos emocionantes, o público consegue ver de perto o esforço e a cumplicidade que sustentam o BTS. Apesar da estrutura ser parecida com a de outros documentários do gênero musical, é a narrativa sensível da produção que se destaca, pois assim como grande parte das músicas dos garotos, ela é sensível e inspiradora, reforçando que o sucesso do grupo vai além de recordes, podendo ser percebido na sinceridade e no vínculo real de cada membro entre eles mesmos e com os fãs.

    Are You Sure?! (2024)

    Are You Sure?! é diferente de todos os documentários dessa lista, pois não foca em grandes performances ou bastidores de shows. Aqui, acompanhamos Jimin e Jung Kook, integrantes do BTS, em uma viagem tranquila e cheia de risadas, mas também com um tom de despedida no ar — afinal de contas, a produção foi filmada pouco antes da dupla partir para o serviço militar obrigatório da Coreia do Sul, que obrigou o grandioso grupo a dar uma pausa na carreira.

    Entre paisagens deslumbrantes pelos Estados Unidos, Coreia e Japão, refeições caseiras e conversas sinceras, os dois cantores refletem sobre amizade, tempo e crescimento pessoal. Mais do que um simples registro de viagem, Are You Sure?! É um retrato afetuoso do companheirismo e de um grupo que, mesmo separado por obrigações e trabalhos profissionais individuais, continua unido por laços bastante profundos. Atualmente, ambos os integrantes já cumpriram seu período obrigatório no Exército da Coreia do Sul e uma 2ª temporada com previsão de lançamento ainda para 2025 vai acompanhá-los na Suíça e no Vietnã, logo depois do fim desse compromisso com seu país de origem.

    BigBang Made the Movie (2016)

    Ainda mais introspectivo que BTS: Burn the Stage, BigBang Made the Movie mergulha na essência de um dos grupos mais influentes do K-Pop: BingBang. O documentário foi lançado em comemoração aos 10 anos de carreira de G-Dragon, Taeyang, Daesung, Seungri e T.O.P. — que na época formavam um quinteto, mas atualmente somente os três primeiros seguem no grupo — acompanhando os bastidores da turnê mundial MADE World Tour, que percorreu 32 países.

    Ao longo da produção, os integrantes compartilham reflexões sobre fama e amadurecimento, revelando o lado mais humano por trás de suas performances explosivas em palco e do visual extravagante de cada um. O documentário é um registro nostálgico e poderoso sobre a força e vulnerabilidade do grupo, mostrando momentos de pura energia de palco, mas também as várias conversas sinceras que acontecem fora dele, quando é possível perceber com ainda mais detalhes a personalidade de cada um. BigBang Made the Movie é uma lembrança poderosa do quanto esses cinco artistas ajudaram a moldar toda uma geração musical.

    K-Pop Evolution (2021)

    Disponível no YouTube, K-Pop Evolution é uma das produções mais completas já feitas sobre o gênero musical sul-coreano. Em formato documental dividido em episódios, a série traça um panorama envolvente da história do K-Pop, mostrando desde as suas origens nos anos 1990, com grupos pioneiros como H.O.T. e Seo Taiji & Boys, até a explosão global de fenômenos como BTS e Blackpink — revelando como esse estilo também está diretamente ligado ao governo do país, que enxerga os grupos como cultura e os fomenta para que o mundo conheça a Coreia do Sul por meio deles.

    Além de entrevistas com grandes artistas, produtores e coreógrafos, a série documental também aborda os bastidores do treinamento intenso, da indústria de idols e das pressões que vêm com o sucesso, mostrando que apesar de impressionante, esse mundo não é completamente colorido e impassível de críticas. Com uma edição moderna e depoimentos sinceros, K-Pop Evolution é uma aula fascinante sobre o poder cultural, musical e emocional do K-Pop, aprofundando ainda mais os bastidores de Blackpink: Light Up the Sky e outros documentários, como o recente Pop Star Academy: KATSEYE. 

    Mamamoo: My Con the Movie (2023)

    Mais do que um simples registro de turnê, Mamammo: My Con the Movie é uma verdadeira carta de amor entre o grupo e seus fãs, os Moomoos, que se sobressai mesmo diante dos cortes bruscos e da edição ruim do documentário. O filme acompanha Solar, Moonbyul, Wheein e Hwasa durante a turnê My Con, mostrando não só bastidores de suas performances impecáveis, mas também momentos de vulnerabilidade, risadas e cumplicidade entre as integrantes, e entrevistas com fãs e outros grandes ídolos da história do K-Pop falando sobre as garotas, o que enriqueceu ainda mais a produção.

    Nas entrelinhas, também é possível observar uma certa honestidade da produção e das integrantes sobre o lado não tão bonito do K-Pop, mostrado em K-Pop Evolution — elas ressaltam que apesar de amarem umas às outras e o que fazem pelo grupo, a empresa e gravadora que cuida delas não necessariamente vinha fazendo a própria parte, o que estava tornando o futuro do quarteto nebuloso. Visualmente vibrante, o longa é uma celebração da trajetória do Mamammo, que não foca em apresentar o grupo para o mundo, mas, sim, em presentear a base de fãs. 

    SEVENTEEN : Hit The Road (2020)

    Se você começou a gostar de SEVENTEEN recentemente, prepare-se para assistir SEVENTEEN: Hit the Road e provavelmente deixar algumas lágrimas escaparem. Disponível no YouTube, o documentário acompanha os 13 integrantes do grupo: S.Coups, Jeonghan, Joshua, Jun, Hoshi, Wonwoo, Woozi, DK, Mingyu, The8, Seungkwan, Vernon e Dino ao longo de 13 episódios durante a turnê mundial Ode to You, realizada em 2019. A produção mergulha de forma intimista na rotina do grupo ao longo da série de shows, focando no lado humano dos artistas.

    O documentário captura perfeitamente a essência do grupo, que é muito dedicado e carinhoso com os fãs, os Carats, mesmo em meio ao cansaço de uma turnê gigantesca. Sensível como BTS: Burn the Stage e BigBang Made the Movie, a produção emociona e gera bastante identificação, já que S.Coups, Seungkwan, Dino e outros integrantes falam sobre problemas psicológicos como ansiedade e depressão, mostrando que por trás de coreografias impecáveis e apresentações confiantes, também existem jovens comuns, que conciliam rotinas de estrelato com suas questões pessoais.

    Psy Summer Swag 2022 (2023)

    Depois de dois anos afastado das grandes turnês, Psy voltou aos palcos com tudo no show Summer Swag, cujo resultado foi filmado e pode ser visto no documentário Psy Summer Swag 2022, que acompanha a energia explosiva do cantor que apresentou ao mundo o fenômeno Gangnam Style, ficando bastante marcado mundialmente por esse single. No entanto, o que muitos não sabem é que ele construiu uma carreira sólida, divertida e carismática, com sucessos que misturam humor e crítica social, e que são são K-Pop quanto qualquer grupo jovem do gênero.

    O documentário é uma verdadeira celebração do K-Pop e da capacidade única de Psy de transformar qualquer plateia em uma multidão dançante. Entre bastidores e performances impressionantes, a produção mostra que o cantor continua sendo um grande sinônimo de festa, alegria e autenticidade mesmo depois de mais de 20 anos de carreira, já que Psy estreou em 2001 na música popular sul-coreana.

    Super Junior: The Last Man Standing (2023)

    Assim como Psy, poucos grupos podem se orgulhar de ter uma trajetória tão longa e influente quanto o Super Junior, ativo desde 2005, e The Last Man Standing é o retrato definitivo dessa história. Na época de seu lançamento, o documentário mergulhou nas quase duas décadas de carreira do grupo, que ajudou a moldar o K-Pop moderno, desde os primeiros desafios e mudanças de formação até o auge da fama internacional.

    A produção traz depoimentos sinceros dos integrantes, imagens de arquivo raras e momentos emocionantes e nostálgicos, relembrando figurinos e cortes de cabelo já não tão comuns, mas que marcaram a história do Super Junior. Apesar do documentário ser uma bonita homenagem à dedicação e à amizade dos integrantes, a falta de menções aos membros que já não fazem mais parte do grupo, como Han Geng e Kibum, ou aos integrantes Zhou Mi e Henry, do sub-grupo focado no mercado chinês Super Junior-M, deixa um gosto amargo na boca de qualquer fã.

  • ‘Only Murders in the Building’ e Outras 9 Séries Com a Mesma Vibe de Mistério e Comédia

    ‘Only Murders in the Building’ e Outras 9 Séries Com a Mesma Vibe de Mistério e Comédia

    Bruno Pinheiro Melim

    Bruno Pinheiro Melim

    Editor JustWatch

    Com a chegada do episódio final da quinta temporada de Only Murders in the Building, que tal explorarmos mais a fundo o gênero (séries de mistério e comédia), através de uma lista com outras produções similares, que misturam suspense e humor, com um tom leve e uma história enigmática?

    Utilize este guia da JustWatch para descobrir uma coletânea de séries que trazem detetives trapalhões e engraçados, crimes e mistérios difíceis de desvendar e um ambiente cômico, por vezes tenso, e completamente imprevisível. Todas as produções estão disponíveis em pelo menos uma dessas plataformas de streaming: Disney+, Netflix, Claro TV+, HBO Max, Apple TV+ e Amazon Prime Video.

    Only Murders in the Building (2021–)

    Começando pela série atual mais popular do gênero, Only Murders in the Building chegou, em 2025, à sua quinta temporada, reunindo novamente os três entusiastas de histórias e podcasts de true crime (inclusive, eles criam o próprio podcast deles) — interpretados por Selena Gomez, Steve Martin e Martin Short — que se juntam para desvendar mistérios de assassinatos. 

    Uma série que vem lançando uma temporada a cada ano, desde que estreou, sempre trazendo essa mistura maluca de gêneros, que atinge diferentes tipos de público e gerações. Afinal, Selena é uma das atrizes modernas mais populares da atualidade, e Steve Martin e Martin Short dispensam apresentações aos que apreciam comédias mais antigas, como O Pai da Noiva — onde os dois também atuam juntos.

    Mesmo com a série caindo ligeiramente de qualidade, principalmente ao longo da segunda e terceira temporadas, as duas últimas retomam o caráter mais envolvente e espontâneo da produção, através de mistérios bem elaborados e que não necessitam de tantos excessos visuais e narrativos, concentrando-se novamente na divertida e prazerosa dinâmica de grupo dos três personagens principais.

    Brooklyn Nine-Nine: Lei & Desordem (2013–2021)

    Se você acha que os momentos mais divertidos de Only Murders in the Building só foram propiciados por conta dos protagonistas serem detetives amadores, Brooklyn Nine-Nine: Lei & Desordem prova que até mesmo alguns policiais e investigadores profissionais passam por situações caóticas e surpreendentemente engraçadas — principalmente o infantil e brincalhão detetive Jake Peralta, interpretado por Andy Samberg.

    Situada em uma delegacia de Nova York, especificamente no Brooklyn, a série — que durou oito temporadas — é uma espécie de mistura de The Office com Only Murders in the Building. Primeiro, porque dá ênfase ao desenvolvimento de personagem e adota um estilo mais documental de filmagem (se passando boa parte do tempo dentro do local de trabalho), além de apresentar piadas completamente absurdas e sem filtro, como a série de Michael Scott. E segundo, por também trazer mistérios de assassinatos desvendados por um grupo de detetives extremamente excêntrico — na verdade, a meu ver, com métodos até mais peculiares que o trio amador viciado em podcasts de true crime.

    Poker Face (2023–)

    Saltamos agora para uma produção que, à semelhança de Only Murders in the Building, ainda está em andamento, angariando fãs com o passar das temporadas — mesmo que a terceira ainda não esteja oficialmente confirmada. Na realidade, basta eu mencionar o nome do criador da obra para que você entenda que, na categoria mistério e comédia, Poker Face (no âmbito de séries), com certeza está entre as principais.

    Afinal, Rian Johnson (ele mesmo), é amplamente reconhecido por ter realizado todos os filmes da franquia Knives Out. No caso, em Poker Face, ao invés de Benoit Blanc, a série apresenta uma ‘investigadora’, também amadora (e interpretada pela divertidíssima Natasha Lyonne), que consegue desvendar diversos casos através da sua habilidade de saber quando alguém está mentindo. 

    Uma produção que recomendo muito, não só para quem já conhece o trabalho de Rian Johnson, mas também àqueles que estão à procura de uma série de mistério com uma protagonista feminina forte e um elenco de renome. Além disso, aos que adoram filmes com uma ambiência meio ‘road-movie’, é um motivo a mais para assistir, já que a personagem viaja pelos Estados Unidos de carro, colecionando todo tipo de caso (do mais macabro ao mais aleatório) para investigar.

    Assassinato na Casa Branca (2025)

    Outro sucesso recente do gênero, a série original da Netflix, Assassinato na Casa Branca, eleva um pouquinho o seu mistério, ao situá-la dentro da residência oficial do presidente dos Estados Unidos, durante um jantar com centenas de convidados. Convenhamos, um crime praticamente impossível de se desvendar — a não ser para a irreverente detetive Cordelia Cupp (vivida pela radiante Uzo Aduba), que passeia pelos inúmeros dormitórios do local, investigando convidados e, principalmente, os insanos funcionários da casa, em busca do assassino do mordomo morto.

    Com um tom muito mais descontraído e recreativo que o filme Crime na Casa Branca (que tem uma história parecida, mas com um estilo muito mais sombrio), Assassinato na Casa Branca é uma divertida e atrante homenagem às grandes histórias de suspense — inclusive, trazendo algumas referências diretas nos nomes e nos enredos dos seus episódios, como o filme Disque M para Matar, de Hitchcock, e o próprio Entre Facas e Segredos (Knives Out), que dão nome ao segundo e ao terceiro episódios, respectivamente. Uma produção que entretém e te prende do início ao fim, além de deixar aquela sensação de que os oito episódios passaram voando. Ou seja, uma prova do porquê das séries de mistério e comédia estarem tão em voga atualmente.

    Search Party (2016–2022)

    Search Party é mais uma série que traz uma protagonista feminina em busca de desvendar um mistério, no caso o desaparecimento de uma antiga colega de faculdade. Uma produção que se inicia como uma típica comédia de suspense (com um tom bastante ácido) na sua primeira temporada, mas que se desenvolve de maneira surpreendente, terminando sua história assimilando a temática de apocalipse de zumbis.

    Melhor dizendo, àqueles que estão à procura de uma série que utiliza o suspense para discutir temas mais amplos (ao invés de apenas entreter), além de romper completamente com a fronteira do gênero (assim como faz Killing Eve: Dupla Obsessão), provavelmente ficarão satisfeitos com Search Party. No entanto, vale ressaltar que suas temporadas iniciais (principalmente a primeira) trazem uma vibe muito parecida com Only Murders in the Building no que diz respeito a um grupo de amigos tentando investigar um caso de maneira amadora — a única diferença é que aqui a dinâmica é ainda mais disfuncional, por envolver apenas jovens desequilibrados.

    Depois da Festa (2022–2023)

    Voltando às séries de suspense com histórias no estilo Agatha Christie, chegamos a Depois da Festa. Uma produção da Apple que é uma espécie de primo distante de Assassinato na Casa Branca, já que também traz um enredo que inclui um assassinato (na casa de um homem milionário, em uma festa que reune antigos colegas de escola), além de uma investigadora super talentosa para tentar desvendar o mistério. Sua segunda temporada, também mantém a mesma fórmula, mas situando-se depois de um casamento.

    Além disso, o tom e a estrutura da série também são muito parecidos, já que a protagonista tenta resolver o caso através de entrevistas com os convidados. Aliás, são esses os momentos mais engraçados e imprevisíveis da série, uma vez que cada entrevistado constrói a narrativa que mais lhe convém. Em resumo, é uma produção que agrada os mais nostálgicos do gênero (àqueles que apreciam filmes como Morte Sobre o Nilo e Assassinato no Expresso Oriente), mas também os mais novos, por trazer temas e personagens bastante modernos e apelativos ao público jovem.

    Deadloch (2023–)

    Mesmo dentro do gênero de mistério e comédia, existem diferentes tons e estilos, como você já deve ter observado. Dessa forma, Deadloch se difere ligeiramente das demais produções da lista, por se situar em uma cidade isolada (assolada por diversas mortes sem explicação), trazendo uma ambiência e personagens estranhos que remetem à série Fargo — apesar desta ter um tom ainda mais sombrio e uma estética muito mais gráfica.

    Protagonizada praticamente apenas por mulheres (que investigam os casos), a série carrega um tom bem mais realista que Only Murders in the Building, construindo o seu humor mais a partir da excentricidade dos personagens e dos seus diálogos ácidos, do que propriamente pela sátira ao true crime e suas piadas espirituosas. Uma produção que recomendo, sobretudo, àqueles que são fãs da filmografia dos irmãos Coen, diretores que misturam o suspense e a comédia de uma maneira muito excêntrica, sempre trazendo personagens absurdos e peculiares.

    A Comissária de Bordo (2020–2022)

    A Comissária de Bordo tem, para mim, uma das premissas mais criativas do gênero, já que ao invés de focar sua trama no investigador, prefere adotar o ponto de vista da principal suspeita de um homicídio (uma comissária), para contar a sua história. Uma mudança de perspectiva que joga com a expectativa do público, uma vez que nos posicionamos ao lado da protagonista acusada, que tampouco sabe o que aconteceu com o seu interesse amoroso que amanheceu morto na cama, ao seu lado.

    À semelhança de Search Party, a série também assimila outros gêneros ao decorrer do seu desenvolvimento. No entanto, ao invés do suspense distópico, a produção vai para um caminho de histórias de espionagem e grandes tramas internacionais (principalmente durante a segunda temporada). Deste ponto de vista, é uma série que também tem o seu apelo ao público que gosta de produções como Utopia​​, que também faz uma miscelânea de gêneros — mesmo sendo uma série com um tom um pouco mais pesado.

    A Morte Entre Outros Mistérios (2024)

    À semelhança do filme A Mulher na Cabine 10, que estreou recentemente na Netflix, A Morte Entre Outros Mistérios também se situa em um navio onde acontece um assassinato. No entanto, a série (que está disponível no Disney +) tem um estilo mais dinâmico e um enredo muito mais centrado na descoberta do assassino, através de um detetive e sua aprendiz, que navegam pelos segredos dos ricos que ocupam a embarcação.

    Mesmo não sendo uma produção fundamentalmente de comédia, como Only Murders in the Building, é uma série que traz alguns elementos cômicos (mesmo apresentando temas mais sérios), principalmente através da extravagância dos seus personagens, que até lembram algumas figuras dos filmes de Rian Johnson. Uma série super válida aos amantes do gênero ‘whodunnit’ (quem matou?), que mesmo sem contar com protagonistas e detetives memoráveis, consegue entreter e empolgar durante os seus dez episódios.

    Murderville (2022)

    Por fim, chegamos à última indicação, uma produção da Netflix que é uma espécie de filho da série Brooklyn Nine-Nine: Lei & Desordem — uma vez que acompanha um imaturo detetive policial que utiliza métodos bizarros —  com a série Segura a Onda — já que utiliza a comédia de improviso (com participações de grandes celebridades que não sabem o roteiro) para criar um humor espontâneo e absurdo.

    Com certeza, Murderville é a produção mais ousada e caótica dessa lista, muito indicada a você que gosta dos momentos mais imprevisíveis de Only Murders in the Building, onde a interação e dinâmica dos atores acaba por criar uma atmosfera espontânea e surpreendente (mesmo sabendo que, neste caso, todos eles têm um roteiro a se seguir). Afinal, o ator Will Arnett, recebendo sempre um convidado famoso diferente para desvendar um caso, propicia cenas despretensiosas e completamente hilariantes.

  • Noite do Terror Grátis: 8 Filmes para Ver na JustWatch TV

    Noite do Terror Grátis: 8 Filmes para Ver na JustWatch TV

    Fernanda Caseiro Talarico

    Fernanda Caseiro Talarico

    Editor JustWatch

    A paixão pelo cinema de terror não precisa (e não deve) drenar sua carteira. Muitas vezes, as histórias mais arrepiantes, originais e genuinamente perturbadoras estão escondidas à vista de todos, esperando para serem descobertas de graça. E a melhor parte? Você não precisa navegar por mares revoltos da internet para encontrá-las.

    A JustWatch reúne em um só lugar conteúdo gratuito (e legal!). É como ter um mapa do tesouro que leva diretamente aos filmes que vão acelerar seu coração sem custo algum.

    Para poupar você do trabalho de garimpar entre tantas opções, nós mergulhamos a fundo na JustWatch TV e selecionamos o que há de melhor. Esta lista traz 8 dos melhores filmes de terror gratuitos disponíveis no momento. O ranking, do oitavo ao melhor, traz obras que provam que, com uma boa ideia e muita criatividade, o medo é um idioma universal que não tem preço.

    Prepare a pipoca, apague as luzes e veja se você tem estômago para conferir nossa seleção. O preço do ingresso é somente a sua coragem.

    8. The Blackwell Ghost: Recovered Footage (2017)

    The Blackwell Ghost: Recovered Footage se apresenta como um documento fílmico que resgata a estética found footage para contar a história de um cineasta investigando o caso de uma assassina supostamente fantasma que assombra uma casa rural. A premissa gira em torno de material "recuperado" que mostra o diretor Turner Clay tentando provar a existência do paranormal, focando especificamente no espírito de Ruth Blackwell, uma mulher acusada de múltiplos assassinatos no século XX. 

    O filme constrói sua atmosfera por uma abordagem minimalista e realista, usando o formato de gravações caseiras para criar veracidade e tensão crescente, com sustos baseados mais em sugestões sonoras e momentos de silêncio inquietante do que em aparições explícitas. Minha opinião é que se trata de uma obra inteligente dentro de suas limitações, que consegue ser assustadora justamente por parecer genuína, se aproveitando da fascinação cultural por documentários sobrenaturais e casos criminais não resolvidos; embora sofra com um ritmo por vezes arrastado e certa repetitividade em suas estratégias de susto.

    Embora The Blackwell Ghost seja uma experiência eficiente no subgênero found footage, ele fica atrás dos outros da lista por ter um ritmo lento e não entregar tanto assim para a cultura. Ele é um filme bom e interessante, mas seu impacto cultural é baixíssimo se comparado aos outros. 

    Hell House LLC, que explora terreno similar com um grupo de documentaristas investigando um hotel mal-assombrado, mas com um senso de construção de mitologia e tensão mais elaborado, pode assistir The Blackwell Ghost por trazer uma abordagem mockumentary e a investigação paranormal bem interessantes. 

    7. Hell House LLC (2015)

    Hell House LLC constrói sua narrativa a partir de uma premissa aparentemente simples: um documentário que investiga a tragédia ocorrida durante a inauguração de uma casa mal-assombrada temática, onde quinze pessoas morreram em circunstâncias inexplicáveis. Por meio das filmagens recuperadas da equipe que montava a atração no antigo Hotel Abaddon, testemunhamos como eventos paranormais progressivamente intensos foram inicialmente ignorados pelo grupo de amigos, até que a linha entre encenação e realidade se dissolveu por completo. Minha opinião é que se trata de uma das obras mais bem-sucedidas do subgênero found footage, principalmente por compreender que o terror mais eficaz nasce da sutileza e do poder de sugestão, utilizando elementos simples para criar uma atmosfera de inquietação crescente. 

    O diretor Stephen Cognetti demonstra maestria na economia de recursos, utilizando múltiplas perspectivas de câmera para amplificar o realismo, enquanto constrói personagens com dinâmicas convincentes de amizade e trabalho que tornam sua jornada aterrorizante, emocionalmente envolvente. É nesta profundidade técnica e narrativa que reside sua superioridade sobre The Blackwell Ghost: enquanto este se concentra numa investigação solitária com técnicas mais convencionais, Hell House LLC desenvolve uma mitologia complexa por trás do Hotel Abaddon, cria momentos icônicos genuinamente originais e mantém uma verossimilhança muito mais consistente e interações naturais entre seus personagens.

    Para os que se impressionaram com esta abordagem, a indicação natural é Gonjiam: Haunted Asylum, filme coreano que compartilha a premissa de investigação paranormal em local abandonado, mas eleva a tensão por sequências coletivas de pânico que se tornaram referência no gênero. 

    6. O Gabinete do Dr. Caligari (1920)

    O Gabinete do Dr. Caligari é muito mais do que um filme: é a encarnação do Expressionismo Alemão. A trama segue a chegada de um misterioso hipnotista (Caligari) e seu sonâmbulo (Cesare) a uma feira em Holstenwall, coincidindo com uma série de assassinatos brutais. Quando o amigo do protagonista Francis é encontrado morto, a investigação revela conexões sinistras entre os crimes e a atração macabra de Caligari, levando a descobertas ainda mais perturbadoras sobre sanatórios e abusos de poder. Minha opinião é que assistir a esta obra hoje é testemunhar o nascimento do cinema psicológico de terror: cada quadro distorcido, cada sombra pintada a mão nos cenários inclinados não são somente estéticas, mas a materialização visual da loucura e paranoia que permeiam a narrativa.

    Robert Wiene e seus designers criaram uma linguagem visual completamente nova para o cinema. Os cenários angulosos e claustrofóbicos, as maquiagens exageradas e a iluminação expressionista, não servem somente como pano de fundo, mas como extensão do estado mental dos personagens. A atuação de Conrad Veidt como Cesare, com seus movimentos de dança macabra e olhar vazio, tornou-se um arquétipo do cinema de horror. Porém, a verdadeira genialidade está no revolucionário final que recontextualiza toda a narrativa, antecipando em décadas discussões sobre narrativa não confiável e a relatividade da verdade; um golpe de mestre que influenciou desde Hitchcock até David Lynch.

    O Golem compartilha a mesma estética expressionista e temas de criação descontrolada, embora ambientado na lenda judaica do Golem de Praga. 

    Quando comparado a Nosferatu, no entanto, O Gabinete do Dr. Caligari cede a primazia por uma questão de alcance e permanência cultural: enquanto o filme de Wiene revolucionou a linguagem cinematográfica com sua distorção subjetiva da realidade, a obra de Murnau conseguiu algo ainda mais duradouro — criar o arquétipo definitivo do vampiro como força da natureza impessoal e aterrorizante.

    5. A Casa dos Maus Espíritos (1959)

    A Casa dos Maus Espíritos é muito mais do que um simples filme de terror: é uma experiência cinematográfica. A sinopse nos apresenta Frederick Loren, um milionário excêntrico que oferece US$ 10 mil a cinco convidados que aceitarem passar uma noite em sua mansão assombrada, entre eles sua própria esposa, com quem mantém um relacionamento marcado pela desconfiança mútua. Minha opinião é que o filme representa a evolução natural do terror gótico para uma forma mais acessível e psicologicamente sofisticada, onde William Castle demonstra maestria ao equilibrar elementos sobrenaturais com tensões humanas genuínas, tudo conduzido pela presença icônica de Vincent Price em um de seus papéis mais memoráveis.

    Destaco como o filme constrói seu terror de forma inteligente e multifacetada. Castle utiliza a mansão como um laboratório psicológico onde cada personagem revela suas motivações e medos. As sequências do "pequeno defunto" flutuante e das portas que se fecham sozinhas permanecem eficazes, mas é na caracterização dos personagens e nos diálogos afiados que o filme verdadeiramente brilha. A relação complexa entre Frederick e Annabelle Loren adiciona camadas de suspense que vão além do terror sobrenatural, criando uma dinâmica de desconfiança conjugal que eleva o material a um patamar superior de sofisticação narrativa. Desafio do Além compartilha a premissa de investigação paranormal em mansão assombrada com abordagem psicológica refinada. 

    A superioridade de A Casa dos Maus Espíritos sobre os clássicos expressionistas reside precisamente em sua capacidade de sintetizar múltiplas camadas de horror: enquanto O Gabinete do Dr. Caligari se sustenta principalmente na figura arquetípica do vampiro e na alegoria visual da loucura, o filme de Castle integra terror sobrenatural, suspense psicológico e crítica social em uma narrativa coesa e surpreendentemente moderna. Seu legado permanece vivo não somente como influência para o cinema de horror contemporâneo, mas como prova de que o terror mais eficaz é aquele que assusta tanto pela sugestão do sobrenatural quanto pela exploração das complexidades da natureza humana.

    4.  Nosferatu (1922)

    Nosferatu permanece não somente como um marco do cinema expressionista alemão, mas como a própria encarnação do horror atmosférico. A trama, que acompanha a jornada do conde-vampiro Orlock desde seus castelos sombrios até a cidade de Wisborg — onde espalha peste e morte —, é sustentada pela atuação fantasmagórica de Max Schreck, cuja figura andrajosa e movimentos bizarros criaram a imagem definitiva do vampiro como uma força da natureza morbidamente impessoal. A obra de F.W. Murnau é visualmente hipnótica, utilizando sombras alongadas, cenários distorcidos e uma fotografia que transforma cada plano em uma pintura viva do medo. 

    No entanto, em uma análise que considera não somente o valor histórico, mas a experiência imediata para o espectador contemporâneo, Nosferatu se vê em posição peculiar. Ele é, inquestionavelmente, uma obra de arte superior, mas fica atrás de Não Me Esqueca em um aspecto crucial: a acessibilidade emocional e narrativa. Enquanto o clássico de Murnau exige uma imersão em sua linguagem silenciosa e simbólica, um pacto de paciência e apreciação estética, Não Me Esqueça oferece uma premissa sobrenatural moderna e identificável, tratando do medo universal do esquecimento e do apagamento social, tudo envolto em um ritmo e estrutura familiar ao público do século XXI. Isso não torna um filme melhor que o outro, mas evidencia seus propósitos distintos: Nosferatu é uma cápsula do tempo genial, uma visita a um museu do horror, enquanto Não Me Esqueça funciona como um espelho dos anseios atuais; um diálogo direto com as angústias de sua audiência. 

    Para quem se deixa capturar pela atmosfera única de Nosferatu, a indicação natural é O Gabinete do Dr. Caligari, que compartilha a mesma veia expressionista e a exploração dos abismos da psique humana por uma estética igualmente revolucionária e perturbadora.

    3. Não Me Esqueça (2009)

    Não Me Esqueça apresenta uma premissa que já começa perturbadora: durante sua festa de formatura, um grupo de amigos percebe que está sendo eliminado não por um assassino convencional, mas por uma entidade sobrenatural que os apaga completamente da existência; tanto fisicamente quanto da memória de todos que os conhecem. Esse conceito existencial eleva o filme acima do terror adolescente comum, o transformando em um estudo angustiante sobre o medo do esquecimento e da invisibilidade social. A narrativa constrói competentemente uma atmosfera de paranoia coletiva, onde os protagonistas precisam desvendar o mistério enquanto lutam contra a progressiva erosão de suas próprias identidades, resultando em cenas genuinamente perturbadoras que ressoam além dos sustos momentâneos.

    Embora seja uma obra sólida e criativa, Não Me Esqueça ocupa um degrau naturalmente inferior a clássicos absolutos como Noite dos Mortos-Vivos e O Fantasma da Ópera. A razão para isso é fundamental: impacto e transcendência. Enquanto o filme de Romero revolucionou o gênero ao injetar um realismo brutal e uma crítica social contundente sobre o colapso da sociedade, e a obra de Lon Chaney definiu a estética e a tragédia do horror gótico, Não Me Esqueça funciona brilhantemente dentro de suas próprias convenções, mas sem a ambição ou o poder de redesenhar o cenário cultural ao seu redor. Seus temas, válidos, são mais introspectivos e menos universais.

    Se você gostou de Invisível, dirigido por David S. Goyer, vai gostar de Não Me Esqueça. A trama também acompanha um jovem visto “apagado” e invisível após um evento traumático, e precisa descobrir a verdade sobre o que lhe aconteceu enquanto luta para não desaparecer de vez. Ambos os filmes exploram a angústia de existir entre dois mundos e o poder da memória como fio condutor entre a vida e a morte.

    2. O Fantasma da Ópera (1925) 

    Embora Noite dos Mortos-Vivos ocupe legitimamente o primeiro lugar como a melhor experiência de terror gratuito na JustWatch, O Fantasma da Ópera assume com méritos o honroso segundo posto, representando uma faceta completamente diferente, porém igualmente fundamental, do gênero. Assistir a esta obra-prima muda de Lon Chaney é como testemunhar a gênese do horror gótico no cinema – e a gênese de um dos musicais mais famosos de todos os tempos. 

    O filme não busca sustos momentâneos, mas sim uma imersão lenta e hipnótica em uma atmosfera de pesadelo, construída por cenários expressionistas que transformam a Opéra de Paris em um labirinto de sombras e ameaças. A genialidade de Chaney, que criou e interpretou o Fantasma com uma maquiagem revolucionária para a época, reside em dar vida a uma figura, ao mesmo tempo, aterradora e profundamente trágica; um monstro cuja dor é mais palpável do que sua maldade.

    A trama, que acompanha a obcecada perseguição do Fantasma pela jovem soprano Christine, é a essência do melodrama gótico: uma história de amor doentio, rejeição e isolamento. No entanto, é precisamente nesta natureza que reside tanto sua grandeza quanto o motivo de ficar um degrau abaixo do clássico de Romero. O Fantasma da Ópera é um pesadelo elegíaco e teatral, uma tragédia de horror romântico. Noite dos Mortos-Vivos, por outro lado, é um soco no estômago sociopolítico. O filme de Romero tem uma urgência documental e um cinismo brutal que refletiam (e ainda refletem) as tensões sociais de sua época. 

    Para quem se encantar com este tipo de horror gótico e trágico, a indicação é O Homem que Ri, outro marco do expressionismo que compartilha a mesma alma, explorando a figura do outsider deformado pela sociedade; uma história de profunda solidão por trás de uma máscara grotesca, que inclusive serviu de inspiração direta para a criação do Coringa. 

    1. Noite dos Mortos-Vivos (1968)

    Noite dos Mortos-Vivos é não somente a melhor escolha de terror gratuito na JustWatch, mas uma experiência cinematográfica fundamental. Muito mais do que um simples filme de zumbis, esta obra-prima de George A. Romero é a pedra angular que redefiniu o gênero para sempre. Assistir a ele hoje é testemunhar a origem de todas as regras que governam o horror zumbi moderno: as hordas, a necessidade de destruir o cérebro e, mais profundamente, a ideia de que o colapso social é tão aterrorizante quanto os próprios monstros. 

    Filmado em um preto e branco cru que intensifica sua atmosfera claustrofóbica, o filme nos joga com um grupo de sobreviventes trancados em uma casa rural, enquanto o mundo lá fora desaba sob uma invasão de mortos-vivos. A genialidade de Romero, no entanto, está em mostrar que o verdadeiro perigo mora em casa, nos conflitos de ego, na histeria coletiva e nas decisões desesperadas que ameaçam o grupo. 

    Com um final tão corrosivo quanto inesquecível, de um protagonista negro (Duane Jones) que era uma raridade transgressora para a época, o filme carrega uma crítica social poderosa que permanece assustadoramente relevante. Por tudo isso, é a opção perfeita para assistir de graça: é acessível, é historicamente, crucial e, acima de tudo, seu terror visceral e inteligente não envelheceu um dia. A Volta dos Mortos-Vivos (1985), que injeta a premissa com um humor punk e caótico, popularizando os zumbis que correm e, iconicamente, gritam por "cérebros!" tem uma vertente diferente do mesmo legado. 

  • 8 Sequências de Terror que São Incrivelmente Melhores que os Originais

    8 Sequências de Terror que São Incrivelmente Melhores que os Originais

    Fernanda Caseiro Talarico

    Fernanda Caseiro Talarico

    Editor JustWatch

    No cinema de terror, é quase um dogma que as sequências raramente conseguem capturar a magia dos filmes originais. No entanto, algumas produções não somente desafiam essa regra, como a transformam em pó ao entregar experiências que ampliam, aprofundam e, em muitos casos, superam seus originais em criatividade, impacto emocional e técnica. 

    Estes oito filmes representam justamente esses raros casos onde a continuação elevou a franquia a novos patamares; seja por orçamentos ampliados, ousadia narrativa ou simplesmente entendendo perfeitamente o que fez o original funcionar e levando esses elementos à perfeição. 

    Das entranhas claustrofóbicas de naves espaciais aos mistérios de uma casa assombrada, estas sequências provam que o medo, quando bem reinventado, pode ser ainda mais potente na segunda visita.

    Aliens: O Resgate (1986) 

    57 anos após os eventos do primeiro filme, a nave de Ellen Ripley é resgatada e ela é convocada para retornar ao planeta LV-426 com uma unidade de fuzileiros espaciais. O que era uma missão de investigação transforma-se em pesadelo quando descobrem que os colonos foram dizimados pelos xenomorfos. 

    Em Aliens: O Resgate, a genialidade de Cameron está em transformar o horror cósmico de Scott em um épico de sobrevivência onde a ameaça se multiplica, mas a tensão se mantém igualmente sufocante. Não tem como, esta é, sim, a melhor continuação de todos os tempos. A sequência amplia magistralmente o universo. 

    Quem apreciou esta evolução do horror para o terror militar encontrará em Abismo do Medo a mesma intensidade claustrofóbica, substituindo o espaço sideral por cavernas subterrâneas onde mulheres enfrentam não somente criaturas primordiais, mas seus próprios demônios internos.

    Annabelle 2: A Criação do Mal (2017) 

    Anos após a tragédia que tirou a vida de sua filha, um fabricante de bonecas e sua esposa abrem sua casa para uma freira e várias meninas órfãs. Quando uma delas desobedece as regras e liberta acidentalmente uma entidade demoníaca que havia se apoderado da boneca Annabelle, a casa se transforma em palco de eventos sobrenaturais aterrorizantes. Sandberg constrói uma narrativa que funciona tanto como prequela quanto como filme autônomo, onde a tragédia familiar dá profundidade emocional aos sustos. 

    Assim como Ouija 2 faria posteriormente, Annabelle 2: A Criação do Mal demonstra como uma prequela bem-executada pode resgatar completamente um conceito falho. Entre os oito desta lista, este se destaca por seu horror atmosférico puro, em contraste com a abordagem mais física de Uma Noite Alucinante 2, por exemplo.

    Para os que valorizaram esta abordagem que privilegia o desenvolvimento de personagens, Inovação do Mal 2 oferece experiência similar, expandindo o universo sobrenatural com igual respeito pela dimensão humana por trás dos fenômenos paranormais.

    Ouija 2 (2016) 

    Em 1967, uma viúva e suas duas filhas incorporam uma tábua de Ouija em seus shows de falsa mediunidade, sem saber que estão liberando uma entidade maligna genuína que rapidamente se apega à filha mais nova. Aqui, o diretor Mike Flanagan realizou um dos maiores saltos qualitativos na história das sequências de terror. Enquanto o original era um exercício genérico em jumpscares, a prequela constrói uma narrativa atmosférica anos 1960 com personagens cativantes e um terror que emerge organicamente do trauma familiar. 

    A direção precisa de Ouija 2 e a atenção aos detalhes da época transformam o que poderia ser mais um filme de terror adolescente em uma experiência genuinamente assustadora e emocional. Como Annabelle 2, prova que prequelas podem resgatar conceitos fracos por narrativa sólida e direção competente. Entre os oito, destaca-se pela transformação mais radical em qualidade na comparação com o original – que era bem ruim. 

    A abordagem que privilegia o horror psicológico sobre sustos fáceis encontra seu equivalente magistral em O Iluminado, onde Stanley Kubrick constrói igualmente o terror através da deterioração gradual das relações familiares em espaço confinado.

    Inferno (1980)

    Esta sequência pouco conhecida de Suspiria supera o original, na minha opinião, ao expandir a mitologia das Bruxas e mergulhar em um surrealismo ainda mais ousado. Enquanto o primeiro filme se concentrava na atmosfera opressiva da academia de dança, Inferno transporta o horror para cenários urbanos e subaquáticos, com uma paleta de cores ainda mais vibrante e sequências oníricas que desafiam a lógica.  A cena da inundação da biblioteca é um dos momentos mais hipnóticos do cinema de terror. 

    Argento troca a narrativa coesa de Suspiria por uma experiência sensorial pura, criando um pesadelo vivo que influenciou diretor como Luca Guadagnino em seu próprio Suspiria. Aqui, Inferno se destaca por seu experimentalismo radical, assim como Uma Noite Alucinante 2 fez com o horror cômico. 

    O filme tem a mesma assinatura visual única de Phenomena, mesclando horror sobrenatural com elementos de giallo de maneira igualmente hipnótica e perturbadora.

    Uma Noite Alucinante 2 (1987) 

    Ash Williams retorna à cabana amaldiçoada e acidentalmente liberta novamente os demônios Kandarian, o forçando a lutar pela própria sobrevivência enquanto sua mão é possuída e objetos ganham vida própria. Raimi expande a mitologia do primeiro filme, introduzindo elementos cômicos que contrastam brilhantemente com o horror visceral, criando o tom característico que definiria a franquia.

    Se o original já era um marco do terror de baixo orçamento, a sequência Uma Noite Alucinante 2 é uma obra-prima absoluta que redefiniu o horror-cômico. A evolução de Ash Williams de vítima a anti-herói icônico é tão crucial para a série quanto a de Ripley em Aliens. A criatividade nos efeitos práticos e a direção frenética estabeleceram um novo padrão para o gênero. Comparando com Blade II, ambos representam sequências onde o estilo visual do diretor elevou o material a novos patamares. 

    Esta mistura única de sustos e comédia encontra eco em Arraste-me Para o Inferno onde o mesmo diretor demonstra novamente seu domínio absoluto sobre o horror físico praticado com precisão cômica.

    O Despertar dos Mortos (1978)

    Durante o colapso da sociedade por uma invasão zumbi, quatro sobreviventes refugiam-se em um shopping center abandonado, onde precisam lidar não apenas com as hordas de mortos-vivos, mas também com conflitos internos e outros grupos de sobreviventes. Romero transforma o local em microcosmo da sociedade consumista, criando uma sátira afiada enquanto entrega sequências de terror intensas.

    Enquanto A Noite dos Mortos-Vivos inventou o zumbi moderno, O Despertar dos Mortos o aperfeiçoou ao transplantar a crise para um shopping center. Os efeitos práticos de Tom Savini representaram um avanço técnico monumental, e a sensação de comunidade desmoronando sob pressão externa e interna é executada com maestria narrativa. 

    Assim como Aliens ampliou o escopo do original, O Despertar dos Mortos expande o apocalipse zumbi de um cenário localizado para uma crítica social abrangente. Entre os filmes desta lista, é o que melhor equilibra horror com comentário social. Esta exploração da psicologia humana em colapso ressoa profundamente em O Nevoeiro, onde a ameaça sobrenatural externa serve principalmente como catalisador para examinar os monstros que habitam a natureza humana.

    Invocação do Mal 2 (2016) 

    Ed e Lorraine Warren viajam para Londres para investigar o caso polêmico da família Hodgson, cuja casa é assombrada por uma entidade maligna que se manifesta através da jovem Janet. Enquanto enfrentam o poderoso demônio Valak, os Warrens também precisam lidar com suas próprias crises pessoais e o ceticismo da mídia.

    O primeiro Invocação do Mal  já era um exercício magistral de horror sobrenatural, mas a Invocação do Mal 2 é uma obra mais ambiciosa e emocionalmente ressonante. Wan expande a mitologia do universo, introduz Valak como uma entidade mais icônica que a Bruxa de Bathsheba, e desenvolve a história dos Hodgson com um peso dramático que transcende os sustos. A direção é mais ousada visualmente, particularmente na cena da casa invertida, e os personagens de Ed e Lorraine Warren ganham profundidade emocional significativa. Assim como Annabelle 2, demonstra como expandir um universo de horror com consistência e qualidade. 

    Esta expansão orgânica de universo compartilha DNA criativo com Sobrenatural: Capítulo 2, onde a mitologia estabelecida no primeiro filme ganha complexidade e profundidade emocional igualmente satisfatórias.

    Blade II (2002) 

    Em Blade II, Blade é forçado a formar uma aliança improvável com seu inimigo mortal Deacon Frost para enfrentar os Reapers - uma nova raça de vampiros mutantes que ameaça tanto humanos quanto vampiros. 

    Del Toro manteve a ação estilizada do original, mas acrescentou sua marca registrada no design de criaturas e na mitologia sobrenatural. Os Reapers representam uma evolução significativa em relação aos vampiros genéricos do primeiro filme - biologicamente mais interessantes e visualmente mais aterrorizantes. 

    A dinâmica entre Blade e o esquadrão vampírico adiciona camadas de conflito moral que enriquecem a construção do mundo. Assim como Uma Noite Alucinante 2 elevou o original por meio de um estilo visual único, Blade II transforma um conceito de ação/horor em uma experiência visualmente distintiva que somente Del Toro poderia entregar. Entre estes oito, é o que melhor combina horror, ação e estética única, mas também é o mais fraco quando o assunto é história. 

    Esta fusão característica de horror e fantasia épica atinge maturidade criativa em Hellboy, onde o mesmo diretor demonstra novamente sua habilidade ímpar em criar universos ricos que misturam ação, mitologia e profundidade emocional.

  • ‘Winx’: Todos os Desenhos, Filmes e Séries em Ordem e Onde Assistir a Eles

    ‘Winx’: Todos os Desenhos, Filmes e Séries em Ordem e Onde Assistir a Eles

    Beatriz Coutinho

    Beatriz Coutinho

    Editor JustWatch

    O Clube das Winx marcou os anos 2000 com suas aventuras mágicas e o grupo de fadas mais querido da TV, conquistando inúmeros fãs ao redor do mundo. Agora, com a estreia do reboot Winx Club: A Magia Está de Volta, este é o momento perfeito para revisitar a franquia e conferir como as histórias de Bloom, Stella, Flora, Musa, Aisha e Tecna receberam novas perspectivas ao longo do tempo. Da versão clássica do desenho até spin-offs mais maduros e adaptações para o formato live-action, a saga das Winx se reinventou diversas vezes.

    Neste guia da JustWatch você descobre qual é a melhor ordem para assistir aos desenhos, filmes e séries da franquia Winx e em quais serviços de streaming pode encontrá-los.

    Atualmente, a franquia Winx conta com oito temporadas, um reboot, três filmes, dois spin-offs e uma série live-action. Para assistir a saga de Bloom priorizando a continuidade da história, sem interrupções na narrativa principal, sugiro que você siga a ordem abaixo, intercalando as temporadas de O Clube das Winx com os filmes que complementam o desenho.Os spin-offs Pop Pixie e O Mundo das Winx, a série live-action Fate: A Saga Winx e o reboot Winx Club: A Magia Está de Volta não interferem na história principal da franquia, portanto podem ser vistas após a conclusão dela.

    1. Animação: O Clube das Winx - Temporadas 1 a 3
    2. Filme: Winx Club: O Segredo do Reino Perdido
    3. Animação: O Clube das Winx - Temporada 4
    4. Filme: Winx Club 3D: A Aventura Mágica
    5. Animação: O Clube das Winx - Temporada 5
    6. Filme: Winx Club: O Mistério do Abismo
    7. Animação: O Clube das Winx - Temporadas 6 a 8
    8. Spin-off: Pop Pixie
    9. Spin-off: O Mundo das Winx
    10. Série live-action: Fate: A Saga Winx
    11.  Reboot: Winx Club: A Magia Está de Volta

    Para quem quer curtir cada produção separadamente, recomendo a ordem abaixo: 

    1. O Clube das Winx (2004-2019)

    Com muito glitter e lições sobre amizade, a animação O Clube das Winx, criada por Iginio Straffi, foi o desenho-conforto de muitas crianças e adolescentes ao longo dos anos 2000 e 2010. A produção acompanha Bloom, uma garota aparentemente comum que descobre ser uma fada ao completar 16 anos. Para aprender a controlar seus poderes, ela passa a estudar na escola para fadas Alfea, onde conhece cinco novas amigas: Stella, Flora, Tecna, Musa e Aisha, e juntas elas formam o icônico Clube das Winx. 

    Perfeita para quem gosta de Sailor Moon e W.I.T.C.H., a série mostra que enquanto enfrentam bruxas e monstros malignos em um mundo completamente mágico, as garotas também lidam com dilemas típicos da adolescência, como autoestima e relacionamentos amorosos, e aprendem lições importantes sobre amizade, preservação do meio ambiente e respeito — tudo com looks memoráveis e uma trilha sonora contagiante.

    Com oito temporadas, a série passou por diversas reformulações visuais ao longo dos anos, principalmente por conta do envolvimento da Nickelodeon e da Paramount em sua produção, mas de forma geral sempre entregou ótimas histórias e desenvolvimento de personagens. Mesmo com uma ou outra mudança de tom, como na temporada 8, que é um pouco mais infantil que as anteriores, O Clube das Winx segue sendo o coração da franquia: uma animação colorida, otimista e cheia de brilho.

    2. Winx Club: O Segredo do Reino Perdido (2007)

    Winx Club: O Segredo do Reino Perdido foi o primeiro filme da franquia. Lançado há quase 20 anos, a animação não impressiona muito pela qualidade de seu 3D, mas mesmo sendo simples para os padrões atuais do cinema, traz toda a magia e emoção que conquistou os fãs da série. A trama acontece depois dos eventos da 3ª temporada de O Clube das Winx e mostra Bloom em sua jornada para descobrir o que aconteceu com seus pais biológicos após a batalha da Companhia da Luz contra as Três Bruxas Ancestrais no planeta Domino, que a fada deve restaurar para descobrir mais sobre sua origem.

    Mais maduro que os episódios da TV, o filme equilibra muito bem aventura e emoção, mostrando uma Bloom determinada e corajosa, mas ainda sensível, enquanto as amigas dela continuam sendo seu maior apoio. O longa expande muito bem a história da série, oferecendo um desenvolvimento maior para sua protagonista, e mesmo com algumas limitações técnicas, ainda encanta pela narrativa emocionante e pelo sentimento de “voltar às origens” que a jornada de Bloom oferece. Se você gostou de Tinker Bell - O Segredo das Fadas, vai adorar explorar os mistérios que envolvem o passado de Bloom.

    3. Winx Club 3D: A Aventura Mágica (2010)

    Situado logo após a 4ª temporada de Clube das Winx, o filme Winx Club 3D: A Aventura Mágica chegou aos cinemas como uma evolução visual e narrativa do universo das fadas. Além de uma animação mais fluída, o longa continuou aprofundando a história de origem não só de Bloom, mas do universo Winx como um todo. Aqui, a protagonista, Stella, Musa, Aisha, Flora e Tecna precisam enfrentar ass Trix e as Três Bruxas Ancestrais para salvar a Árvore da Vida e proteger a Dimensão Mágica de diferentes perigos.

    Apesar de manter o espírito otimista da série, o filme traz um tom mais épico para essa aventura das Winx em relação a O Segredo do Reino Perdido, com cenas de ação mais elaboradas e uma trilha sonora envolvente. Além disso, o filme contém uma série de referências para histórias clássicas, como Romeu e Julieta na dinâmica familiar que complica o casamento entre Bloom e Sky, e também aos mitos gregos, quando fadas e bruxas perdem seus poderes como castigo. A Aventura Mágica é uma prova de como a franquia cresceu e evoluiu sem perder seu brilho, perfeito para quem gostou de Barbie Fairytopia.

    4. Winx Club: O Mistério do Abismo (2014)

    Encerrando os filmes da franquia, a história de Winx Club: O Mistério do Abismo acontece logo após a 5ª temporada de Clube das Winx, inovando ao mudar o cenário recorrente das animações. Aqui, mergulhamos em uma aventura aquática para acompanhar Bloom e suas amigas enfrentando as Trix novamente, já que as bruxas se aliam à vilã Politea para libertar Tritannus do abismo e se tornarem imperatrizes ao se aproveitar da forma como os humanos poluem os oceanos.

    Além de ser visualmente encantador e divertido, apresentando um novo cenário para o público, O Mistério do Abismo ainda dá uma lição muito bonita sobre a importância da preservação do meio ambiente enquanto reúne outros temas clássicos da franquia: amizade, amor, coragem e a força do trabalho em equipe, lembrando as melhores fases da série original, mesmo entre um ou outro momento mais sombrio. Se você adora a estética de Barbie Fairytopia: Mermaidia ou A Pequena Sereia, vai se encantar com o filme.

    5. Pop Pixie (2011)

    Lançado em 201, Pop Pixie foi o primeiro spin-off da franquia Winx. Voltado para um público bem mais infantil, a série conta com 52 episódios que focam nas pequenas e carismáticas Pixies, mini fadas que acompanham Bloom, Stella, Tecna, Aisha, Musa e Flora em Clube das Winx. A animação acontece em Pixieville, uma cidade alimentada pela Árvore da Vida, onde vivem Lockette, Chatta, Amore, entre outras pequenas criaturas mágicas que embarcam nas mais diversas aventuras — não tão intensas quanto as das grandes fadas com quem elas formam duplas, mas muito divertidas.

    Com um foco bem maior no humor em relação à Winx, Pop Pixie aposta em uma estética vibrante para contar histórias animadas em que as personagens brincam, enfrentam elfos e gnomos e apresentam lições leves sobre amizade e trabalho em grupo. Apesar de não ter a grandiosidade das Winx, o spin-off mantém o espírito do universo das fadas, oferecendo uma experiência bastante fofa e curiosa. Na ordem que sugerimos, Pop Pixie também marca o fim do tom infantil da série, pois as próximas produções contam com histórias mais maduras, voltadas para adolescentes e jovens adultos.

    6. O Mundo das Winx (2016)

    O segundo spin-off da franquia, O Mundo das Winx, é uma verdadeira mistura de As Três Espiãs Demais com Sailor Moon. Coproduzida em parceria com a Netflix, a série traz uma pegada mais moderna e misteriosa para Bloom e companhia, mostrando as fadas em uma missão secreta: investigar o desaparecimento de jovens habilidosos pelo mundo, enquanto se disfarçam de apresentadoras de TV de um reality show de talentos, misturando o charme mágico das Winx com um toque de ação e espionagem.

    Com um visual diferente, mais sombrio, embora ainda bastante divertido, e um ritmo acelerado, O Mundo das Winx deu um novo fôlego à saga, agradando tanto os fãs mais antigos quanto novos públicos. Essa é uma versão mais madura e aventureira das fadas, como o filme Winx Club: O Mistério do Abismo, mas que ainda assim mantém o tom encantado da série original.

    7. Fate: A Saga Winx (2021-2022)

    A aposta mais ousada de toda a franquia, Fate: A Saga Winx é uma adaptação live-action que transportou o universo mágico das fadas para uma versão mais sombria, moderna e voltada para o público jovem adulto. A série mostra Bloom e suas amigas — aqui, sem asas — em uma jornada pela qual descobrem seus poderes e enfrentam segredos, romances e conflitos em Alfea, a escola de magia para fadas, situada em um mundo que lembra séries adolescentes como Diários do Vampiro e O Mundo Sombrio de Sabrina.

    Embora inicialmente tenha dividido opiniões entre os fãs que cresceram assistindo todas as produções da franquia e esperavam um tom mais leve, Fate é uma ótima série, que aborda temas como identidade, amadurecimento e amizade de forma bastante aprofundada e complexa, explorando os dilemas de crescer e tentar encontrar o próprio lugar no mundo, quando ele é mágico e repleto de perigos. Além disso, a adaptação utiliza ótimas referências ao Clube das Winx de forma pontual e respeitosa com o material original. Infelizmente, a produção foi cancelada após a 2ª temporada, mas deixou sua marca como uma releitura corajosa e repleta de potencial do universo Winx.

    8. Winx Club: A Magia Está de Volta (2025-)

    Winx Club: A Magia Está de Volta é o primeiro reboot completo da franquia, trazendo Bloom, Stella, Musa, Aisha, Tecna e Flora para uma versão ainda mais moderna e vibrante de Alfea, agora em CGI. Com um ritmo mais ágil, que pode assustar quem assistiu a série original, a animação mantém a essência do desenho de trazer magia, aventuras e lições sobre amizade que conquistou fãs desde 2004, enquanto introduz novos elementos para atrair um novo público.

    O reboot acerta ao equilibrar nostalgia e inovação, mas se você é um fã de longa data, precisa dar play na animação com a mente aberta, sem comparar tanto essa nova versão com a do passado — assim certamente aproveitará bem mais a experiência. O reboot é uma excelente porta de entrada ao mundo das Winx para uma nova geração e até o momento conta com 13 episódios, lançados em 2 de outubro, sendo que mais 13 serão lançados entre março e junho de 2026.

  • The Voice Brasil e Outros 6 Reality Shows Musicais Incríveis Para Acompanhar

    The Voice Brasil e Outros 6 Reality Shows Musicais Incríveis Para Acompanhar

    Beatriz Coutinho

    Beatriz Coutinho

    Editor JustWatch

    Com a estreia da 13ª temporada de The Voice Brasil, desta vez de casa nova, qual tal mergulhar neste e em outros reality shows musicais que conquistaram o público ao redor do mundo? Do clássico formato de competição às propostas mais inovadoras, essas produções combinam talento, emoção e momentos inesquecíveis por meio da música, além de serem uma ótima fonte para descobrir novos artistas.

    Enquanto o The Voice entrega o clássico modelo de audições às cegas, The Masked Singer Brasil aposta no mistério misturado ao entretenimento, e competições como Songland e The Debut: Dream Academy revelam mais sobre o processo criativo por trás de canções e grupos musicais.

    Nesta lista da JustWatch, descubra tudo sobre The Voice Brasil e outros 6 reality shows musicais e em quais serviços de streaming encontrá-los.

    The Voice Brasil (2012-)

    Original da Holanda, o reality show de canto The Voice Brasil estreou em 2012, sendo transmitido pela TV Globo. Um dos maiores sucessos da TV brasileira nas últimas décadas, a competição rapidamente conquistou o público por conta de sua dinâmica diferente e divertida: quatro grandes cantores são os técnicos da edição e ficam virados de costas para os possíveis participantes, que cantam na famosa Audição às Cegas, sem que os jurados os vejam. Então o júri vota se a pessoa merece ou não uma chance no programa e luta para tê-la em seu time, no qual disputará diversas batalhas de canto ao longo do reality.

    Neste ano o programa está de cara nova, já que a 13ª temporada estreou em 6 de outubro de 2025 sendo produzida e transmitida pelo SBT e Disney+. Mumuzinho, Duda Beat, Matheus & Kauan e Péricles são os quatro técnicos da edição, que já estão no processo de escolherem os cantores para seus times. Apesar de apenas três episódios terem ido ao ar até o momento, várias performances já marcaram o reality, como Sara Braz e Hector, que fizeram os quatro jurados virarem as cadeiras para vê-los. Novos episódios são lançados toda segunda-feira às 22h30h e a final do programa está prevista para 22 de dezembro.

    The Masked Singer Brasil (2021-2025)

    The Masked Singer Brasil conquistou o Brasil com uma dose ainda maior de mistério do que o The Voice. Neste programa inspirado no reality show sul-coreano King of Mask Singer, celebridades cantam em um palco disfarçadas com fantasias bastante elaboradas e caricatas, que escondem sua verdadeira identidade, enquanto os jurados e o público tentam adivinhar quem está por trás da máscara.

    Apesar de ter sido encerrado em 2025, todas as edições do programa podem ser assistidas por streaming. Com a apresentação de Ivete Sangalo, o reality equilibrava apresentações musicais de qualidade com momentos cômicos e surreais, afinal de contas, é difícil não se divertir vendo um unicórnio ou um galo soltando a voz em versões de sucessos da música pop. Participantes como Priscilla Alcantara e Silvero Pereira marcaram a história do programa, que apostava mais no entretenimento e menos na competitividade, provando que um talento poderia brilhar mesmo quando seu rosto era um segredo.

    Estrela da Casa (2024-)

    Criado pela TV Globo, Estrela da Casa é um reality show recente e bastante inovador, que passa longe dos mistérios que envolvem o The Voice Brasil e o The Masked Singer Brasil, apostando justamente no oposto: a exposição. Como uma espécie de Big Brother Brasil musical, o programa reúne diferentes cantores em uma casa, na qual eles ficam confinados, e precisam mostrar suas habilidades musicais, carisma e presença de palco para o público por meio de diversas provas.

    Em Estrela da Semana, por exemplo, todos os artistas se apresentam em um desafio e o vencedor garante imunidade da eliminação; já em Festival, vários cantores se apresentam e público e jurados técnicos se unem para definir quem será o eliminado da semana. O reality combina a intensidade de uma competição de confinamento, já que todos precisam conviver em harmonia, com um olhar mais intimista, pois cada episódio revela um pouco mais sobre o processo criativo por trás de novas músicas, mostrando como funciona a vida de quem tenta transformar o sonho de cantar em uma carreira. Nomes com grande potencial já passaram por lá, como Unna X, Thainá Gonçalves, Hanii e Lucca.

    Montando a Banda (2025)

    Uma das maiores surpresas de 2025 no quesito reality show, Montando a Banda resgata o mistério de The Voice e The Masked Singer, mas de forma completamente inovadora: 50 cantores competem para formar uma banda de sucesso, mas eles não se conhecem e só podem montar o grupo com base na voz uns dos outros, sem nunca se verem na fase inicial — ou seja, aqui, julgamentos baseados no visual e em carismas ou afinidades iniciais não têm vez.

    O programa foi apresentado por A.J. McLean, da famosa boyband Backstreet Boys, e contou com a participação de Nicole Scherzinger, Kelly Rowland e Liam Payne como jurados — a participação deste último, inclusive, ex-integrante do grupo One Direction, gerou bastante emoção no público, já que o cantor faleceu em 2024, pouco tempo após a gravação da 1ª temporada. Vários grupos da competição conquistaram o público, como ICONYX e 3Quency, e muitos deles seguem juntos após o fim do programa. Ideal para quem quer assistir um reality musical que foge das tradicionais apresentações individuais, Montando a Banda entrega muito talento, entretenimento e música de qualidade.

    The Debut: Dream Academy (2023)

    Produzido pelas gigantescas gravadoras HYBE e Geffen Records, The Debut: Dream Academy foi uma competição global que tinha como objetivo formar um girl group internacional de seis garotas, aos moldes do estilo musical K-Pop, como o Blackpink. O programa reuniu 20 jovens candidatas de mais 10 países, incluindo a brasileira Samara Siqueira, que foram submetidas a desafios de canto, dança e performance, com eliminações semanais definidas tanto por jurados especializados quanto pelo público. 

    Ideal para quem gosta de entender os bastidores da indústria musical, o reality mostrou a realidade da “máquina de K-Pop”, que é o treinamento intenso pelo qual passam possíveis futuras cantoras e cantores do gênero, processo que também foi documentado em Pop Star Academy: KATSEYE, o grupo formado pelas seis campeãs do programa, que está fazendo um grande sucesso dentro e fora da Coreia do Sul e dos Estados Unidos, países que organizaram a produção do programa. Vale lembrar inclusive que o formato de reality show para formação de grupos de K-Pop é bastante famoso, o que já rendeu competições como: Girls Planet 999 e Sixteen.

    Rhythm + Flow (2019-)

    Se The Debut: Dream Academy teve como foco o K-Pop, em Rhythm + Flow os ritmos de destaque são o rap e o hip-hop. Apesar de nenhuma fase do reality show ser às cegas, o formato do programa é mais parecido com o do The Voice, mas aqui ainda temos mais uma diferença: nada de covers. Seis gigantescos nomes do rap: Cardi B, Chance the Rapper, T.I., DJ Khaled, Ludacris e Latto buscam por novos talentos nos Estados Unidos e colocam cada integrante para criar rimas, improvisar e provar que eles têm algo original a dizer em suas letras.

    Este é, inclusive, o diferencial de Rhythm & Flow que compartilha com Estrela da Casa. O foco do reality é a autenticidade de cada participante, sua capacidade de manter o ritmo e transformar as palavras em música — além disso, o programa permite que o público conheça as histórias por trás de cada competidor, o que acrescenta uma camada a mais de emoção na disputa. Participantes como Londynn B, D Smoke e Sura Ali conquistaram a atenção do público em Rhythm + Flow, reality em que cada episódio parece um mini show e honra o rap e o hip-hop de forma muito bonita — assim como o documentário Biggie & Tupac.

    Songland (2019-2020)

    Diferente de todos os programas desta lista, Songland inova ao trazer para a frente das câmeras alguém que geralmente não é tão popular aos olhos do público: os compositores, ou seja, o foco do reality show não é apenas a performance, mas a criação de cada música. Aqui eles são colocados lado a lado de produtores renomados, como Ryan Tedder, Ester Dean e Shane McAnally, para apresentar uma canção a um grande artista convidado, que deve gravar a composição vencedora ao final do episódio — famosos como John Legend, will.i.am e Jonas Brothers já participaram do programa.

    Songland mostra um lado menos popular da indústria musical: o processo de composição, edição criativa e parceria entre compositores e produtores, que revela como, muitas vezes, as canções que amamos já passaram pelas mãos de inúmeros profissionais antes de chegar aos cantores — que são uma parte essencial do processo, é claro — e a nós. E se você já ouviu por aí músicas como Shadow, cantada por Macklemore, ou Hurt Me, interpretada por Meghan Trainor, saiba que elas foram escritas durante o programa.

  • ‘Minha Culpa’: Como Assistir a Todos os Filmes da Franquia ‘Culpados’ em Ordem

    ‘Minha Culpa’: Como Assistir a Todos os Filmes da Franquia ‘Culpados’ em Ordem

    Bruno Pinheiro Melim

    Bruno Pinheiro Melim

    Editor JustWatch

    O último capítulo da trilogia espanhola Minha Culpa, adaptado da saga de livros Culpables (também conhecido no Brasil como Culpados), da escritora Mercedes Ron, já está disponível no catálogo do Amazon Prime Video, sob o título de Nossa Culpa.

    Além dos filmes espanhóis originais da Amazon que, por sinal, se situam entre as produções internacionais mais assistidas da plataforma, um remake inglês, intitulado Minha Culpa: Londres, também foi lançado em 2025, adaptando o primeiro livro da saga, que tem o nome original Culpa Mía.

    Neste guia da JustWatch, fique por dentro de todos os detalhes da franquia Culpados, que acompanha a complicada relação amorosa entre os meio-irmãos Noah e Nick, assim como a ordem de lançamento e cronológica de todos os filmes da saga. Vale lembrar que todas as produções estão disponíveis para os assinantes do Amazon Prime Video.

    Para assistir todos os filmes em ordem de lançamento, basta seguir a lista a seguir:

    1. Minha Culpa (2023)
    2. Sua Culpa (2024) 
    3. Minha Culpa: Londres (2025)
    4. Nossa Culpa (2025)

    Como você deve ter percebido, o remake inglês do primeiro livro da trilogia (que traz a mesma história do primeiro filme espanhol), foi lançado alguns meses antes do último longa da saga espanhola. Isto é, se fôssemos levar em conta a ordem cronológica da história, a disposição das produções ficaria desta maneira:

    • Minha Culpa ou Minha Culpa: Londres 
    • Sua Culpa 
    • Nossa Culpa

    No entanto, na minha visão, a melhor maneira de assistir a todas as produções não é seguindo a ordem de lançamento, tampouco a cronológica, mas sim começando pela trilogia espanhola completa, para depois assistir ao primeiro remake inglês — se preparando assim, para a sua continuação que será lançada em breve. Ou seja, seguindo a seguinte ordem:

    1. Minha Culpa (2023)

    Tudo começou com a autora argentina-espanhola compartilhando suas histórias na plataforma Wattpad. Após a enorme popularidade, a trilogia foi publicada e se tornou um grande best-seller, posteriormente sendo adaptada para o cinema com produção espanhola. 

    O primeiro filme, intitulado Minha Culpa apresenta a complicada história de amor e ódio entre os ‘irmãos postiços’ Noah (Nicole Wallace) e Nick (Gabriel Guevara), que acabam tendo que morar juntos após a mãe da menina se casar com o pai rico do garoto ‘bad boy’. Uma típica produção adolescente que envolve dramas familiares intensos, um clima de enorme tensão sexual (neste caso, através de uma espécie de amor proibido), e uma história de suspense com muitas reviravoltas, que lembra as franquias After, Cinquenta Tons de Cinza e filmes como Vício Perfeito e Belo Desastre — produções que também estão disponíveis no Prime.

    No entanto, o que difere Minha Culpa de outras produções parecidas e, em parte, na minha perspectiva, explica a popularidade do filme, e consequentemente da trilogia, diz respeito, principalmente, ao caráter ambíguo, complexo e repleto de falhas dos personagens principais, que podem causar uma identificação no público. Além disso, a combinação de gêneros (com a diferença de ter mais cenas de ação do que outras obras similares), assim como a ambiência luxuosa e os temas polêmicos que a história toca, com certeza também contribuem para a curiosidade das pessoas em relação ao filme.

    2. Sua Culpa (2024) 

    Como continuação do primeiro longa, Sua Culpa também obteve um sucesso estrondoso na plataforma, ao continuar a história de Noah e Nick. Desta vez, ao invés de trazer a tensão por trás da convivência (e descoberta) inicial dos dois, o filme adota um tom muito mais novelesco, para explorar a repercussão do relacionamento de ambos, principalmente através dos seus pais, que se posicionam contra a união dos dois.

    Para quem gosta das cenas de ação de Minha Culpa, que muitas vezes até lembram alguns momentos de Velozes e Furiosos, saiba que a sua continuação não entrega a mesma quantidade de sequências deste tipo — muito por conta de Nick ter ‘deixado’ de se envolver em brigas ilegais e corridas de rua. Em contrapartida, aos que apreciam o lado melodramático da história, poderão ficar satisfeitos com os novos rumos e os personagens inéditos que entram em cena para conturbar ainda mais a relação de Noah e Nick.

    Isto é, Sua Culpa mesmo sem trazer a emoção, química, adrenalina e excitação iniciais, características do primeiro filme, que acompanha os protagonistas se conhecendo e habitando o mundo um do outro, se destaca justamente por se aprofundar nas consequências, nos estímulos externos e nos segredos que circundam a relação do casal. 

    3. Nossa Culpa (2025)

    Chegamos ao último lançamento da Amazon, que entrou no catálogo da plataforma no dia 16 de outubro de 2025. Nossa Culpa é o capítulo final da trilogia espanhola e que encerra a história do casal de irmãos postiços, com uma trama que dá um salto temporal, assim como fez a última temporada de O Verão que Mudou Minha Vida.

    Evidentemente, é um filme que só faz sentido para quem já assistiu aos dois anteriores da franquia, já que não se preocupa muito em contextualizar os personagens antes do grande salto no tempo (de quatro anos), que faz com que eles se encontrem novamente (após uma grande briga que os separou), reacendendo a chama entre os dois. 

    Deste ponto de vista, é um longa que se assemelha ao primeiro filme Minha Culpa, já que explora a excitação e adrenalina por trás do encontro (agora como adultos mais ‘maduros’) entre Noah e Nick. No entanto, também mescla elementos do segundo filme Sua Culpa, já que traz novos personagens (e interesses românticos) que interferem na problemática relação do casal. Ou seja, um filme que entrega tudo o que os fãs da franquia espanhola estavam à espera, e ainda por cima, com um final surpreendente e de tirar o fôlego.

    4. Minha Culpa: Londres (2025)

    Entre o segundo e o terceiro filme da trilogia espanhola, o Amazon Prime Video lançou um remake inglês do primeiro livro (Culpa Mía), intitulado Minha Culpa: Londres, mas desta vez, com um tom mais cauteloso e prudente no que diz respeito à problemática relação do casal de irmãos postiços. Até por isso, recomendo assistir este filme por último, trazendo uma nova perspectiva à história.

    Agora interpretados por Asha Banks e Matthew Broome, Noah e Nick passam a construir um relacionamento que se desenvolve primordialmente a partir dos seus sentimentos e emoções, do que propriamente da tensão sexual e relacional entre os dois. Um filme que traz a mesma história tabu e polêmica de Minha Culpa, mas que visa conter exageros (principalmente narrativos), em prol de alcançar um público mais amplo, que busca o caráter real da história e não só o extraordinário. Um longa que pode agradar os amantes de produções que trazem relações complexas, mas de uma maneira não tão tóxica e problemática, como o filme Continência ao Amor.

    Vale destacar também, que para aqueles que assistiram ao filme e se identificaram com o tom mais suave da produção londrina, a Amazon já anunciou que serão lançadas outras duas continuações, intituladas Sua Culpa: Londres e Nossa Culpa: Londres, que prometem continuar a história de Noah e Nick de maneira mais cuidadosa e menos intensa, comparada à trilogia espanhola.

  • ‘After’: Todos os Filmes em Ordem e Onde Assistir a Eles

    ‘After’: Todos os Filmes em Ordem e Onde Assistir a Eles

    Beatriz Coutinho

    Beatriz Coutinho

    Editor JustWatch

    Inspirada na fanfic de sucesso escrita por Anna Todd sobre o cantor e ator Harry Styles, que fez parte da famosa boyband One Direction, After é uma franquia de filmes que conta a história do amor intenso e marcado por conflitos emocionais entre Tessa e Hardin. Os longas se tornaram um grande sucesso ao mostrar a jornada sensual e cheia de obstáculos do casal, por quem muitos fãs torceram ao longo de cinco produções.

    Nesta lista da JustWatch, saiba como assistir aos filmes After na ordem correta (e em quais serviços de streaming encontrá-los) para não perder nenhum momento dessa história conturbada e viciante.

    1. After (2019)

    Baseada na fanfic de sucesso sobre Harry Styles, escrita por Anna Todd na plataforma Wattpad, After é o primeiro filme da franquia adolescente que acompanha a conturbada relação de amor e ódio entre dois jovens adultos. Com uma trilha sonora pop irresistível, o longa aposta mais na atmosfera que envolve romances intensos, do que no desenvolvimento dos personagens, o que pode cansar parte do público — de forma semelhante com o que acontece em Belo Desastre, outra franquia romântica que divide opiniões. 

    Tudo começa quando a certinha Tessa Young (Josephine Langford) entra na faculdade e é apresentada a um mundo de festas e curtição, onde ela conhece Hardin Scott (Hero Fiennes Tiffin), um típico bad boy. Depois de muita provocação, quando o romance começa para valer, todo mundo entende que será difícil parar os dois. Apesar das justas críticas sobre retratar um relacionamento que beira a toxicidade, é possível entender o apelo que o filme provoca ao retratar paixão intensa, ainda assim, fica aqui a ressalva: Tessa e Hardin não são um exemplo a ser seguido em relacionamentos reais, mas definitivamente viciantes na ficção. 

    2. After - Depois da Verdade (2020)

    Perfeita para quem gosta de dilemas como os da série O Verão Que Mudou Minha Vida, a sequência After - Depois da Verdade, mostra que Tessa e Hardin estão tentando esquecer um ao outro, mas aos poucos descobrem que não é tão fácil assim superar certos amores. Depois de uma revelação no final do primeiro filme, Tessa tenta seguir em frente com sua vida, focando em seu estágio na editora Vance, enquanto Hardin se convence de que é capaz de reconquistá-la — o que ele não sabe é que terá concorrentes a partir de agora.

    De certa forma, o filme aprofunda o relacionamento tempestuoso entre os protagonistas apresentado no primeiro filme. Ao mesmo tempo, lida com as consequências de seus atos, e a lição de que nem sempre o amor é suficiente para salvar um namoro. Assim como no primeiro longa, os dramas ainda seguem parcialmente superficiais. A química entre Josephine Langford e Hero Fiennes Tiffin continua sendo o ponto alto do longa, que entrega decisões impulsivas e intensidade na mesma medida. 

    3. After - Depois do Desencontro (2021)

    No terceiro filme da franquia, After - Depois do Desencontro, o relacionamento entre Tessa e Hardin finalmente parece amadurecer, mas então o casal (e os fãs!) passa novamente por altos e baixos emocionais. A montanha-russa começa quando Tessa recebe uma proposta profissional que pode mudar sua vida, o que mostra que Hardin é incapaz de lidar com seus ciúmes e inseguranças — um conflito que é abordado de forma parecida em 6 Anos. 

    Para piorar, um toque de drama familiar é adicionado na história, trazendo segredos sobre as famílias de ambos, que novamente resetam as possibilidades dos dois se resolverem. Apesar dos conflitos repetitivos, que fazem o público pensar constantemente em como seria interessante ver Hardin procurando ajuda para lidar com seus problemas pessoais (buscando apoio externo e não apenas em Tessa), o terceiro filme ainda entrega uma história com uma dinâmica envolvente, assim como os dois primeiros, que é essencial para entender os próximos passos do casal. 

    4. After - Depois da Promessa (2022)

    Penúltimo filme da franquia, After - Depois da Promessa mostra uma Tessa mais madura, tentando preservar seu bem-estar diante do relacionamento conturbado com Hardin, que por sua vez, segue emocionalmente abalado por conta dos segredos que envolvem sua família. O filme explora os conflitos emocionais dos dois já fora da faculdade e mostra quais são os limites desse amor que insiste em não se resolver.

    Com um tom de despedida mais melancólico que os filmes anteriores, o longa mostra que somente Hardin pode acabar com o próprio sofrimento, algo que ele não aceita bem, o que irrita o público, afinal de contas: a essa altura do campeonato, ele ainda não entendeu isso? Depois de um tempo separados, ele e Tessa se encontram novamente e a eterna dúvida ressurge: eles finalmente aprenderam as lições necessárias para lidar com o amor? É difícil assistir Tessa dando contínuas chances ao Hardin, quando na maior parte do tempo ele justifica seus comportamentos ruins com sua história de vida conturbada, (uma temática que também é abordada em filmes como Tocados Pelo Fogo). Ainda assim, o filme faz um bom trabalho em manter a curiosidade sobre o desfecho do casal.

    Vale lembrar que a estreia da produção marcou o início de mais uma polêmica: o público esperava que este fosse o último longa da franquia, mas pouco antes do lançamento, foi anunciado After - Para Sempre, que não era uma adaptação dos livros de Todd, mas sim uma continuação criada pela diretora Castille Landon, o que não deixou o os fãs muito felizes e seguros com o futuro da história.

    5. After - Para Sempre (2023)

    After - Para Sempre finalmente conclui a saga do relacionamento entre Tessa e Hardin, apesar da jovem mal aparecer neste último filme. Aqui, vemos muito mais de Hardin, que parte para Portugal em uma tentativa de escrever seu segundo livro e de pedir desculpas para Natalie, uma jovem que muito antes de Tessa, foi a primeira vítima dos comportamentos terríveis do personagem. 

    Apesar dos absurdos que cometeu no passado, de certa forma Hardin consegue se redimir, e em um desfecho corrido reencontra Tessa, cuja ausência faz bastante falta ao longo do filme — na maior parte do tempo, ela aparece somente em flashbacks, recurso que acaba sendo utilizado em excesso. Embora seja um pouco raso em momentos que pediam mais aprofundamento, ao menos o longa finalmente conclui a história do casal e mostra como as atitudes de Hardin eram inaceitáveis, embora isso não seja um impedimento para que eles se reencontrem, o que lembra a conclusão da franquia Através da Minha Janela.

  • Angelina Jolie: Ranking dos 10 Melhores Filmes com a Icônica Atriz

    Angelina Jolie: Ranking dos 10 Melhores Filmes com a Icônica Atriz

    Bruno Pinheiro Melim

    Bruno Pinheiro Melim

    Editor JustWatch

    Após um leve hiato sem atuar, Angelina Jolie retornou às telas de maneira triunfal no ano passado, dando vida à maior cantora de ópera de todos os tempos, Maria Callas. Pouco tempo depois, a célebre atriz volta para protagonizar um longa sobre a indústria da moda, do ponto de vista feminino, chamado Couture — um filme que teve sua première mundial no Festival de Toronto, e terá sua pré-estreia no Brasil durante o Festival do Rio de 2025, em outubro.

    Conhecida pelos seus papéis intensos e exigentes em filmes dramáticos (como Garota, Interrompida), mas também pelas suas interpretações memoráveis em longas de ação (como Sr. & Sra. Smith), Angelina Jolie construiu uma extensa carreira, que a consolidou como uma das mais icônicas atrizes do cinema moderno. Nesta lista da JustWatch, separamos um ranking com os melhores filmes (e performances) de Angelina, para que você possa assisti-los online, em diversas plataformas de streaming.

    10. Sr. & Sra. Smith (2005)

    Poucos casais de personagens ficaram tão conhecidos quanto John Smith e Jane Smith, vividos pelo (durante muitos anos, também casal) Brad Pitt e Angelina Jolie. Sr. & Sra. Smith, apesar de não ser um primor de filme, é uma das obras que mais marcaram a carreira da atriz, não só pelo apelo comercial que tem – afinal, é um longa que mistura elementos de romance, ação e comédia, no estilo de Amor à Queima Roupa –, mas também pela química extraordinária dos dois atores, que exalam energia e sensualidade.

    É evidente que os filmes anteriores do universo de Lara Croft, já haviam preparado Angelina fisicamente para um papel como este (uma matadora de aluguel que é contratada para apagar o próprio marido e vice versa), mas o fato é que a atriz entregou uma performance ainda mais requintada, que exigiu dela, além de uma atuação muito física, uma ênfase dramática e emocional. Um filme que indico bastante aos que procuram divertidas histórias românticas, com inúmeras sequências de ação, mas também aos que já assistiram à série remake Sr. & Sra. Smith (2024), e nunca entraram em contato com o longa de 2005.

    9. Salt (2010)

    Vamos continuar agora, abordando as performances mais físicas de Angelina Jolie, dessa vez, através de um genuíno thriller de espionagem, onde a protagonista (uma agente da CIA) é acusada de ser uma espiã russa, e se torna uma fugitiva do governo americano. Uma performance multifacetada, que traz Angelina (literalmente) como uma camaleoa, já que sua personagem é obrigada a utilizar inúmeros disfarces ao longo da trama — complexificando ainda mais a sua atuação.

    Imagine as sequências de ação mais marcantes de Sr. & Sra. Smith, e também o mistério envolto no começo da história, e multiplique esses elementos vezes dez. É o que você encontrará em Salt, um filme indicado para quem gosta de suspenses com um ritmo insano, e uma história cheia de plot twists, assim como faz Vidas em Jogo, o magnífico thriller de David Fincher.

    8. Aqueles Que Me Desejam a Morte (2021)

    Muitas vezes um longa de ação acaba por limitar o poder de atuação de um determinado ator, mas aqui, novamente, não é o caso de Aqueles Que Me Desejam a Morte. Um filme de sobrevivência que é bastante potencializado por conta das marcantes performances, tanto do fascinante Finn Little, que interpreta um garoto perseguido pelos assassinos do seu pai, quanto da emblemática Angelina Jolie, que dá vida à uma bombeira que tenta protegê-lo.

    Mesmo sem a grandiosidade e orçamento de Salt e Sr. & Sra. Smith, é um filme com cenas de ação ainda mais realistas e angustiantes do que esses dois, e conta com uma Angelina Jolie já muito experiente, roubando completamente a cena por meio de uma de uma personagem resiliente e que encontra a sua redenção através da proteção deste menino. Um longa a não se perder, principalmente àqueles que já assistiram Sicario: Terra de Ninguém, que é escrito pelo mesmo diretor deste filme, Taylor Sheridan.

    7. O Procurado (2008)

    Preparados para mais um filme brutal e alucinante com Angelina? Baseado em uma série de quadrinhos, O Procurado é um filme de ação bem violento, super estilizado e cheio de efeitos especiais, bem parecido com The Old Guard, não só no seu estilo, como também nos temas, já que acompanha uma fraternidade milenar de poderosos assassinos treinados para manter a ordem no planeta.

    Do meu ponto de vista, é a melhor performance de Angelina Jolie em um filme de ação, já que combina as suas maiores qualidades em uma só obra. Interpretando uma assassina (chamada Fox) responsável por treinar um novo membro do grupo, a atriz preenche a tela com uma autoridade, uma força, e um charme extraordinários. Apesar de não contar com a mesma complexidade emocional da sua personagem em Aqueles Que Me Desejam a Morte, é uma atuação que deixa mais marcas na memória do espectador, justamente por conta do seu caráter implacável e completamente fascinante.

    6. Malévola (2014)

    É claro que não poderíamos deixar de fora o seu papel mais conhecido do público jovem. Hoje, acho que já posso afirmar que é praticamente impossível ouvir falar na poderosa fada vilã da Disney, sem atrelá-la ao rosto de Angelina Jolie — aspecto este que faz com que Malévola ocupe a sexta posição do ranking. Além de ser um sinal de que essa interpretação é uma das mais memoráveis da sua carreira. 

    Em O Procurado, a atriz já havia provado que se dá muito bem em papéis mais exóticos e extravagantes, mas nada comparado à sua sombria, icônica e deslumbrante, Malévola. Uma figura que tem sua história reimaginada neste filme, através de um arco que transforma a conhecida vilã, em uma espécie de anti-heroína. Transformação esta, que se tornou crível, apenas por conta do trabalho de Angelina, que constrói uma personagem machucada, com sentimentos aparentes, que passa a agir por meio de outros impulsos além da vingança. O que causa uma identificação enorme no espectador, não só pela excêntrica imagem da personagem, mas também pelo seu grau de humanidade.

    5. O Preço da Coragem (2007)

    Vamos agora para os cinco primeiros colocados da lista, todos filmes dramáticos onde Angelina Jolie se destaca com atuações emocionantes e bastante significativas. Começando com O Preço da Coragem, um filme biográfico (com um estilo documental parecido com A Hora Mais Escura), que conta a história de uma mulher que tenta incessantemente encontrar o seu marido, um jornalista norte-americano que é sequestrado no Paquistão.

    Um filme trágico e cruel, que traz uma Angelina bastante humana e delicada, interpretando uma mulher forte e resiliente, que passa por um trauma absurdo. Do meu ponto de vista, é de se elogiar e valorizar muito, todo o cuidado e sensibilidade que a atriz teve, em não levar a sua personagem para um lugar muito sentimentalista e exagerado — algo que certamente atrapalharia na recepção do filme.

    4. Gia, Fama e Destruição (1998)

    Assim como O Preço da Coragem, Gia, Fama e Destruição também é uma cinebiografia pessimista, mas ao invés do tom de suspense político, traz o drama da célebre modelo Gia Carangi, que após conquistar o mundo com a sua imagem, acabou por ter um fim trágico e bastante precoce. Uma obra que traz Angelina ainda mais ativa e magnética (do que no filme anterior), ocupando o quarto lugar do ranking.

    E se engana quem pensa que por ser o filme mais antigo dessa lista, traria uma Angelina menos segura e marcante. Pelo contrário, com uma atuação indomável, sublime e arrebatadora (captando perfeitamente a juventude, o espírito, a beleza e o adoecimento da sua personagem), a atriz provou, com apenas 22 anos de idade, que estava no patamar dos grandes artistas da sua época. Um papel que certamente impulsionou bastante a sua carreira.

    3. Maria Callas (2024)

    Preparados para mais uma biografia? Evidentemente já deu para perceber que Angelina leva jeito em interpretar pessoas reais. Em Maria Callas, a atriz dá vida à maior cantora de ópera de todos os tempos, em um filme que, ao contrário de Gia, Fama e Destruição, se centra apenas nos dias finais de Callas (que também teve um fim precoce), e nos seus conflitos internos que formaram a sua identidade ao longo do tempo. O filme é dirigido pelo especialista no gênero, Pablo Larraín, que também realizou Jackie e Spencer — filmes que compõem sua trilogia de célebres mulheres e que eu indico muito para quem quer conhecer mais a fundo o seu trabalho.

    Na pele de Callas, Jolie entrega uma atuação majestosa, conseguindo captar tanto a grandiosidade desta ícone da música, quanto sua fragilidade, exposta no filme através dos seus últimos dias de vida. Uma obra triste e bela, que situa a arte (no caso a ópera) como parte do corpo e da alma da personagem, valorizando seu talento divino, mas também nos mostrando a humanidade da soprano. Por tudo isso, merece a terceira colocação do ranking.

    2. A Troca (2008)

    Pablo Larraín é inquestionavelmente um grande diretor, e provou isso mais uma vez com Maria Callas, mas nada comparado com o lendário (e ainda vivo) Clint Eastwood, que dirigiu A Troca, uma obra que conta a extraordinária história real de uma mulher que tem seu filho trocado por outra criança, nos anos 20, após o mesmo desaparecer. 

    Com Angelina Jolie interpretando a protagonista, a atriz tem uma das suas performances mais marcantes, reconhecidas e desafiadoras da carreira. Uma atuação extremamente realista e comovente, que navega por inúmeros sentimentos e emoções de uma personagem que está disposta a tudo (inclusive, enfrentar as autoridades norte-americanas) para encontrar o seu filho perdido.

    Um filme emocionante e bastante crítico aos sistemas de controle da sociedade (que rendeu uma das duas nomeações ao Oscar à Angelina), e que recomendo aos amantes de dramas históricos com um forte tom de suspense, e que mergulha no lado psicológico dos personagens, como O Caso Richard Jewell, de Clint Eastwood.

    1. Garota, Interrompida (1999)

    Chegamos agora ao papel, que ao meu ver, é o grande definidor da carreira de Angelina Jolie — não à toa, rendendo a sua única estatueta do Oscar. Com um realismo fora do comum e uma intensidade assustadora, a atriz dá vida à sociopata Lisa, que vive no mesmo hospital psiquiátrico que a escritora Susanna Kaysen (interpretada por Winona Ryder). É, para mim, o seu papel mais profundo da carreira, já que interpreta uma personagem completamente ambígua, de maneira compassiva e enérgica.

    Garota, Interrompida, é baseado no livro de memórias da própria escritora personagem, e assim como A Troca, também é uma obra de época que evidencia a luta das mulheres contra a opressão — mas de uma maneira ainda mais direta, fazendo o espectador olhar para as questões que o filme levanta (como a doença mental) de uma outra maneira. Um daqueles filmes impossíveis de tirar da cabeça, na minha visão, muito por conta da notável atuação de Angelina.

  • 10 Filmes de Terror Feitos de uma Perspectiva Inesperada

    10 Filmes de Terror Feitos de uma Perspectiva Inesperada

    Fernanda Caseiro Talarico

    Fernanda Caseiro Talarico

    Editor JustWatch

    E se a história de terror mais aterradora que você conhece fosse contada pelo monstro? Ou se a lenda urbana que assombra uma cidade fosse vista pelos olhos do próprio fantasma? O cinema de horror frequentemente nos coloca no lugar das vítimas, na corrida desesperada pela sobrevivência. No entanto, algumas obras ousam subverter essa fórmula, nos convidando a enxergar pelos dos olhos do algoz, do ser sobrenatural ou até de um objeto inanimado, testemunha do caos. 

    Recentemente, uma nova obra vem chamando a atenção: Bom Menino a qual acompanhamos pela perspectiva de um cachorro. Com muitas avaliações positivas, mal podemos esperar para assistir e torcer MUITO pelo protagonista canino. 

    Enquanto isso, esta é uma viagem por produções que reinventam o gênero, apresentando 10 filmes de horror construídos a partir de uma perspectiva inesperada, onde o familiar se torna estranho e o medo ganha novas — e perturbadoras — camadas.

    A Bruxa de Blair (1999) 

    A Bruxa de Blair revolucionou o horror ao usar a perspectiva do found footage, mostrando a história por meio das filmagens amadoras de três estudantes desaparecidos. O filme renuncia a monstros visíveis, construindo seu terror de forma psicológica por uma câmera instável, sons ambíguos e símbolos enigmáticos. Essa abordagem genial transforma a bruxa invisível em uma presença tangível precisamente porque habita a imaginação do espectador, criando um medo profundamente pessoal.

    Sua narrativa inovadora prova que uma mudança de perspectiva pode redefinir um gênero. O filme transforma limitações técnicas em ferramentas de imersão, mostrando que o horror mais eficaz é frequentemente aquele que convida o público a preencher as lacunas com seus próprios temores. O legado dessa abordagem é visível em produções que seguem explorando o realismo subjetivo.

    Para quem aprecia o conceito em um contexto de horror biológico e claustrofóbico como em [REC], essa pode ser uma boa opção. Mantendo a perspectiva em primeira pessoa, o filme espanhol demonstra como esse ponto de vista continua sendo uma das formas mais visceralmente assustadoras de se contar uma história de terror.

    Sombras da Vida (2017)

    Sombras da Vida oferece uma perspectiva única no horror ao adotar o ponto de vista do fantasma. Diferente de A Bruxa de Blair, que cria tensão pelo caos imediato, aqui o terror emerge da imobilidade e da passagem do tempo. O fantasma C observa silenciosamente o mundo, criando uma angústia existencial que dispensa sustos tradicionais.

    Na minha opinião, o filme brilha ao transformar o sobrenatural em uma metáfora sobre luto e insignificância. Assim como A Bruxa de Blair usou sua estética crua para imersão, esta obra usa planos longos e silêncios para nos fazer sentir a solidão eterna do protagonista. Ambas as obras reinventam o horror por meio de pontos de vista nada usuais.

    Para quem apreciou esta abordagem, recomendo O Babadook, que também usa elementos sobrenaturais para explorar traumas psicológicos. Ambos os filmes demonstram como o horror mais eficaz frequentemente habita nas metáforas sobre a condição humana.

    Os Outros (2001)

    Os Outros se destaca no horror por adotar a perspectiva dos assombrados, mas de maneira nada convencional. A trama segue Grace, uma mãe rigorosa que acredita estar protegendo seus filhos fotossensíveis de forças sobrenaturais em sua mansão. O filme constrói seu terror através da atmosfera claustrofóbica, sombras ameaçadoras e a tensão psicológica da protagonista, numa abordagem clássica que remonta ao gótico literário.

    Em minha opinião, o grande trunfo do filme está em sua reviravolta narrativa, que redefine completamente a história e transforma os "fantasmas invasores". Assim como A Bruxa de Blair inovou com o found footage, Os Outros revitalizou o horror psicológico por uma narrativa precisamente construída, onde cada detalhe encontra seu significado no desfecho. A obra prova que o medo mais sofisticado nasce não de sustos, mas da recontextualização da realidade.

    O Sexto Sentido compartilha a mesma genialidade narrativa ao usar o sobrenatural como espelho para dramas humanos. Ambos os filmes demonstram como uma mudança de perspectiva pode transformar uma história de fantasmas em uma profunda reflexão sobre a vida e a morte.

    O Sexto Sentido (1999) 

    O Sexto Sentido revoluciona o horror ao contar a história pela perspectiva do Dr. Malcolm Crowe, um psicólogo infantil que não percebe ser ele próprio um fantasma – desculpem o spoiler, mas esse é mundialmente conhecido, não tem como. Como em Os Outros, a revelação final redefine toda a narrativa, transformando um drama sobre luto em uma comovente história de despedida. O filme substitui sustos convencionais por uma melancolia palpável, mostrando que o verdadeiro terror pode coexistir com a redenção emocional.

    Assim como A Bruxa de Blair inovou com o found footage e Sombras da Vida com a imobilidade temporal, O Sexto Sentido eleva o gênero através de seu rigor narrativo. A obra demonstra que o horror mais impactante não nasce do grotesco, mas da compreensão gradual de uma verdade dolorosa - no caso, a aceitação da própria morte. Cada reenquadramento da história revela camadas de significado, tornando o filme uma experiência que se transforma completamente na segunda assistida.

    Para quem gostou de A Bruxa, essa é a indicação perfeita. Ambos os filmes usam o sobrenatural como metáfora para crises familiares e transições emocionais, onde a ambiguidade entre o real e o imaginário se dissolve em uma verdade mais profunda e perturbadora.

    Maníaco (2012) 

    Maníaco reinventa o slasher ao adotar a perspectiva do próprio assassino. Por planos em primeira pessoa, o filme nos coloca na mente perturbada de Frank, um restaurador de manequins obcecado por escalpos. Diferente de A Bruxa de Blair, que usa a subjetividade para imersão no terror, aqui a câmera subjetiva serve para criar uma intimidade desconfortável com a loucura, transformando o espectador em cúmplice involuntário dos crimes.

    Na minha avaliação, o filme é notável por humanizar seu monstro sem o romantizar, mostrando como o trauma infantil alimenta sua violência. Assim como Sombras da Vida explora a passividade fantasmagórica, Maníaco investe na agressividade visceral, usando a perspectiva para examinar a psicopatia por dentro. A sequência do metrô, onde ele persegue uma vítima em tempo real, é um dos momentos mais angustiantes do cinema de horror moderno justamente porque vemos tudo pelos seus olhos.

    Para uma experiência intensa como A Pele Que Habito de Pedro Almodóvar, este é uma boa opção já que ambos exploram obsessão corporal e identidade fragmentada (ainda que o espanhol opte por uma abordagem mais estilizada e menos visceral para examinar os mesmos temas de trauma e transformação física).

    Amizade Desfeita (2014)

    Amizade Desfeita inova no horror ao se passar inteiramente na tela de um computador, adotando a perspectiva da geração digital. Assim como A Bruxa de Blair usou o found footage para criar veracidade, aqui a narrativa se desenvolve via chats, vídeos e notificações que imitam nossa experiência online. O filme transforma ferramentas cotidianas - Skype, Facebook, Spotify - em fontes de terror, explorando o cyberbullying cruamente.

    Em minha opinião, o filme é mais eficiente em sua premissa do que na execução, mas representa um marco importante para o subgênero "screen horror". Se Maníaco nos coloca na mente do assassino, Amizade Desfeita nos faz testemunhas e cúmplices do passado cruel dos personagens. O fantasma aqui é coletivo — uma vingança que usa a tecnologia tanto quanto o sobrenatural, criando um terror que parece extraído diretamente de pesadelos modernos.

    Para quem se interessou por esta abordagem, Buscando… é uma evolução natural, pois também usa a estética de tela para contar mistérios pessoais.

    A Presença (2025)

    A Presença, dirigido por Steven Soderbergh, oferece uma reviravolta no horror ao adotar a perspectiva do próprio fantasma. Filmado inteiramente como se a câmera fosse o olhar invisível de um espírito que observa uma família em crise, o filme cria um voyeurismo angustiante que inverte a lógica tradicional do sobrenatural. Diferente de Sombras da Vida, onde o fantasma é um personagem consciente, aqui a entidade é uma testemunha muda, uma presença que registra dramas humanos sem interferir, criando tensão através do que é deixado fora de campo.

    Na minha avaliação, o filme brilha ao transformar o formato em conceito: a câmera-fantasma não é somente um recurso estilístico, mas a própria essência da narrativa. Como em A Bruxa de Blair, a imersão é total, mas enquanto o clássico de 1999 nos colocava no lugar de vítimas aterrorizadas, A Presença nos posiciona como observadores onipresentes - um contraponto interessante ao voyeurismo digital de Amizade Desfeita. A sequência final ressignifica todo o filme como um estudo sobre luto e redenção.

    Para quem se conectou com esta abordagem, Boneco do Mal oferece experiência similar na premissa - embora com execução distinta - ao explorar a relação entre uma babá e um boneco que pode estar habitado por algo além de humano. Ambos os filmes usam o ponto de vista inusual para questionar: quem realmente observa quem no jogo do medo?

    Corrente do Mal (2014)

    Corrente do Mal reinventa o terror ao adotar a perspectiva da vítima de forma literal e metafórica. A premissa é simples: uma entidade sobrenatural é transmitida sexualmente e persegue sua vítima atual em velocidade de caminhada, assumindo a forma de qualquer pessoa. Diferente de A Presença onde o fantasma é observador, aqui a entidade é uma metáfora visceral para trauma e ansiedade - um perigo constante que não pode ser eliminado, apenas repassado. A câmera frequentemente gira 360 graus, colocando o espectador no estado de paranoia permanente da protagonista.

    Na minha avaliação, o filme brilha ao traduzir conceitos abstratos em imagens concretas. Assim como O Sexto Sentido usa fantasmas como alegoria para luto não resolvido, Corrente do Mal transforma sua entidade em uma representação poderosa de culpa, estigma e o medo do amadurecimento sexual. A sequência na piscina é particularmente genial por mostrar as personagens usando lógica contra uma ameaça fundamentalmente ilógica - um desespero que ecoa os planos fracassados em A Bruxa de Blair. 

    Para quem se conectou com a abordagem em O Babadook, esta é a indicação natural, já que ambos usam monstros sobrenaturais como manifestações de trauma psicológico, explorando como o medo pode se tornar uma presença tangível que nos segue - seja nas ruas vazias ou nos quartos escuros de nossa própria casa.

    O Segredo da Cabana (2011)

    O Segredo da Cabana descontrói o gênero de horror ao adotar a perspectiva dos arquitetos do terror, não das vítimas. Enquanto um grupo de amigos enfrenta horrores clássicos numa cabana isolada, revela-se que tudo é orquestrado por uma organização que monitora e controla cada clichê. Assim como A Bruxa de Blair usou o found footage para imersão realista, aqui a dupla narrativa expõe a mecânica por trás do terror, tornando o espectador cúmplice da encenação.

    Acho que o filme é uma declaração de amor inteligente ao gênero. Através do humor ácido e meta-narrativo, critica e celebra simultaneamente as convenções que Maníaco e Corrente do Mal repensaram de forma séria. A cena final, com o panteão de monstros, é tanto uma homenagem quanto um questionamento: por que buscamos ser assustados? Assim como Os Outros surpreendeu com sua reviravolta narrativa, este surpreende ao revelar que a verdadeira ameaça não são os monstros, mas a demanda por sacrifícios rituais — inclusive a nossa, como plateia.

    É indicação essencial para fãs de Pânico, já que também funciona como crítica autoconsciente ao horror, usando o conhecimento das regras do gênero como parte fundamental da trama, enquanto entrega os sustos e a tensão que os fãs esperam.

    Natureza Violenta (2024) 

    Natureza Violenta oferece uma revolução silenciosa no slasher ao adotar inteiramente a perspectiva do assassino. A câmera segue Johnny – uma entidade renascida de lendas locais – em longos planos-sequência, observando sua marcha implacável pela floresta enquanto ele recolhe vítimas predestinadas. Como Maníaco explorou a subjetividade do psicopata, aqui a abordagem é quase documental: testemunhamos o monstro como força da natureza, com a câmera flutuando atrás dele como um espectro imparcial. O terror nasce não do que vemos, mas da inevitabilidade de cada passo – uma mecânica cruel que lembra Corrente do Mal, ainda que sem metáforas, somente pura execução.

    O filme brilha ao inverter radicalmente a dinâmica de poder do gênero. Enquanto O Segredo da Cabana satirizava a arquitetura por trás do terror, aqui vivenciamos essa engrenagem pela lente do próprio instrumento de horror. As mortes, quase sempre enquadradas em planos amplos e sem trilha sonora dramática, tornam-se atos burocráticos – e é precisamente essa frieza que amplifica o impacto. A sequência do acampamento, onde Johnny observa suas vítimas por minutos antes de agir, é mais perturbadora que qualquer jumpscare, ecoando a angústia voyeurística de A Presença, mas com intenção predatória.

    Os Estranhos tem o mesmo terror essencialista – violência sem motivo, executada por figuras impessoais –, provando que a ausência de razão pode ser mais aterradora que qualquer mitologia elaborada.

  • Todas as Séries Animadas do MCU Ranqueadas, do Multiverso à Wakanda

    Todas as Séries Animadas do MCU Ranqueadas, do Multiverso à Wakanda

    Fernanda Caseiro Talarico

    Fernanda Caseiro Talarico

    Editor JustWatch

    Nunca houve um momento mais emocionante para explorar o universo animado do MCU! De What If...? a I Am Groot, essas produções não apenas expandem o multiverso com criatividade, mas também redefinem o que as animações de super-heróis podem alcançar. 

    Com estilos visuais inovadores e narrativas ousadas, cada série oferece uma experiência única enquanto aprofunda o lore de personagens icônicos. 

    E a motivação só aumenta com a chegada recente de Marvel Zumbis, que entrega uma fusão eletrizante de super-heróis com horror apocalíptico que expande ainda mais os limites da animação no MCU.

    Nesta lista, ranqueamos todas as séries animadas baseadas no universo Marvel, avaliando narrativa, animação e conexão com o cânone live-action. Elas estão em ordem crescente, da pior para a melhor.

    6. Olhos de Wakanda (2025)

    Olhos de Wakanda é uma série animada que explora a história de Wakanda através das eras, seguindo diferentes gerações de Panteras Negras. Cada episódio aborda um período distinto, desde as origens da nação até eventos contemporâneos, mostrando como Wakanda enfrentou ameaças únicas em cada época.

    Na minha opinião, a série se destaca por sua animação em 2D com elementos visuais da arte africana, criando uma identidade única no MCU. A abordagem de histórias interligadas pelo legado do Pantera Negra permite explorar diferentes gêneros, do político ao histórico, sempre com autenticidade cultural. A série aprofunda o universo de Wakanda de forma rica e visualmente impressionante

    Comparada a What If...?, Olhos de Wakanda se diferencia por fortalecer o cânone principal do MCU, similar ao que X-Men '97 faz pelos mutantes. O motivo de ela estar em último lugar é apenas o fato das outras serem melhores e entregarem mais do que é básico: entretenimento ao público. Não que Olhos de Wakanda seja ruim, mas ela é a mais esquecível da lista, mas que é indispensável para fãs de Pantera Negra. 

    5. I Am Groot (2022)

    I Am Groot é uma série de curtas animados que acompanha as aventuras do jovem Flora Coloso em seu cotidiano cósmico e travesso. Situada após Guardiões da Galáxia Vol. 1, cada episódio curto mostra Groot explorando ambientes alienígenas e interagindo com criaturas curiosas, sempre com sua famosa frase "Eu sou Groot".

    A série brilha em sua simplicidade, oferecendo um respiro descontraído no extenso universo da Marvel. A animação mantém o visual dos filmes, mas com um toque mais cartoon, perfeito para o humor sem diálogos complexos. A dublagem de Vin Diesel consegue transmitir diversas emoções apenas com as três palavras icônicas.

    Comparada a What If...? ou X-Men '97, a série se destaca por seu formato compacto e foco no entretenimento puro, sem conexões complexas com o cânone do MCU, ou seja, em comparação com elas – e as outras da lista – está entre as mais fracas. Se você precisa escolher uma para acompanhar porque quer entender melhor o universo dos heróis, esta não precisa ser sua prioridade. Mas é uma ótima opção para quem quer se divertir sem ter que mergulhar nas outras produções.

    4. What If..? (2021)

    What If...? explora o multiverso do MCU através de episódios autônomos que imaginam momentos icônicos com desfechos surpreendentes. Narrada pelo Observador, a série apresenta realidades alternativas como um universo onde a Peggy Carter se torna a Capitã Britânia e um Dr. Strange que mergulha nas trevas.

    O maior acerto da série está em sua liberdade criativa, permitindo explorar cenários inusitados com o elenco original das produções live-action. A animação em CGI com estilo de pintura é visualmente distintiva, equilibrando fidelidade ao MCU com identidade própria. A série prova que as possibilidades são infinitas quando se questiona "o que seria se?".

    Comparada a X-Men '97, What If...? prioriza variedade de conceitos em vez de narrativa linear, funcionando como um laboratório criativo do multiverso. E é por essas mirabolâncias que, às vezes, se perde um pouco e se torna sem sentido, com o público se perguntando “Para onde isso vai?". 

    Pode ser a aventura perfeita para quem gosta de Loki pela abordagem complementar sobre linhas temporais, como também fãs de Homem-Aranha no Aranhaverso pela similar ousadia visual.

    3. Marvel Zumbis (2025)

    Marvel Zumbis expande o universo de um dos episódios de What If...? com um apocalipse zumbi que infecta heróis e vilões. A série acompanha sobreviventes como Ms. Marvel, e Kate Bishop em uma luta brutal por recursos contra versões infectadas de aliados.

    Na minha opinião, a série se destaca pelo tom adulto e visceral, explorando tanto o horror físico quanto o drama emocional dos personagens. A animação mantém o estilo vibrante de What If...?, mas com sequências mais intensas e sombrias. Foi uma boa surpresa, pois é uma maneira interessante e diferente de fundir super-heróis e terror. 

    Comparada a X-Men '97 ou Seu Amigão da Vizinhança Homem-Aranha, Marvel Zombies se destaca pelo tom adulto e pela atmosfera de horror ininterrupto. E este é o ponto que pode ser considerado negativo, pois pode distanciar quem gosta mais do tom jovial e até mesmo infantil. No entanto, enquanto outras séries animadas da Marvel focam em desenvolvimento de personagens e aventuras familiares, esta não tem medo de explorar consequências sombrias e sacrificar figuras importantes da trama — algo que deve agradar aos fãs de Invencível e The Boys.

    2. Seu Amigão da Vizinhança Homem-Aranha (2025)

    Seu Amigão da Vizinhança Homem-Aranha acompanha Peter Parker equilibrando estudos e vida social com seu papel como o amigão da vizinhança. Esta é uma jornada nunca vista e com um estilo que celebra as origens do personagem na história em quadrinhos.

    Na minha avaliação, a série acerta ao focar na narrativa característica do Homem-Aranha, com animação vibrante que lembra as de antigamente, mas mantém identidade própria, se destacando em meio às séries do herói. A série resgata a essência do herói ao provar que suas melhores histórias acontecem bem debaixo do nosso nariz – ou na nossa vizinhança. 

    Comparado a What If...? e outras animações da Marvel, destaca-se pelo escopo mais "real”, similar à live-action de Demolidor, mas com um tom mais leve. Para fãs desta abordagem, recomendo Batman: A Série Animada pelo mesmo cuidado com desenvolvimento de personagens e atmosfera urbana. 

    1. X-Men 97 (2024)

    X-Men '97 retoma a clássica animação dos anos 1990, seguindo os mutantes em um mundo sem o Professor Xavier. Com Magneto assumindo seu legado e novas ameaças surgindo - como um clone de Gambit e uma Irmandade renovada -, a série supera o original ao abordar temas atuais com maturidade, mantendo a essência nostálgica. Na minha opinião, destaca-se pelo desenvolvimento profundo de personagens e sequências de ação cinematográficas, como o confronto no asteroide M.

    Comparada a outras animações do MCU, a série oferece narrativa mais coesa que What If...? e maior profundidade que I Am Groot, mantendo autonomia em relação ao MCU live-action. É a melhor animação do MCU por equilibrar nostalgia e inovação com raro respeito pelo público.

    Perfeita para fãs de Invencível, pela narrativa ousada, e O Escudo do Herói, pelos temas de legado. A série estabelece novo padrão de qualidade, mostrando que animação super heróica pode ser entretenimento inteligente e emocionante.

  • Melhores Séries de ‘Pokémon’: Ranking de Todos os Animes e Spin-Offs

    Melhores Séries de ‘Pokémon’: Ranking de Todos os Animes e Spin-Offs

    Beatriz Coutinho

    Beatriz Coutinho

    Editor JustWatch

    Um verdadeiro marco da cultura pop, a franquia Pokémon conquistou muitos fãs por meio de seus jogos de videogame, mas foi também pelos animes que ela se tornou extremamente popular. No entanto, engana-se quem pensa que o famoso anime Pokémon, que acumula mais de 25 temporadas, é a única produção dos monstrinhos no formato de série. 

    O spin-off A Concierge Pokémon, que fez sucesso em 2023 e recebeu novos episódios em 2025, é somente uma de muitas produções que vão além da principal.

    Vale lembrar também que a franquia recebeu um novo jogo recentemente. Em 16 de outubro de 2025, a Nintendo e a Game Freak lançaram Pokémon Legends: Z-A, um RPG de ação que traz um sistema de combate inovador, em tempo real, que permite que o jogador mova seu Pokémon durante batalhas contra outros monstros. Se este não é um sinal para você assistir Pokémon nos seus intervalos de gameplay, não sabemos o que mais poderia ser.

    Para que você conheça mais da franquia Pokémon e decida quais obras deve priorizar em uma maratona, ranqueamos todos os animes, spin-offs e web séries da franquia — e também contamos em quais serviços de streaming você pode encontrá-las.

    12. Pokémon Ranger: Guardian Signs (2010)

    Lançada em 2010, Pokémon Ranger: Guardian Signs foi uma animação de 10 minutos feita para o lançamento do game homônimo. A história segue Ben, que não é um treinador, mas sim um Ranger, uma pessoa que usa os poderes dos Pokémon para ajudá-los e ajudar a natureza. A animação mostra que o garoto é chamado para investigar os vilões Pinchers na região de Oblivion, onde faz amizade com um Pichu.

    Apesar do estilo da animação ser ótimo e da história ser interessante, ela termina em um momento chave e só é possível descobrir a conclusão da aventura jogando Pokémon Ranger: Guardian Signs, uma tarefa não muito simples de ser concluída em 2025, caso você não tenha um Nintendo 3DS, o console para o qual o jogo foi lançado. Por esse motivo, o spin-off fica na última posição do ranking.

    11. Pokémon Mystery Dungeon (2006-2013)

    Para acompanhar o lançamento de diferentes versões do game Pokémon Mystery Dungeon, a Nintendo desenvolveu cinco animações especiais que se parecem com um episódio comum da série principal Pokémon.

    Pokémon Mystery Dungeon: Team Go-Getters Out of the Gate!, Pokémon Mystery Dungeon: Explorers of Time & Darkness e Pokémon Mystery Dungeon: Explorers of Sky - Beyond Time & Darkness foram lançados entre 2006 e 2009 e segue diferentes monstrinhos em aventuras divertidas, com duas surpresas: aqui não existem humanos e os Pokémon falam — quem conhece a franquia sabe que cada Pokémon apenas repete seu nome, mas nestas animações é possível compreender o que cada criatura diz. O estilo de cada história lembra desenhos animados dos anos 2000 como Baby Looney Tunes e Hamtaro.

    Já Pokémon Mystery Dungeon: Gates to Infinity Parte 1 e Parte 2 são animações bastante curtas, que seguem o mesmo estilo de Pokémon Ranger: Guardian Signs, ou seja, não apresentam conclusão, pois é necessário jogar o game homônimo para saber como a história termina.

    10. Pokémon: Ventos de Paldea (2023)

    Disponível no YouTube, Pokémon: Ventos de Paldea foi uma adorável surpresa ambientada no mesmo universo dos jogos Pokémon: Scarlet and Violet, que permitiu que os fãs da franquia pudessem conhecer melhor, ainda que rapidamente, a linda região de Paldea. A animação tem apenas quatro episódios, e acompanha Ohara e seu Fuecoco, Aliquis e seu Meowscarada, e Hohma e seu Quaxly, três estudantes da Academia Naranja e seus Pokémon, que precisam fazer um trabalho em grupo da escola, enquanto refletem sobre os altos e baixos de crescer, competir, treinar e encontrar o próprio propósito ao longo da adolescência.

    Os traços da animação são encantadores, e o segundo episódio até mesmo entrega um pouco de ação para quem prefere ver batalhas em relação à histórias pessoais, mas a série poderia ter mais episódios, desenvolvendo melhor o grupo em conjunto, ao invés de apenas individualmente, o que faz com que a resolução e o epílogo sejam rápidos demais.

    9. Pokétoon (2020)

    Pokétoon é uma das produções mais criativas do universo de Pokémon e funciona como uma antologia, contendo 12 episódios com histórias e estilos de animação diferentes, todos disponíveis no YouTube. Os episódios mostram diferentes Pokémon e crianças vivendo aventuras engraçadas, destemidas ou fofas e é muito bonito ver como a produção realmente abraça a liberdade criativa, permitindo que cada curta — com 5 a 10 minutos — explore um pedacinho do universo Pokémon do seu próprio jeito.

    Cada episódio é único e marcante, como a animação de Scraggy e Mimikyu, que deixa um verdadeiro gostinho de quero mais por ter uma abordagem bastante inovadora e nostálgica, claramente inspirada em desenhos da franquia Looney Tunes; ou As Férias de Verão de Snorunt, cujo estilo animado faz a gente se sentir dentro das ilustrações de um livro infantil. Apesar desse spin-off não ter uma história principal em comum, ele compensa entregando mais histórias que Ventos de Paldea. Seria ótimo ver uma 2ª temporada da antologia no futuro.

    8. Pokémon Chronicles (2002-2004)

    Assim como Pokétoon, Pokémon Chronicles também é uma antologia, mas aqui temos uma coleção de diferentes episódios especiais lançados paralelamente a série principal da franquia entre 1998 e 2006. As 26 histórias da produção exploram o que acontece com outros personagens amados da franquia para além de Ash, como Misty, Brock, Cassidy e até mesmo Jessie e James da Equipe Rocket — além de trazer muitos Pokémon, é claro.

    Episódios como o que Misty supera seu medo do Gyarados ou o que Brock dá seus Pokémon Onix, Geodude e Crobat para seu irmão mais velho são encantadores e surpreendentes, justamente por aprofundarem melhor a história de personagens que não são necessariamente protagonistas. Apesar de não termos novidades em relação ao estilo da animação, como em Asas do Crepúsculo, o charme de Chronicles está justamente em expandir o olhar dos fãs para além da jornada principal. E como os episódios já são mais antigos, também é impossível não sentir uma forte nostalgia com cada aventura.

    7. Pokémon Evolutions (2021)

    Perfeita para quem teve a oportunidade de jogar todos os games dos monstrinhos, mas não necessariamente a melhor escolha para quem prefere consumir apenas mídias como o anime principal e filmes, Pokémon Evolutions também é uma antologia, mas esta foi criada especialmente para comemorar os 25 anos da franquia. A produção pode ser vista no YouTube e tem um formato específico: oito episódios, cada um ambientado em uma das regiões clássicas de Pokémon, como Galar e Kanto, que trazem novas perspectivas sobre momentos icônicos da saga — de forma parecida com Star War Visions.

    Quem jogou Pokémon Sun and Moon, Pokémon Sword and Shield, Pokémon Diamond and Pearl, entre outros games, vai relembrar diversos momentos de cada um desses jogos ao longo dos episódios. A novidade aqui é que o ponto de vista de cada aventura não é o dos protagonistas, mas sim de personagens secundários e até mesmo rivais, algo muito parecido com a proposta de Pokémon Chronicles. No entanto, alguns episódios podem soar repetitivos, como se abusassem do fanservice. Ainda assim, vale a pena assistir as histórias para sentir a nostalgia de cada game.

    6. Pokémon: Asas do Crepúsculo (2020)

    Uma das produções mais delicadas e emocionantes da franquia, Pokémon: Asas do Crepúsculo é uma minissérie de sete episódios curtos, com menos de 10 minutos cada, ambientada na região de Galar, a mesma do game Pokémon Sword and Shield. Disponível no YouTube, a série foca em contar histórias cotidianas e pequenos desafios que são enfrentados pelos diferentes moradores do local que aparecem no jogo, e de forma encantadora, mostra que nem toda produção da franquia precisa ser sobre grandes batalhas — o que a torna parecida com Pokémon: Ventos de Paldea, mas com um olhar ainda mais mágico e inspirador — lembrando até mesmo filmes do estúdio Ghibli, como Meu Amigo Totoro.

    Com uma narrativa sutil, a série aborda temas como medo, coragem, amizade e superação para contar histórias que refletem na vida real, como personagens que passam por momentos difíceis no trabalho e treinadores que precisam manter o foco para superar grandes obstáculos. O estilo da animação é bastante bonito e a trilha sonora calma acompanha muito bem os acontecimentos de cada episódio. Pokémon: Asas do Crepúsculo é um presente para os fãs da franquia que estiverem precisando assistir algo motivador, que dê aquela sensação de coração quentinho.

    5. Pokémon: As Neves de Hisui (2022)

    Lançada em 2022, Pokémon: As Neves de Hisui é uma produção ainda mais delicada que Pokémon: Asas do Crepúsculo, e que, para a felicidade de muitos fãs, apesar de ter apenas três episódios, apresenta uma história contínua e com tempo de duração ligeiramente maior que spin-offs como Pokémon: Evolutions. A minissérie pode ser encontrada no YouTube e acontece na antiga região de Hisui, que os fãs reconhecerão como a versão ancestral de Sinnoh, que aparece no game Pokémon Legends: Arceus. 

    Aqui, conhecemos Alec, um jovem que viaja com seu pai e relembra sua infância, quando viveu um encontro marcante com um Pokémon do tipo Zorua em Hisui — se algum bichinho de estimação marcou a sua vida, prepare-se para derramar algumas lágrimas. O foco da história não está em batalhas ou capturas de Pokémon, mas, sim na relação entre humanos e monstrinhos, que antes dos torneios e ginásios, era marcada por medo e desconfiança. O estilo da animação é lindo e o ritmo calmo e contemplativo dá um tom poético para a história, que é curta, mas profunda.

    4. Pokémon (1997)

    Lançada em 1997 para ampliar a franquia Pokémon, que começou com os jogos, Pokémon acompanha o jovem garoto Ash Ketchum e seu inseparável Pikachu em uma longa jornada para se tornar um Mestre Pokémon. Assim como os games, a série se tornou um verdadeiro símbolo da cultura pop, e levou inúmeros fãs até diferentes regiões, de Kanto a Paldea, por mais de 20 temporadas, sempre apresentando novos amigos, rivais e Pokémon inesquecíveis a cada geração.

    Alegre e cheia de humor, é verdade que a série tem um tom mais infantil e nem sempre é tão consistente, apresentando alguns arcos fracos e uma fórmula repetitiva, mas de certa forma, isso faz parte do charme. Afinal de contas, a animação cresce até certo ponto com quem a assiste, mas sempre se reinicia para cumprir seu objetivo: ser uma ótima porta de entrada para a franquia. Além disso, a partir da temporada 26, quando se inicia o arco Pokémon Horizons, a série ganha novos protagonistas e aventuras mais maduras, o que prova que, mesmo depois de muito tempo, ainda consegue se reinventar, destacando essa em relação às outras séries da franquia. 

    3. A Concierge Pokémon (2023-)

    Com um visual divertido, colorido e um ritmo mais calmo do que o habitual do anime principal, mas muito parecido com o de Pokémon: Asas do Crepúsculo, A Concierge Pokémon é uma produção surpreendente, feita com técnica stop-motion, lembrando Rilakkuma e Kaoru, que acompanha a jornada de Haru, uma jovem cansada da correria da cidade grande, que decide largar tudo para  trabalhar em um resort exclusivo para Pokémon, onde as criaturinhas vivem para descansar e se divertir longe de batalhas.

    Ao invés de explorar duelos ou jornadas por ginásios, a série aposta na calmaria e na sensibilidade para mostrar como o descanso e a autoconfiança são importantes na vida adulta. Haru chega ao resort tímida e esgotada, mas com a ajuda de cada Pokémon e colega de trabalho, ela descobre ser muito mais forte do que pensa. Além disso, o trabalho minucioso da série nos presenteia com inúmeros monstrinhos muito bem detalhados: podemos perceber as expressões sutis do ansioso Psyduck, a simpatia de Dragonite e até mesmo a confusão no comportamento de um Magikarp. A Concierge Pokémon é uma pausa gentil dentro de um mundo que nunca para, perfeita para crianças que estão conhecendo a franquia e adultos que adorariam estar no lugar da Haru.

    2. Pokémon Gerações (2016)

    Assim como Pokémon Evolutions, Pokémon Gerações também revisita momentos icônicos de cada geração dos principais jogos da franquia, indo de Kanto à Kalos, e exige que o público conheça a história de cada game para aproveitar melhor a animação. Com 18 episódios de três a cinco minutos cada, cada história é independente, focando em diferentes personagens, desde grandes heróis até vilões lendários.

    Com visual moderno e trilha sonora empolgante, Pokémon Gerações está disponível no YouTube e é bastante comparada à Pokémon Origins, que ocupa o topo da lista — e com razão. Ambas as produções trazem um tom mais maduro para a franquia, que é o que os fãs passaram a esperar da série principal ao longo do tempo, um desejo que não se concretizou. Mesmo sendo uma produção curta, Gerações consegue capturar a grandiosidade e o espírito de aventura e emoção que sempre definiu os jogos Pokémon.

    1. Pokémon Origins (2013)

    Entre todas as produções derivadas do universo Pokémon, Pokémon Origins provavelmente é a com o maior potencial de despertar nostalgia nos fãs. Apesar de ter apenas quatro episódios, a série resgata diretamente a história dos primeiros jogos da franquia, Pokémon Red and Blue, acompanhando o jovem Red desde o momento em que ele escolhe seu primeiro Pokémon, até o confronto épico contra o poderoso Mewtwo.

    Bastante fiel ao material original do Game Boy, Origins tem um tom mais sério e aventureiro do que a série tradicional de Ash, o que rendeu muitos comentários de fãs afirmando que este era o caminho que o anime principal deveria ter seguido — e eles não estão errados, pois a produção é ótima mesmo. O enredo é bastante direto, mas também muito emocionante, repleto de batalhas intensas e uma trilha sonora que faz qualquer fã veterano se arrepiar. O traço da animação é ótimo e ela termina com o maior gostinho de quero mais da história da franquia, refletindo muito bem o espírito das primeiras jornadas Pokémon, dando aquele sentimento de descoberta que deu início a tudo.

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